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    Antologia poética -

    Manuel Bandeira

    Nova Fronteira
    2001
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-13: 9788520911419
    Português Brasileiro
    4.2
    197 avaliações
    Leram286Lendo41Querem191Relendo3Abandonos15Resenhas26
    Favoritos3Desejados191Avaliaram197

    Retrato da trajetória poética de Manuel Bandeira, esta antologia, organizada pelo próprio autor em 1961, reúne poemas dos livros 'A cinza das horas', 'Carnaval', 'O ritmo dissoluto', 'Libertinagem', 'Estrela da manhã', 'Lira dos cinquent'anos', 'Belo belo', Opus 10', 'Estrela da tarde', 'Poemas traduzidos' e 'Mafuá do Malungo'.

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    luan souza07/11/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A versatilidade em versos; o homem versátil: Manuel Bandeira

    Uma antologia primorosa, rica, gostosa! Lendo Manuel, sinto os seus versos de tal maneira que me surpreendo. Ler e ouvir o poema "Profundamente", por exemplo, me introduz a uma profunda nostalgia, num abismo triste-alegre, contagiante: contagiante, porém, não para terceiros, mas para mim mesmo: meus eus que já feneceram e que, de certa forma, vivem em minha consciência, vivem em minha nostalgia dolorosa. A minha criança tem nostalgia do meu eu, nostálgico, que há pouco feneceu e a desejava, e este último, apesar do mesmo destino, não se encontra com o desejado. E a dor só aumenta: o que sou, fui; o que serei... impossível ser o que não se é, no entanto somos e deixamos de ser no mesmo momento... Isso e muito mais Manuel me proporciona. Digo que é versátil porque a sua poesia inicia-se parnasiana, movimento literário literalmente abandonado por ele, posso dizer, até, que desprezado, daí surge o famoso poema "Os Sapos", recitado por outro autor na Semana de 22; Depois, encontra-se ele na primeira fase do modernismo, mas Manuel não para por aí, por isso a sua versatilidade genial! Nesse livro, seguem-se em ordem as suas publicações, até mesmo traduções suas de outras obras, o que torna ainda mais completa e deliciosa de ler. Em homenagem a esse inefável poeta, pois tudo o que lhe disse positivamente são mera ignorância, dedico: Manuel, poeta poético, que da sua maneira Passou a escrever a fatal beleza da vida. Sem regras, livremente, com a sua escrita Seus peomas tornaram-se símbolo da sua, da nossa Bandeira.

    13 curtidas

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    Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho profile picture

    Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho

    Foi um poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro. Possuía um estilo simples e direto, foi o mais lírico dos poetas. Abordava temáticas cotidianas e universais, às vezes com uma abordagem de "poema-piada", lidando com formas e inspiração que a tradição acadêmica considera vulgares. Mesmo assim se valeu de formas colhidas nas tradições clássicas e medievais. Em sua obra de estreia (e de curtíssima tiragem) estão composições poéticas rígidas, sonetos em rimas ricas e métrica perfeita, na mesma linha onde, em seus textos posteriores, encontramos composições como o rondó e trovas.

    109 Livros
    529 Seguidores
    Pernambuco, Brasil

    Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho