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    Vida - 4 Biografias Cruz e Sousa, Basho, Jesus e Trotski

    Paulo Leminski

    Companhia das Letras
    2013
    392 páginas
    13h 4m
    ISBN-13: 9788535923278
    Português Brasileiro
    4.2
    368 avaliações
    Leram701Lendo94Querem1169Relendo2Abandonos43Resenhas22
    Favoritos62Desejados1169Avaliaram368

    Quando a Companhia das Letras lançou 'Toda poesia', em fevereiro de 2013, alguns dos livros ali reunidos - como 'Caprichos & relaxos' e 'Distraídos venceremos' - estavam fora de catálogo e vinham sendo procurados pelo amplo público leitor de Paulo Leminski há mais de dez anos. Fenômeno semelhante ocorre com as quatro biografias que Leminski escreveu para a Coleção Encanto Radical ao longo da década de 1980; livros como 'Bashô - a lágrima do peixe' são raridades, e voltam ao mercado com a reedição de um volume único. Sob o olhar poético e apaixonado de um mesmo admirador, essas quatro trajetórias aparentemente desconexas ganham novas dimensões, criam elos e se complementam, em comunicação permanente com a vida e a obra de seu biógrafo. Trótski é visto como um homem de letras, autor do 'mais extraordinário livro sobre literatura' já escrito por um político. Cruz e Sousa é personagem central de um movimento que Leminski chama de 'underground' e que muito o influenciaria; o simbolismo. Bashô, antes de se tornar pai do haikai, foi membro da classe samurai. E Jesus é um 'superpoeta'. Enquanto traz à tona lados de quatro de seus heróis, Leminski revela muito de si mesmo, tão múltiplo e fascinante quanto os biografados, e fornece a seus fãs, em narrativas aliciantes e cheias de estilo, uma gênese de suas principais influências.

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    Resenhas (22)Ver mais
    Igor Campos picture
    Igor Campos14/09/2025Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Eu achei o livro bacana, me parece que a ideia foi pegar personagens originários de quatro diferentes partes do mundo e com 4 crenças, experiências de vida e sociais diferentes. Como são 4 "biografias" em um só livro, é claro que o autor vai destacar apenas alguns pontos e questões da vida de cada um, porém eu acho que o Leminski se perdeu um pouco na parte do Trótski, onde ele se estendeu demais, não soube o que deixar de fora, deixando ela muito densa pra proposta do livro e ao mesmo tempo muito incompleta para uma real biografia. Além disso achei que faltou a conexão que ele vinha fazendo entre os personagens nesse final Trótski.

    10 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 368
    • 5 estrelas42%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas17%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas1%
    Paulo Leminski Filho profile picture

    Paulo Leminski Filho

    Paulo Leminski Filho foi um escritor, poeta, tradutor e professor brasileiro. Era, também, faixa-preta de judô. Filho de Paulo Leminski e Áurea Pereira Mendes. Mestiço de pai polonês com mãe negra, Paulo Leminski Filho sempre chamou a atenção por sua intelectualidade, cultura e genialidade. Estava sempre à beira de uma explosão e assim produziu muito. É dono de uma extensa e relevante obra. Desde muito cedo, Leminski inventou um jeito próprio de escrever poesia, preferindo poemas breves, muitas vezes fazendo haicais, trocadilhos, ou brincando com ditados populares. Em 1958, aos catorze anos, foi para o Mosteiro de São Bento em São Paulo e lá ficou o ano inteiro. Participou do I Congresso Brasileiro de Poesia de Vanguarda em Belo Horizonte onde conheceu Haroldo de Campos, amigo e parceiro em várias obras. Leminski casou-se, aos dezessete anos, com a desenhista e artista plástica Neiva Maria de Sousa (da qual se separou em 1968). Estreou em 1964 com cinco poemas na revista Invenção, dirigida por Décio Pignatari, em São Paulo, porta-voz da poesia concreta paulista. Em 1965, tornou-se professor de História e de Redação em cursos pré-vestibulares, e também era professor de judô. Classificado em 1966 em primeiro lugar no II Concurso Popular de Poesia Moderna. Casou-se em 1968 com a também poetisa Alice Ruiz, com quem viveu durante vinte anos. Algum tempo depois de começarem a namorar, Leminski e Alice foram morar com a primeira mulher do poeta e seu namorado, em uma espécie de comunidade hippie. Ficaram lá por mais de um ano, e só saíram com a chegada do primeiro de seus três filhos: Miguel Ângelo (que morreu com dez anos de idade, vítima de um linfoma). Eles também tiveram duas meninas, Áurea (homenagem a sua mãe) e Estrela. De 1969 a 1970 decidiu morar no Rio de Janeiro, retornando a Curitiba para se tornar diretor de criação e redator publicitário. Dentre suas atividades, criou habilidade de letrista e músico. Verdura, de 1981, foi gravada por Caetano Veloso no disco Outras Palavras. A própria bossa nova resulta, em partes iguais, da evolução normal da MPB e do feliz acidente de ter o modernismo criado uma linguagem poética, capaz de se associar com suas letras mais maleáveis e enganadoramente ingênuas às tendências de então da música popular internacional. A jovem guarda e o tropicalismo, à sua maneira, atualizariam esse processo ao operar com outras correntes musicais e poéticas. Por sua formação intelectual, Leminski é visto por muitos como um poeta de vanguarda, todavia por ter aderido à contracultura e ter publicado em revistas alternativas, muitos o aproximam da geração de poetas marginais, embora ele jamais tenha sido próximo de poetas como Francisco Alvim, Ana Cristina César ou Cacaso. Por sua vez, em muitas ocasiões declarou sua admiração por Torquato Neto, poeta tropicalista e que antecipou muito da estética da década de 1970. Na década de 1970, teve poemas e textos publicados em diversas revistas - como Corpo Estranho, Muda Código (editadas por Régis Bonvicino) e Raposa. Em 1975 - e lançou o seu ousado Catatau, que denominou

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    Paraná, Brasil

    Paulo Leminski Filho