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    Vineland - Vineland

    Thomas Pynchon, Matthew Shirts

    Companhia das Letras
    1991
    398 páginas
    13h 16m
    ISBN-10: 8571642168
    Português Brasileiro
    3.6
    51 avaliações
    Leram81Lendo18Querem153Relendo0Abandonos2Resenhas7
    Favoritos3Desejados153Avaliaram51

    <b>Delirante epopéia pós-moderna, uma aventura californiana cheia de humor e lirismo surpreendentes. Em meio às ondas do terrível Tubo - a onipresente TV -, os olhos de uma cinerrevolucionária enlouquecem homens tão diferentes como o <i>hippie</i> Zoyd e o promotor Brock Vond.</b> Fazia dezessete anos que Thomas Pynchon, o maior prosador da contracultura americana, o homem sem rosto e sem voz de cuja existência a imprensa às vezes chegou a duvidar, não nos abria o seu baú de maquinações. Agora podemos chafurdar à vontade nessa delirante epopéia pós-moderna, cheia de humor rascante e surpreendente lirismo a contrapelo. Veremos como os olhos azuis de uma cinerrevolucionária - Frenesi, possível corruptela de "free and easy"- e seu desencontrado desejo enlouqueceram de paixão homens tão diferentes como o hippie Zoyd Wheeler e o promotor federal Brock Vond. E reconheceremos no talhe de muitos dos personagens vinelandianos as emanações catódicas do terrível Tubo - a onipresente TV. E talvez, ao final da leitura de <i>Vineland</i>, partilhemos da curiosa conclusão de um de seus personagens: "A vida é <i>las</i> Vegas". Ou não é?

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    Resenhas (7)Ver mais
    Weslei Salgado picture
    Weslei Salgado22/09/2025Resenhou um livro
    0

    Daqueles que não dá para classificar.

    Li esse livro por causa de um vídeo do Dalenogare em que ele falava sobre os filmes de 2025 que seriam adaptações de livros. No caso aqui, o novo filme do Paul Thomas Anderson com o título de UMA BATALHA APÓS A OUTRA, que estreia quinta-feira agora, dia 25 de setembro e vem recebendo críticas de ser a MAGNUM OPUS do diretor. E já está claro que o filme é inspirado livremente em algo de VINELAND, não uma adaptação em si, do mesmo modo que SANGUE NEGRO foi livremente inspirado no livro OIL! Até porque esse livro está no rol de “OS INADAPTÁVEIS”. Não me acho pouco inteligente mas é um livro de difícil compreensão, ele é extremamente americanizado e fruto da sua época, anos oitenta/governo Reagan. Não é um livro acessível e tive nele o mesmo problema que encontrei ao ler GRAÇA INFINITA há dois anos. Um livro tem que funcionar por si só, quando eu PRECISO (vide o verbo PRECISAR e não QUERER) de qualquer material suplementar para me ajudar a tirar algo da obra, a obra falha comigo. E lá fui eu atrás de resenhas e podcasts, todos em inglês porque não achei nenhum conteúdo brazuca sobre VINELAND, tentar exprimir algo do meu primeiro contato com THOMAS PYNCHON e mesmo assim foi bem difícil. Eu li as duzentas primeiras páginas em um dia e a primeira sensação foi de estar lendo algo bem estranho mas legal. Tipo quando eu era criança e vi os esquetes do programa RÁ-TIM-BUM da TV CULTURA. Alguns davam medo mas meu inconsciente sabia que eu estava vendo algo maneiro. E aquela pequena América fora da realidade estava bem legal, com os filmes inventados misturados a filmes que existem de verdade. Sempre abria o IMDB sem saber realmente o que esperar para conferir, foi divertido. As outras duzentas páginas eu li em duas semanas e talvez tudo tem perdido o fôlego pra mim como leitor, não foi fácil terminar. Principalmente precisando dos materiais suplementares para me engajar na leitura. Ponto positivo para a tradução feita por dois tradutores, a edição que eu li foi impressa em 1991 o ano em que eu nasci. É impossível imaginar o trabalho hercúleo dos tradutores em fazer referências culturais terem sentido na época bem como os trocadilhos com títulos de filmes e etc. Nota dez. Nesse momento estou bastante ansioso pelo filme que está com uma avaliação altíssima pela crítica especializada, principalmente pela atuação do Sean Penn, que é citado no livro em um dos filmes que não existem .(Coincidência?) Pelo pouco que sei a respeito do THOMAS PYCHON todos os livros dele tem uma pegada alucinógena. Eu adiei a leitura de O ARCO-ÍRIS DA GRAVIDADE depois de ler GRAÇA INFINITA, e a leitura de VINELAND não me cativou em nada para quando a vez dele chegar.

    106 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.6 / 51
    • 5 estrelas20%
    • 4 estrelas31%
    • 3 estrelas35%
    • 2 estrelas12%
    • 1 estrelas2%
    Thomas Ruggles Pynchon, Jr. profile picture

    Thomas Ruggles Pynchon, Jr.

    Escritor norte-americano, tido como dos mais originais de seu tempo. Famoso por criar livros longos e complexos - às vezes com centenas de personagens e dezenas de histórias paralelas -, ele é um dos principais expoentes do romance pós-moderno, juntamente com William Gaddis, John Barth, Donald Barthelme, Don Delillo e Paul Auster. Ganhador do National Book Awards, seu nome é constantemente citado como concorrente ao Nobel de Literatura. Em 1988, foi premiado pela Fundação MacArthur. O crítico literário Harold Bloom nomeou Pynchon um dos quatro romancistas anglófonos "canonizáveis" de seu tempo - ao lado de Don DeLillo, Philip Roth e Cormac McCarthy. Sua ficção abrange diversos campos, como física, matemática, química, filosofia, parapsicologia, história, mitologia, ocultismo, música pop, quadrinhos, cinema, drogas e psicologia, unindo-os de maneira picaresca, humorística, absurda, poética e sombria. A preocupação central da obra de Pynchon é explorar a acumulação e a inter-relação entre estes diferentes conhecimentos, que resultariam em uma realidade entrópica tangível apenas pela paranóia. Ele também é conhecido pela reclusão em que vive, o que gerou diversos rumores sobre sua real identidade. Nunca concedeu entrevistas e as únicas fotos conhecidas dele datam de sua juventude.

    34 Livros
    106 Seguidores
    Nova Iorque, EUA

    Thomas Ruggles Pynchon, Jr.