O Anticristo -

    Friedrich Nietzsche

    Livro de Domínio Público
    2012
    63 páginas
    2h 6m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    O Anticristo (em alemão: Der Antichrist) é um livro do autor alemão Friedrich Nietzsche, escrito em 1888 e publicado em 1895. É considerado uma das mais ácidas críticas de Nietzsche ao cristianismo, célebre pela frase: "O Evangelho morreu na cruz". Seu título original em alemão, Der Antichrist, pode significar tanto "O Anticristo" quanto "O Anti-cristão". Ele não se baseou na figura bíblica do Anticristo. Nietzsche foca sua crítica na religião cristã. Ele faz diversos ataques tentando mostrar uma suposta deturpação por Paulo de Tarso e pelo catolicismo. Não obstante, critica também Lutero, sobre o qual afirma ter perdido a grande oportunidade de evitar a decadência alemã. Sobre o budismo, ele afirma ser a religião do nada, na figura de Buda, o que se abdicou de tudo o que era humano. Contudo, ele predica que o budismo é ruim, mas afirma que o cristianismo é um mal ainda pior, pois tenta elevar os chandala (termo hinduísta para designar a pária, casta inferior). Nietzsche faz uma comparação entre os livros sagrados cristãos, e o Código de Manu, de origem brâmane. Considerando, o segundo, demasiado superior e que: "esta sim pode ser considerada uma filosofia". Dentre as outras citações que faz em seu livro destacamos, positivamente para Fiódor Dostoiévski e Goethe e depreciativamente para Kant e os já aponta. Ele afirma em seu prólogo: "Este livro pertence aos homens mais raros. Talvez nenhum deles sequer esteja vivo. É possível que se encontrem entre aqueles que compreendem o meu Zaratustra: como eu poderia misturar?me àqueles aos quais se presta ouvidos atualmente? Somente os dias vindouros me pertencem. Alguns homens nascem póstumos."

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    Leandro de Queiroz Viana Braga04/08/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Manual do ateísmo

    Para começar, eu já era ateu antes de ler este livro. Porém, vivia ainda imerso em verdades pré-estabelecidas, e Nietzsche é um mestre em cutucar estas verdades. Em cada um de seus livros que li, Nietzsche reclama justamente sobre os assuntos mais banais e cotidianos, o que me fez levar estes questionamentos à minha própria vida. Este livro vem questionar justamente a maior verdade universal que permeia a minha vida de brasileiro: Jesus, o homem bom. Embora não acreditasse em Deus, continuava a acreditar na existência de Jesus Cristo e em suas palavras como um manual do correto e do justo. Nietzsche, em momento algum, me disse que eu estava errado, mas sempre me fez perguntar se estava certo. Se o conhecimento cresce conforme temos mais dúvidas e as dúvidas crescem conforme temos mais conhecimento, Nietzsche, neste livro principalmente, me mostrou que não sei de nada.

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