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    No Caminho de Swann (Em Busca do Tempo Perdido #1) - (Saraiva de bolso)

    Marcel Proust

    Nova Fronteira
    2014
    491 páginas
    16h 22m
    ISBN-13: 9788520938157
    Português Brasileiro
    4.3
    1583 avaliações
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    No caminho de Swann é o primeiro livro da aventura autobiográfica de Proust. A partir de um momento de epifania, o protagonista mergulha no próprio passado e reconstrói, com riqueza de detalhes, a infância vivida na cidade fictícia de Combray. Relata também seu encontro com o aristocrata Swann e os primórdios da paixão deste por Odette, descrevendo com sutileza e com precisão quase psicanalítica sentimentos obsessivos de ciúme e de culpa. Nesta narrativa introduzem-se os personagens e os lugares que irão modelar o cenário monumental de Em busca do tempo perdido.

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    Skooblover18/06/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma epifania que só o tempo trás

    Essa resenha é puramente pessoal. Seu intuito é quase como o de traçar um mapa, de delinear um caminho, de evocar (eis portanto, a palavra!) o que o tempo perdido e reencontrado, pode trazer. Talvez seja ousadia minha colocar o que vou dizer a seguir: Tem-se que ter uma certa maturidade para se ler Proust. E talvez, mais do que maturidade,tem-se que ter um certo sofrimento e uma certa desilusão com as coisas dessa vida, como se as conhecessemos um pouquinho mais a ponto de poder sorrir ante a fugacidade das coisas, dos sentimentos tais como o amor, o ciúme, não que não sejam importantes, mas devendo ser vistos na sua real perspectiva. O que faz Proust, porém, diante disso? Espiona esses sentimentos, esmiuça-os, como se os estivesse dissecando no laboratório das lembranças perdidas. E com que finura, com que perfeição! Proust pega a chuva que cái,uma folha, um sorriso de menina, um homem atormentado pela escolha amorosa e presa de terríveis ciúmes e insegurança, e como um caleidoscópio de cores ora vibrantes, ora esmaecidas pelo tempo nos mostra toda uma riqueza descritiva, raramente atingida por um outro escritor. Não é somente o tempo perdido que o revisita e nos revisita, é muito mais. É uma menção elegante a determinado pintor, a um certo estilo arquitetônico, a uma Paris mergulhada numa nostalgia de folhas mortas e coches que atravessam as ruas noturnas molhadas; da beleza de mulheres que passeiam pelo Bois, discretamente veladas pelo tule dos chapeuzinhos que lhes escondem os olhos; da aristocracia e da burguesia cheias de regras de bom-tom e etiquetas, enfim, é preciso se esquecer o presente e transportar-se com todos os sentidos, para essa época em que o tempo perdido, encontra o leitor fascinado, como que embalado por uma litania e desejoso de aí permanecer.

    49 curtidas

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