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    O véu erguido (Coleção: A arte da novela) -

    George Eliot

    Grua Livros
    2015
    88 páginas
    2h 56m
    ISBN-13: 9788561578466
    Português Brasileiro
    3.7
    178 avaliações
    Leram238Lendo3Querem213Relendo1Abandonos4Resenhas21
    Favoritos6Desejados213Avaliaram178

    Publicada no mesmo ano do seu primeiro romance, Adam Bede, esta novela exibe algumas das virtudes que tornariam George Eliot famosa rigor enérgico, introspecção, forte caracterização psicológica e moralização idealista. No entanto, esta obra é singular em comparação aos demais trabalhos da autora: foi a única em que usou uma narrativa em primeira pessoa e escreveu a respeito do sobrenatural, expoente do realismo que foi. A novela pertence à tradição vitoriana de histórias de terror, como Frankenstein (Mary Shelley) e O estranho caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde (O médico e monstro, de Robert Louis Stevenson). Latimer, de natureza sensível e pouco prática, dono de uma beleza feminina, é o filho mais novo de um banqueiro e vive à sombra do irmão mais velho, o exuberante Alfred. Aos 16 anos é mandado para Genebra para completar sua educação, que fazia parte de um roteiro pré-determinado da vida de rico que levaria, com o irmão no comando dos negócios. Latimer adoece, a estadia na Suíça é interrompida, e sua vida sofre uma reviravolta quando, convalescendo, ele começa a ter visões do futuro. Incapacitado, confuso, frágil, ainda assim Latimer tenta subverter seu destino vividamente vislumbrado.

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    Resenhas (21)Ver mais
    Sara Lourenço picture
    Sara Lourenço28/12/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Bom dia! Devo começar expressando minha gratidão pela existência da Alice, que se empenhou para encontrar esse livro e me surpreendeu com a escolha. Agora posso falar sobre o livro: desde que li crepúsculo, não consigo parar de criar associações com outros livros. Afinal, é impossível não notar que o personagem principal também se apaixona pela mulher que é dona de pensamentos impenetráveis. A Bertha, diferentemente da Bella, não é movida por amor, apenas interesses. Mas eu aposto que, depois de um milênio vivendo com o Edward (não que eu encontre muitos defeitos na personalidade dele), a Bella também estaria de saco cheio. Acho que me perdi nos meus pensamentos. O que eu queria mesmo dizer é que a minha leitura de O véu erguido (George Eliot/Mary Anne Evans) me fez refletir e concluir que nossas vidas não podem ser sobre o que os outros pensam. Latimer, um homem doente e capaz de ler o que os outros pensam, perde os seus poucos anos de vida mergulhado nos pensamentos alheios. Mesmo tendo a chance de casar com quem amava, torna-se infeliz ao se deparar com os pensamentos de Bertha.

    19 curtidas

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    Avaliações

    3.7 / 178
    • 5 estrelas12%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas40%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas1%
    Mary Anne Evans  profile picture

    Mary Anne Evans

    George Eliot, pseudônimo de Mary Ann Evans, foi uma novelista autodidata britânica. Usava um nom de plume masculino para que seus trabalhos fossem levados a sério. À época, outras autoras publicavam trabalhos sob seus verdadeiros nomes, mas Eliot queria escapar de estereótipos que ditavam que mulheres só escreviam romances leves. Outro fator que pode ter levado Eliot a usar um pseudônimo masculino era o desejo de preservar sua vida íntima, sobretudo seu relacionamento com George Henry Lewes, um homem casado, com quem viveu por mais de vinte anos. Seu primeiro trabalho literário, de 1844, foi a tradução da Vida de Jesus de David Strauss. O tema principal dos seus romances, como em Silas Marner, é a vida das pessoas simples, que retrata, com uma sensibilidade reconhecida por várias gerações de leitores, os conflitos do ser humano tais quais a angústia, o desespero e a busca da razão da vida. Desenvolveu o método da análise psicológico característico da ficção moderna. Sua obra Middlemarch (1872) é considerada um dos maiores romances do século XIX. Segundo Virginia Woolf, em um artigo em tributo à escritora, este é "um dos poucos romances ingleses escritos para gente grande". Foi sepultada no Cemitério de Highgate, Grande Londres na Inglaterra.

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    Nuneaton, Inglaterra

    Mary Anne Evans