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    Delírio, Poesia e Morte - A Solidão de Álvares de Azevedo

    Álvares de Azevedo , Luciana Fátima

    Estronho
    2015
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-13: 9788564590861
    Português Brasileiro
    4.7
    28 avaliações
    Leram41Lendo0Querem31Relendo0Abandonos0Resenhas6
    Favoritos9Desejados31Avaliaram28

    Em um surpreendente exercício de alteridade, Luciana Fátima dá voz à trajetória de um dos maiores expoentes do Romantismo brasileiro: Álvares de Azevedo. Poderíamos afirmar que este livro é uma biografia romanceada do jovem poeta, mas isso seria simplificar demais, pois ele é, também, o testemunho humanizante de uma São Paulo em formação. Como afirma Bruno Matangrano, no prefácio, “Luciana captou o espírito dos oitocentos [e da cidade], tomando para si a voz do poeta. De tanto ler as obras de Azevedo e pesquisar sobre ele, tornaram-se amigos.” A trágica lira azevediana ecoa por todas as páginas, pelas quais a autora busca reconstruir os passos, não apenas de Azevedo, mas, também, de outros importantes personagens da cena Romântica que se desenrolava ao redor da Academia de Direito, no século XIX. A vida do poeta pode ter sido curta, mas certamente foi intensa e cheia de aventuras. E agora podemos acompanhar seus passos, desde o nascimento (seria verdade que foi na biblioteca da Academia?) até o precoce e triste fim – que Luciana narra de maneira bela e emocionante.

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    Resenhas (6)Ver mais
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    Carla Aires Martins08/07/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Dark academia no Brasil Império (?!)

    O livro é todo uma obra de arte. Desde a escrita à diagramação, as fotos, tudo. Estava no ensino médio quando ouvi falar de Álvares de Azevedo pela primeira vez e sou fascinada por ele desde então. Apesar de todas as lacunas sobre quem de fato foi essa figura tão importante da nossa literatura, acho que a autora aqui conseguiu criar uma voz muito convincente que cumpre bem o papel tanto de nos transportar para a época e o lugar em que Maneco viveu quanto de nos incitar a procurar saber e tentar entender mais da história e a obra dele.

    6 curtidas

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    Avaliações

    4.7 / 28
    • 5 estrelas75%
    • 4 estrelas18%
    • 3 estrelas7%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Manuel Antônio Álvares de Azevedo  profile picture

    Manuel Antônio Álvares de Azevedo

    Filho de Inácio Manuel Álvares de Azevedo e Maria Luísa Mota Azevedo, passou a infância no Rio de Janeiro, onde iniciou seus estudos. Voltou a São Paulo (1847) para estudar na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde desde logo ganhou fama por brilhantes e precoces produções literárias. Destacou-se pela facilidade de aprender línguas e pelo espírito jovial e sentimental. Durante o curso de Direito traduziu o quinto ato de Otelo, de Shakespeare; traduziu Parisina, de Lord Byron; fundou a revista da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano (1849); fez parte da Sociedade Epicureia; e iniciou o poema épico O Conde Lopo, do qual só restaram fragmentos. Não concluiu o curso, pois foi acometido de uma tuberculose pulmonar nas férias de 1851-52, a qual foi agravada por um tumor na fossa ilíaca, ocasionado por uma queda de cavalo, falecendo aos 20 anos. A sua obra compreende: Poesias diversas, Poema do Frade, o drama Macário, o romance O Livro de Fra Gondicário, Noite na Taverna, Cartas, vários Ensaios (Literatura e civilização em Portugal, Lucano, George Sand, Jacques Rolla), e a sua principal obra Lira dos vinte anos (inicialmente planejada para ser publicada num projeto - As Três Liras - em conjunto com Aureliano Lessa e Bernardo Guimarães). É patrono da cadeira 2 da Academia Brasileira de Letras. Atualmente tem suscitado alguns estudos acadêmicos, dos quais sublinham-se "O Belo e o Disforme", de Cilaine Alves Cunha (EDUSP, 2000), e "Entusiasmo indianista e ironia byroniana" (Tese de Doutorado, USP, 2000); "O poeta leitor. Um estudo das epígrafes hugoanas em Álvares de Azevedo", de Maria C. R. Alves (Dissertação de Mestrado, USP, 1999). Suas principais influências são: Lord Byron, Goethe, François-René de Chateaubriand, mas principalmente Alfred de Musset. Um aspecto característico de sua obra e que tem estimulado mais discussão, diz respeito a sua poética, que ele mesmo definiu como uma "binomia", que consiste em aproximar extremos, numa atitude tipicamente romântica. É importante salientar o prefácio à segunda parte da Lira dos Vinte Anos, um dos pontos críticos de sua obra e na qual define toda a sua poética. É o primeiro a incorporar o cotidiano na poesia no Brasil, com o poemas Ideias íntimas, da segunda parte da Lira. Segundo alguns pesquisadores, Álvares de Azevedo que teria escolhido o título "As Três Liras", pois havia uma garota - que até hoje ninguém sabe a identidade, muito bem escondida pelo Dr. Jaci Monteiro - que tocava esse instrumento. Figura na antologia do cancioneiro nacional. E foi muito lido até as duas primeiras décadas do século XX, com constantes reedições de sua poesia e antologias. As últimas encenações de seu drama Macário, foram em 1994 e 2001.

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    São Paulo, Brasil

    Manuel Antônio Álvares de Azevedo