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    O rumor do tempo - e Viagem à Armênia

    Óssip Mandelstam

    Editora 34
    2000
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-10: 8573261641
    Português Brasileiro
    3.5
    54 avaliações
    Leram77Lendo5Querem209Relendo1Abandonos1Resenhas9
    Favoritos0Desejados209Avaliaram54

    Publicado em 1925, O rumor do tempo é um relato autobiográfico de um dos maiores poetas do século XX. Personalidade trágica, Mandelstam (1891-1938) foi figura de destaque em sua época, e morreu durante a era de terror stalinista em uma prisão na Sibéria. O volume inclui ainda Viagem à Armênia (1932-33), obra que fecha o ciclo de prosa de ficção do autor.

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    Resenhas (9)Ver mais
    Leonardo Jardim picture
    Leonardo Jardim23/10/2025Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    uma reflexão poética e melancólica de Óssip Mandelstam sobre memória, arte e a luta do indivíduo para preservar sua voz em meio ao silêncio imposto pela história.

    O livro O Rumor do Tempo, de Óssip Mandelstam, mostra como o poeta enxerga o tempo e a vida em meio às mudanças e dificuldades da Rússia em que viveu. Ele escreve de forma profunda e simbólica, refletindo sobre a passagem do tempo, a memória e o valor da arte. Mesmo enfrentando censura e sofrimento, Mandelstam usa a poesia como resistência e maneira de entender o mundo. Sua escrita é intensa e cheia de sentimento, fazendo o leitor pensar sobre o sentido do tempo e da existência humana. A obra me fez pensar em como o tempo pode ser ao mesmo tempo um inimigo e um professor. O autor parece escrever lutando contra o esquecimento, tentando deixar algo que o tempo não possa apagar. A forma como ele fala da memória e da passagem dos anos me fez sentir o peso da vida e das mudanças inevitáveis. É um livro que não dá respostas prontas, mas faz a gente olhar pra dentro e perceber o quanto o tempo molda quem somos. A poesia dele é densa, mas verdadeira — dá pra sentir que ele escrevia com a alma, tentando se manter vivo através das palavras. Embora a densidade do tema, o livro é muito fluido e repleto de notas de rodapé, contribuindo para uma leitura completamente profunda e interessante.

    25 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.5 / 54
    • 5 estrelas9%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas33%
    • 2 estrelas15%
    • 1 estrelas2%
    Osip Emilyevich Mandelstam profile picture

    Osip Emilyevich Mandelstam

    Óssip Mandelstam nasceu em Varsóvia, Polônia, em 1891, descendente de uma família judia. Cresceu na cidade imperial de S. Petersburgo, onde frequentou a prestigiada escola Tenishev, seguindo mais tarde para Paris (1907-08) e para Heidelberg (1909-10) com intenção de estudar Literatura Francesa. A partir de 1911 estudou Filosofia na Universidade de S. Petersburgo, curso que abandonou para se dedicar à escrita. Mandelstam é considerado ao lado de Boris Pasternak, Marina Tsvetaéva e Anna Akhmátova uma das mais importantes vozes da poesia russa do século XX. Mandelstam publicou seus poemas primeiramente em Apollyon, uma revista de vanguarda, em 1910, depois uniu-se a Anna Akhmatova e Nicholas Gumilev para formar o grupo Acmeist, que defendia uma estética de descrição exata e forma cinzelada, em oposição à corrente simbolista predominante na época. Fortemente censurado e perseguido pelas autoridades soviéticas por atividades contrarrevolucionárias, ele passou a maior parte de seus últimos anos no exílio. Mandelstam foi distinguido por um compromisso completo com sua vocação de poeta-profeta e poeta-mártir. Sem residência permanente ou emprego estável, mas por um breve interlúdio no início dos anos 1930, ele viveu a vida de um poeta arquetípico, dispersando manuscritos entre seus amigos e confiando em suas memórias para "arquivar" sua poesia inédita. Foi principalmente através dos esforços de sua viúva, Nadezhda, que pouco da poesia de Mandelstam se perdeu; ela manteve suas obras vivas durante a repressão, memorizando-as e coletando cópias. Ele morreu anonimamente a caminho do gulag siberiano em 1938, cumprindo assim sua própria profecia sombria: "Somente na Rússia a poesia é respeitada; leva as pessoas à morte. Há algum outro lugar onde a poesia é tão comum motivo para assassinato?"

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    Osip Emilyevich Mandelstam