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    Mulheres de cinzas (As areias do imperador #1) -

    Mia Couto

    Companhia das Letras
    2015
    344 páginas
    11h 28m
    ISBN-13: 9788535926620
    Português Brasileiro
    4.2
    808 avaliações
    Leram1304Lendo141Querem1419Relendo4Abandonos43Resenhas73
    Favoritos86Desejados1419Avaliaram808

    Primeiro livro da trilogia As areias do imperador, Mulheres de cinzas é um romance histórico sobre a época em que o sul de Moçambique era governado por Ngungunyane (ou Gungunhane, como ficou conhecido pelos portugueses), o último dos líderes do Estado de Gaza - segundo maior império no continente comandado por um africano. Em fins do século XIX, o sargento português Germano de Melo foi enviado ao vilarejo de Nkokolani para a batalha contra o imperador que ameaçava o domínio colonial. Ali o militar encontra Imani, uma garota de quinze anos que aprendeu a língua dos europeus e será sua intérprete. Ela pertence à tribo dos VaChopi, uma das poucas que ousou se opor à invasão de Ngungunyane. Mas, enquanto um de seus irmãos lutava pela Coroa de Portugal, o outro se unia ao exército dos guerreiros do imperador africano. O envolvimento entre Germano e Imani passa a ser cada vez maior, malgrado todas as diferenças entre seus mundos. Porém, ela sabe que num país assombrado pela guerra dos homens, a única saída para uma mulher é passar despercebida, como se fosse feita de sombras ou de cinzas. Ao unir sua prosa lírica característica a uma extensa pesquisa histórica, Mia Couto construiu um romance belo e vívido, narrado alternadamente entre a voz da jovem africana e as cartas escritas pelo sargento português.

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    Rúbia Margareth Dourado De Oliveira Macedo MatosMatos picture
    Rúbia Margareth Dourado De Oliveira Macedo MatosMatos13/06/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Covas de Armas.

    Sou fã de carteirinha de Mia Couto. Propensa a gostar das obras do autor só pela empatia existente e comprovada ( amei a palestra dele!). Porém, meu coração de chiclete, não foi muito grato à obra que ora concluí. Sei do potencial desta narrativa, e do quanto é pertinente as coisas ditas em cada página, com o digno propósito de apresentar o domínio Português sobre Moçambique... Mas, confesso que o lirismo de Mia Couto, às vezes, me lesa o raciocínio, e os olhos veem sangue e dor...sim, mas as coisas ficam como que "suspensas". De onde veio? Como foi? Por quê morreu? ( Eu querendo colocar elos nos fatos ...rss) Então, as causas se perdem como águas aligeiradas descendo o leito do rio, borbulhando segredos inescrutáveis! Gostei do que li, mas queria menos fantasia , e mais realismo! Acho que foi isso.

    26 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 808
    • 5 estrelas35%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas21%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas0%
    António Emílio Leite Couto  profile picture

    António Emílio Leite Couto

    Além de ser considerado um dos escritores mais importantes de Moçambique, ele é o escritor moçambicano mais traduzido. Em muitas das suas obras, Mia Couto tenta recriar a língua portuguesa com uma influência moçambicana, utilizando o léxico de várias regiões do país e produzindo um novo modelo de narrativa africana. Terra Sonâmbula, o seu primeiro romance, publicado em 1992, ganhou o Prémio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos em 1995 e foi considerado um dos doze melhores livros africanos do século XX por um júri criado pela Feira do Livro do Zimbabué. Em 2007, foi entrevistado pela revista Isto É. Presentemente é empregado como biólogo no Parque Transfronteiriço do Limpopo.

    103 Livros
    997 Seguidores

    António Emílio Leite Couto