o charuto apagado de Churchill -

    Thomas Brussig

    L&PM
    2005
    149 páginas
    4h 58m
    ISBN-10: 8525414980
    Português Brasileiro

    Em meados de 1945, representantes dos países vitoriosos na Segunda Guerra Mundial decidiram, na Conferência de Potsdam, o destino da derrotada Alemanha. A certa altura das discussões sobre a divisão de Berlim, o charuto de Winston Churchill, o premiê britânico, apagou-se. Josef Stálin, líder da União Soviética, apressou-se em oferecer-lhe fogo. Em retribuição, Churchill cedeu um pouco mais na negociação e concordou em traçar a linha divisória ligeiramente mais para o Oeste, permitindo que 60 metros da longa Alameda do Sol (com mais de quatro quilômetros no total) ficassem em Berlim Oriental. Ou seja, do lado soviético. Esta é a explicação ficcional de Thomas Brussig para o destino do trecho mais curto da Alameda do Sol (que de fato existe) e, ao mesmo tempo, o ponto de partida para este comovente e divertido romance. O charuto apagado de Churchill conta a história do jovem Mischa Kuppisch e sua geração, que nasceu e cresceu sob o comunismo, morando no lado oriental da Alameda do Sol. Cara a cara com o muro, eles brincam, descobrem o sexo, esboçam atitudes rebeldes, procuram desesperadamente os últimos LPs de rock ocidental, carrinhos de brinquedo, carrões de verdade, viagens, uma vida melhor e outros produtos inacessíveis. O charuto apagado de Churchill revela de modo irônico e satírico como era a vida das pessoas no lado de lá do muro de Berlim durante os últimos anos da Guerra Fria. Sucesso de público e crítica na Europa, foi comparado com O apanhador no campo de centeio. Um romance pleno de graça e humor, que relembra os anos que antecederam a 9 de novembro de 1989, data da queda do muro de Berlim.

    Similares (15)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (2)Ver mais
    Taimá Walther picture
    Taimá Walther11/09/2025Resenhou um livro
    0

    Me pegou um tanto

    "Quem de fato quiser preservar o que aconteceu, não pode se abandonar às recordações. Pois a recordação pode mais, muito mais: ela realiza teimosamente o milagre de fazer as pazes com o passado, na medida que volatiliza cada rancor e deita o seu véu da nostalgia sobre todas as coisas que um dia foram sentidas de modo afiado e cortante."

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 13
    • 5 estrelas31%
    • 4 estrelas23%
    • 3 estrelas46%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%