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    No País da Nuvem Branca - Im Land der weißen Wolke (Neuseeland-Saga #1)

    Sarah Lark

    Marcador
    2014
    684 páginas
    22h 48m
    ISBN-13: 9789897540134
    Português
    4
    85 avaliações
    Leram120Lendo5Querem197Relendo0Abandonos3Resenhas13
    Favoritos0Desejados197Avaliaram85

    Londres, 1852. Duas raparigas empreendem uma viagem de barco rumo à Nova Zelândia e tornam-se amigas. Trata-se, para ambas, do início de uma nova vida como futuras esposas de dois homens que conhecem apenas por correspondência. É o começo de uma nova vida com homens que não conhecem. Gwyneira, de origem nobre, está prometida ao filho de um magnata da criação de ovelhas, enquanto Helen, uma jovem perceptora, parte para se casar com um fazendeiro. Procuram encontrar a felicidade num país que promete ser o paraíso. No entanto, as ilusões de ambas depressa se esfumam, principalmente quando descobrem que a sua amizade está em perigo porque os maridos são inimigos. Gwyneira e Helen são mais fortes do que acreditavam ser e rompem com os preconceitos e as restrições da sociedade onde vivem, mas serão capazes de alcançar o amor e a felicidade do outro lado do mundo?

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    Resenhas (13)Ver mais
    sueli jansen alonso picture
    sueli jansen alonso05/05/2013Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Conhecer um novo autor é como baixarmos um novo aplicativo. Apesar da curiosidade, temos que descobrir como interagirmos com ele. Eu não conhecia Sarah Lark, e ao pesquisar sobre ela, vi que existem pouquíssimas referências sobre ela, a mais significativa é que seu nome verdadeiro é Ricarda Jordan, e que Na Terra da Nuvem Branca é o seu primeiro livro publicado no Brasil, pela Editora Europa, que infelizmente, não tratou nem a autora, e nem a nós, os seus leitores, com o devido carinho e respeito. Como sempre, para quem costuma usar tradutores online, é fácil perceber os erros cometidos por essas ferramentas maravilhosas, mas também muito enganosas. Principalmente, em relação aos pronomes, e no sentido das frases, mas nada que comprometesse seriamente o texto, até que cheguei à descrição do pássaro símbolo da Nova Zelândia, que segundo o texto teria quatro pernas (pág. 219), e a primavera antecedendo o inverno (pág. 270)! Acho que seria de muito bom gosto que nas próximas edições esses erros fossem corrigidos, afinal de contas um livro de quase setenta reais, mesmo que com setecentos e oito páginas, merece ser tratado de forma mais elegante. Sem esquecermos que a cada novo capítulo lá estava o kiwi representado com duas patas, para quem quisesse conhecê-lo.... Mas, vamos deixar de blá, blá, blá e partir para o que interessa. Segundo a Carlinha, esse é um romance do gênero Landscape. Oh! Deusa dos Leitores Desprevenidos, ajudai-me! Lá se foi o tempo que ler era uma tarefa simples, mas atualmente, qualquer enredo ou trama está dividido em vários volumes, que se espremermos bem daria um livro de pouco mais de cem páginas...O que de maneira nenhuma é o caso de Na Terra da Nuvem Branca! Pois, se existe uma escritora prolífica, sem dúvida nenhuma é Sarah Lark! Haja imaginação! Ou, não.... Hoje, em dia, além de lermos, temos que estar informados se o livro pertence a uma série. E se por um acaso pertencer, se é possível lermos o tal livro sem que esse volume, que provavelmente estará fora da ordem, irá comprometer a leitura dos volumes anteriores, que você certamente não vai encontrar por estarem esgotados. Ou, possivelmente, a autora sofrendo pressão de seus fãs não irá modificar o andamento da série fazendo com que os personagens modifiquem completamente suas personalidades e preferências! Uma loucura! Ih, me perdi....Voltando ao Landscape! Pois é, procurei, pesquisei, e ...nada! Contudo, por dedução, e espero que eu esteja correta, penso que Landscape seja um gênero de romance cujo país, ambiente, planeta, enfim...o lugar, seja parte integrante da trama. Atuando como um personagem, interferindo diretamente na ação. E, então, chegamos na Nova Zelândia! Você já foi a Nova Zelândia? Eu não fui...Mas, assisti a todos os filmes da Trilogia Senhor dos Anéis, e fiquei maravilhada com esse país, que hoje é considerado um dos campeões em desmatamento! E, isso já estava presente durante o desenrolar dos acontecimentos do livro em questão. E, agora, você me pergunta: Gostou do livro? Pois é...Não sei! O livro começa com duas jovens inglesas insatisfeitas com suas vidas, e que não pensam duas vezes quando resolvem partir rumo à uma vida da qual nenhuma delas sabia absolutamente nada! Helen e Gwyn tão fortes e tão diferentes! Durante o tempo de leitura – acredito que tenha sido o livro em que demorei mais tempo para terminar – passei por uma verdadeira montanha russa de emoções! Eu detesto violência! Ler sobre violência, principalmente, quando muito detalhada, consentida, e perpetuada por anos e anos, é para mim, que há anos resolvi não sofrer mais por opção, inaceitável. Mas, eu precisava seguir em frente, não consegui abandonar a Helen, nem a Gwyn! Elas estavam sozinhas, desesperadas, sem ninguém...Então, ofereci a elas o meu tempo e atenção. E, como a história delas teve um final razoável, vou deixá-las para quem tiver muita curiosidade e se apaixonar pela saga dessa Trilogia recheada de violência doméstica, abuso moral e físico, estupro, pedofilia, e nem uma cena de amor convincente para compensar essa desgraceira toda! Oh, Senhor! A minha viagem por esse livro não foi agradável, mas isso não quer dizer absolutamente nada! Sarah Lark é uma exímia contadora de histórias! Não tem enrolação, a não ser no princípio, mas sua escrita é dinâmica, veloz e nos leva a personagens no extremo de sua experiência humana. Sua voz é alta e clara, mas quando, com toda a sua potência, ela transfere a sordidez e canalhice para uma criança de onze anos, foi terrível... E, aí você fica na dúvida se vai ler ou não esse livro por causa dessa resenha? Lembre-se que a covardia foi toda minha! Se a autora e o livro não fossem bons, eu não teria passados momentos de verdadeiro terror! Mas, juro que não chorei, em nenhum momento. Porém, passava horas, dias afastada do livro, mas sem coragem de me despedir definitivamente dele. Uma experiência mais ou menos parecida com a que tive lendo A Cidade do Sol, de Khaled Hosseini. Tensa, intensa, sofrida, amarga, mas valiosa.

    10 curtidas

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