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    Contos

    O. Henry

    Carambaia
    2016
    248 páginas
    8h 16m
    ISBN-13: 9788569002109
    Português Brasileiro
    4
    27 avaliações
    Leram30Lendo2Querem73Relendo0Abandonos0Resenhas6
    Favoritos1Desejados73Avaliaram27

    Pouco conhecido no Brasil, O. Henry é um dos principais contistas da literatura norte-americana. Autor de mais de 400 textos curtos de ficção, ele tornou-se uma referência no gênero, com estilo e técnica inconfundíveis. Com o volume Contos, a CARAMBAIA apresenta uma seleção da obra do escritor com 19 textos escolhidos e traduzidos por Jayme da Costa Pinto. São contos que têm, como personagem e cenário principal, a Nova York da primeira década do século XX. A cidade e seus habitantes são a principal matéria-prima da ficção de O. Henry. Vielas e avenidas, botecos e hotéis estrelados, becos escuros e praças iluminadas são personagens e emolduram os tipos que o autor observava em suas andanças por Nova York – notadamente em suas estratégicas paradas em bares e restaurantes –, e a partir dos quais constrói pequenos dramas e comédias da vida cotidiana. Mas o autor dessas crônicas urbanas nova-iorquinas não era, entretanto, originário da cidade – e nem se chamava, verdadeiramente, O. Henry. Nascido na Carolina do Norte, em 1862, ele atendia pelo nome de William Sydney Porter e, antes de se dedicar exclusivamente às letras, foi ajudante em fazendas do Texas, farmacêutico, jornalista e caixa de banco. Durante a passagem por essa instituição financeira, aliás, foi acusado de fraude e, em 1898, condenado a cinco anos de prisão. Foi durante a reclusão na Penitenciária de Ohio que Porter passou a escrever contos, que remetia a um amigo. Este conseguiu publicá-los, sob pseudônimos que evitassem a identificação do presidiário, em jornais e revistas. E assim nasceu O. Henry. Ao sair da prisão, em 1901, o escritor rumou para Nova York, que se tornaria o palco de suas histórias, e onde morreria, em 1910, de cirrose. O projeto gráfico, desenvolvido especialmente para a obra por Mayumi Okuyama, inspira-se na modernidade dos textos de O. Henry e propõe um desenho com linhas que buscam ecoar a mesma difícil simplicidade. Além disso, desde a capa, passando pelas guardas e mapas, ele propõe-se um caminho pela cidade de Nova York da virada do século XIX para o XX.

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    Resenhas (6)Ver mais
    Denise Maria Souza João picture
    Denise Maria Souza João31/10/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Já tenho este livro faz um tempinho, mas por estes dias alguém falou do conto “Aluga-se quarto” e eu: “opa, deixa ver se tem no meu livro!” e tinha. Foi o primeiro que li e amei. Agora posso dizer que gostei de todos os contos e isso não acontecia desde Beijo, de Roald Dahl, que tem um estilo diferente, mas é outro livraço. O. Henry não é muito conhecido por aqui, mas nos Estados Unidos há até um prêmio literário com seu nome. O autor conseguia ser lírico, melancólico, engraçado, crítico, sensível, criativo e muito, muito irônico. Enquanto esteve na prisão em Columbus, por peculato, William Sydney Porter - seu nome verdadeiro - teve publicadas 14 histórias sob vários pseudônimos com a ajuda de um amigo de New Orleans, sendo O. Henry o que ficou mais conhecido. Um ano após ser solto, mudou-se para Nova York, onde teve início o período mais produtivo de seu trabalho como escritor: lá, em oito anos, escreveu 381 contos. Da busca por um determinado tipo nova-iorquino, passando por um Dia de Ação de Graças, um casamento morno, um rapaz procurando pela amada desaparecida, uma vendedora de loja de departamentos, um cidadão do mundo, uma mulher espancada pelo marido - entre outras histórias -, até uma ode à NY do início do século XX, o autor nos brinda com uma escrita fluida, precisa, apaixonante. Seus personagens são gente pobre, rica, velha, moça, de todas as profissões ou sem profissão alguma. É muito difícil citar histórias preferidas num livro onde gostei de todas, mas A última folha, sobre uma artista que fica seriamente doente e conta as folhas que caem de uma trepadeira que vê da janela - e acredita que ao cair da última irá morrer - é de um lirismo tocante. Enfim, O. Henry é assim: num minuto nos deixa pensativos e emocionados e no outro nos faz gargalhar alto. A vida como ela é. CONTOS DESTE LIVRO: 1. Man about town ou enquadrando o savoir-faire; 2. Primavera à la carte; 3. A visão da boleia; 4. Uma história inacabada; 5. A vida amorosa de um corretor da bolsa; 6. Aluga-se quarto; 7. A reabilitação de Jimmy Valentine; 8. A namorada gastadeira; 9. Dois cavalheiros e o Dia de Ação de Graças; 10. O pêndulo; 11. Um cosmopolita no café; 12. A última folha; 13. A receita perdida; 14. De passagem pela Arcádia; 15. O alegre mês de maio; 16. O conde e o convidado das bodas; 17. O perfil encantado; 18. Uma tragédia no Harlem; 19. Nasce um nova-iorquino.

    7 curtidas

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    4 / 27
    • 5 estrelas26%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas37%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    William Sydney Porter profile picture

    William Sydney Porter

    O. Henry (1862-1910) era o pseudônimo de William Sydney Porter, um dos maiores contistas americanos do século XIX e um dos autores mais populares do seu tempo. Nasceu na Carolina do Norte numa família culta e abastada. Aos três anos de idade e após a morte da mãe por tuberculose, o pai, médico, decidiu que se deviam mudar para a casa da avó paterna. William começou por frequentar a escola de uma tia e aos 15 anos foi frequentar o Liceu que concluiu tendo a tia por tutora. Em 1879 empregou-se com aprendiz de farmacêutico/boticário na drogaria do seu tio tendo aos 19 anos obtido a licença de farmacêutico. Em 1882 foi para o Texas, alguma sintomatologia de tuberculose e a ideia que uma mudança de clima seria benéfica contribuíram para essa decisão. Casou e empregou-se como caixa num banco, começando também a escrever. Comprou um jornal, The Rolling Stone, que encerrou pouco depois. Porter foi acusado de desfalque no banco e fugiu para as Honduras, de onde regressou passados três anos devido ao estado terminal da sua esposa que continou a viver no Texas. Julgado e sentenciado, cumpriu pena durante quatro anos numa prisão do Ohio, tendo começado a escrever sob o pseudônimo de O. Henry. Após cumprir a sentença, mudou-se para Nova Iorque onde viveu em estado de reclusão quase absoluta, embora fosse extremamente popular, com o terror de ser reconhecido como William Sydney Porter, devido aos anos passados na prisão. Acabou por morrer alcoólico e na miséria. O. Henry foi um autor original e fecundo, com um ritmo de escrita tal que lhe é atribuído praticamente um novo conto por semana.

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    Carolina do Norte, EUA

    William Sydney Porter