A sagração da primavera -

    EKSTEINS, Modris

    Rocco
    1992
    309 páginas
    10h 18m
    ISBN-10: 8532500781

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    A Sagração da Primavera: Balé, Guerra, Miséria e Música Clássica.

    "Ah, é um horror, ninguém pode imaginar a guerra até que esteja nela, todos os seres vivos sofrem com ela... Que o kaiser seja amaldiçoado para sempre, que ele nunca mais durma em paz, aquele demônio louco, que ele nunca encontre descanso nem mesmo após a morte...” Do balé de Stravinsky, uma encenação do festival pagão de boas-vindas à primavera para as trincheiras de Berlim, Paris e os campos de Flandres. O que começa na apresentação sendo celebração da vida termina com sacrifício de um jovem; e o que começa com celebração aos novos tempos, modernidade, guerra, terminaria com milhões de vidas sacrificadas fora dos palcos do balé russo. Modris Eksteins reúne nessa obra não apenas seu estudo sobre a história moderna, mas funde os movimentos da primeira guerra com os movimentos da arte passando por autores como Goethe, Nietzsche, pela música alemã (Richard Wagner) balé russo (Igor Stravinsky). "Fleischer encontrou um piano de cauda, um Steinway perfeito, intocado pela fúria da guerra, e sob o piano ele encontrou algumas partituras. O que ele escolheu? Um arranjo para piano das Die Walküre de Wagner. Ele se sentou, tocou e cantou - energicamente, ele anotou — o Lied von Liebe und Lenz. E então foi embora. "Estive em casa, fiz música alemã e agora poderei voltar à guerra". Mas o que torna a cena tão comovente é que o jovem não havia deixado a guerra. Ela estava lá, em volta dele." Brutalmente comovente autor entrega entre as páginas relatos escritos por combatentes em seus diários e cartas enviadas aos seus familiares. Cresça de um admirável mundo novo, heroísmo e sonhos descritos nas primeiras cartas. Transforma na perca da fé, horror, não pertencimento na outrora e já tão distante vida comum: "Membros de corpos eram continuadamente arrancados da terra por bombardeiros. [...] Em um ponto, na saliência de Ypres, todos os homens que estavam sendo substituídos passavam por um braço que se projetava da lateral da trincheira e apertavam a mão dele - "Até mais, Jack". O turno ingressante fez o mesmo ao chegar - "Como vai, Jack?". [...] Um francês em Verdun observou: "O fedor de cadáveres se entranhara em todos nós. O pão que comíamos, a água parada que bebíamos, tudo que tocávamos tinha um cheiro podre". A mutilação era um espetáculo diário em abundância setores." A Sagração da Primavera é uma leitura mais que recomendada para a todos interessados pela primeira guerra mundial, sonhos de uma nação e pesadelo de milhões de pessoas vitimadas meio a lama, projéteis e fome. Brutalmente harmonioso, Modris Eksteins transforma estudo de uma vida, relatos pessoais de e combatentes em uma obra sem igual. "[...] uma geração de homens que, embora possam ter escapado dos projéteis, foram destruídos pela guerra." Texto escrito ao som: Igor Stravinsky – The Rite of Spring: Part One: Adoration of the the Earth: Spring Rounds, além, Richard Wagner - Die Walküre Act 1, Scene 1: Wes Herd dies auch sei.

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