Um Diário do Ano da Peste -

    Daniel Defoe

    Artes e Ofícios
    2014
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-13: 9788574210781
    Português Brasileiro

    Observações e recordações dos acontecimentos mais extraordinários, sejam públicos ou privados, ocorridos em Londres durante a última grande epidemia, 1665. Escrito por um cidadão que permaneceu o tempo todo em Londres. Há quase 300 anos, Um Diário do Ano da Peste é modelo de novela-reportagem, onde a técnica de coleta e registro de informações é rigorosamente jornalística, mas a narrativa é ficcional. Aqui o escritor, para melhor reconstruir a história, recorre à liberdade de imaginação do ficcionista, acrescentando nuances e detalhes que ilustram, reafirmam ou contestam os dados oficiais disponíveis. Narrativa de fôlego, cobertura exemplar, testemunha fiel diante de uma tragédia sem precedentes, esta obra fez de Defoe um precursor. E nos oferece, até hoje, uma leitura como poucas, a extrair o prazer da assombração. O autor Daniel Defoe (1660-1731) nasceu e morreu em Londres. Um dos maiores jornalistas de todos os tempos, foi precursor do jornalismo moderno. Autor de dois romances consagrados, Robinson Crusoe e Moll Flanders, agitado redator de panfletos políticos, personalidade extraordinária a atuar sobre a realidade de sua terra, enfrentou problemas sérios com sua sátira a Igreja Anglicana, chegando a ser condenado ao pelourinho. Também viajante, comerciante e armador, após dedicar-se às letras refletiu sua inesgotável curiosidade em diversas áreas, tendo publicado, como exemplo, A história política do diabo, ensaios sobre economia e ocultismo.

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    Doney Corteletti Stinguel28/03/2022Resenhou um livro
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    Lista de Livros: Um Diário do Ano da Peste, de Daniel Defoe

    Parte I: “Anoto com tanta riqueza de detalhes este caso particular porque talvez seja valioso para os que vierem depois de mim, caso sejam forçados a passar pela mesma aflição e pelo mesmo impasse, e portanto desejo que este relato seja recebido como uma história de minhas próprias ações, visto que talvez de nada valha para eles saber o que se passou comigo.” * “As apreensões das pessoas foram da mesma forma estranhamente intensificadas pelo engano característico daquele tempo: me parece que as pessoas, por meio de qual princípio não consigo imaginar, estavam mais viciadas em profecias, conjurações astrológicas, sonhos e histórias da carochinha do que estavam antes ou ficariam depois. Se esse infeliz humor foi originalmente causado pelas tolices de alguns dos com eles lucravam, isto é, ao imprimir previsões e prognósticos, isso não sei dizer.” * “Um mal sempre abre caminho para outro: esses terrores e apreensões das pessoas as levaram a mil atos de fraqueza, tolice e malignidade, para cujo encorajamento não faltava um tipo de gente realmente maligno.” * Mais do blog Lista de Livros em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2022/02/um-diario-do-ano-da-peste-parte-i-de.html XXXXXXXXXXXXX Parte II: “Era realmente coisa deplorável ouvir as miseráveis lamentações das pobres criaturas moribundas, que chamavam aos gritos os sacerdotes para que as consolassem e rezassem com elas, para que as guiassem e aconselhassem, clamando a Deus por perdão e misericórdia, e confessando em voz altas os pecados cometidos. O mais robusto coração sangraria ao ouvir quantas advertências foram então dadas aos outros pelos penitentes à beira da morte, para que não adiassem e retardassem seu arrependimento para o Dia da Aflição; que uma época de calamidade como aquela não era hora de se arrepender, não era hora de clamar por Deus. Eu gostaria de poder repetir o som mesmo dos gemidos e exclamações que ouvi de algumas pobres criaturas moribundas quando estavam no auge de suas agonias e aflições; gostaria de fazer o leitor dessas palavras ouvir, como neste momento penso ouvi-lo, pois o som parece até hoje ressoar em meus ouvidos.” * “A peste é um inimigo formidável, e vem armada de terrores que nem todo homem é forte ou preparado o bastante para suportar.” * Mais do blog Lista de Livros em:

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