Em busca do tempo perdido - No caminho de Swann / À sombra das moças em flor

    Marcel Proust

    Nova Fronteira
    2016
    752 páginas
    1d 1h 4m
    ISBN-10: 8520926924
    Português Brasileiro

    Em busca do tempo perdido é uma das maiores criações da literatura mundial. Dividida em sete livros, a obra-prima de Marcel Proust foi publicada entre 1913 e 1927, e sua beleza e força vão se revelando cada vez mais impactantes com o correr dos anos. A presente edição da Nova Fronteira conta com a primorosa tradução de Fernando Py e é dividida em três partes. Uma obra monumental, que deixou marcas eternas na literatura.

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    Skooblover18/06/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma epifania que só o tempo trás

    Essa resenha é puramente pessoal. Seu intuito é quase como o de traçar um mapa, de delinear um caminho, de evocar (eis portanto, a palavra!) o que o tempo perdido e reencontrado, pode trazer. Talvez seja ousadia minha colocar o que vou dizer a seguir: Tem-se que ter uma certa maturidade para se ler Proust. E talvez, mais do que maturidade,tem-se que ter um certo sofrimento e uma certa desilusão com as coisas dessa vida, como se as conhecessemos um pouquinho mais a ponto de poder sorrir ante a fugacidade das coisas, dos sentimentos tais como o amor, o ciúme, não que não sejam importantes, mas devendo ser vistos na sua real perspectiva. O que faz Proust, porém, diante disso? Espiona esses sentimentos, esmiuça-os, como se os estivesse dissecando no laboratório das lembranças perdidas. E com que finura, com que perfeição! Proust pega a chuva que cái,uma folha, um sorriso de menina, um homem atormentado pela escolha amorosa e presa de terríveis ciúmes e insegurança, e como um caleidoscópio de cores ora vibrantes, ora esmaecidas pelo tempo nos mostra toda uma riqueza descritiva, raramente atingida por um outro escritor. Não é somente o tempo perdido que o revisita e nos revisita, é muito mais. É uma menção elegante a determinado pintor, a um certo estilo arquitetônico, a uma Paris mergulhada numa nostalgia de folhas mortas e coches que atravessam as ruas noturnas molhadas; da beleza de mulheres que passeiam pelo Bois, discretamente veladas pelo tule dos chapeuzinhos que lhes escondem os olhos; da aristocracia e da burguesia cheias de regras de bom-tom e etiquetas, enfim, é preciso se esquecer o presente e transportar-se com todos os sentidos, para essa época em que o tempo perdido, encontra o leitor fascinado, como que embalado por uma litania e desejoso de aí permanecer.

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