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    Belém do Grão-Pará (Ciclo do Extremo-Norte #4) -

    Dalcídio Jurandir

    Editora da UFPA
    2004
    548 páginas
    18h 16m
    ISBN-10: 8524702737
    Português Brasileiro
    4.4
    76 avaliações
    Leram147Lendo6Querem145Relendo2Abandonos12Resenhas5
    Favoritos14Desejados145Avaliaram76

    "Em Belém do Grão-Pará lê-se, ao mesmo tempo, a história dos Alcântara, uma família de classe média, decaída do alto status social que tivera no governo do prefeito Antônio Lemos, durante a alta da borracha, e a história de Belém dos anos 20, já decadente, mas com a estampa moderna parisiense que nela imprimira aquele Prefeito. Na tentativa de recuparar, pelo menos, a aparência da posição perdida, os Alcântara, sob a inspiração da fútil e gorda filha do casal, mudam-se da obscura rua onde moravam para a Av. Nazaré, onde se concentravam or ricaços, em geral da ilha do Marajó, mas vão ocupar aí uma casa em ruína, devorada pelos cupins." Benedito Nunes

    Edições (3)

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    Natallie Nazareth Alcantara Chagas picture
    Natallie Nazareth Alcantara Chagas02/11/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Em Belém do Grão Pará, lê-se, ao mesmo tempo, a história dos Alcântara, uma família de classe média, decaída do alto status social que tivera no governo do Prefeito Antônio Lemos, durante a alta da borracha, e a história da Belém dos anos 20, já decadente, mas com a estampa moderna parisiense que nela imprimira aquele Prefeito. Na tentativa de recuperar, pelo menos, a aparência da posição perdida, os Alcântara, sob a inspiração da fútil e gorda filha do casal, mudam-se da obscura rua onde moravam para a Av. Nazaré, onde se concentravam os ricaços, em geral fazendeiros da ilha do Marajó, mas vão ocupar aí uma casa em ruína, devorada pelos cupins. Quando a nova e chique residência ameaça desabar, a família, com a ajuda dos empregados, carrega, de noite, os poucos móveis que lhe restam, para a acolhedora sombra das mangueiras, à beira da calçada. A leitura foi boa porque a linguagem é acessível. A história prende a atenção do leitor, principalmente porque se passa em uma Belém da época do boom da borracha, que as pessoas só conhecem pelos livros de história e por fotografias em preto e branco (eu particularmente adoro ver o Álbum de Belém, uma coleção de fotografias antigas da minha cidade e ver as mudanças nos nomes das ruas, como as praças eram antes, etc.). Outro ponto forte do livro é que ele apresenta um glossário com palavras que podem ser estranhas ao leitor de outro estado e uma lista de topônimos com descrições dos lugares que fazem parte da geografia paraense.

    8 curtidas

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    Avaliações

    4.4 / 76
    • 5 estrelas54%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas12%
    • 2 estrelas1%
    • 1 estrelas0%
    Dalcídio Jurandir profile picture

    Dalcídio Jurandir

    Dalcídio Jurandir Ramos Pereira (Ponta de Pedras, ilha do Marajó, Pará, 10 de janeiro de 1909 — 16 de junho de 1979) foi um romancista brasileiro. Estudou em Belém até 1927. Em 1928 partiu para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como revisor na revista Fon-Fon. Em 1931 retornou para Belém. Foi nomeado auxiliar de gabinete da Interventoria do Estado. Escreveu para vários jornais e revistas. Militante comunista, foi preso em 1936, permanecendo dois meses no cárcere. Em 1937 foi preso novamente, e ficou quatro meses retido, retornando somente em 1939 para o Marajó, como inspetor escolar. Escreveu para vários veículos e acabou como repórter da Imprensa Popular, em 1950. Nos anos seguintes viajou à União Soviética, Chile e publicou o restante de sua obra, inclusive em outros idiomas. Em 1972, a Academia Brasileira de Letras concede ao autor o Prêmio Machado de Assis, entregue por Jorge Amado, pelo conjunto de sua obra. Em 2001, concorreu com outras personalidades ao título de "Paraense do Século". No mesmo ano, em novembro, foi realizado o Colóquio Dalcídio Jurandir, homenagem aos 60 anos da primeira publicação de Chove nos Campos de Cachoeira. Em 2008, o Governo do Estado do Pará instituiu o Prêmio de Literatura Dalcídio Jurandir. Em 2009 comemorou-se o centenário do escritor. Escreveu: Série Extremo-Norte Chove nos Campos de Cachoeira (1941) Marajó (1947) Três Casas e um Rio (1958) Belém do Grão Pará (1960) Passagem dos Inocentes (1963) Primeira Manhã (1968) Ponte do Galo (1971) Os Habitantes (1976) Chão dos Lobos (1976) Ribanceira (1978) Série Extremo-Sul Linha do Parque (1959)

    14 Livros
    25 Seguidores
    Pará, Brasil

    Dalcídio Jurandir