Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições3
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas11
    • Leitores322
    • Similares2
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O muro de pedras -

    Elisa Lispector

    Rocco
    1976
    165 páginas
    5h 30m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    29 avaliações
    Leram50Lendo11Querem258Relendo0Abandonos3Resenhas11
    Favoritos1Desejados258Avaliaram29

    Este romance despertou na crítica muitos comentários e elogios, por sua sensibilidade, calor humano, numa narrativa introspectiva, carregada de sentimentos profundos, penetrando e invadindo as cavernas das emoções mais dolorosas, como só os grandes escritores podem fazê-lo.

    Edições (3)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (11)Ver mais
    INGRID MAYARA ALLEBRANDT picture
    INGRID MAYARA ALLEBRANDT27/12/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Minha experiência de leitura

    Lembro-me com certa precisão do dia em que comprei esse livro num sebo. Eu já havia comprado alguns livros da Clarice e gostei tanto de sua escrita, que voltei lá para comprar mais um, sem saber ao certo por qual título procurar. Perguntei à vendedora, não havia nenhum. Decepcionada, já ia saindo da loja sem nada levar quando ouvi a vendedora me chamar. Moça, pode ser este aqui? Parece ser da irmã dela, quer ver? Pode ser. Comprei sem folhear direito. A vendedora, cuja experiência lhe dá o poder de conhecer seus clientes sem precisar saber seus nomes, deve ter notado a falta de brilho em meus olhos e pediu-me que voltasse em breve, pois sempre tem alguém querendo trocar livros, então aos poucos fui preenchendo o espaço reservado às obras de Clarice, tendo sempre ao lado O Muro de Pedras. E agora, cinco anos depois, finalmente tive coragem de pegar para lê-lo. Foi um sentimento estranho, como uma aluna que gosta muito de sua professora e lamenta pelos últimos dias de aula sabendo que no ano seguinte outra pessoa ocupará o cargo, obrigando-se ao encontro com o desconhecido. A cada página eu ficava mais aliviada, como quando acaba-se por gostar da nova professora, sabendo que um dia poderá se esbarrar com a outra na escola da vida. E nutre-se um amor equivalente e ao mesmo tempo diferente, pois cada pessoa é única. O Muro de Pedras foi publicado em 1963 e é um romance considerado intimista. O enredo não é linear e a narração é em terceira pessoa, contando a história de Marta, uma mulher que tem crises existenciais. Nas primeiras páginas, conhecemos a complexa relação dela com a mãe quando esta vai lhe visitar e fica reparando na arrumação da casa. Durante uma discussão causada pelos comentários intrometidos de Eunice, Marta reage: "Mamãe, quando é que você compreenderá que está me destruindo, que não suporto mais as suas críticas, as suas zombarias, os seus reparos constantes? Deixe-me viver errado, mas deixe-me viver. Já sou adulta, já posso assumir a responsabilidade dos meus atos." Então Eunice lhe responde com seu mesmo jeito zombeteiro, sempre insinuando que Marta ainda não é uma pessoa completa, que seus fracassos nada têm a ver com a mãe. E de repente, como hábito, muda totalmente de assunto fingindo que estão conversando pacificamente sobre a costura do vestido. A submissão e o respeito pela mulher que lhe deu a vida chega ao limite com o falecimento do pai, e finalmente a mãe vai embora para longe, deixando-a encarar sozinha a própria liberdade. Entre um relacionamento e outro, Marta chega a pensar que sua grande missão é ser mãe, embora haja o dilema entre gerar uma vida ou deixar de viver. "Viver era-lhe agora o mesmo que arranhar as pedras de um muro; os dedos sangravam, sem que ela conseguisse inscrever nele o mais leve indício de sua dor." Bem, antes de ler esse livro você precisa saber que a narrativa é bastante instrospectiva, sem demarcação específica de tempo ou momento histórico, sem contar também a situação da sociedade. Não há predominância de cenas com ação, nem muita profundidade dos personagens secundários, apenas o necessário para acompanhar a vida da protagonista. A leitura foi agradável e pude notar diversas semelhanças nas características psicológicas de alguns personagens e pessoas que conheço. A história de Marta tornou-se inesquecível para mim; Elisa Lispector tornou-se inesquecível.

    38 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 29
    • 5 estrelas28%
    • 4 estrelas28%
    • 3 estrelas45%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Elisa Lispector profile picture

    Elisa Lispector

    Elisa Lispector, nascida Leia Lispector, (24 de julho de 1911 — 6 de janeiro de 1989) foi uma escritora brasileira. Autora de linha introspectiva, buscava exprimir, através de seus textos, as agruras e antinomias do ser. A exemplo da irmã e também escritora Clarice Lispector, algumas de suas obras caracterizam-se pela exacerbação do momento interior e ruptura com o enredo factual, embora de forma menos acentuada. Estreou na literatura em 1945, com a publicação do romance Além da Fronteira, marco inicial de uma extensa obra pontuada por reminiscências de fugas e perseguições enfrentadas no passado e um sentimento perene de exílio. Com o livro O Muro de Pedras, um de seus trabalhos mais reconhecidos e apreciados pela crítica, auferiu os prêmios José Lins do Rego (1963) e Coelho Neto — Academia Brasileira de Letras (1964). Sua estréia como contista deu-se, entretanto, apenas em 1970, com a publicação de Sangue no Sol, ao qual sucederam Inventário (1977) e O Tigre de Bengala (1985). A última coletânea de contos foi agraciada com o prêmio Pen Clube, em 1986. Faleceu em 6 de janeiro de 1989, no Rio de Janeiro, onde fixara residência.

    9 Livros
    33 Seguidores

    Elisa Lispector