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    Persepolis 2 (Ciboulette) -

    Marjane Satrapi

    L'Association
    2001
    88 páginas
    2h 56m
    ISBN-1: 0
    4.6
    9 avaliações
    Leram8Lendo1Querem3Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados3Avaliaram9

    Deuxième volet du best-seller incontournable de L'ASSOCIATION qui est avant tout le récit bouleversant d'une enfance iranienne dans les années 80, de la guerre à l'exil. Quand l’autobiographie dessinée rejoint l’Histoire.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Nátali Nuss picture
    Nátali Nuss08/08/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Reste toujours digne et intègre à toi-même

    Antes de qualquer coisa, seguindo a resenha do tomo 1 de ‘Persepolis’, permaneço afirmando que todos os tomos desta história são leituras indispensáveis. Mais uma vez, reforço: ‘Persepolis’ é um romance de formação autobiográfico em formato de história em quadrinhos, cujo maior sucesso é o de desmistificar a visão que se pode ter da sociedade iraniana enquanto massa. Além disso, outro aspecto valioso dessa obra é o de abordar o desafio de encontrar uma identidade própria enquanto se cresce sentindo-se uma estrangeira em seu próprio país, ao mesmo tempo em que se é vista com desconfiança em terras estrangeiras. Desse modo, se no tomo 1 a Marjane se concentra no contraste dos costumes do pré e do pós imediato da Revolução Islâmica, neste ela se aprofunda no que representa esse novo estado repressivo das coisas no Irã, na mais nova conjuntura de guerra e em como essa consolidação fundamentalista do regime se deu ao lado de seu próprio amadurecimento pessoal. Assim, a história dá seguimento com o início da guerra entre Irã e Iraque ali no início dos anos 80, trazendo consigo a escassez de suprimentos e mercados vazios - resultado da preocupação da população com o desabastecimento. Este cenário leva consequentemente a uma espécie de êxodo significativo de famílias iranianas, temendo o endurecimento do regime diante da guerra. Nesse cenário, o Irã mergulhando ainda mais no integrismo islâmico proíbe vestimentas mais modernas e impõe o uso do véu para as mulheres, além de aumentar a patrulha do uso de maquiagens e elementos ocidentais. As escolas também irão seguir essa linha, tornando-se mais rigorosas e abandonando qualquer traço de laicidade. Marjane observa e relata como os meninos jovens, por sua vez, são doutrinados a acreditar que morrer como mártires de guerra lhes garantiria um lugar no paraíso com luxos e virgens. Eles vão, portanto, lançar-se à guerra em parte pela pátria, em parte pela religião. Seguindo a lógica do patrulhamento citada antes, qualquer costume ocidental torna-se passível de severas punições, levando inclusive ao contrabando de itens da cultura ocidental, especialmente álbuns de música. Com os bombardeios em Teerã se intensificando, a situação fica ainda mais pessoal para Marji, que perde uma de suas melhores amigas. A história da BD também acompanha esse tom mais pessoal, uma vez que, além dos horrores da guerra, Marjane está amadurecendo; passando de criança a uma adolescente. Este período de formação de personalidade é marcado pela rebeldia típica da adolescência, mas no contexto do Irã dos anos 80, isso rapidamente começa a afligir seus pais. Preocupados com sua segurança, eles vão decidir enviá-la para a Áustria sob a finalidade de terminar seus estudos. Assim, aos 14 anos, Marji vai viver sozinha como imigrante em um país europeu desconhecido. Essa é a deixa para esse outro momento de ‘Persepolis’ que é o de refletir a crise de identidade de uma imigrante persa refugiada de guerra - que será melhor trabalhada no tomo seguinte. Como disse, isso aqui é 1.000 estrelas de 5.

    4 curtidas

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    Avaliações

    4.6 / 9
    • 5 estrelas56%
    • 4 estrelas44%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Marjane Satrapi profile picture

    Marjane Satrapi

    Marjane Satrapi nasceu em Rasht no Irã em 22 de novembro de 1969. Quando tinha nove anos, testemunha a queda do Xá, o início da Revolução Islâmica e a guerra com Iraque, sofrendo com as grandes transformações de costumes e relações sociais do Irã. Com a ditadura religiosa imposta no Irã, Marjane vai à Viena, onde mora durante quatro anos e depois retorna ao Irã, onde cursa artes plásticas na Universidade de Teerã e retorna à Europa, morando em Paris aonde trabalha como artista plástica. Em 200o começa a publicar Persepolis, uma série de quatro livros de história em quadrinhos, autobiográficos, narrando desde a sua infância, a história, os costumes, as relações familiares e sociais no Irã no período de 1978 até os anos 90. Além da história de seu país, Marji nos conta a história que muitas crianças e jovens viveram nos anos 80 e 90, com toda a busca por liberdade e os gostos culturais desta época. Devido ao grande sucesso, Persepolis, foi traduzido em vinte línguas e adaptado para o cinema, com a própria Marjane Satrapi na direção com o apoio do francês Vincent Paronnaud. No Brasil, os quatros livros que compõem Persépolis foram pulicados em um único volume pela editora Companhia das Letras.

    37 Livros
    438 Seguidores

    Marjane Satrapi