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    Du côté de chez Swann (À la recherche du temps perdu #1) -

    Marcel Proust

    Gallimard
    1988
    710 páginas
    23h 40m
    ISBN-13: 9782070379248
    4.3
    1583 avaliações
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    Favoritos1Desejados4635Avaliaram1583

    «Et tout d'un coup le souvenir m'est apparu. Ce goût, c'était celui du petit morceau de madeleine que le dimanche matin à Combray (parce que ce jour-là je ne sortais pas avant l'heure de la messe), quand j'allais lui dire bonjour dans sa chambre, ma tante Léonie m'offrait après l'avoir trempé dans son infusion de thé ou de tilleul. La vue de la petite madeleine ne m'avait rien rappelé avant que je n'y eusse goûté... Mais, quand d'un passé ancien rien ne subsiste, après la mort des êtres, après la destruction des choses, seules, plus frêles mais plus vivaces, plus immatérielles, plus persistantes, plus fidèles, l'odeur et la saveur restent encore longtemps, comme des âmes, à se rappeler, à attendre, à espérer, sur la ruine de tout le reste, à porter sans fléchir, sur leur goutelette presque impalpable, l'édifice immense du souvenir.»

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    Resenhas (135)Ver mais
    Skooblover picture
    Skooblover18/06/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma epifania que só o tempo trás

    Essa resenha é puramente pessoal. Seu intuito é quase como o de traçar um mapa, de delinear um caminho, de evocar (eis portanto, a palavra!) o que o tempo perdido e reencontrado, pode trazer. Talvez seja ousadia minha colocar o que vou dizer a seguir: Tem-se que ter uma certa maturidade para se ler Proust. E talvez, mais do que maturidade,tem-se que ter um certo sofrimento e uma certa desilusão com as coisas dessa vida, como se as conhecessemos um pouquinho mais a ponto de poder sorrir ante a fugacidade das coisas, dos sentimentos tais como o amor, o ciúme, não que não sejam importantes, mas devendo ser vistos na sua real perspectiva. O que faz Proust, porém, diante disso? Espiona esses sentimentos, esmiuça-os, como se os estivesse dissecando no laboratório das lembranças perdidas. E com que finura, com que perfeição! Proust pega a chuva que cái,uma folha, um sorriso de menina, um homem atormentado pela escolha amorosa e presa de terríveis ciúmes e insegurança, e como um caleidoscópio de cores ora vibrantes, ora esmaecidas pelo tempo nos mostra toda uma riqueza descritiva, raramente atingida por um outro escritor. Não é somente o tempo perdido que o revisita e nos revisita, é muito mais. É uma menção elegante a determinado pintor, a um certo estilo arquitetônico, a uma Paris mergulhada numa nostalgia de folhas mortas e coches que atravessam as ruas noturnas molhadas; da beleza de mulheres que passeiam pelo Bois, discretamente veladas pelo tule dos chapeuzinhos que lhes escondem os olhos; da aristocracia e da burguesia cheias de regras de bom-tom e etiquetas, enfim, é preciso se esquecer o presente e transportar-se com todos os sentidos, para essa época em que o tempo perdido, encontra o leitor fascinado, como que embalado por uma litania e desejoso de aí permanecer.

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