The Dead -

    James Joyce

    Melville House Publishing
    2011
    65 páginas
    2h 10m
    ISBN-10: 097496090X

    He asked himself what is a woman standing on the stairs in the shadow, listening to distant music, a symbol of. Often cited as the best work of short fiction ever written, Joyce's elegant story details a New Year's Eve gathering in Dublin that is so evocative and beautiful that it prompts the protagonist's wife to make a shocking revelation to her husband—closing the story with an emotionally powerful epiphany that is unsurpassed in modern literature. The Art of The Novella Series Too short to be a novel, too long to be a short story, the novella is generally unrecognized by academics and publishers. Nonetheless, it is a form beloved and practiced by literature's greatest writers. In the Art Of The Novella series, Melville House celebrates this renegade art form and its practitioners with titles that are, in many instances, presented in book form for the first time.

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    Régis Maz04/12/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O passado que revela o peso da vida

    Ainda não sei se é uma novela ou um conto, mas pelo tamanho vou chamar de novela. A atmosfera da narrativa é bem vívida, devo dizer que até quase documental, faz parecer que estamos assistindo à rotina que se desenrola lentamente diante de nossos olhos, como um filme da vida real. Os personagens interagem e o foco passa por cada um deles, mas se fixa em Gabriel, e aí sim podemos ver, de forma clara, o autor retratando a sociedade como ela lhe parecia. Mais para o final, todo um sentido de peso sentimental acaba nos abraçando, o que torna os trechos em que Gabriel descobre algo do passado de sua esposa muito intensos. Ainda mais quando, junto com o personagem, acabamos nos dando conta de que o passado nunca morre, ele nos persegue pela vida, nos mantendo nas sombras e vindo à luz apenas em momentos cruciais, fazendo-nos sentir todo o peso do que adoraríamos ignorar. O trecho final, em que tem a citação em que ele diz “Gabriel sentiu a alma desfalecer aos poucos enquanto ouvia a neve que caía suave por todo o universo e suave caía, como a descida ao derradeiro fim, sobre todos os vivos e os mortos.”, me marcou profundamente. Fiquei tanto tempo refletindo sobre esse trecho que perdi a noção das horas. Ao apagar as diferenças, Joyce nos lembra que todos caminhamos para a mesma dissolução no tempo. Talvez eu não tenha compreendido por inteiro tudo o que Joyce quis transmitir nessa novela, mas senti intensamente o peso do passado e o contraste entre vida e morte presentes em meio à celebração natalina, quando o passado e a morte se insinuam como uma lembrança silenciosa da finitude de tudo. Sei que essa novela faz parte do livro Dublinenses, mas foi bom encontrá-la separada para ter uma breve amostra da escrita do autor e descobrir se me identifico ou não com ela. O que posso dizer? Tive uma boa impressão de Joyce e estou tremendamente inclinada a ler outros livros do autor. Tenho planos de adquirir Ulisses, e essa amostra que tive com “Os Mortos” me deixou ainda mais curiosa para seguir com meus planos de ler esse calhamaço.

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