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    Antropologia Estrutural (Argonautas) -

    Claude Lévi-Strauss

    Ubu
    2017
    432 páginas
    14h 24m
    ISBN-13: 9788592886448
    Português Brasileiro
    4.2
    11 avaliações
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    Publicada em 1958, Antropologia estrutural pode ser considerada obra fundadora de uma das mais influentes vertentes do pensamento do século XX: o estruturalismo francês. No clássico, Lévi-Strauss propõe um empréstimo das teorias estruturalistas de Roman Jakobson, linguista que conheceu nos Estados Unidos, para uma renovação do método antropológico. Na coletânea de 17 textos, o autor faz relações de seu campo com a linguística, a psicanálise e a arte, além de analisar o ensino da disciplina. Com uma forte ênfase nas formas simbólicas produzidas pelo homem em diferentes culturas, o autor renovou sua disciplina e o modo de pensar temas clássicos como parentesco, mitologia e identidade. Entre os ensaios mais conhecidos estão aqui “História e etnologia”, “A eficácia simbólica” e “A estrutura dos mitos”.

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    Resenhas (1)Ver mais
    ana souza picture
    ana souza12/07/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Mistura das ciências

    "Ela [antropologia], por assim dizer, tem os pés nas ciências naturais, apoiou-se nas ciências humanas e olha em direção às ciências sociais" (p. 511) Demorei bastante para ler, possuo capítulos extensos com uma linguagem que exige maior atenção, além dos temas serem variados e complexos. Apesar disso, gostei do livro, pelo menos das partes que entendi alguma coisa. "O antropólogo faz mais do que calar seus sentimentos, fabrica novas categorias mentais, contribui na introdução de noções de espaço e de tempo, de oposição e de contradição, tão estranhas ao pensamento tradicional quanto as que encontramos atualmente em certos ramos das ciências naturais" (p. 515)

    2 curtidas

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    4.2 / 11
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    Claude Lévi-Strauss profile picture

    Claude Lévi-Strauss

    Lévi-Strauss nasceu em Bruxelas, em 1908, numa visita de seus pais, franceses, a Bélgica. Criador da antropologia estrutural, é um dos maiores intelectuais do século XX. Estudou direito e filosofia em Paris, nos anos 1930. Em 1934, recebeu o convite da missão francesa ao Brasil para a criação da Universidade de São Paulo, na qual, aos 26 anos, ocupou a cadeira de Sociologia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Durante sua permanência no país, fez expedições ao interior, entre os povos Bororo, os Kadiwéu e os Nambikwara, recontadas mais tarde no seu célebre livro Tristes trópicos (1955). Foi a partir desses estudos no Brasil que Lévi-Strauss tornou-se etnólogo. Durante a Segunda Guerra, partiu para o exílio nos Estados Unidos, como professor da New School for Social Research. Na sua volta à França, lecionou na École de Hautes Études em Sciences Sociales e no Collège de France. Publicou O pensamento selvagem (1962) e Antropologia estrutural (1958, 1973), cujo primeiro volume foi reeditado pela Cosac Naify em 2008, mesmo ano em que teve sua obra incluída na coleção Pléiade, da editora francesa Gallimard. Ao longo de 20 anos dedicados ao estudo dos mitos dos povos indígenas americanos, escreveu sua obra maior, a série Mitológicas (1964, 1967, 1971, 1974; Cosac Naify). Fundou o Laboratório de Antropologia Social e a revista L’Homme (1961). Em 1973, passa a fazer parte da Academia Francesa. Faleceu em 1º de novembro de 2009, poucos dias antes de completar 101 anos.

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    Claude Lévi-Strauss