Catarina Parr, sexta e última esposa do terrível rei Henrique VIII, não está entre as rainhas inglesas mais famosas, mas foi uma mulher fascinante, tendo sua histórica retratada com maestria em A rainha domada. Erudita e muito interessada nos estudos de latim e teologia, Catarina foi a primeira mulher a publicar um texto original em língua inglesa assinado com o próprio nome, algo totalmente inovador para a época. Ela também esteve no poder, atuando como regente da Inglaterra na ausência do rei.
Parr era apoiadora da reforma religiosa e sofreu várias conspirações. Uma mulher apaixonada pelas letras e que conseguiu sobreviver ao impiedoso rei Henrique VIII, inimigo natural de qualquer pessoa que não fosse ele. Subir ao trono exigiu submissão total ao rei, além do medo constante de perder a própria vida nas mãos do assassino que estava ao lado dela.
Uma dualidade marcante que perpassa toda obra é a disputa por influência entre os defensores da reforma da Igreja e aqueles que apoiavam a volta dos antigos preceitos e a reaproximação com a Igreja Católica. Mas podemos nos questionar sobre o que pensava o rei Henrique VIII, já que ele mesmo havia sido responsável por iniciar a reforma anglicana. A estratégia do rei era alimentar as divergências entre os próprios conselheiros. Em um momento, apoiava um determinado grupo; em outro, recuava, dando espaço aos que tinham pensamentos contrários. Com isso, ele acreditava que não haveria tempo para conspirarem contra ele, deixando todos inseguros e alertas, pois desagradar ao rei significava a morte.
Recomendo de olhos fechados os livros da série Plantageneta e Tudor. São perfeitos para todos aqueles que, como eu, são apaixonados por História.