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    O Ano Nu (Narrativas da Revolução) -

    Boris Pilniák

    34
    2017
    264 páginas
    8h 48m
    ISBN-13: 9788573266856
    Português Brasileiro
    3.8
    14 avaliações
    Leram23Lendo0Querem76Relendo0Abandonos1Resenhas2
    Favoritos0Desejados76Avaliaram14

    O ano nu, de Boris Pilniák (1894-1938), tem posição singular entre as narrativas que procuram captar, no calor da hora, a atmosfera caótica que marca os primeiros anos da Revolução Russa. Publicado em 1922, este livro transcorre num vilarejo à beira das estepes orientais, onde acompanha o declínio da nobreza rural e a ascensão dos camponeses. Com seus ciclos e repetições, a natureza tem aqui papel de destaque, conferindo à obra um andamento que escapa aos limites do romance tradicional. O resultado é uma forma literária nova, que - como nota Georges Nivat no posfácio - está próxima das experiências do cinema de vanguarda de Dziga Vertov e Serguei Eisenstein. Tal capacidade inventiva se reflete também na linguagem de O ano nu, repleta de arcaísmos, onomatopeias, refrões e citações de crônicas antigas. Um desafio enfrentado à altura pela tradução rigorosa e criativa de Lucas Simone.

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    Resenhas (2)Ver mais
    André Vinicius Jobim picture
    André Vinicius Jobim13/08/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Uma experiência literária que ainda preciso assimilar melhor. Estava acostumado com textos menos caóticos e mais lineares. Não é o caso deste. Mas o resultado final foi positivo, pois a sensação que tive é de ver a revolução sendo revelada pelo grande arsenal linguístico de Pilniak. Uma leitura realmente surpreendente!

    4 curtidas

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    Avaliações

    3.8 / 14
    • 5 estrelas29%
    • 4 estrelas21%
    • 3 estrelas43%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas0%
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    Boris Vogau

    PILNIÁK: Boris Andriêievitch Vogau nasceu em 1894 em Mojáisk, nos arredores de Moscou. Sua carreira literária tem início em 1915 quando, sob influência de Andrei Biéli e Aleksei Riémizov, começa a publicar contos e artigos em periódicos, e adota o pseudônimo Boris Pilniák. Com a Revolução de Fevereiro, passa a trabalhar para o Governo Provisório, motivo pelo qual chega a ser preso pelos bolcheviques em Outubro. Em 1918 e 1920 publica duas coletâneas de contos que chamam a atenção de Lunatchárski e Górki, e possibilitam que o autor passe a viver apenas da literatura. Em 1922 é publicada sua obra-prima, O ano nu, a inventiva crônica do impacto da Revolução em um povoado rural no ano de 1919, que ganha elogios inclusive de Trótski. Em 1926 Pilniák causou verdadeiro escândalo com o "Conto da lua não extinta", baseado na morte de Mikhail Frunze, um comandante do Exército Vermelho. Pilniák perde a presidência da União Pan-Russa de Escritores e, em uma tentativa de se reabilitar, escreve O Volga desemboca no mar Cáspio (1930), um romance sobre o primeiro Plano Quinquenal, e OK! (1931), uma sátira aos Estados Unidos. Nesta época são publicadas suas Obras reunidas, em oito tomos, mas ao longo dos anos 1930 sua imagem é cada vez mais abalada pela crítica ligada ao realismo socialista. Em 1937 Pilniák é acusado de espionagem a serviço do Japão e "desaparece" na prisão. Fontes recentes datam sua execução pelo regime em 1938.

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    Boris Vogau