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    A seta do tempo -

    Martin Amis

    Rocco
    1996
    142 páginas
    4h 44m
    ISBN-10: 8532506089
    Português Brasileiro
    4.2
    10 avaliações
    Leram19Lendo1Querem51Relendo0Abandonos5Resenhas2
    Favoritos3Desejados51Avaliaram10

    Só mesmo a ousadia do inglês Martin Amis para inventar uma história jamais imaginada por qualquer escritor: uma história em marcha à ré. A seta do tempo fascina o leitor com a façanha extraordinária de seu criador; a inversão do tempo da narrativa. O futuro que acontece primeiro do que o passado. A ferida precede o tiro, os mortos revolvem as sepulturas e voltam à vida, o protagonista, Old Tod, um velho americano regride ao seu passado macabro até chegar ao fim, ao útero de sua mãe. Martin Amis foi originalíssimo neste A seta do tempo, escrito na mesma época em que havia se transformado na Madona do mundo literário inglês, seja por seus contratos à beira de US$ 1 milhão, por suas ruidosas trocas de esposas, pelo preço de seu dentista ou por mera inveja de colegas menos brilhantes. O que importa é que a narrativa invertida de A seta do tempo de fato nunca foi experimentada pela literatura. Intrigou a todos, ao mesmo tempo em que delicia o leitor com um exercício insólito de imaginação. O escritor inglês Frank Kermode, autor de The uses of errors, confessou ter mergulhado em teorias filosóficas sobre o tempo para avaliar se é viável a existência de uma história em marcha à ré. Concluiu que não é possível, mas, no entanto, Martin Amis a escreveu de maneira saborosa. Isto porque, embora a narrativa se dê em sentido contrário, as informações passadas ao leitor crescem no sentido habitual e a trama avança para um desfecho que, sem contradições, contém, na barbaridade de um campo de extermínio e na perversidade de um ser monstruoso, uma ternura surpreendente pela humanidade. A história começa com um narrador agonizante rodeado por médicos. Ao invés de morrer, ele volta para a vida e encarna num personagem com quem partilha segredos e regride, com nomes e empregos diferentes, como se fugisse de um passado. Old Tod se chama Tod Friendly e esconde a verdadeira identidade de Odilo Unverboren, que, sob o nome de Hamilton, trabalha num campo de extermínio de Auschwitz.

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    Resenhas (2)Ver mais
    eneida maria andrade carvalho picture
    eneida maria andrade carvalho06/06/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A história seria comum, um médico nazista que fugiu para os EUA, se não fosse o fato de ser contada de trás pra frente literalmente. No começo é um pouco difícil até que se pega o jeito. Li e reli vários trechos várias vezes, diálogos principalmente, e no fim, o que inicialmente era uma dificuldade, tornou-se interessante porque nessas idas e vindas descobri detalhes que as vezes passavam despercebidos. Uma grande sacada do escritor, imagino como deve ter sido difícil escrever e para mim foi uma espécie de aeróbica para os meus neurônios.

    1 curtida

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    4.2 / 10
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    Martin Amis

    Martin Louis Amis (born 25 August 1949) is an English novelist. His best-known novels are Money (1984) and London Fields (1989). He has received the James Tait Black Memorial Prize for his memoir Experience and has been listed for the Booker Prize twice to date (shortlisted in 1991 for Time's Arrow and longlisted in 2003 for Yellow Dog). Amis served as the Professor of Creative Writing at the Centre for New Writing at the University of Manchester until 2011.The Times named him in 2008 as one of the 50 greatest British writers since 1945. Amis's work centres on the apparent excesses of late-capitalist Western society, whose perceived absurdity he often satirises through grotesque caricature; he has been portrayed as a master of what the New York Times called "the new unpleasantness".Inspired by Saul Bellow, Vladimir Nabokov, and James Joyce, as well as by his father Kingsley Amis, Amis himself went on to influence many successful British novelists of the late 20th and early 21st centuries, including Will Self and Zadie Smith.

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    Martin Amis