Quem era Lucas da Feira (Cordel) - Cordel de Erotildes Miranda dos Santos

    não informado

    Edição do Autor
    1983
    8 páginas
    16m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Erotildes Miranda dos Santos foi um cordelista baiano que usava o pseudônimo de Trovador Nordestino. Nasceu em Candeal, Bahia, município pertence à área de expansão metropolitana de Feira de Santana, Bahia, onde veio a se estabelecer e escrever inúmeros folhetos da literatura de cordel. O cordel fala de Lucas da Feira (1807 -1849), cangaceiro nascido filho de escravos em Feira de Santana em 1807, que ajudou a formar um dos primeiros grupos considerados como cangaço na primeira metade do século XIX. A data de publicação do cordel não foi identificada, registrando-se a referência que consta no acervo da Cordelteca.

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    R .07/02/2018Resenhou um livro
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    Acho divertido e curioso o olhar da história através do cordel. Entre exageros, lendas e fatos reais, é possível ter conhecimento de personagens que, na apresentação formal, geralmente são relegados ao ostracismo ou a uma simples menção, mas que na literatura de cordel são focados em referências reais ou míticas (pelo menos tomamos algum conhecimento sobre eles). Este cordel centra a atenção em Lucas da Feira, um dos lendários cangaceiros, que agiu com seu bando na região de Feira de Santana (BA) na primeira metade do século XIX. O diferencial é que fora escravo e buscou no banditismo independência, transformando-se em um ícone de liberdade na visão popular, o que de fato ocorreu com muitos que se juntaram a seu bando. No cordel é descrito sendo extremamente violento e acredito nisso, algo alimentado pela bandidagem para espalhar o temor. O cordelista o exalta também como um tipo de Robin Hood. Já não me meto nessa questão, só transcrevo a informação, pois nada sei além do que o cordel evoca. De certo, a formação do bando temido na região de Feira de Santana, atuando em cerca de 20 anos, certa inspiração para outros negros e a parte mítica que o considera um anti-herói. Uma particularidade de sua história que incentiva a visão heroica é que os relatos mostram um amigo traidor, que fez parte do bando e no desenrolar da história facilitou a prisão pelos policiais. O cangaceiro morreu enforcado. Não é uma obra de esplendor artístico, falta um pouco mais de devaneio poético, mas curti por me apresentar e contar algo da história de mais um dos famigerados cangaceiros do sertão, seja mito ou realidade. O que não gostei foi da capa dessa edição. Nada a ver. Muitas vezes a divulgação artesanal vai mais no embalo emotivo que racional, para algumas pessoas.

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