O Jogo da Amarelinha - I (Grandes Romancistas Abril Cultural) -

    Julio Cortázar

    Abril Cultural
    1985
    291 páginas
    9h 42m
    ISBN-13: 5641300808662
    Português Brasileiro

    O Jogo da Amarelinha (no original, Rayuela) é um romance escrito por Julio Cortázar em 1963, considerado a obra máxima do autor que, ao lado de Jorge Luis Borges, é o principal representante da literatura argentina, ambos marcados pelas obras extremamente criativas e originais. O assunto principal do livro não são os personagens, por sinal muito bem trabalhados, com capítulos sobre seus cacoetes, suas manias e suas vidas. O assunto principal é o próprio livro. Nas palavras do próprio autor, "esse livro é muitos livros, mas é, sobretudo, dois livros". O leitor pode começar do capítulo 1 e ir até o 56, tendo assim uma bem construída história sobre um triângulo amoroso. Ou pode optar por começar no capítulo 73, e começar a seguir a ordem indicada por Cortázar. Escolhendo a segunda opção, o leitor verá os acontecimentos de Maga, Oliveira, o Clube da Serpente e o narrador, e depois pode ler citações de grandes autores, textos debatendo a literatura atual, artigos sobre os personagens, desvarios, recortes de um texto maior. Tudo misturado, pulando capítulos para depois voltar aos mesmos, como se fosse um jogo da amarelinha.

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    Clio15/03/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O Jogo da Amarelinha foi um livro que peguei de alguma lista de "100 mais..." em algum site. O autor não é muito conhecido em terras tupiniquins, o que é uma pensa. O título já entrega a proposta, o leitor construíra o enredo a medida que for escolhendo diferentes páginas, capítulos e passagens marcados com números. Não pense que é algo tipo "Faça sua própria aventura!" - a ideia de Cortázar é mais direcionada ao ato de escrever, a literatura em si. Assim, são frases sem significados, capítulos que nem sempre fazem sentido, paragráfos que podem não se encaixar na busca pela história de Horácio - o personagem principal que o autor-leitor guia em sua jornada. Pode ser muito confuso para aqueles acostumados com narrativas lineares ou que não exijam muita atenção. Para os que gostam dos labiritintos da escrita, é um prato cheio.

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