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    A Arma e outros contos -

    Philip K. Dick

    L-Dopa
    2017
    296 páginas
    9h 52m
    ISBN-13: 9788566984149
    Português Brasileiro
    4.4
    14 avaliações
    Leram19Lendo2Querem14Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados14Avaliaram14

    Philip K. Dick é considerado pelo crítico Frederic Jameson como o “Shakespeare da ficção científica”. Nesta antologia, o autor comparece com 8 contos de sua fase inicial da carreira. O texto que dá título à coletânea, por exemplo, é a história da tripulação de uma nave espacial que precisa descer num planeta destruído por uma guerra atômica; mas um dos canhões permanece funcionando, então como decolar novamente? O primeiro conto da antologia, “A Caveira”, trata da história de um assassino marciano que é enviado de volta no tempo para matar o fundador de uma igreja antes que ele se pronuncie. São histórias repletas de robôs, naves, alienígenas e alta tecnologia, mas o tempo todo Philip K. Dick está se perguntando pela natureza da realidade, sua preocupação maior. O livro acompaha ainda um posfácio com estudo de Nils Skare, tradutor do livro. Contos: - A Caveira (The Skull); - A Cripta de Cristal (The Crystal Crypt); - Ali Jaz o Wub (Beyond Lies the Wub); - O Flautista na Selva (Piper in the Woods); - A Arma (The Gun); - Sr. Espaçonave (Mr. Spaceship); e - Os Defensores (The Defenders). Todos contos, exceto “Ali Jaz o Wub”, são inéditos em português. Foram tirados da coletânea "Beyond Lies the Wub" [The Collected Stories of Philip K. Dick # 1], 1987.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Sandro R. Soares picture
    Sandro R. Soares24/09/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Esse livro reúne 7 contos da fase inicial do autor Philip K. Dick. Os temas predominantes são a guerra (influenciado pela Guerra Fria), o avanço tecnológico e as pseudo-realidades. A Caveira abre bem o livro, tratanto de uma viagem no tempo em uma discussão filosófica sobre a guerra como um método de seleção natural. A Crispta de Cristal surpreende com uma nova forma de terrrismo. Em Ali Jaz o Wub, um animal negocia o próprio abate com seus caçadores e em O Flautista na Selva, homens sadios passam a acreditar que são plantas. A Arma, apesar de ser o título do livro, é o menos interessante da coletânea, contando a história de uma arma de guerra que toma decisões com autonomia. Senhor Espaçonave é um dos contos mais filosóficos, refletindo sobre o dualismo cartesiano - corpo e mente agindo separadamente - e a violência como hábito ou como instinto. Os Defensores começa como uma referência à alegoria da caverna de Platão ao mostrar a humanidade vivendo no subsolo, amedrontada pela Guerra, e acreditando nas notas enviadas pelos robôs que habitam a superfície. Essa última história se aproxima mais com o estilo do Isaac Asimov do que do próprio Philip, pelo traço marcante dos robôs romperem com o Complexo de Frankenstein.

    6 curtidas

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    Avaliações

    4.4 / 14
    • 5 estrelas64%
    • 4 estrelas29%
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    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas0%
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    Philip Kindred Dick

    Philip Kindred Dick, também conhecido pelas iniciais PKD, foi um escritor americano de ficção científica que alterou profundamente este gênero literário. Apesar de ter tido pouco reconhecimento em vida, a adaptação de várias das suas novelas ao cinema acabou por tornar a sua obra conhecida de um vasto público, sendo aclamado tanto pelo público como pela crítica e tornando-se um ícone da contracultura. Sua obra é marcada por fantasmagóricas histórias de paranóia e primam pela originalidade. Explorou em muitas das suas histórias temas como a realidade e a humanidade, utilizando normalmente como personagens pessoas comuns e não heróis galácticos comumente associados a obras do gênero. Sua obra mais conhecida em vida foi <i>O Homem no Castelo Alto</i> (1961), vencedor do Prêmio Hugo de ficção científica. Apesar de ter tido pouco reconhecimento em vida, a adaptação de várias das suas novelas ao cinema acabou por tornar a sua obra conhecida de um vasto público, sendo aclamado tanto pelo público como pela crítica. Filho de um funcionário do governo federal, a sua irmã gémea morreu quase à nascença. Os seus pais divorciaram-se quando Philip contava quatro anos de idade. Acompanhou a mãe na sua mudança para a Califórnia, onde estudou, ingressando na Escola Secundária de Berkeley, onde permaneceu até 1945. Matriculou-se então na Universidade da Califórnia, onde estudou Filosofia e Alemão, abandonando o curso para trabalhar como disc-jockey numa emissora de rádio, mantendo, ao mesmo tempo, uma loja discográfica. Começou a escrever nesta época, publicando o seu primeiro conto de ficção científica na revista Planet Stories. Chegou a terminar alguns romances de índole autobiográfica, mas não conseguiu encontrar quem os editasse. Decidiu portanto dedicar-se inteiramente à ficção científica, convicto de que este género poderia melhor abarcar as suas especulações filosóficas. A sua primeira obra publicada foi Solar Lottery de 1955. A ação da obra decorria no século XXIII, num tempo em que a democracia como forma de eleição foi substituída por uma sistema de loteria que decide as funções dos indivíduos na sociedade. No entanto, vem-se a descobrir que a sorte está viciada. Após o aparecimento de obras como Eye In The Sky de 1956, Dr Futurity de 1960 e Vulcan's Hammer de 1960, Philip K. Dick conseguiu ser reconhecido como escritor, sobretudo com a publicação de The Man In The High Castle (O Homem do Castelo Alto) de 1962. O romance recriava um mundo em que a Alemanha e o Japão haviam vencido a Segunda Guerra Mundial. Por ter mantido relações com o Partido Comunista norte-americano, o escritor foi alvo de cuidadosas investigações por parte do FBI e dos serviços secretos da Força Aérea dos EUA. A visão quase paranóica da realidade que Dick demonstrou em muitos dos seus trabalhos não seria portanto de todo infundada. Inspirando-se em ideias do Budismo, Cabalismo, Gnosticismo e outras doutrinas herméticas, e combinando-as com certos aspectos das novas crenças na parapsicologia, extraterrestres e percepção extra-sensorial, o autor criou mundos alternativos nos quais acabou eventualmente por julgar viver. Consumindo drogas em excesso, alegou ter sido contactado em 1974 por uma inteligência alienígena. PKD explorou em muitas das suas obras temas como a realidade e a humanidade, utilizando normalmente como personagens pessoas comuns e não os normais heróis galácticos de outras obras do gênero. Precursor do gênero cyberpunk, o seu livro Do Androids Dream of Electric Sheep? (Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas?) inspirou o filme Blade Runner que, já perto da sua morte por um AVC (Acidente Vascular Cerebral), serviu como introdução a Hollywood e levou a que outras obras suas fossem adaptadas ao cinema. Os filmes Minority Report: A Nova Lei, O Vingador do Futuro, Screamers: Assassinos Cibernéticos, O Pagamento, Impostor, O Vidente, Os Agentes do Destino e O Homem Duplo, também são baseados em novelas ou contos de Dick.

    162 Livros
    939 Seguidores
    Califórnia, Estados Unidos

    Philip Kindred Dick