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    Poesia completa -

    Cacaso

    Companhia das Letras
    2020
    456 páginas
    15h 12m
    ISBN-13: 9788535931716
    Português Brasileiro
    4.2
    38 avaliações
    Leram60Lendo7Querem75Relendo1Abandonos1Resenhas5
    Favoritos3Desejados75Avaliaram38

    Reunião de todos os poemas de um dos nomes mais marcantes da geração mimeógrafo, esta obra é retrato de uma época e testamento literário dos anos 1970. "Cacaso tem o gênio brasileiro da fala macia, sensual e maliciosa. É da família de Bandeira, cuja linguagem é sem artifícios", define Francisco Alvim. Em toda sua produção, que abarca poemas, ensaios, letras, contos e desenhos, Cacaso deixou sua marca registrada: sensibilidade combinada com olhar crítico, simplicidade com sofisticação literária, sutileza com ironia fina. Poesia completa reúne os seis livros publicados pelo poeta – de A palavra cerzida (1967) a Mar de mineiro (1982) – e uma farta seleção de poemas inéditos recolhidos pela editora Heloisa Jahn dos cadernos do autor, além de sessenta letras de música. O volume traz ainda textos de Roberto Schwarz, Heloisa Buarque de Hollanda, Francisco Alvim, Vilma Arêas e Mariano Marovatto.

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    Carla Fernandes Verçoza picture
    Carla Fernandes Verçoza05/02/2021Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Não gostei de tudo, mas tem algumas coisas interessante. "idade madura Meu coração anda inquieto e sufocado como na infância nas noites de tempestade. É risonho meu futuro? Minha solidão é indescritível."

    4 curtidas

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    Avaliações

    4.2 / 38
    • 5 estrelas47%
    • 4 estrelas42%
    • 3 estrelas8%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas0%
    Antônio Carlos de Brito profile picture

    Antônio Carlos de Brito

    Foi um professor universitário, letrista e poeta brasileiro. Depois de viver no interior de São Paulo, mudou-se aos onze anos para o Rio de Janeiro, onde estudou Filosofia e, nas décadas de 1960 e 1970, lecionou Teoria da Literatura e Literatura Brasileira na PUC-RJ. Foi colaborador regular de revistas e jornais, como Opinião e Movimento, tendo, entre outros assuntos, defendido e teorizado acerca do cenário poético de seus contemporâneos, a geração mimeógrafo, criadores da dita poesia marginal, que ganhou publicidade com a antologia 26 poetas hoje, organizada por Heloísa Buarque de Hollanda, com quem Cacaso, em janeiro de 1974, escreveu o artigo "Nosso verso de pé quebrado", no qual fazem uma síntese das poéticas de então. Seus artigos estão reunidos em Não quero prosa, publicado em 1997. Com grande talento para o desenho, já aos 12 anos ganhou página inteira de jornal por causa de suas caricaturas de políticos. Antes dos 20 anos veio a poesia, através de letras de sambas que colocava em músicas de amigos como Elton Medeiros e Maurício Tapajós. Como poeta estreou em 1967, com o livro A palavra cerzida, que foi recebida com entusiasmo por José Guilherme Merquior, por representar junto de Francisco Alvim a primeira geração "pós-vanguarda". Em 1974, lança Grupo Escolar, pela coleção Frenesi, composta também dos livros Passatempo, de Chico Alvim, Corações veteranos, de Roberto Schwarz, Em busca do sete-estrelo, de Geraldo Carneiro, e Motor, de João Carlos Pádua. Cacaso une-se então a outros poetas, como Eudoro Augusto, Carlos Saldanha e Chacal (Ricardo de Carvalho Duarte), formando a coleção Vida de Artista, pela qual lançou Segunda classe (em parceria com Luiz Olavo Fontes) e Beijo na boca, ambos em 1975. Depois vieram "Na corda bamba" (1978), "Mar de mineiro (1982) e Beijo na boca e outros poemas (1985), que reunia uma antologia poética da obra do autor. Seus livros não só o revelaram uma das mais combativas e criativas vozes daqueles anos de ditadura e desbunde, como ajudaram a dar visibilidade e respeitabilidade ao fenômeno da "poesia marginal", em que militavam, direta ou indiretamente, amigos como Francisco Alvim, Helena Buarque de Hollanda, Ana Cristina César, Charles, Chacal, Geraldinho Carneiro, Zuca Sardhan e outros. No campo da música, os amigos/parceiros se multiplicavam na mesma proporção: Edu Lobo, Djavan, Tom Jobim, Toquinho, Olívia Byington, Sueli Costa, Cláudio Nucci, Novelli, Nelson Angelo, Joyce, Toninho Horta, Francis Hime, Sivuca, João Donato, Eduardo Gudin e muitos mais. Em 1987, no dia 27 de dezembro, o Cacaso é que foi embora, prematuramente. Um jornal escreveu: "Poesia rápida como a vida". Em 2002, veio a público Lero-lero, sua obra completa, incluindo, além dos livros citados, letras e poemas inéditos

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    Minas Gerais, Brasil

    Antônio Carlos de Brito