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    Alguma poesia -

    Carlos Drummond de Andrade

    Record
    2002
    156 páginas
    5h 12m
    ISBN-10: 8501060445
    Português Brasileiro
    4.1
    5036 avaliações
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    Favoritos134Desejados2842Avaliaram5036

    ´Alguma Poesia´ foi publicado originalmente em 1930 - somente 500 exemplares foram feitos, sob o selo imaginário Edições Pindorama. Em ´Alguma Poesia´, Drummond adota a forma livre do verso, libertando-se de regularidades, rimas e planos cartesianos, abrindo espaço para o apelo visual em poesias. Também deixa de lado a metáfora, buscando uma objetividade e simplicidade que tornaram sua linguagem poética seca, quase jornalística, mas ainda sim, riquíssima. O primeiro livro de Drummond revelou uma nova ótica, uma forma mais do que original de ver o mundo e de ver a si próprio. Inaugurou novos rumos para a poesia no país, sem dúvida, influenciado pelos modernos ventos da Semana de Arte Moderna de São Paulo. ´Alguma Poesia´ é um marco na história da poesia brasileira.

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    Alexandre Figueiredo picture
    Alexandre Figueiredo26/07/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Prazer, Drummond

    Certas coisas me deixam perplexo na vida. Uma dessas perplexidades aconteceu nos últimos anos ao ler este "Alguma poesia", primeiro livro publicado pelo gigante Carlos Drummond de Andrade. Sempre tive curiosidade de ler o poeta mineiro de verdade, fugir das armadilhas proporcionadas pela internet. Despretensiosamente comprei este livro. Entretanto, vocês não podem imaginar a minha surpresa ao descobrir que esta obra foi a carta de apresentação do poeta ao mundo. Nela estão, simplesmente, três dos principais poemas da língua portuguesa. Conversando com uma amiga minha que estimo muito, apontei que havia poucas resenhas ou comentários para este livro, o que chamou minha atenção. Em resposta, ela me disse: "poesia mexe com os sentimentos, talvez seja por isso". E é a mais pura verdade. Algo tão simples que eu nem tinha percebido... Em "Alguma poesia" os sentimentos são despertados em cada um de nós, mesmo que a conexão entre o poeta e os leitores seja fraca ou, pior ainda, não exista. A questão é que você vai ler algo que não há igual por aí. Aliás, este é um livro incrível para apresentar o que foi o movimento modernista do Brasil em todos os seus campos artísticos e, de quebra, mostrar a beleza que só a nossa poesia possui. Eu tenho problemas com versos livres, confesso. Entretanto, a maneira como Drummond dispõe seus versos no papel, a sua quebra brusca com os formalistas em alguns dos textos, é cativante. Além dos conhecidíssimos "Poema de sete faces", "No meio do caminho" e "Quadrilha", destacaria a ironia fina do eu lírico em "Também já fui brasileiro", "Política literária", "Cidadezinha qualquer" e "Explicação"; a melancolia presente em "Sentimental", "Nota social", "Poesia" e "Música"; e, por fim, não posso deixar de citar a precisão sobrenatural na escolha das palavras em "Cota zero" e "Quero me casar". Drummond lançou este livro em 1930 e, 90 anos depois, época em que escrevo minhas humildes impressões, é quase ensurdecedor perceber como ele estava à frente de seu tempo. Uma das leituras mais prazerosas que já fiz.

    238 curtidas

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    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas0%
    Carlos Drummond de Andrade profile picture

    Carlos Drummond de Andrade

    Nasceu em Minas Gerais, em uma cidade cuja memória viria a permear parte de sua obra, Itabira. Posteriormente, foi estudar em Belo Horizonte e Nova Friburgo com os Jesuítas no colégio Anchieta. Formado em farmácia, com Emílio Moura e outros companheiros, fundou <i>A Revista</i>, para divulgar o modernismo no Brasil. Durante a maior parte da vida foi funcionário público, embora tenha começado a escrever cedo e prosseguido até seu falecimento, que se deu em 1987 no Rio de Janeiro, doze dias após a morte de sua única filha, a escritora Maria Julieta Drummond de Andrade. Além de poesia, produziu livros infantis, contos e crônicas.

    198 Livros
    2.1 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    Carlos Drummond de Andrade