Written at the end of the World War II, this novel mourns the passing of the aristocratic world which Waugh knew in his youth and recalls the sensuous pleasures denied him by the austerities of war. In so doing, it provides a study of the conflict between the demands of religion and of the flesh.
Brideshead Revisited -
Evelyn Waugh
A tragédia da aristocracia…entendia
Recentemente, vi uma influenciadora literária falar que existem tipos diferentes de livros: aqueles que você se diverte lendo, a experiência por si só te entretém, e outros que a recompensa é ter terminado a leitura, acumulado o conhecimento. Esse livro definitivamente é um exemplo desse segundo tipo, ou seja, uma leitura que estou satisfeita com o fato de ter finalmente lido, mas um tanto decepcionada com a experiência de leitura. Primeiro vou elogiar: O livro é como uma foto da época que retrata, fascinante ao mostrar a ruína do estilo de vida boêmio das altas classes inglesas pré-2a Guerra. A forma como a tragédia pessoal daquele microcosmo social reflete as mudanças ocorrendo em níveis macroscópicos é muito inteligente! O autor traz várias críticas que se aplicam até hoje à religião, hierarquia social e aristocracia. Minha parte favorita é quando Julia descreve o Rex, “He simply wasn’t all there..” partes de um ser humano porém incompleto, faltando humanidade, “vazio”. É assustador que tanto desse livro se aplica aos dias de hoje, homens como Rex estão por todos os lados, e famílias como os Flytes ainda existem. Acho que talvez por isso seja dificil ter empatia com os personagens e suas “tragédias”: em uma época que a desigualdade socioeconômica está maior do que nunca e que a aristocracia e o modo de vida “old money” voltaram a ser tão prevalentes e desejados, é difícil sentir pena dos super ricos alcoólatras… Agora as críticas. Parte de minha decepção definitivamente é culpa da expectativa que criei: achei que seria semelhante a Maurice ou outras histórias com essa vibe, ou seja, um livro introspectivo, focado nos personagens, cheio de subtexto gay com análise social do ambiente/período que retrata, o ambiente acadêmico e pessoal dos ricassos que frequentam Oxford. E em parte é sim, com certeza, mas o foco é muito mais no exterior do que interior dos personagens. Não é que o livro não seja introspectivo, pelo contrário, a narrativa é muito baseada no que os personagens sentem, acreditam, pressão social. Porém sinto que todos eles são apenas isso, representações de papéis sociais, não senti conexão com nenhum deles. O narrador é entediante, Sebastian é fadado à ruína de crescer privilegiado e sem responsabilidades, tornando-se um adulto sem futuro, Julia é presa pelas convenções sociais e sua religiosidade. Tudo isso tem valor e sentido, mas não foi o suficiente pra que eu simpatizasse com os personagens. A primeira parte do livro, que apresenta a situação toda, acaba sendo muito mais interessante do que a segunda. Parece que quando a amizade com o Sebastian acaba e ele some, o livro fica muito mais entediante (assim como a vida do protagonista, o que é uma reflexão inteligente, porém não entretém). Outra coisa que me alienou foi a escrita, cheia de referências da época e linguagem rebuscada, foi difícil entender tudo que acontecia num primeiro momento. Tenho mais pensamentos mas me perdi aqui então ta bom.
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