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    Achados e Perdidos -

    Luiz Alfredo Garcia-Roza

    Companhia das Letras
    1998
    280 páginas
    9h 20m
    ISBN-13: 9788571647657
    Português Brasileiro
    3.8
    422 avaliações
    Leram693Lendo20Querem210Relendo0Abandonos7Resenhas39
    Favoritos17Desejados210Avaliaram422

    Noite de sexta-feira em Copacabana. Um menino de rua se apodera de uma carteira perdida; uma prostituta aparece morta, asfixiada, em sua própria cama. O delegado Espinosa está atento para um elemento comum aos dois acontecimentos - a figura do ex-delegado Vieira. O velho policial bebe demais, por isso perdeu a carteira. Quando bebe, se esquece de tudo. Nem ele sabe qual foi sua participação - se é que ela houve - na morte de Magali. Um enigma que envolve meninos de rua, uma insinuante mulher sedutora de delegados, matadores de aluguel, policiais corruptos - a escória da sociedade

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    Resenhas (39)Ver mais
    Carla Silva picture
    Carla Silva23/06/2009Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Título bem escolhido

    O título não poderia ser mais adequado: Achados e perdidos. Ao longo do romance, tudo se perde e se acha: pessoas, objetos, esperanças, objetivos... A exemplo do que fez em "O Silêncio da Chuva", também aqui Luiz Alfredo Garcia-Roza usa o recurso de cruzar crimes com intenções diferentes por indivíduos diferentes; ou seja, uma ocorrência policial que poderia ser simples, mas que se complica porque se mescla a subtramas e interesses vários. Como sempre, Garcia-Roza consegue escapar das frases feitas e mantém um ritmo invejável na narrativa: esta não é abrupta, privilegiando a ação em prejuízo da criação de atmosfera ou da verossimilhança dos personagens, nem tampouco é recheada de pausas e caprichos estilísticos que podem "soar bem" para um certo tipo de crítico - mas que tornam a história policial arrastada e até chata. Não: ele mantém seu ritmo, seu 'timing' com perfeição. As páginas finais são devoradas em busca da solução e pela ansiedade que a leitura nos transmite, uma boa qualidade num romance policial. A notar, apenas, duas coisas: algumas repetições de informação que parecem desnecessárias (uma falha na revisão final?), deixando o livro menos enxuto do que poderia; e uma suspeita que me assaltou ao terminar a leitura: aqui, como em "Uma janela em Copacabana" os envolvimentos eróticos do detetive Espinosa parecem obedecer a um destino fixo: se a mulher com quem Espinosa se deita é moralmente questionável - adúltera ou prostituta - seu destino é um só: ser assassinada. As outras escapam. Moralismo do autor? Ou inconscientemente esse deseja 'apagar' as transgressões do seu protagonista matando as mulheres com quem errou? Fica a dúvida. Um pouco menos de disponibilidade sexual do herói - ao menos, um pouco de mais critério - soaria melhor. E não deixaria uma impressão dúbia.

    11 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 422
    • 5 estrelas22%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas32%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas1%
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    Luiz Alfredo Garcia-Roza

    Luiz Alfredo Garcia-Roza nasceu em 1936, no Rio de Janeiro. Formado em filosofia e psicologia, é autor de vários livros nessas áreas. Renomado autor de ficção policial, criou o delegado Espinosa. Seu romance de estréia, O Slilêncio da Chuva, recebeu os prêmios Nestlé e Jabuti em 1997. É autor de O Silêncio da Chuva (1996), Achados e Perdidos (1998), Vento Sudoeste (1999), Uma Janela em Copacabana (2001), Perseguido (2003), Berenice Procura (2005), Espinosa Sem Saída (2006), Na Multidão (2007), Céu de Origami (2009),Fantasma (2012),Um lugar perigoso (2014) e A última mulher (2019). Faleceu no dia 16 de Abril do ano de 2020 em decorrências de uma doença neurológica que o deixou internado há mais de um ano.

    45 Livros
    146 Seguidores
    RJ, Brasil

    Luiz Alfredo Garcia-Roza