El lector -

    Schlink, Bernhard

    Anagrama
    2006
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-13: 9788433966667
    Espanhol

    Michael Berg tiene quince años. Un día, regresando a casa del colegio, empieza a encontrarse mal y una mujer acude en su ayuda. La mujer se llama Hanna y tiene treinta y seis años. Unas semanas después, el mucha¬cho, agradecido, le lleva a su casa un ramo de flores. Éste será el principio de una relación erótica en la que, antes de amarse, ella siempre le pide a Michael que le lea en voz alta fragmentos de Schiller, Goethe, Tolstói, Dickens... El ritual se repite durante varios meses, hasta que un día Hanna desaparece sin dejar rastro. Siete años después, Michael, estudiante de Derecho, acude al juicio contra cinco mujeres acusadas de crímenes de guerra nazis y de ser las respon¬sables de la muerte de varias personas en el campo de concentración del que eran guardianas. Una de las acusadas es Hanna. Y Michael se debate entre los gratos recuerdos y la sed de justicia, trata de comprender qué llevó a Hanna a cometer esas atrocidades, trata de descubrir quién es en realidad la mujer a la que amó... Bernhard Schlink ha escrito una deslumbrante novela sobre el amor, el horror y la piedad; sobre las heridas abiertas de la historia; sobre una generación de alemanes perseguida por un pasado que no vivieron directamente, pero cuyas sombras se ciernen sobre ellos.

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    Régis Maz10/07/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Dilemas morais e éticos

    O Leitor é um romance alemão publicado em 1995 pelo professor de direito e juiz Bernhard Schlink. A história do livro possui vários dilemas morais e éticos que despertam muitas reflexões; também gera raiva, emociona e causa empatia e ódio na mesma proporção. O impacto que a relação com Hanna causou na vida do Michael foi o que mais me perturbou. Sei que é através da relação dos dois que o autor faz a distinção entre a geração que participou ativamente do holocausto e a que herdou a responsabilidade de lidar com o legado negativo que o nazismo deixou para o país. Mas me vi refazendo junto com Michael a trajetória da vida de Hanna e empatizando com a personagem a ponto de não ter coragem de odiá-la por completo. É indiscutível que a história faz isso com a gente, ela possui muitas nuances, deixando claro o tempo todo que o bem e o mal são relativos e que não são tão fáceis de serem julgados. E mesmo tentando fazer essa distinção é quase impossível saber separar os dois completamente em uma pessoa e em seus atos. O autor é muito criticado por causar essa empatia no leitor, já que isso seria como entender e perdoar os crimes cometidos por pessoas como ela durante o regime nazista. Ele também é bastante criticado por usar Michael para transformar a geração atual em vítimas da geração anterior, já que são constantemente cobrados pelos crimes cometidos sem que tenham feito parte ou que tenham alguma culpa. Apesar de tudo que está nas entrelinhas desse romance, a história que está na superfície é muito bem contada e bem escrita, possui todo um clima de pós guerra e de devastação que envolve o leitor a ponto de que ao final nos sintamos completamente impactados pelo destino de ambos os personagens. Como eu disse no início: esse é um livro que desperta muitas reflexões e sentimentos contraditórios, e isso torna essa uma obra digna de ser lida e discutida à exaustão. Recomendo para todos, tanto o livro quanto sua maravilhosa adaptação para cinema.

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