Os Últimos Dias dos Nossos Pais -

    Joël Dicker

    Alfaguara
    2014
    432 páginas
    14h 24m
    ISBN-13: 9789898775092
    Português

    E se os ingleses tivessem sido os verdadeiros artesãos da vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial? Após a pesada e preocupante derrota do exército britânico em Dunquerque, Churchill tem uma ideia que viria a mudar o curso da história: criar um Executivo de Operações Especiais dentro dos Serviços Secretos. Paul-Émile, um jovem e patriótico parisiense, chega a Londres uns meses mais tarde para integrar o movimento da Resistência e é imediatamente recrutado pelo Executivo de Operações Especiais. Apesar do patriotismo, ninguém nasce resistente, pelo que aí, junto com outros jovens franceses, irá ser sujeito a uma formação e treinos intensos, de forma a poder voltar a França e assim contribuir para a construção de uma rede de Resistência. Serão estes jovens aprendizes de guerreiros os verdadeiros protagonistas deste romance que nos revela, finalmente, a verdadeira natureza da relação entre o movimento da Resistência e a Inglaterra de Churchill.

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    Marlon Santana10/08/2021Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Os Últimos Dias de Nossos Pais

    A história gira em torno da Segunda Guerra Mundial, mais especificamente sobre o serviço secreto Britânico, que convoca e treina pessoas para realizar missões de infiltração e sabotagem. Paul-Émile e alguns outros franceses deixam Paris e se juntam ao serviço secreto em busca de se encontrar e dar fim à Guerra. O livro é narrado em terceira pessoa e acompanhamos o que ocorre com alguns dos personagens principais, a escrita, apesar de simples, tem uma densidade considerável, principalmente no início e alguns trechos intercalados durante a leitura. Na parte inicial, do treino de formação, a leitura é extremamente densa, já que conta em detalhes como isso é feito. E algo que me incomodou na escrita, foi a forma de narrar boa parte da história, já que fala sobre ações ou situações que os personagens fizeram no passado, deixando-as mais descritivas e cheias de informações, que nem sempre eram fundamentais para o desenrolar da trama, enquanto as partes mais fluídas eram quando contava o que os personagens faziam no presente. Há momentos bem interessantes, assim como certas reviravoltas que deixam gostos amargos, afinal se está em Guerra, mas o caráter humano está presente e algumas atitudes são questionáveis, e há situações bem tensas ou até mesmo o autor queira dar um ar de veracidade com certos desfechos. Outro ponto que me deixou incomodado durante a leitura, é a forma de falar do Pai, que entendo ser uma característica de alguém com idade avançada, mas que quebrava o ritmo e contrastava muito com o resto, em alguns momentos soava até caricato. No fim, como uma primeira obra publicada por Jöel Dicker, há vários pontos favoráveis e com certeza mostra a capacidade dele em criar histórias, e é uma obra interessante, mas que tem alguns pontos narrativos que não agradaram tanto. Conteúdo literário no meu IG @Marlonbsan

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