O homem invisível (Clássicos Zahar) - Edição bolso de luxo

    H.G. Wells

    Zahar
    2019
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-13: 9788537818428
    Português Brasileiro

    Um misterioso forasteiro chega à pacata cidade de Iping. Ninguém sabe seu nome, nem de onde vem ou a razão de estar sempre coberto da cabeça aos pés – com chamativos óculos escuros e bandagens envolvendo toda a cabeça sob um chapéu de abas caídas. Além disso, ele trouxe um verdadeiro laboratório portátil. O suspense cresce quando crimes começam a acontecer e quando se descobre que o homem é invisível! Um dos maiores clássicos da ficção científica, sucesso desde a publicação em 1897, O Homem Invisível é uma engenhosa e divertida combinação de humor e imaginação fantástica, e também uma bela reflexão sobre solidão, incompreensão e os laços entre o indivíduo e a humanidade. Essa edição bolso de luxo da coleção Clássicos Zahar, traz o texto integral e uma instigante apresentação. A versão impressa apresenta ainda capa dura e acabamento de luxo.

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    Bruna Suelen09/08/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O Homem Invisível

    Nesse clássico da ficção científica, um forasteiro chega a cidade de Iping e se hospeda na pensão da sra. Hall. Ele está todo agasalhado, com óculos, luvas grossas e de chapéu, a única coisa visível é a ponta de seu nariz. Apesar da aparência estranha, a proprietária o deixa ficar pois é raro aparecer um hóspede em pleno inverno. Porém, ele logo mostra ser uma pessoa de temperamento forte, um tanto rude, irritadiço e sem muita paciência. Ele não tem contato com ninguém da vila preferindo ficar sozinho e trabalhar numa fórmula para reverter sua condição. Com o passar dos dias a convivência com ele se torna mais difícil, além de seu jeito grosseiro, em seus ataques de fúria quebrava objetos e estragava móveis da sra. Hall. Até que, depois de alguns acontecimentos sua estadia em Iping se encerra. Depois da fuga em Iping, nosso desconhecido vai parar em Port Stowe. Que, depois de outros incidentes, acaba sendo baleado e se esconde na casa do Dr. Kemp, um velho conhecido o qual vai pedir ajuda e ficamos sabendo que o forasteiro se chama Griffin. Então, ele conta ao doutor a história de como ficou invisível. Um trecho: “A dor havia passado. Pensei que estava me matando e não me importei. Jamais esquecerei aquela madrugada, o estranho horror de ver que minhas mãos haviam se tornado um vidro nebuloso e de assisti-las, ao longo do dia, ficando cada vez mais claras e diáfanas, até que por fim eu conseguia enxergar a repugnante desordem do meu quarto através delas, ainda que fechasse minhas pálpebras transparentes. Meus membros ficaram vítreos, ossos e artérias se apagaram, desapareceram, e, por último, sumiram os pequenos nervos brancos (...)” A obra é de 1897, a linguagem é fácil e bem tranquila de ler, a história também não se aprofunda em termos científicos. O personagem é um homem, eu diria, intragável, de índole duvidosa e extremamente egoísta. Sua busca pela fórmula da invisibilidade o leva atos extremos, e apesar de conseguir que seu experimento funcione, isso o leva a uma série de percalços e aborrecimentos, e o que poderia ser uma experiência incrível acaba se tornando um fardo e também uma jornada muito solitária. Nessa história há mais desvantagens do que vantagens em se estar invisível.

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