A Filha do Inca (Clássicos Ilustrados Ebal) (Gibi Edição Maravilhosa #184) - Quadrinização do Romance Brasileiro de Menotti del Picchia

    Menotti Del Picchia, Paulo Menotti del Picchia

    EBAL / Editora Brasil-América
    1960
    36 páginas
    1h 12m
    ISBN-10: 8500117362
    Português Brasileiro

    [Edição Maravilhosa — 1ª Série, Número 184. Publicado em Abril/Maio de 1960] "A Filha do Inca" — A República 3000 [Quadrinização do Romance Brasileiro de Menotti del Picchia / (Clássicos Ilustrados Ebal) / Direção: Adolfo Aizen. (Brochura - Formato Americano - Quadrinhos em Preto e Branco). ==== https://pt.wikipedia.org/wiki/Edição_Maravilhosa https://en.m.wikipedia.org/wiki/Classics_Illustrated https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Menotti_Del_Picchia https://www.guiadosquadrinhos.com/edicao/edicao-maravilhosa-1-serie-n-184/ed001100/55410 https://www.guiadosquadrinhos.com/artista/antonio-euzebio/3673 http://guiaebal.com/maravilhosa1.html http://guiaebal.com/maravilhosa2.html http://guiaebal.com/maravilhosa3.html https://desmanipulador.blogspot.com/2017/11/capas-de-gibi-covers-comics-edicao_93.html https://desmanipulador.blogspot.com/2017/11/capas-de-gibi-covers-comics-edicao_79.html ==== A República 3000 (1930; posteriormente intitulado A filha do Inca, 1949).

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    Francélia Pereira06/06/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Os monstros

    A história começa com uma expedição do exército brasileiro na Floresta Amazônica, após algumas aventuras, somente dois homens sobrevivem, e o contexto muda totalmente, pois eles acabam descobrindo uma cidade oculta, muito desenvolvida. Nessa cidade, a República 3000, os habitantes são uma mistura de humano + máquina. A obra é bem complexa, e cheia de elementos bem BR. Mas há uma mensagem principal. De forma brilhante, o autor nos mostra o quanto uma cultura diferente pode nos parecer monstruosa, atrasada e injusta; mas não conseguimos ver com clareza o quanto a nossa própria cultura também é monstruosa, atrasada e injusta. A palavra “monstro” aparece diversas vezes no livro, e o autor brinca com ela, exatamente para nos mostrar que esse conceito varia de acordo com o ponto de vista. A maior lição da obra é que, no contato com o outro, com o diferente, devemos entender que para o outro nós também somos “o outro, o diferente”; e da mesma forma que conseguimos ver com clareza os “defeitos” alheios, os nossos também se revelam para quem nos olha de volta; assim, antes de nos julgarmos superiores e perfeitos, antes de tentarmos impor os nossos erros aos outros, devemos aprender a ouvir; pois o contato com o outro não serve, de forma alguma, para que possamos transformar a vida de outra pessoa, o contato com o outro só tem um propósito, ele serve para que possamos transformar a nós mesmos. “O coração iguala os seres de todas as castas e de todos os climas. Para ele não há histórias, nem culturas, nem ódios, nem antagonismos de raças ou de nacionalidades. O amor unifica todos os mortais e os integra no destino de eternidade que representa o objetivo do ser humano”. (A Filha do Inca, de Menotti Del Picchia)

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