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    A Filha do Inca (Coleção Saraiva #14) - A República 3000

    Menotti Del Picchia

    Edições Saraiva
    1949
    191 páginas
    6h 22m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.8
    18 avaliações
    Leram31Lendo3Querem41Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos3Desejados41Avaliaram18

    A Filha do Inca -- Coleção Saraiva, Vol. 14 '--' Menotti Del Picchia não foi apenas o famoso poeta, autor de Juca Mulato, As Máscaras, etc., mas também um escritor de talento, além de um intelectual atuante e comprometido com o tempo em que viveu. Em meados dos anos 40, Menotti Del Picchia publicou um livro de aventuras, "República 3000", que talvez seja um dos primeiros livros de ficção científica escritos por um autor brasileiro. Em agosto de 1949, o livro foi republicado na Coleção Saraiva, da editora do mesmo nome, com uma tiragem de 40.000 exemplares! O título do livro foi, então, mudado para "A filha do Inca", definido no subtítulo como 'Romance Fantástico'. Precedeu a primeira página do texto a seguinte Nota dos Editores: “A ‘Filha do Inca’ é a ‘República 3000’. A mudança do título deste movimentado e surpreendente romance, imaginosa antevisão do futuro conduzida ao campo de uma realidade tão natural que impressiona, foi-nos determinada pelo autor. Seu primeiro título, ‘República 3000’, poderia originar confusões, tomando-o o público como um livro político. Se bem que um curioso pensamento interior o anime, seu grande êxito residiu no interesse crescente que sua leitura desperta, porque ele é todo aventura, ação, surpresa, novidade. O progresso técnico universal é aqui, segundo um crítico francês, ‘évoqué plus nettement que ne l’avaient fait avant lui les romanciers du merveilleux scientifique’. O sucesso da primeira edição deste livro foi tal que a mesma se esgotou em curto prazo. Seu êxito no exterior não menos auspicioso: na França teve a honra de provocar uma comunicação à ‘Société d’Etudes Atlantiques’ e está traduzido para o francês pelo notável escritor Manoel Gahis”. ==== http://revistas.ufpr.br/campos/article/download/18580/13027 [Ensaio Bibliográfico] A Filha do Inca: A ficção científica de Menotti Del Picchia / Roque de Barros Laraia (UnB). ==== https://capasdelivrosbrasil.blogspot.com.br/2015/07/capas-dos-livros-da-colecao-saraiva-da.html?m=1 http://listasdelivros.blogspot.com.br/2013/12/colecao-saraiva-editora-saraiva-1948.html

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    Francélia Pereira06/06/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Os monstros

    A história começa com uma expedição do exército brasileiro na Floresta Amazônica, após algumas aventuras, somente dois homens sobrevivem, e o contexto muda totalmente, pois eles acabam descobrindo uma cidade oculta, muito desenvolvida. Nessa cidade, a República 3000, os habitantes são uma mistura de humano + máquina. A obra é bem complexa, e cheia de elementos bem BR. Mas há uma mensagem principal. De forma brilhante, o autor nos mostra o quanto uma cultura diferente pode nos parecer monstruosa, atrasada e injusta; mas não conseguimos ver com clareza o quanto a nossa própria cultura também é monstruosa, atrasada e injusta. A palavra “monstro” aparece diversas vezes no livro, e o autor brinca com ela, exatamente para nos mostrar que esse conceito varia de acordo com o ponto de vista. A maior lição da obra é que, no contato com o outro, com o diferente, devemos entender que para o outro nós também somos “o outro, o diferente”; e da mesma forma que conseguimos ver com clareza os “defeitos” alheios, os nossos também se revelam para quem nos olha de volta; assim, antes de nos julgarmos superiores e perfeitos, antes de tentarmos impor os nossos erros aos outros, devemos aprender a ouvir; pois o contato com o outro não serve, de forma alguma, para que possamos transformar a vida de outra pessoa, o contato com o outro só tem um propósito, ele serve para que possamos transformar a nós mesmos. “O coração iguala os seres de todas as castas e de todos os climas. Para ele não há histórias, nem culturas, nem ódios, nem antagonismos de raças ou de nacionalidades. O amor unifica todos os mortais e os integra no destino de eternidade que representa o objetivo do ser humano”. (A Filha do Inca, de Menotti Del Picchia)

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    Paulo Menotti Del Picchia

    Foi um poeta, jornalista, tabelião, advogado, político, romancista, cronista, pintor e ensaísta brasileiro. Imortal, ocupou a cadeira nº 28 da Academia Brasileira de Letras, tendo sido suas principais obras Juca Mulato (1917) e Salomé (1940). Um livro seu de elevada popularidade é Máscaras (1920), pela sua nota lírica. Presidiu a Associação dos Escritores Brasileiros, seção de São Paulo. Foi agraciado com o título de "Intelectual do Ano", em 1968, e aclamado "Príncipe dos Poetas Brasileiros", em 1982. Em 1960, recebeu o Prêmio Jabuti de poesia, concedido pela Câmara Brasileira do Livro. Destacam-se em sua obra poética os livros Juca Mulato (1917), Máscaras (1920), A Angústia de D. João (1922) e O Amor de Dulcinéia (1931). A poesia de Menotti del Picchia vincula-se à primeira geração do Modernismo. Em 1984, recebeu o Prêmio Moinho Santista - Categoria Poesia.

    21 Livros
    10 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Paulo Menotti Del Picchia