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    O Diabo: apontamentos para uma futura diabologia (Colecção Dois Mundos #20) - il Diavolo

    Papini

    [Lisboa] Editorial Livros do Brasil
    1990
    280 páginas
    9h 20m
    ISBN-14: _9789723803068
    Português
    4.6
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    El Diablo / Giovanni Papini. Traducción de Vicente Fatone, BackList, Barcelona, 2011. [ISBN: 9788408103332 ] '-' Este libro es una apasionada, vívida, intentísima participación en las dudas, los terrores y las esperanzas que la presencia del Diablo está destinada a suscitar. El autor nos presenta el enfrentamiento entre el creador y el destructor, y lo traslada a todas las facetas de la vida del hombre, con la intención fundamental de manifestar la bondad de Dios, aunque al hacerlo, para gran escándalo de muchos, ofrece una interpretación benevolente del orgullo satánico. Papini habla de relaciones entre Dios y el Diablo mucho más cordiales de lo que suele imaginarse. «Hasta ahora los cristianos no han sido bastante cristianos con Satanás. Le temen, huyen de él o fingen ignorarle. Pero si el miedo puede, quizá, salvarles de sus tentaciones, no es ciertamente arma de salvación para el futuro.» «Este libro no es: Una historia de las opiniones y de las creencias del Diablo; una incursión más o menos erudita o más o menos divertida a través de las leyendas, antiguas y modernas sobre el Diablo; un árido tratado conceptual según el cartabón de la Escolástica tradicional; un prontuario ascético para proteger a las almas de las acechanzas y de los asaltos del demonio; una colección de santas invectivas o de andanadas oratorias sobre el antiguo Adversario; una historia de los representantes terrestres del Diablo, es decir magos, ocultistas y cosas por el estilo; una orgía romántica de literatura satanista, con sus correspondientes misas negras y otras brutales imbecilidades; una elucubración metafísica sobre el problema del mal, como la que hizo el kantiano Ehrard; y, en fin, tampoco es, como podría parecerle a algún lector apresurado, una defensa del Diablo.» ==== http://www.giovannipapini.it/Gianfalco/PapiniInSpagnolo.htm

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    Giovanni Papini

    Nasceu em 1881 de uma família simples, em Florença. Seu pai, Luigi, soldado nas hostes de Garibaldi e partícipe do Risorgimento e sua mãe Erminia Cardini, foram responsáveis por boa parte de sua formação. Teve uma infância e adolescência solitárias, conforme aponta em diários pessoais, passada a maior parte do tempo na biblioteca do avô. Forma-se professor em 1899 e trabalha algum tempo nesse mister, exercendo conjuntamente atividades como bibliotecário. Funda em 1903, junto com Giuseppe Prezzolini a revista Leonardo, que se torna rapidamente uma das publicações européias mais influentes da Europa pré-Primeira Guerra Mundial. Sua trajetória é a de um dos intelectuais mais polêmicos e contraditórios de seu tempo, tendo participado de diatribes de toda sorte, sido excomungado e tido dois livros no Índex do Vaticano e concluído seus dias, em 1956, como um católico devoto. Orgulhoso de suas raízes toscanas, especialmente as florentinas, foi amado e odiado na mesma medida em seu país. Sua vida, de certa forma, resume e ilustra a primeira metade do século 20 italiano, com suas reviravoltas, tragédias, vitórias e derrotas sucessivas. Escreveu mais de 60 livros, sendo que alguns, como "Gog", "Palavras e Sangue", "Trágico Cotidiano", "Juízo Final" (contos) e "Um Homem Acabado" (autobiografia) são considerados entre as melhores obras em italiano no século 20. Admirado por Jorge Luis Borges - que fez questão de colocá-lo como segundo autor editado na sua famosa coleção Biblioteca de Babel - também sofria, ironicamente, de cegueira, e suas últimas obras tiveram de ser ditadas para sua sobrinha, especialmente o monumental Juízo Final (Giudizio Universale), que levou mais de doze anos para ser concluído. Morreu em sua Florença natal aos setenta e cinco anos.

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    Giovanni Papini