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    Eu, Tituba - Bruxa negra de Salem

    Maryse Condé

    Rosa dos Tempos
    2019
    252 páginas
    8h 24m
    ISBN-13: 9788501117236
    Português Brasileiro
    4.3
    5408 avaliações
    Leram6899Lendo328Querem5098Relendo4Abandonos63Resenhas1022
    Favoritos466Desejados5098Avaliaram5408

    Livro premiado de uma das mais importantes escritoras negras da atualidade, vencedora do New Academy Prize 2018 (Prêmio Nobel Alternativo) Tituba, mulher negra, nascida em Barbados, no século XVII, renasce, três séculos depois. Torna-se outra vez real, pelas mãos da premiada escritora Maryse Condé, vencedora do New Academy Prize 2018 (Prêmio Nobel Alternativo). No início do livro, Maryse Condé anota: “Tituba e eu vivemos uma estreita intimidade durante um ano. Foi no correr de nossas intermináveis conversas que ela me disse essas coisas que ainda não havia confiado a ninguém.” Da mesma forma, quem lê Tituba poderá ouvi-la falar, do invisível, desestabilizando estruturas cristalizadas, mediando novas concepções de identidades e culturas e protegendo as pessoas insurgentes. Aqui, essa personagem fascinante, é retirada do silêncio a que a historiografia lhe destinou. Filha de uma mulher negra escravizada, viveu cedo o terror de ver a mãe assassinada por se defender do estupro de um homem branco e de saber que o pai se matou por causa do mesmo homem branco. Cresceu sob os cuidados de uma mulher que tinha o poder da cura e que a iniciou nos mistérios. Adulta, apaixonou-se por John Indien e abdicou, por ele, da própria liberdade. Uma das primeiras mulheres julgadas por praticar bruxaria nos tribunais de Salem, em 1692, Tituba fora escravizada e levada para a Nova Inglaterra pelo pastor Samuel Parris, que a denunciou. Mesmo protegida pelos espíritos, não pôde escapar das mentiras e acusações da histeria puritana daquela época.

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    Bookster Pedro Pacifico20/04/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Eu,Tituba - bruxa negra de Salém”, de Maryse Condé - Nota 10/10

    Como é bom descobrir uma autora e uma obra tão incríveis! Esse foi um livro que conheci no final de 2019 e, desde que recomendei aqui no #desafiobookster2020, só recebi feedbacks positivos! Autora caribenha, nascida em 1937, Maryse Condé foi vencedora de diversos prêmios literários, tendo em 2018 recebido o New Academy Prize (Prêmio Nobel Alternativo). A obra pode ser enquadrada na categoria de ficção histórica, em que a autora parte de um fato histórico verídico - a morte de Tituba, uma mulher negra e escravizada, condenada por bruxaria pelos tribunais de Salém - e utiliza a ficção para preencher as lacunas dos registros históricos. A vida de Tituba é marcada por rejeição, perdas e sofrimento. O início do livro já nos antecipa o destino triste traçado para a personagem: "Abena, minha mãe, foi violentada por um marinheiro inglês no convés do Christ the King, num dia de 16**, quando o navio zarpava para Barbados. Dessa agressão nasci. Desse ato de agressão e desprezo.” Escravizada ainda na infância, Tituba perde a sua mãe em um triste ato de violência e abuso. A partir disso, descobre e aprende com Man Yayá o poder das plantas e do “invisível” para fazer o bem ao próximo. E é justamente essa sua cultura, essa sua outra forma de enxergar a morte e a ciência, que são utilizados pelo grupos puritanos do século XVII para enquadrá-la como bruxa. Então ser bruxa é ser alguém que se pensa diferente e se coloca em risco para poder ajudar o outro? E apesar do sofrimento desde o primeiro momento de sua vida, encontramos em Tituba uma mulher guerreira e que não se cala ante às discriminações que enfrenta ao longo da sua vida. Isso, na minha opinião, deixa o livro menos angustiante - embora não menos doloroso. Leitura incrível, que nos faz refletir e aprender sobre um período histórico a partir da perspectiva de uma personagem por muito tempo esquecida.

    309 curtidas

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    Avaliações

    4.3 / 5408
    • 5 estrelas41%
    • 4 estrelas42%
    • 3 estrelas15%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas0%
    Maryse Condé profile picture

    Maryse Condé

    Maryse Condé (Guadalupe, 1937) é feminista, ativista e professora emérita de francês e filologia românica na Columbia University e difusora da história e a cultura africana no Caraíbas. Destaca-se por sua vasta produtividade como autora e por sua versatilidade para escrever ficção histórica, contos, novelas, ensaios, poemas e outros gêneros. É autora de mais de vinte livros, de diversos gêneros literários. Em 2018 recebeu The New Academy Prize in Literature (premiação criada como alternativa ao Nobel Prize de 2018, suspenso devido a um escândalo sexual na instituição).

    25 Livros
    69 Seguidores
    Guadalupe, França

    Maryse Condé