Neon Azul

Neon Azul Eric Novello




Resenhas - Neon Azul


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Taverneiro 11/04/2017

Noir sobre a luz do Neon Azul
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Vocês costumam sair muito? Muitos bares ou boates? Quantas vezes vocês usaram a meia-luz para esconder seus pequenos vícios e se libertar das correntes da sua rotina? Neon Azul, do escritor Eric Novello conta as histórias que rodeiam um desses lugares de sombras e libertação, onde você pode realizar seus desejos sem se importar com o mundo lá fora. Vamos ao Livro…


Lançado pela Editora Draco em um passado distante, esse livro meio de suspense, meio de fantasia urbana com clima noir tem um formato de pequenos contos interligados de maneira sutil entre os personagens e de maneira profunda com a boate que dá nome ao livro…

São dez histórias curtas com vários personagens diferentes, mas que mantem a mesma atmosfera de segredos e prazeres que permeiam a boate. Algumas dessas histórias compartilham personagens e interferem de alguma forma uma na outra, mas a principal ligação, e eu diria também o principal personagem, é a própria boate.

As histórias possuem um clima urbano, e o tom de mistério com toques de sobrenatural estão presentes em todos. Não acho que poderia ser considerada uma fantasia urbana por ser tudo muito pontual e, ao mesmo tempo, incerto. Fica difícil saber se o sobrenatural está realmente lá ou existe apenas na mente do protagonista. De qualquer forma o foco não é o que foge da realidade, e sim o que se passa com cada personagem.

Com uma escrita concisa e habilidosa, o autor faz descrições que te colocam dentro das histórias, e seus diálogos sem muitos floreios deixam ainda mais confortável e imersiva a leitura. Ele mantém o mesmo estilo narrativo na maior parte das histórias, tendo algumas onde experimenta alguns mais peculiares, como o formato de uma entrevista, por exemplo.

Falando um pouco mais sobre os personagens que são uns dos pontos mais fortes desse livro. Entre eles um homem que nunca dorme, um empresário falido que virou mendigo, um assassino que atravessa espelhos, o misterioso proprietário da boate conhecido apenas como O Homem, entre muitos outros bons personagens. Todos muito peculiares e muito bem trabalhados.

Mas o que mais se destacou para mim foi a atmosfera incrível de todos esses contos. A boate parece envolta em segredos, com um clima sombrio e ao mesmo tempo luxurioso, trazendo um tipo de solidão esquisita, e todos os contos e personagens que se encontram na Neon Azul parecem carregar essa atmosfera com eles. Sério, conforme você vai lendo é quase palpável a luz fraca, os drinques, o lugar lotado de desconhecidos… Eric Novello fez um trabalho de clima e tom de cair o queixo nessas histórias. O autor deu vida a boate Neon Azul com sua escrita.

Esse livro é curtinho e, por ser formado de pequenos contos, torna a leitura mais tranquila ainda. Com personagens e diversas tramas instigantes com um clima urbano e uma escrita viva e hipnotizante, Eric Novello fez aqui um livro memorável! ^^
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site: https://tavernablog.com/2017/02/26/neon-azul-e-a-vantagem-dos-contos-dica-da-taverna/
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mouemily 06/03/2017

Verdade seja dita, minha nota pra esse livro oscila entre 2,5 e 3,5. Teve momentos que eu curti o que estava acontecendo e momentos que eu só fiquei perdida me perguntando o que eu 'tava lendo.

A história vai e volta o tempo todo. A certa altura, um determinado personagem está em um momento de sua vida, e no capítulo seguinte ele está em outro. Confesso que isso, junto à quantidade de personagens, me confundiu bem. Eu precisava de alguns minutos para lembrar quem era quem e para entender o que estava acontecendo, uma vez que a história final só se fecha e faz sentido no último capítulo, depois de vários "contos" que formam o livro todo. Como se essa escolha narrativa não fosse difícil o suficiente, alguns capítulos são escritos em primeiro pessoa e, outros, em terceira.

No geral, a atmosfera toda me lembrou bastante Lobo de Rua (da Jana P. Bianchi) e sua Galeria Creta, só que carioca. E mais confusa. E com mais personagens. E sem deixar claro se é ou não uma história de fantasia urbana. (Afinal, é ou não?)

Apesar da minha experiência com Eric Novello não ter começado muito bem, eu continuo animada para ler Exorcismos, amores e uma dose de blues, já que a premissa desse livro me chamou mais a atenção.
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Guilherme.C 18/11/2016

Gostei
Histórias enigmáticas que faz com que o leitor acredite se aquilo é real ou místico. Gostei, é diferente.
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Rahmati 13/11/2015

Tão bom quanto eu esperava que fosse
'Neon Azul' é uma das melhores obras nacionais que já li. Literalmente devorei o livro. Delicioso, da primeira à última página, numa fantasia urbana encantadora. Os contos se encaixam uns nos outros de maneira soberba - construindo o tal romance fix-up -, e a cada um descobrimos um pouquinho mais da "entidade" Neon Azul, talvez personificada na figura de seu dono sempre de terno branco e chapéu panamá.
Com certeza Eric Novello me conquistou, e agora vou procurar seus outros livros, 'A sombra no sol' e 'Exorcismos, amores e uma disse de blues'.
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PorEssasPáginas 08/10/2015

A Cuca Recomenda: Neon Azul - Por Essas Páginas
Há escritores que são assim: você lê uma única linha deles e sabe que aquele é um autor excepcional. Em Sobre a Escrita, Stephen King diz que existem três tipos de escritores: os fracos, os competentes (que você pode se tornar se trabalhar duro) e os talentosos, poucos, que já nasceram assim, com o dom. Eric Novello é do terceiro tipo de escritor, e basta um parágrafo para perceber isso. Quando você termina um livro todo dele, você tem certeza.

Neon Azul é um romance fix-up. Não sou especialista literária, mas, para quem não sabe, um romance fix-up é, em uma explicação simples, um livro de contos, com histórias interligadas entre si, geralmente com um tema em comum que interlaça todos os textos. Aqui o tema é a boate – na falta de uma palavra melhor, é muito mais que isso – Neon Azul. Como as histórias são interligadas, é capaz de você encontrar aqui e ali um personagem que já encontrou em outra história – e isso é incrível!

Ok, já falei em outra resenha aqui no blog como é importante, nesse tipo de romance, que o tema central seja vivo, vibrante, enfim, seja de fato um personagem – mesmo que não seja uma pessoa (e exitem diversos personagens que não são pessoas, certo?). Pois é, aqui, Eric Novello faz isso com maestria; Neon Azul está longe de ser apenas um cenário e o título do livro: ele pulsa como um organismo vivo e é ele quem dá brilho (azul) a todas as histórias. Você realmente sente, lendo todos os contos, que o bar é o personagem principal, um elemento vivo que não só está presente em todos os contos, como todos as histórias são, de fato, sobre ele e de como ele age sobre os outros personagens com essa sinistra e quase mágica fascinação.

“Nesse império de mendigos, é impressionante que ainda haja um teto disponível na cidade. Seguindo sombras nas paredes, arrumei uma vaga numa rua movimentada do centro, dessas que ninguém mora, ninguém vive, e só servem de caminho.”

A sensação que dá, ao terminar o livro, não é que você leu uma série de contos, mas sim que leu, de fato, um romance, completamente interligado, com começo, meio, fim, que pode ser lido em várias ordens, que você poderia jamais parar de ler: Neon Azul é como um drinque no qual você fica viciado e sempre quer experimentar novamente.

A escrita de Eric Novello é embriagante e potente; com naturalidade, ele nos conduz por corredores azuis e fantásticos, por vidas de personagens inesquecíveis e tão diferentes entre si. Um mendigo por opção, um pianista apaixonado pela música, uma dançarina misteriosa e tantos outros. Não consigo dizer qual conto gostei mais, não consigo separá-los, para mim todos fazem sentido juntos, num grande e incrível romance de fantasia urbana. Simplesmente arrebatador.

“Aqui vendemos medos e tentações. Despertamos sentimentos, sejam puros ou não. Aqui é o lugar ideal para o seu coração bater distante da monotonia do dia a dia. É o lugar ideal para se descansar longe dos aborrecimentos. Aqui você pode querer nascer ou morrer, mudar de casca sem precisar de novas encarnações.”

Li em e-book, mas mesmo no formato digital é possível perceber que a edição está bastante caprichada: cada capa de conto é com a página toda preta, o título em branco e uma imagem minimalista, também em traços brancos de neon, representando a história.

Esse é o tipo de livro – e de autor – que você termina e fica pensando: como assim as pessoas ainda não leram? Como assim tantas pessoas ainda não o conhecem? Por favor, mundo: leia Eric Novello, depressa, depressinha, agora mesmo, já.

site: http://poressaspaginas.com/a-cuca-recomenda-neon-azul
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melissa 29/09/2015

Excelente!
Numa escrita fluida e cativante, Eric Novello nos leva para essa boate sombria e hipnótica, o Neon Azul.

Primeiro é preciso dizer que Neon Azul é um romance fix up. Mas que diabos é um romance fix up?

Em inglês, fix up tem vários significados, dentre eles “reparar”, “colocar em ordem” ou mesmo “rearranjar”. Na literatura, um romance fix up é aquele que normalmente começou como histórias ou contos independentes e depois foi arranjado em forma de romance. Ou seja, são pequenas histórias que partilham um mesmo arco narrativo, mas que ainda conservam seus clímaxes e encerramentos próprios (existe um debate sobre o que é fix up e o que é short story cycle, mas estou sendo teórica demais rs).

Em Neon Azul, o que une todas as histórias é o próprio lugar, o Neon Azul, uma boate que exerce fascínio sobre seus funcionários e frequentadores. Um lugar onde coisas estranhas e extraordinárias – e horríveis – acontecem. Em cada história acompanhamos personagens que às vezes se encontram – e depois se desencontram – em suas buscas por prazer e fuga. Ao todo o leitor vai encontrar dez histórias nesse ambiente urbano de luz baixa.

Vale dizer que quando comprei o ebook de Neon Azul para ler no celular – sim, eu compro antologias, contos e fix ups pra poder ler no ponto de ônibus e em filas de espera -, eu esperava um bom livro. Mas logo nas primeiras linhas percebi que seria uma leitura excelente. E foi. Eric Novello nos faz sentir o cheiro daquela boate, sentir o gosto do drink misterioso preparado por seu barman e ouvir o som dos passos de Armando, Dita, Gabriela, Lucas, Murilo e tantos outros personagens dessa história.

É sempre difícil fazer uma resenha justa para um livro que gostamos muito e acho que essa não vai ser diferente. Neon Azul é uma fantasia urbana, sim, coisas estranhas, sobrenaturais, acontecem nessa boate cujo dono, o Homem, sempre escondido sob seu chapéu, faz ofertas impossíveis em troca do improvável. Mas é também uma ótima discussão sobre nós humanos e nossos desejos mais sombrios. E se existisse um lugar em que eles pudessem se tornar mais fortes, mais paupáveis? Será que resistiríamos à tentação? E pior, o que estar tão perto dessa “energia do desejo” faria conosco?

Meus contos favoritos foram “Noites de insônia” e “A última nota”. No primeiro, ficamos mais perto do gerente do Neon Azul, Armando, um homem que nunca dorme. Uma vida assombrada vivida em dobro. Essa história me arrepiou e confesso que penso nela antes de dormir. A segunda fala sobre um pianista que vai trabalhar na boate e desenvolve uma estranha relação com seu piano. No Neon, ele consegue dar o melhor de si, mas a um estranho preço. E eu também fico pensando nessa (cheguei até a discutir longamente o assunto com meu marido no skype, rs): como seria ser o melhor artista que você pode ser? Isso realmente não enlouqueceria?

Esses foram os que me deixaram reflexiva, mas não se engane, todos os contos são excelentes.

Mas Melissa, o livro tem final?

Não do jeito que estamos acostumados. Como um romance fix up, Neon Azul não segue uma trajetória linear. Os personagens se cruzam e cabe a nós, leitores, dar significado para suas experiências. Então já aviso que se você é daqueles que gosta de finais felizes onde tudo é explicado talvez esse livro não seja pra você. Ou talvez você só precise tentar algo novo com um novo olhar!

Literatura nacional de qualidade altíssima. Mais que recomendado! E com certeza lerei mais livros do Eric Novello.

site: http://livrosdefantasia.com.br/2015/09/25/neon-azul/
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Bruno 05/04/2014

Não conheço muito de fantasia brasileira. A princípio, meu contato com obras nacionais de ficção especulativa e fantasia no geral se deu apenas com as mais populares, que não me apeteceram. Mas eu tenho interesse em conhecer uma outra abordagem do gênero, e, procurando em outro ramo de fantasia (a urbana), resolvi ir com Eric Novello e seu Neon Azul.

Minhas expectativas foram superadas. Já esperava, por certo contato com o autor, algo diferente do que eu estava acostumado a ler no cenário brasileiro, e o encontrei: uma obra menos derivativa e algo não apenas mais interessante, mas também bastante característico. A voz da narrativa é apropriada para o estilo urbano & dark (ou, talvez, de maneira mais específicica: noir) que é a ambientação pretendida. Ao mesmo tempo, é uma narrativa sombria, mas também ligeiramente bem humorada, com um passo rápido, que remete ao ambiente metropolitano no qual a história se ambienta. Se as histórias tem o seu estilo apropriado, Eric Novello conseguiu encaixar perfeitamente sua temática ao seu estilo.

O Neon Azul é um lugar diferente. Uma fachada brilhando em azul nos leva a uma escadaria espelhada, muitas vezes comparada à que leva as pessoas ao paraíso. E em um clima quase onírico de bebidas estranhas, clientela seleta e um proprietário misterioso, as noites se passam dentro do inferninho carioca. Uma propriedade quase onírica, de desejos e tentações, permeia todo o ambiente, e se tem a impressão de que tudo, dentro daquele bar (boate?), pode acontecer.

Acompanhamos diferentes personagens em uma história dividida em dez contos. Ou dez histórias reunidas em um volume. Fica meio difícil de se descobrir, já que todas as histórias tem seus personagens recorrentes, da clientela e equipe do Neon Azul, e acabam se entrelaçando em uma hora ou outra. O elenco que vai e volta, com alguns personagens secundários tornando-se, depois, protagonistas, e vice-versa, e sem uma cronologia fortemente reforçada, dá a impressão que podemos ler seus contos em qualquer ordem, sem perder muito do efeito que o livro deve causar. Ainda assim, parece essencial que se leiam todos, para compreender um pouco mais deste lugar no qual estamos inseridos. Esta característica estrutural, esta escolha narrativa, reforça uma impressão de verossimilhança: assim como na realidade, cada pessoa tem a sua história, cada "personagem secundário" que vemos no dia-a-dia, toda uma vida que carrega, com dilemas, problemas, felicidades, e amores. Mesmo os personagens que não tiveram seu conto próprio, seu mergulho mental, dão a impressão de que, sim, eles também podem ter algo para contar. E, ao passar para a próxima história, fica a questão, que dura alguns segundos: quem eu verei agora?

Passeata-03 A obra é um livro de fantasia urbana, mas nem por isso a fantasia é explícita, ou, de alguma forma, totalmente fantasiosa. Uma aura mesclada de sonho e mistério cobrem a magia, deixando-nos sem saber se os acontecimentos bizarros que acontecem são frutos de um poder acima de todos, ou talvez de boas conexões, fumaça, espelhos, e loucura. A magia toma segundo plano frente aos dilemas que sofrem os protagonistas de cada conto, seus problemas pessoais, profissionais, amorosos... E, no final, não se explicam os grandes mistérios. Quem é o Homem, o proprietário do Neon Azul? O que é aquele lugar, afinal de contas? Por mais que eu saiba que provavelmente alguém se sentirá frustrado com estas dúvidas, não se perde nada com a falta de explicação, da mesma maneira que não se explica a magia no realismo mágico. Eles não são assim porque isso, ou porque aquilo. Eles simplesmente são.

Todos os contos (partes?) tem os seus elementos que chamam a atenção, mas destaco aqui o antipenúltimo, o meu favorito. Só tinha que ser com você é a história da dançarina Jéssica, talvez a mais quebra-cabeça da história. Amnésia e um clímax que me deixou, no mínimo, bastante surpreso. Foi bastante esperto, mas não falo mais nada para não estragar possíveis surpresas.

No mais, é um livro que me surpreendeu de forma bastante positiva; ainda vou ver se leio A sombra no sol, do mesmo autor, que me recomendaram há pouquíssimo tempo. Os poucos contras que encontrei seriam algumas inconsistências de enredo (que nem lembro, mesmo, se tinha sido isso ou se eu apenas me confundi na leitura; precisaria re-checar), mas nada que prejudicasse a experiência de leitura. É refrescante ver uma fantasia escrita de maneira com a qual não fui muito acostumado pelo mainstream.

site: http://adlectorem.wordpress.com/2014/04/05/neon-azul/
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Coruja 18/06/2013

A Tayla me emprestou esse livro quando estive em Belo Horizonte no começo do ano, depois de termos uma boa conversa sobre nossas respectivas opiniões e esperanças para a literatura fantástica brasileira. Era um dos poucos volumes para os quais ela tinha elogios e claro que isso me deixou curiosa, até porque eu concordava com muitas das críticas que ela tinha feito (embora fosse um pouco mais otimista em linhas gerais sobre o futuro do gênero).

A despeito da curiosidade e dos elogios, eu não tinha formado nenhuma expectativa sobre Neon Azul, de forma que comecei a leitura sem esperar nada de específico e me deixei envolver pela história nos dois dias que levei para percorrer todos os seus contos.

As histórias e personagens do livro são independentes, apenas mantendo como ligação o ambiente do bar Neon Azul. Alguns são mais realistas e crus, outros resvalam no sobrenatural – há serial killers e prostitutas, músicos que vendem a alma e escritores que tentam encontrar uma musa. Muitos tratam de transtornos psicológicos, dupla personalidade, insônia crônica, outras compulsões (e por algum motivo estranho eu ficava o tempo todo esperando para que Sam e Dean de Supernatural irrompessem a qualquer momento pela entrada...).

Tudo isso está embalado nas luzes do Neon Azul e na figura misteriosa do Homem de terno branco que pode ou não estar fazendo acordos do tipo que se fazem em encruzilhadas ao soar da meia-noite.

O clima do livro é bem feito, a mistura de violência urbana e sobrenatural casam bem, mas não tenho certeza se não teria sido melhor escolher uma única das vias apresentadas nos contos e desenvolver ela melhor. Ao término do livro ficam muitas perguntas e muitas das histórias individuais tinham potencial para se tornar algo mais.

Isso não significa que não seja um bom livro, daquele que te deixa meio embriagado com sensações, cores, cheiros – Novello é excelente em descrições e os personagens que se cruzam nas diferentes histórias que ocorrem no Neon Azul são críveis, vívidos reais mesmo naquilo que têm de mais estranho, de mais perturbador.

Eu gostaria de ler mais dentro desse universo, de entender melhor as regras que o regem e de ver o que existe por detrás da fachada misteriosa do Homem, com seu terno branco e seu chapéu sobre o rosto – tudo ao som de um improviso de jazz.

(resenha originalmente publicada em www.owlsroof.blogspot.com)
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criscat 01/03/2012

Neon azul
Comentários no meu blog: http://goo.gl/0JW8e
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Vilto 27/12/2011

5 motivos para ler o livro “Neon Azul”
Neon Azul, do escritor Eric Novello, foi um dos livros que adquiri nessas promoções de final de ano que colocam seu cartão no limite e te deixam sem cabelos em janeiro do ano seguinte (desculpe a rima foi sem intenção).

Como ultimamente tenho comprado muitos livros a fila deles tem crescido assustadoramente, pensei que Neon Azul fosse se postar educadamente ao final dela, mas num súbito interesse resolvi dar uma olhadinha e acabei lendo o livro em duas pegadas. A intensidade da experiência me levou a levantar “5 motivos” porque todos deveriam lê-lo:

1)Imaginação – Sabe quando você precisa dar aquela sacudida na mente, um “up” nas ideias, esse é o livro. Uma obra que te leva a pessoas e situações inusitadas, com certeza mexe como nossos caminhos criativos, este é um ponto positivo do escritor Eric Novello neste livro.
2)O personagem principal é um bar – Este é um fato novo pra mim, uma bela sacada, muitos dirão que o personagem principal é O Homem, em minha opinião é o bar que dá título ao livro, Neon Azul.
3)Personagens com profundidade – Cada capítulo do livro apresenta um personagem diferente, permitindo a visão de mundo daquele personagem, suas aspirações, decepções e defeitos, abre a possibilidade que você se identifique com algum personagem em especial ou com partes de cada um deles.
4)Autor brasileiro – Alguém poderá afirmar que isso não é importante, eu discordo. Não sou um defensor ferrenho de que deve-se ler só autores nacionais, até porque leio muitos de fora do país. Mas se queremos que nosso país se torne uma referência literária devemos apoiar autores brasileiros, que não devem em nada para os de fora. O livro Neon Azul é uma prova disso, por isso invista no mercado literário nacional.
5)Uma projeção da mente – O bar, Neon Azul, nada mais é do que um lugar aonde os desejos e anseios dos personagens se potencializam de tal forma que muitas vezes até se materializam. Este fato possibilita algumas trajetórias incríveis no mundo da imaginação. É impossível não se habituar a este ambiente que acaba se tornando um verdadeiro lugar sagrado para seus frequentadores.

Passe pelo mendigo que vive perto da entrada, se possível deixe um trocado para ele e seu cachorro Minotauro. Cumprimente os seguranças, mas não pergunte se paga na entrada. Suba as escadas negras e terá acesso ao primeiro andar. Deixe que sua mente fique absorta na luz de neon azul. Há uma mesa de frente para o balcão do bar que é muito boa, mas você pode encontrar um dos personagens sentado ali, puxe um papo ou sente-se em outra. Talvez Armando, o gerente da casa, vá recebê-lo, não se preocupe ele sabe seu nome, afinal tem tempo para esses detalhes, ele não dorme. Peça a bebida da casa, será o suficiente para que você conheça seus desejos, medos e as vontades mais profundas. Fica o convite.

“Depois do primeiro drinque, você jamais será o mesmo”.

Confira mais resenhas e novidades sobre literatura no blog Homo Literatus, acesse: www.homoliteratus.com
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Renato Klisman 11/12/2011

By: http://rkbooks.wordpress.com
Sexy, Instigante e Assutador …

Bem Vindo ao Neon Azul.
Aqui tudo é possível, nossos clientes são exclusivos e bem tratados. Ah, também são as pessoas mais estranhas que você já deve ter conhecido em toda a face da Terra.
Temos jornalistas, assassinos, escritores, acompanhantes. Tudo o que você sonha e deseja, no mais absoluto sigilo.
Mas, se antes de entrar você quiser dar uma espiadinha no que acontece e já aconteceu aqui no Neon Azul, não deixe de ler e se surpreender com esse livro.
Mas um aviso. Prepare-se, à partir do momento que você começar, não poderá mais parar.

A HISTÓRIA: Neon Azul é um Romance Fix Up, (Ok, você deve estar se perguntando o que é isso, então, não deixe de ver no fim deste post uma pequena descrição sobre esse estilo de escrita.) muito bem bolado.
As história são bem intrigantes e dos mais variados estilos. São 10 contos que, à primeira vista não passam de historinhas de um bar meio mágico e misterioso. Mas conforme o leitor avança na degustação do livro, vai percebendo que tudo se interliga aos poucos e, conforme o livro se direciona para o final, as histórias se tornam praticamente uma só.
Realmente gostei do livro. O clima de suspense, terror, romance me deixou realmente intrigado. Recomendo demais!

A CAPA: Intrigante, assim como o livro. Na verdade, a primeira coisa que me chamou a atenção foi ela, todo aquele clima meio sujo/dark me fez quere ler o livro o mais rápido possível!
A verdade verdadeira é que já faz um bom tempo que tento entrar em contato com o autor para fazer uma proposta de parceria e, infelizmente, não recebi resposta nenhuma L, porém, eu finalmente realizei meu desejo e, confesso que não me decepcionei nem um pouco!

UMA PALAVRA QUE DEFINIRIA O LIVRO: Retrô. (Não, o livro não é velho, mas todo aquele clima de barzinho fechado dá um ar todo especial à história, não encontrei palavra melhor que descrevesse isso.)

O QUE É UM ROMANCE FIX UP? Romance Fix Up nada mais é que, um livro de contos, onde suas histórias se passam ou se interligam por um mesmo ambiente (no caso, o Bar/Salão de Jazz/Boteco/Boate Neon Azul) e, seus personagens interagem entre mesmo estando em contos e histórias separadas. Isso mesmo, Neon Azul poderia muito bem ter seus contos separados em 10 antologias que, mesmo assim, não perderiam o sentido.
O melhor jeito de se explicar Fix Up em Neon Azul é que: São 10 histórias distintas, que separadas são incríveis e juntas formam um livro fantástico e exemplar.
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JJ 02/11/2011

Neon Azul, do jovem escritor, tradutor e roteirista carioca radicado em São Paulo, Eric Novello me chegou às mãos por intermédio de sua irmã, a igualmente talentosa cantora Cassia Novello (mais informações sobre os dois podem ser vistas em HTTP://ericnovello.com.br e HTTP://cassianovello.com.br). O romance fix up por definição lançado em 2010 utiliza como ponto central um local chamado Neon Azul, que dependendo do capítulo e da visão da personagem que o protagoniza, pode ser chamado de inferninho, boate, restaurante, etc. O texto é construído com uma inteligência e maturidade incomum para um jovem autor, eis que cada capítulo foca em um personagem que quase sempre é coadjuvante de um conto anterior ou posterior.

A arte do livro é um destaque à parte, com capa e ilustrações internas belíssimas, recheando uma obra instigante e de grande impacto. Qualquer descrição da trama prejudicará a leitura de quem se interessar por Neon Azul, que por ser claramente uma fantasia urbana (e, comemorem, tipicamente brasileira) consegue comungar elementos dos contos viscerais de Rubem Fonseca e do extraordinário mundo de Edgar Allan Poe.

O terceiro romance de Eric Novello traz algumas diferenças para seu livro de estreia, Dante - lançado em 2004. Conhecido pela excelência de seus contos, a primeira aventura de Eric em textos maiores foi bem sucedida, trazendo um romance histórico com elementos de fantasia. Novello transita entre a Roma da época de Julio Cesar e a mistura com elementos de mitologia de maneira tão familiar, que Dante poderia ser lançado em qualquer lugar do mundo que angariaria adeptos com facilidade. No ano de 2005 ele lançaria Histórias da Noite Carioca, que ainda não tive oportunidade de ler.

Já em Neon Azul a construção do ambiente é toda feita pelo escritor, que partiu de um dos inferninhos localizados nas ruas de ligação do centro financeiro do Rio de Janeiro para criar uma gama de personagens e histórias jamais vistos. O texto igualmente possui linguagem universal e mostra as relações obscuras entre personagens que precisam conviver com suas próprias solidões. Mais que isso, o livro é a confirmação da evolução de um autor que parece saber exatamente o que leitor de hoje deseja ler. Essa obra específica parece ter o condão de pedra fundamental de uma sociedade extraordinariamente comandada por Eric Novello, que merece ser trazido cada vez mais à superfície. Tanto que, ao final, lamentamos suas menos de duzentas páginas, pois quando a porta do Neon Azul se abre, a imaginação e a qualidade da escrita de Eric Novello parecem ser inesgotáveis.
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gabriela 11/08/2011

Bar/inferninho dos desejos e frustrações
Sinopse: Um homem que não dorme nunca. Um advogado com um cramulhão na garrafa. Um assassino que atravessa espelhos. Um escritor que não consegue prender sua personagem no papel. Esses são alguns dos frequentadores do Neon Azul, um bar diferente para cada um que entra nele. Escolha o seu lugar, faça o seu pedido. Depois do primeiro drinque, você jamais será o mesmo. (retirado da quarta capa do livro)

Ao ver o vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=qOL7QuG7Qwc&feature=player_embedded) em que o autor explica certos aspectos de “Neon Azul” e usa a palavra “camadas”, encarei o livro na minha mão com um certo receio. O vídeo é interessante (e não chega a entregar spoilers), mas confesso que, com todo o meu preconceito, a primeira coisa que pensei foi algo como “putz, só falta ser um daqueles que usam a tal da ‘profundidade’ para explicar algo sem sal…”.

Ainda bem que eu estava enganada, porque o livro é muito legal! Ele é dividido em narrativas fechadas, cada uma contendo seu início e fim, com personagens que se repetem e ganham maior ou menor destaque em cada uma das histórias. Mesmo contendo flashbacks, nenhuma delas é confusa, se consideradas isoladamente. Em conjunto, elas chegam a pregar peças na memória do leitor.

Obsessões, um pouco de ocorrências sobrenaturais, outro tanto de violência e sexo – em algumas cenas fortes, mas não tão explícitas a ponto de revirar estômagos. Um livro de linguagem direta e com propostas de estrutura muito bem executadas. Ele “rende” um pouco mais, apesar das menos de duzentas páginas e dos capítulos curtos, por ter uma densidade maior de informações, e ainda é uma leitura rápida e tranquila.

http://medodespoiler.wordpress.com/2011/04/20/neon-azul-eric-novello/
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Bruna M. Silva 04/08/2011

Fix-up
Um livro diferente! Com uma escrita no estilo noir e com o gênero de romance fix-up, Neon Azul é uma boate na qual atrai as mais diversas personalidades humanas e faz com que as pessoas se sintam bem.
Não tinha ideia de como era um romance fix-up e até agora não encontrei sua definição, então para mim a definição deste estilo de leitura é uma narração de 3ª pessoa sobre várias pessoas em relação a um local em comum a elas.

Explicação do Autor: Um meio termo entre o romance e o conto. Um romance onde você pode ler os capítulos em qualquer ordem, digamos assim, ta lendo e não achou legal, vai pro final, depois volta. Várias histórias (contos?) que formam algo maior (romance?).


Pois é assim que é a narração deste livro, a cada capítulo conhecemos uma figura que faz parte do laço da boate chamada Neon Azul, e o autor faz com que cada capitulo esteja conectado por apenas um detalhezinho da vida dessas pessoas. Mas tem uma coisa que deixa sem você saber é quem é o Homem, uma figura importante na boate, o cara que comanda.
As personalidades deste livro são:

Oscar: um mendigo que vive longe das bebidas mas que faz parte do Neon, é ele que fica ali na porta esperando uma esmola dos super bem de vida. Mas Oscar não está só, ele tem ao Minotauro um cão de rua mais comportado que os demais. Mas o que levo Oscar a ser um mendigo?!
Armando: O sócio do Neon Azul, um cara com uma doença: Ele não dorme. Mas o que seria essa doença em que a pessoa não descansa?!

Murilo: Um assassino, que conversa com o espelho e tem uma grande afeição por Dita. Apesar de parecer um cara normal, ele tem fome de matar. Tipo um Dexter. Mas o que ele tem em relação ao Neon Azul?

Dita: Uma cantora querendo seu lugar na noite, com ajuda de Lucas faz um teste para ser cantora do Neon Azul, juntamente com um pianista. Seria ela o sucesso do local?

Dionísio: Um pianista clássico que tem um trabalho no museu, mas recebe o convite de Armando para tocar no Neon. Será que Dionísio irá se deixar abalar pelo lugar que possui uma aura cheia de magnetismo?

Lucas: Um escritor que estava um pouco sem criatividade e por passar em frente a boate com um toque noir resolve conhecer, e fica fascinado, nunca viu um lugar que deixasse com uma sensação de criatividade a mil. Mas será que ele seria permitido escrever sobre a boate!?

Jéssica: Uma pessoa religiosa que possuía sonhos hots e que tem dúvidas de quem ela é. Será que Jéssica foi dançarina do Neon? Mas ela é o ícone da sociedade religiosa, de acordo com o seu pastor.

Ricardo: Um cara altamente requisitado no Neon, possuía um imã de pessoas aos seu redor. Mas será que ele é uma pessoa que é de bem com a vida?!

Gabriela: Uma prostituta do Neon, muito profissional, sempre atenciosa com os seus clientes. O que será que ela sabe sobre o Homem e o que era o Neon Azul? Uma casa que vivia cheia.

Esses são os nossos personagens, cada capítulo conhecemos a fundo a história de cada um, mas e no final, o que tinha de tão especial nessa boate?!

O que achei:

Como mencionei no começo, uma leitura totalmente diferente das habituais! Eric Novello me conquistou com a escrita dele, gostei do livro por ser uma maneira diferente de ser contado.
Gostei principalmente das histórias, algumas senti falta de ter mais detalhes nelas, mas no mais todas me conquistaram. Só teve um ponto que eu fiquei triste com o livro, o mistério do dono do Neon Azul, o Homem, ele não explica nada sobre ele. Ficou muitas pontas soltas na minha cabeça… até sobre alguns personagens.
Mas no mais eu gostei do livro…
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