Terra Morta

Terra Morta Tiago Toy




Resenhas - Terra Morta


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Amanda Reznor 29/12/2011

Vale a pena!
Nesse primeiro volume da série, FUGA, Tiago Toy já nos dá uma amostra do seu potencial como escritor de um roteiro movimentado e conciso, aliando uma trama inovadora a um personagem já bastante conhecido e explorado: o zumbi. No livro, porém, há um contexto interessante que aborda velhos clichês da temática por um ângulo diferente, captando também o interior mais vivo e profundo daqueles que realmente transformam essa estória: os sobreviventes. Trama bem desenrolada, com armadilhas prontas a capturar o leitor em cada capítulo, é assim que Toy inocula o vírus delicioso de uma viciante diversão.

Prós: situações inusitadas fazem o leitor desejar acompanhar a narrativa a cada parágrafo, a expectativa aumentando a cada nova cilada encontrada pelos infelizes protagonistas deste volume. Boas descrições de ação e contextualização realística dos fatos, transformando uma ficção em assombradora possibilidade.

Contras: revisão deixou alguns errinhos pelo caminho, mas não estragou o texto, que está bem escrito. Algumas cenas, por serem mais complexas, ficaram difíceis de se imaginar, pois a leitura dinâmica faz com que o leitor atravesse rapidamente trechos que requeiram maior atenção.
bardo 29/12/2011minha estante
Estou super curioso com esse livro... e olha que não me ligo em zumbis rs


Amanda Reznor 04/01/2012minha estante
Vale a pena, Rô! ;)


Tiago Toy ™ 30/04/2013minha estante
Obrigado pela sua resenha, Amanda.




Rafa Laisa 16/01/2014

Cuidado: Eles Mordem
A relativamente calma cidade do interior, agora já não é mais calma. As pessoas não levantam mais pela manhã para estudar e trabalhar. Não há mais caminhadas nem prática de esportes nos parques, nem casais andando de mãos dadas. Ninguém lê, nem conversa sobre as notícias ou o último capítulo da novela. Elas não se preocupam mais com as contas a pagar, o que vão vestir, quem está saindo com quem ou o que o chefe vai pensar da apresentação de um novo projeto no trabalho. As pessoas agora correm, perseguem, gritam. Furiosamente, com uma raiva que as fazem se perder de si mesmas e só pensarem em morder, rasgar, matar! As pessoas agora correm: a maioria para matar, muito poucas para sobreviver.

"Terra Morta: Fuga" é o primeiro volume da trilogia brasileira escrita por Tiago Toy e retrata um incidente zumbi que tem início em uma cidade do interior de São Paulo, Brasil. Que fique bem claro que a palavra "zumbi" aqui só é utilizada por falta de outra que descreva melhor o estado dos infectados. Afinal, zumbi é coisa de filme de terror pastelão, desses que causam borboletas no estômago, e o estômago do protagonista aqui não tem borboletas. Ele tem morcegos. A realidade nessas páginas é algo muito mais lógico: uma epidemia. Um vírus que, ao infectar uma pessoa causa, entre outros sintomas, agressividade extrema, a ponto de o doente atacar alguém a dentadas e não parar até que seja efetivamente morto. Lógico, aham.

Me surpreendi com Terra Morta. Não porque eu gostei, mas esperasse que fosse uma estória ruim, mas porque a comparação com outras estórias de zumbis (pfff, zumbis) para mim era inevitável, ao passo que a trama - sobre um tema tão modinha ultimamente - é, na verdade, bem original. É bem verdade que o autor começou a escrever o livro antes que nossos amigos com coceira nos dentes voltassem aos holofotes da mídia, mas muitas outras estórias do gênero já foram escritas há muito mais tempo, e por isso, não acho que esse tenha sido o único motivo que justifique a originalidade. Acho que ele simplesmente escreveu de um jeito que manteve toda a tensão e horror de uma população canibal descontrolada, sem seguir uma fórmula pronta e tantas vezes reutilizada, mas criando seu próprio paradigma.

Mesmo com um apocalipse zumbi tomando conta da cidade, tudo fica tão normal e cotidiano quanto possível, tornando todo o cenário muito mais plausível. Nada de cadáveres metade decompostos se levantando de covas. São pessoas infectadas, não mortos-vivos, pelo amor de Deus! E o protagonista não acorda um dia para descobrir que o mundo inteiro mudou em um piscar de olhos. As coisas se espalham rápida, mas gradativamente. Como uma verdadeira epidemia, há uma cadeia de acontecimentos que levam ao contágio generalizado.

Uma coisa que sempre me incomodou em outras estórias foi o fato de os sobreviventes ficarem isolados, sem energia, sem telefone, sem qualquer socorro das autoridades. Mas por que, POR QUE, a energia deixaria de funcionar se é um serviço automatizado? E por que raios os telefones perderiam comunicação? Se há menos pessoas conscientes para usá-los e congestionar as linhas o serviço não deveria, realmente, ficar muito melhor do que antes do incidente? E a primeira ação das autoridades diante de uma situação como esta não seria criar bases militares e campos de isolamento? Terra Morta se encaixa em todos estes detalhes lógicos e factíveis, favorecendo o suspense.

Este primeiro volume apresenta pelo menos duas teorias quanto ao porquê de tudo aquilo estar acontecendo e deixa para o leitor um gostinho de trama conspiratória a desenrolar nos próximos volumes que promete forçar os personagens a usar seus cérebros para além de ações decorrentes de pensamento rápido para sobrevivência.

Para completar o cenário assustador, o livro conta com erros gramáticos e de ortografia que chamariam a atenção de qualquer infeliz doente que estivesse vagando por ali (sério, revisores, O QUE aconteceu com vocês? Foram infectados durante a leitura?) e com uma mudança de narrador que fez minhas veias se agitarem sob a pele enquanto coisinhas indefinidas se mexiam no meu sangue: o livro, todo narrado em primeira pessoa, sob a perspectiva narrador-personagem, de repente passou a ser narrado por um narrador onisciente, em terceira pessoa, para depois voltar ao narrador-personagem. Achei esta mudança de ponto de vista muito confusa mas, tudo bem, somos todos sobreviventes e aqueles dois curtos capítulos são completamente superáveis.

Apesar dos pequenos passos em falso ao longo do meu entusiasmo, adorei o livro. O fato de a narrativa não estar cheia de palavrões e comentários chulos representa uma grande conquista na minha prateleira "Escritores Nacionais". Mesmo que o texto não seja completamente imune aos xingamentos, suas aparições são esporádicas e completamente justificáveis. Eu, pelo menos, também xingaria se estivesse fugindo de uma cidade inteira que quisesse me matar a dentadas.

Aguardo ansiosamente pelos próximos volumes da série, que trarão o desfecho deste apocalipse versão brasileira.

site: http://rafalaisa.blogspot.com.br/
Petra White 16/01/2014minha estante
Já fiquei com vontade de ler! (Mesmo com os lapsos gramaticais e ortográficos citados. xP)


Rafa Laisa 16/01/2014minha estante
Pois saiba, Petra White, que mesmo com os erros de português o livro completamente vale a pena. Aliás, eu espero que fique bem claro que esta foi uma falha da editora, que deveria se certificar de que os erros não passassem para a fase de publicação, e que em nada desabonam o excelente enredo elaborado pelo autor.


Petra White 16/01/2014minha estante
Sim, senhora. Tô sabendo, tô sabendo. =]


Tiago Toy ™ 02/01/2015minha estante
Obrigado pela sua resenha, Rafaela :)




Lucas Rocha 24/03/2012

Vísceras pra que te quero
Ah, zumbis... essas criaturas putrefatas e gosmentas, que babam e gemem e esticam as mãos em busca de carne fresca que aprendemos a adorar. Ganharam espaço entre os monstros em alta no momento – muito do hype se deve à série ‘The Walking Dead’, é claro –, mas são criaturas que estão no imaginário popular há muito tempo, talvez até mesmo antes do “Noite dos Mortos-Vivos” do George Romero. Estão presentes no cinema, quadrinhos, seriados e literatura. E como é de literatura que esse blog majoritariamente trata, por que não falar um pouco deles com a roupagem cosmopolita e cinzenta de São Paulo?

Comprei “Terra Morta: Fuga” (Editora Draco, 248p. ou 1.679 kb), do escritor paulista Tiago Toy, no catálogo de e-books da Amazon, em uma ótima alternativa da editora de disponibilizar sua produção editorial na base virtual. É mais barato, rápido, leve e, sobretudo, prático. Pode não ter o fetiche do virar das páginas nem do cheiro do papel, mas no frigir dos ovos, também tem das suas sensações positivas ler em um kindle – olha eu, adorador de papel virando a casaca para o mercado editorial digital.

Mas enfim. Falemos do livro do Tiago e deixemos essas discussões fetichistas para outra oportunidade. Como já disse acima, o livro trata de zumbis. Conta a história de Tiago (suponho que seja um alterego do autor), um ex-praticante de parkour e trabalhador em todas as horas disponíveis do seu dia, que está inserido em uma cidadezinha do interior paulista completamente infestada de zumbis. O livro mostra como Tiago se vira para escapar dos perigos, sua relação com os personagens com os quais esbarra ao longo da narrativa e, como não poderia deixar de ser, os segredos que acaba por descobrir que possuem relação direta com a propagação do vírus zumbi.

Para tornar a resenha mais fácil, vou desmembrar o Tiago como se eu fosse um zumbi ávido por tripas. Acho que é mais divertido assim.

Miolos

Uma das partes que eu achei mais bem construídas no Tiago do livro é o seu senso de humanidade. Tudo nele parece muito bem dosado, desde a bondade até a – pouca, sim – crueldade e vontade de largar todos para trás e continuar seu trajeto sozinho. Por ser um personagem de início solitário, que se vira como pode escalando muros e pulando grades, o personagem parece, a princípio, se preocupar muito mais com o quão ferrado pode ficar se não arranjar água ou onde vai dormir sem que nenhum zumbi o ataque. Quando seu relacionamento com Daniela – outra personagem principal muito bem construída – começa a tornar-se uma parceria cada vez mais intensa, percebemos a evolução dele: de homem individualista que pensa em largar a garota para trás para homem que não vai deixar que ela se machuque, porque se importa com ele. Do ponto de vista psicológico, a evolução do personagem está de parabéns.

Olhos

Outro ponto-central e positivo no livro são as descrições, seja nos momentos de contemplação ou nos – muitos, diga-se de passagem – momentos de fuga. As cenas são carregadas de ação do início ao fim, com zumbis sempre no limite entre o pescoço dos protagonistas, fazendo com que eles tenham que se virar com um zilhão de artifícios – que incluem um arpão de pesca – para estourarem a cabeça dos mortos-vivos. E quando estouram, é sangue para tudo quanto é lado, como não poderia deixar de ser :)

Pernas

A opção de utilizar o parkour como peça-chave das fugas de Tiago é interessante. Além de divulgar um esporte – ainda – pouco conhecido no Brasil, serve para mostrar como ele é útil em uma infestação zumbi (que o mundo nerd parece ansiar desesperadamente, mas não se prepara com a prática de algum esporte :P). As notas explicativas sobre cada movimento que ele faz também funcionam muito bem.

Coração

Aqui tenho uma pequena ressalva: falta romance. Sim, pode parecer bobo ou coisa de menininha que curte romance de bancas de jornal, mas achei que a relação Tiago-Daniela – por ser solitária e ter muitos momentos que poderiam dar brechas para insinuações mais românticas – teria um futuro maior se levasse a paixão em consideração. Nem que fosse um impulso momentâneo de carência, um erro que os levasse a ficar juntos durante uma noite e não quererem comentar sobre isso no dia seguinte.

Outra alternativa – caso a relação dos dois não fosse realmente uma boa opção – fosse falar um pouco sobre o passado afetivo de cada um. Com relação a esse tema, o livro me pareceu ascético, não prático (risos). Tudo bem que o que crescesse entre os dois fosse apenas afeto ou amizade, mas eles não conversam em nenhum momento sobre seus relacionamentos passados, sua vida amorosa. Quem sabe seja uma boa opção para aprofundar mais os personagens no livro 2.

~ * ~

Personagem desmembrado e agonizante no meio-fio, voltemos à narrativa em si: achei-a bastante agradável até uns 80% do livro, mas tenho que admitir que me decepcionei um pouco com o final. Talvez porque o número de brechas e pontas soltas fosse muito grande, talvez pela falta de explicações de aspectos essenciais que poderiam ser explicados logo nesse primeiro volume com a adição de um pouco mais de páginas. Faltou, aqui, aquele lance do livro que se fecha em si mesmo ao mesmo tempo em que dá brecha para continuação. “Terra Morta: Fuga” dá muitas brechas para continuação, mas não é fechado. Talvez isso possa ser uma alternativa que instigue os leitores a comprar os próximos volumes (ok, não vou dizer que não fiquei curioso pelo volume dois), mas acho que se algumas explicações essenciais fossem dadas e não ficassem para o próximo livro, eu ficaria ainda mais satisfeito como leitor.

Então é isso: o livro entretém. Se essa for sua principal preocupação – sentar durante umas horas e ler um pouco sobre sangue, tripas, pulos e grunhidos – esse é o livro certo. Agora aguardemos o segundo volume que, pelo que sei, está em fase de produção. Boa leitura!
Renata 11/01/2013minha estante
Tiago Toy tb tem sua conta no Skoob, e vi que ele não tem amigo nenhum. Pq não add ele ??


Tiago Toy ™ 30/04/2013minha estante
Obrigado pela sua resenha, Lucas.

Renatynha, eu já tenho o Lucas adicionado. O perfil vazio que você viu provavelmente é um dos que uso para divulgação. Esse é meu oficial. Abraço!




Psychobooks 12/06/2012

A premissa do livro é um convite à leitura, pelo menos para aqueles que, como eu, são aficionados por zumbis.

Minha primeira leitura sobrenatural com o enredo inserido no Brasil foi com a série “Bento” de André Vianco. Como no livro de Vianco, Tiago Toy usou o interior de São Paulo para ambientar sua fantasia urbana, ou para os que curtem o termo, sua distopia. A história se dá em Jaboticabal e região. Não conhecia a cidade, mas Tiago a descreveu com tantos detalhes e paixão que me senti inserida no ambiente.

Tiago (sim, o protagonista tem o mesmo nome do autor), já começa sua narrativa explicando para gente o inferno no qual se encontra e na correria louca que sua vida se tornou. Dentro de um freezer, fugindo de três zumbis, ele observa suas opções e vai revelando todas suas habilidades e pelo que já passou para chegar até ali.

A palavra “Fuga” que dá nome ao livro, pode ser considerada o cerne de toda a narrativa e a palavra que motiva todas as ações de Tiago. O ritmo do enredo é desenfreado, com muita coisa acontecendo o tempo todo e recheadíssimo de zumbis. Aliás, esse ponto em minha opinião foi o forte da narrativa: o protagonista é praticante de pakour, então, durante toda a correria ele explica seus movimentos, suas escaladas, enfim, suas ações e isso faz com que sua sobrevivência seja verossímil. Os zumbis do livro do Tiago (não são bem zumbis, mas abordamos isso mais à frente), são rápidos e ágeis, mas burros. Fica claro desde o início que uma pessoa sedentária – eu, por exemplo – morreria rapidinho nas mãos deles.

O protagonista é bem-construído e tem características marcantes. A narrativa é em primeira pessoa, passando para a terceira pessoa em apenas um momento, quando acompanhamos a história de Daniela, uma sobrevivente que, como Tiago, teve que lutar pelo direito de viver. Essa distinção deixa os limites da narrativa bem claros. A diagramação quando há lembrança também é diferente, com mudança na cor da página.

Continue lendo: http://www.psychobooks.com.br/2012/05/resenha-sorteio-terra-morta-fuga.html
Tiago Toy ™ 30/04/2013minha estante
Obrigado pela sua resenha, Alba.




Sonny 13/11/2011

Muito Foda!!!!
O que eu posso falar sobre esse maravilhoso livro?
Posso falar que leio ele desde em que ele estava no berço. No blog [link=http://terra-morta.blogspot.com/]TERRA MORTA [/link]
necessariamente. amo o genero mortos vivos, zumbis e etc.
O autor soube com muita paixão deixar a historia igual "papel pega moscas"
rsrs não desgrudo mais até saber o final desta historia viciante
livro nota 10
vlw
barb 06/12/2011minha estante
Tiago Toy é criativo e singular ... aposto nocara com muita convicção de que esta Fuga ... é o comecinho de uma saga sensacional ... feliz com esta novidade e ansiosa pelo que há de vir por ai!


Tiago Toy ™ 30/04/2013minha estante
Obrigado pela sua resenha, Sonny.

E obrigado pelos comentários e elogios, Barbarella e Diego. =)




Andrea 14/11/2011

- Para, Tiago - ela me interrrompe. - Não são zumbis. Zumbis são os monstros dos seus filmezinhos de terror. Isso é real. Eles estão infectados, estão doentes.
- Lá na cidade você não se importou de como eu os chamava enquanto te salvava.



Conheci o blog de Terra Morta meio por acaso aqui no Skoob. Li sem querer um recado falando sobre ele e fiquei curiosa. (Zumbis são os melhores!) Li o primeiro capítulo (?) e achei realmente legal. Não quis ler mais já que o livro estava pra ser lançado e não sabia o quanto entregaria da história. (Agora que já terminei, pretendo ler o resto - acho que tem uns extras por lá.)

Comprei o livro na pré-venda e veio todo bonitinho (e autografado!), mas infelizmente, fui premiada e o meu exemplar veio com algumas páginas fora de ordem. Fora isso, gostei de tudo o mais: a foto da capa (Jaboticabou), o tamanho da fonte, a divisão dos capítulos, o colorido das páginas pra diferenciar os flashbacks...

A narrativa é bem ágil e envolvente. Li de duas vezes. Não consegui parar por muito tempo. Fiquei ansiosíssima pelo desfecho, mesmo sabendo que não seria o fim-FIM. Benditos autores e suas trilogias!

O que primeiro me interessou (fora que é sobre zumbis/infectados/whatever) é o fato de o livro ser nacional mesmo, não apenas escrito por um brasileiro. Se passa em SP, os personagens tem nomes comuns e você reconhece muito do que é mostrado. Achei válido.

Gostei muito muito do começo, de toda a correria, a tensão, não sabemos o que tá acontecendo... Empolgante mesmo, mas daí entra Resident Evil. A partir do capítulo 9 ou 10, não tenho certeza, foi impossível não lembrar dessa série.

SPOILER!
Inclusive,temumacenamaisprofinalqueeufiquei,"masgente,éoTyrantbrazuca"!
FIM DO SPOILER!

Não é de todo ruim porque eu gosto também, mas não sabia que Terra Morta seguiria por esse lado. É o mais comum, mas não sei. Acho que por isso não dei 5 estrelinhas. Me lembrou demais.

Num geral, achei um livro muito bom. Com potencial. Pretendo ler a continuação assim que sair.
Tiago Toy ™ 30/04/2013minha estante
Obrigado pela sua resenha, Andrea.




wanderleyfa 06/06/2012

Um bom livro
Quando recebi a minha cópia (autografada) do livro escrito pelo Tiago Toy, era uma sexta feira chuvosa, comecei a ler já bem tarde da noite e só parei na ultima página, já quase com o sol nascendo. Confesso que quando parei tive vontade de que já existissem outros volumes para serem lidos.

Por ser um autor jovem, e sabidamente ele é constantemente bombardeado por filmes, quadrinhos, jogos e livros que poderiam ter feito com que ele pudesse ter seguido um caminho fácil e simplesmente seguir o estilo de um destes autores, mas não ele criou o seu estilo. As referencias estão no livro, mas são somente referências.

A leitura é muito fluida, os fatos fazem sentido dentro da narrativa, só é explicado o que precisa. Como um livro de sobrevivência ele é incrível, e o fato de a história se passar em lugares que conhecemos, nem que seja pelo nome o torna mais próximo de nós. E a que se sobrevive no livro? Se sobrevive ao medo, a impaciência, e a solidão.

Indico esta leitura a todos os que gostam de um livro de aventura com personagens interessante, e é claro Zumbis, muitos Zumbis.
Tiago Toy ™ 30/04/2013minha estante
Obrigado pela sua resenha, Wanderlei.




Vinícios 21/12/2011

Terra Morta: Fuga conta em primeira pessoa a história de Tiago, um dos poucos sobreviventes de um apocalipse zumbi, que após algum tempo tentando salvar sua vida, se junta a Daniela, uma ex-jogadora de handebol, para salvarem suas vidas.

Tenho que admitir que li esse livro em três dias por ser um grande fã da série, e tenho acompanhado a história desde a 'versão web', o que deve ter me ajudado a acelerar a leitura. O livro é envolvente e a leitura flui de um modo inexplicável, nem parece ser um romance de estreia.
Eu não considero o livro como terror. Acho que ele é mais estilo ação, principalmente nos primeiros e últimos capítulos. Há muito porrada e palavrão. Além disso, diferente do que muitos dizem, o livro não é um "Ctrl+C Ctr+V", muito pelo contrário, o autor conseguiu criar algo totalmente novo, e com certeza, minha referência sobre zumbis será baseada nos infectados de Terra Morta.
Apenas de passar as páginas dá para perceber que a editora investiu no livro. Diferentemente da maioria, as divisões de capítulos como as primeiras páginas (sumário, introdução, etc) seguem o estilo da capa, essa coisa meio grunge, sabe? Deu um estilo no livro. Além disso, eles inseriram o grunge nos vários momentos dos sonhos de Tiago e lembranças que estão no livro, ajudando o leitor a não se perder na leitura.
Eu me decepcionei um pouco com o livro com o final, não pela história, mas por que termina em uma parte já existente na 'versão web', tendo poucas mudanças na história. Isso me fez ter saudades dos novos personagens. Infelizmente eles só apareceram em Terra Morta: Infecção. SIM, o livro terá uma continuação. Não apenas uma, várias. \o/ Já sei que vou desembolsar muuuuito nesses próximos anos. kkkkk

Para quem gosta de uma boa história de ação (para quem não gosta também, por que não? Com certeza irão mudar de opinião com esse livro), Terra Morta: Fuga é a dica perfeita. Não tirará seu sono, mas tirará seu fôlego enquanto você acompanha a aventura desses personagens.

Resenha tirada do meu blog - yesweread.blogspot.com
Tiago Toy ™ 30/04/2013minha estante
Obrigado pela sua resenha, Viny.




Carlos Dente 26/11/2011

Me surpreendi...
Um livro excelente, que trás uma nova - e muito bem feita - luz a um tema que muitos já apontavam como esgotado. Os personagens não estão só no meio da situação, eles são AFUNDADOS na situação.

A narrativa é tão direta, e os personagens, tão humanos, que é impossível não se imaginar como "um personagem à mais" no meio deles, em alguns momentos.

Momentos de Terror são alternados com mistério, drama, espionagem.

Sou leitor da ".com", mas o livro me surpreendeu. Muito bom mesmo.
Carlos Dente 26/11/2011minha estante
Ah, sim: li em algumas horas.


Tiago Toy ™ 30/04/2013minha estante
Obrigado pela sua resenha, Carlos.




PL 01/02/2017

Carimbo: Terra Morta #1
Bom dia, leitores do meu agrado. Hoje vamos de carimbo nacional 💖!!! Que saudade eu estava de trazer aquela dica maravilhosa de algum autor do nosso grande país. Se prepare, pegue apenas o necessário e corra sem olhar para trás, mas antes leia esse carimbo.

Terra Morta - Fuga foge completamente do que leio normalmente e apesar de zumbis ter sido um tema bastante explorado tanta na literatura como na televisão e cinemas eu senti que estava lendo algo novo e bastante diferente. Então, se eu for pesar na balança para alguém que adora e leu bastante sobre o tema mesmo assim eu assinaria na parte de leitura mais que válida. Recomendação quase 100%, eu diria.

O enredo já começa no meio de tudo, não há uma parada para explicações e porquês da causa que levou às pessoas de Jaboticabal saírem como loucas mordendo e comendo as outras. Tudo o que se sabe é que a "doença" é passada através desse contato com infectados, e é nessa loucura que acompanhamos Tiago em sua luta para se manter vivo e longe dos "mortos-vivos". E que corrida! Tiago não para um segundo sequer e quase me deixou sem fôlego em várias páginas.

Na luta pela sobrevivência nosso protagonista encontra Daniela, uma jogadora que ficou presa na cidade no meio de uma final de jogo e viu o caos na quadra bem de perto. Meio sem alternativas os dois se juntam em busca da saída da pequena cidade e no caminho haverá muitas corridas e planos insanos.

Quando parece que o pior aconteceu, algo novo vem e supera tudo. É como se Deus e o Diabo estivessem competindo para ver quem ganha. E me escalaram para o jogo sem me consultar. Vão à mer...
Posição 2988


Espere uma narrativa bem ágil e eletrizante de Terra Morta. Espere também personagens bem construídos e que justifiquem sua sobrevivência sem precisar da famigerada sorte, e acima de tudo esteja preparado para descobrir que talvez os "zumbis" sejam apenas um dos problemas dos personagens. A humanidade tem um "quê" de podre em qualquer situação e lugar, não é mesmo?

O livro é narrado em primeira pessoa e traz ao leitor essa visão mais visceral e insegura dos sobreviventes não infectados, fazia um certo tempo que eu não pegava uma narrativa em primeira pessoa tão legal assim e espero que essa mesma qualidade continue na segunda parte da história de Tiago Toy, chamada de Terra Morta - Infecção.

Quando a narrativa se aproxima do seu final os horizontes e possíveis explicações se expandem também, e claro que deixa qualquer leitor curioso ao extremo para saber o que aconteceu e o que virá depois. Por isso irei de Terra Morta #2 em breve pois necessito saber como vai ser daqui pra frente. Será que o mundo todo estará perdido? Haverá uma cura? Qual o motivo do interesse em Tiago? Vocês já sabem que para eu ler uma continuação o primeiro livro precisa ser muito bom (na verdade precisa ser mais que apenas bom), e isso aconteceu nessa minha primeira leitura de dezembro e espero ter a mesma empolgação na continuação que possui mais páginas e pelas resenhas que andei lendo é muito mais sombria e intrigante.

Que venha Terra Morta #2!

site: http://www.passaporteliterario.com/2016/12/carimbo-terra-morta-1.html
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Marcos 19/02/2014

Resenha: Terra morta
Para quem é brasileiro e fã de zumbis, esse livro é um prato cheio. The Walking Dead é incrível, mas se passa em Atlanta, lugar com costumes e tradições diferentes das nossas. Agora, imagine um monte de zumbis no Brasil, mais especificamente em São Paulo. Isso sim dá um up da história.

Tiago Toy relata a história de Tiago, um morador do interior de São Paulo que, um dia, após sair do trabalho, encontra sua cidade ensandecida. Pessoas mordem umas as outras, atrancam-se, transformando Jaboticabal em um cenário de filme de terror. Na luta pela sobrevivência, o protagonista utiliza-se do parkour, um esporte não muito conhecido no Brasil, para sobreviver.

“Os infelizes parecem não se cansar. Seus olhos vazios, sem brilho. Os grunhidos que emitem me fazem sentir pena, admito. Mesmo não querendo, imagino qual deve ser a sensação de ser devorado por essas coisas com seus dentes podres, mas poderosos, enquanto me dilaceram brigando por minha carne.”


Durante uma fuga de um morto-vivo, Tiago encontra-se com Daniela, que acaba por salvar sua vida. Enquanto ele é quieto e introvertido, ela é irreverente e brincalhona, causando um choque inicial entre ambos. Contudo, a luta pela sobrevivência os une, transformando-os em aliados.

Os dois buscam por armas, comida e água, mas a cada passo que dão, suas vidas parecem piorar. Quanto mais tentam se livrar do pesadelo, mas ele se torna apavorante. O autor cria uma trama incrível, onde vida e morte se relacionam intimamente, trazendo suspense e inquietação a cada página.

“Sua amiga estava caída próximo aos armários, sentada. A cabeça pendia sobre o ombro, o pescoço havia sido completamente dilacerado. A poça de sangue ao redor lembrava uma muralha escurecida, opaca. Partes do seu braço haviam sido arrancadas também, deixando vários músculos a mostra. Que animal havia feito aquela barbaridade?”

Sinceramente, esse foi um dos melhores livros sobre o gênero que já li. Os personagens foram muito bem construídos e a narração em primeira pessoa possibilitou um conhecimento mais profundo sobre a personalidade do Tiago. As cenas foram muito bem construídas e nos faz entrar no texto.

Apesar de o livro ser narrado pela visão do Tiago, a minha personagem preferida foi Daniela. No começo, achei que ela morreria logo, porém ela cresceu de uma forma que, na minha visão, se tornou mais forte que o protagonista. O seu temperamento e impulsividade tornam a obra mais imprevisível e deixa o fim em aberto.

"– E se aquelas coisas aparecerem? – Jean já vira os infectados e quase borrara as calças de medo. – Eu não vou sair daqui. Ele que quis descer.
– Belo soldado você, hein – caçoou Erico. O piloto já presenciara cidades tomadas pelos infectados, mas vê-los de uma altura segura é diferente de ser cercado por um bando deles.
– Antes um merda de soldado vivo do que um soldado corajoso morto.”

Achei muito interessante, também, o fato de o autor ter colocado o protagonista como praticante de parkour. Esse esporte, apesar de pouco popularizado e reconhecido no Brasil, é bem popular em alguns países. Como tal prática consiste em transpor obstáculo, a sacada foi enorme e merece meus parabéns. Afinal, qual a melhor forma de fugir de um zumbi além de pular um muro e deixar ele igual bobo do outro lado?

Certamente, se você é fã de fantasia ou distopia, adorará esse livro. Não perca essa oportunidade de prestigiar o romance de estreia do Tiago Toy.

site: http://desbravadoresdelivros.blogspot.com.br/2014/02/resenha-terra-morta-fuga.html
Tiago Toy ™ 02/01/2015minha estante
Obrigado pela sua resenha, Marcos :)




PorEssasPáginas 29/01/2014

A Cuca Recomenda Terra Morta - Fuga - Por Essas Páginas
Adquiri esse o e-book de Terra Morta – Fuga há alguns meses, quando a Editora Draco fez uma promoção dele. Antes disso eu já estava curiosa para ler essa versão do apocalipse zumbi pelo autor Tiago Toy. Ainda não conhecia o trabalho dele, mas como o livro foi publicado pela Draco, em 2012, é claro que eu já esperava algo bom, afinal, a editora é bem seletiva com seu material. Qual não foi minha surpresa quando o próprio autor, Tiago, entrou em contato com a gente para uma parceria? (portanto, fiquem de olho que vamos ter promoção!) Logo subi o livro na minha enorme pilha de leituras e praticamente o devorei durante a Maratona Literária. Ágil, vibrante, empolgante e cheio de reviravoltas, Terra Morta – Fuga é o melhor livro de zumbis brasileiro que eu já li.

A primeira coisa realmente interessante em Terra Morta – Fuga é que ele se passa no Brasil, mais especificamente no interior de São Paulo, e sua ambientação é tão cuidadosa que você realmente se sente nos lugares. Dá para perceber como o autor tem conhecimento das cidades, das estradas etc., e por isso a imersão aqui é completa. Na verdade, até mesmo a capa foi criada em cima de uma foto real tirada pelo autor, o que achei sensacional; dentro do livro tem a foto como foi tirada, ou seja, sem zumbis, é claro. Vocês sabem que eu fico sempre reclamando de como eu queria mais livros que se passem no Brasil, etc., e aqui não me decepcionei: a escolha dos cenários foi acertada. Se você pensar friamente, seria bem mais sensato uma invasão zumbi acontecer vinda do interior, das pequenas cidadezinhas, certo? Sei lá, eu também penso assim, acho que faz muito mais sentido. Já li outros livros de zumbis no Brasil e não senti a imersão no clima do país como senti aqui, então o livro já ganhou vários pontos comigo apenas por esse fato.

Aqui acompanhamos Tiago, personagem principal da trama e narrador, um jovem de seus vinte e poucos anos, praticante de parkour (o que foi muito legal, pois foi útil para explicar como ele conseguia realizar saltos e fugas com desenvoltura), é um cara totalmente egoísta e que só pensa no próprio umbigo. Sim, em um apocalipse zumbi, você não sobrevive muito tempo se não for um pouco egoísta, mas Tiago não é apenas egoísta, mas sim egocêntrico, e claramente o personagem favorito do autor. Ele divide com o autor o mesmo nome e, confessadamente, é inspirado nele em vários aspectos. Pessoalmente, eu não gosto de personagens com o mesmo nome do autor e quando percebi isso durante a leitura (não li a sinopse antes, às vezes faço isso com alguns livros) fiquei parada uns cinco minutos tentando absorver o fato. Sei lá, é confuso; você começa a pensar se o personagem é o autor, se o autor é o personagem, e eu não gosto disso. Sim, um personagem muitas vezes compartilha características de um autor. Mas acho que é preciso de um limite pra isso, a menos que você esteja fazendo uma autobiografia. Pra mim personagem e autor são dois elementos separados.

“Talvez, se eu soubesse dirigir, teria deixado Daniela para trás, mas não é o caso.”

Por isso mesmo preciso desabafar: detestei o Tiago (o personagem). Como eu disse, ele é egocêntrico ao extremo e isso me irrita. Ele se acha o bom e, friamente, ele não é tudo isso que vende – como geralmente acontece com pessoas que se acham. Logo no final do primeiro capítulo ele encontra Daniela, uma jogadora de handball de outra cidade que estava em um campeonato em Jaboticabal. Ela estava escondida no ginásio por semanas, sobrevivendo completamente sozinha, em uma situação extrema em uma cidade estranha. Isso não é pouca coisa, mas Tiago praticamente a despreza. Mas deixa eu abrir um espaço pra falar sobre a melhor personagem do livro.

Acredito que Tiago (o autor) criou uma personagem incrível e complexa, interessantíssima, e fez isso sem se dar conta do fato. Ele nem parece gostar da personagem, na verdade, dá pra sentir na forma como ele a descreve e, principalmente, na forma como Tiago (o personagem) fala dela. Daniela “narra” apenas o segundo capítulo – isso porque o capítulo é narrado em terceira pessoa, diferente do restante do livro, que é em primeira – mas é nele que a personagem conta a história de como chegou àquela situação. Foi um dos capítulos que mais me envolveu. Ela e Tiago juntam-se para sair da cidade, mais por insistência da garota, pois ele queria era pegar suprimentos no ginásio e se mandar, isso porque ela o recebeu ali, confiou nele, deu-lhe água e comida e um lugar para dormir (já falei como esse personagem é egoísta?). Ele dizia que ela seria um “fardo” para ele. E repete isso por quase todo o livro, mesmo após a garota ter salvado sua vida no mínimo umas cinco vezes (eu até contei). Daniela acaba se mostrando uma combatente audaciosa, imprevisível, inconsequente até, mas muito eficiente. Ela tem cenas incríveis destroçando zumbis e até mesmo pessoas. É o tipo de garota que ou eu faria amizade para ela me proteger ou eu correria para a outra extremidade, porque algumas vezes ela parece completamente fora de si. Mas por isso mesmo ela é interessante: ela parece esconder um passado, uma história, talvez até mesmo algum segredo horrível. Metade do porque eu devorei o livro foi para ler mais sobre Daniela: a outra metade foi porque o livro é bem escrito, com uma narrativa envolvente e angustiante.

“Daniela é mais rápida e avança sem medo. Primeiro crava as unhas em sua orelha esquerda e com a outra mão aplica um tremendo soco. O sangue espirra violentamente de seu nariz.
Levanto-me com dificuldade para ajudar, mas ela não parece precisar. Com uma joelhada, o acerta no saco e, com o vacilo, desfere uma cotovelada em sua nuca. No chão, Amarelo não consegue evitar o chute na cara, rolando para a sarjeta.
- Seu porco desagraçado! – cospe no bandido.”

Só pra demonstrar pra vocês como essa garota é demais. Não bastasse tudo o que ela fez, ela ainda cospe no cara. Sensacional. No meu blog pessoal deixei uma imagem que acho que traduz o quanto ela é incrível.

Daniela e Tiago seguem fugindo de zumbis e procurando sair da cidade, esbarrando em alguns personagens, juntando-se a Ricardo (outro personagem interessante, que foi decisivo em certo ponto da história). É um livro rápido, cheio de reviravoltas de tirar o fôlego e, por isso mesmo, você não consegue parar de ler. Algumas vezes havia cenas de certa maneira rápidas demais, o que me fazia tomar um susto ao perceber que tinha saído de um ponto e chegado a outro em pouquíssimas páginas, mas notei que isso é uma característica do autor e não afetou negativamente o livro, pelo contrário, na maioria das vezes foi enriquecedor. É o clima de um livro de zumbis, afinal, e o leitor espera e deseja isso.

Outro fator interessantíssimo é que o livro não se passa apenas em um ambiente devastado por zumbis. Em certo ponto há uma reviravolta e uma mudança de cenário que foi extremamente positiva e enriqueceu e muito a história. Fugiu do clichê “o mundo inteiro está devastado, não existe mais nenhum lugar seguro”. Na verdade, mesmo os lugares aparentemente seguros – sem zumbis – são perigosos, às vezes até mais, e então voltamos ao questionamento sempre válido que aparece em uma história sobre zumbis: o real perigo são as criaturas… ou as pessoas?

Um problema que encontrei em alguns momentos foi certa falta de coerência em algumas situações por parte dos personagens. Voltando à relação Tiago-Daniela, várias vezes ele foi extremamente grosseiro com ela e a garota muitas vezes nem respondia ou assumia uma atitude humilhante, apática, e recolhia-se à sua insignificância, como se “Tiago tivesse realmente salvado sua pele” – como ele jogava na sua cara várias vezes. Não, não, ela salvou muito mais vezes a pele dele e, pela personalidade explosiva da personagem eu esperava um pouco mais de atitude nessas horas, mesmo que ela tivesse se apegado a Tiago. Ela simplesmente não deu pinta de ser submissa, muito pelo contrário, e o que acontecia era uma descaracterização da personagem. Já em outros momentos o “tão prudente Tiago” aceitava facilmente situações absurdas (teve uma que ele aceitou após uma descoberta sobre Ricardo, mas não posso contar, é spoiler) e achava errado Daniela se exaltar. Sinceridade, eu também ficaria louca com esse tipo de situação, principalmente se colocasse minha pele em risco! E Tiago, o tão prudente Tiago, praticamente não se abalou. Sim, foi bem incoerente.

“- Lá na cidade você não se importou de como eu os chamava enquanto te salvava.
Ricardo assovia alto e revira os olhos. Daniela se limita a um olhar contrariado, calada.”

(Não, ele não a salvou, pelo menos não tanto quanto ela o salvou. Como eu discuti com esse personagem! Argh!)

Mas à medida que fui avançando as páginas percebi o quanto a história , os personagens e narrativa do autor estavam evoluindo. Até mesmo Tiago evoluiu bastante (e gradualmente), o que muito me agradou. Ele ainda é fiel às suas características, mas se torna uma pessoa melhor. Quando cheguei ao final do livro não estava caindo de amores por ele, mas certamente minha antipatia diminuiu um pouco. O que senti durante a leitura desse livro foi um autor que era imaturo e foi evoluindo muito enquanto contava sua história e agora promete um livro ainda melhor em sua continuação.

Sim, Terra Morta – Fuga tem continuação (mas eu já sabia disso, então não fiquei nervosa como costumo ficar). Ela demorou para sair, mas a boa notícia é que ela vai sair ainda esse ano, também pela Editora Draco. Estou bem ansiosa para ler esse livro, ainda mais porque o final foi muito aberto: é aquele tipo de final de livro que mais parece um gancho para um próximo capítulo e não um próximo livro. Fechou por um lado, mas deixou mais coisas abertas do que concluídas. Resultado: você vai ler o primeiro livro e querer logo ler o segundo. Fico com dó de quem teve que esperar dois anos para a sequência. Mas nesse meio tempo, os leitores tiveram também um lançamento bem criativo, a coletânea Terra Morta: relatos de sobrevivência a um apocalipse zumbi, que reuniu contos do autor, mas também de outros autores, cada um mostrando suas próprias visões sobre personagens e situações do universo do livro. Achei que foi uma jogada interessantíssima tanto para divulgar a série, como para explorar e mostrar mais desse universo. Ainda quero ler esse livro. Para quem quiser conhecer a coletânea, clique aqui.

E aí, a Cuca recomenda? Sim, e muito! Para fãs do gênero como eu é um prato cheio. Para completar, é cheio de referências nerds e algumas vezes tive até um sentimento de Resident Evil, o que foi ótimo. Não é um livro perfeito, mas é uma leitura incrível, envolvente, angustiante como deve ser esse tipo de história. Dei cinco estrelas mesmo com os poréns que mencionei porque eles não atrapalharam a leitura, ela continuou sendo ótima mesmo assim. Até agora foi de fato o melhor livro de zumbis brasuca que eu já li. Até mesmo o fato de eu detestar o personagem principal não foi um problema, mas uma qualidade, pois eu conseguia me divertir discutindo com ele (às vezes em voz alta). No fundo, não importa se você gostou ou detestou um personagem, mas sim o fato de que ele envolveu o leitor o suficiente para despertar-lhe sentimentos, e é isso que torna um livro bom: o leitor se envolver com os personagens, torcer por eles, brigar com eles, e certamente isso acontece aqui. É um livro em que você anseia por descobrir mais e mais e quer acompanhar os personagens até o fim. Não há outra palavra para descrever: Terra Morta – Fuga me infectou.

site: http://poressaspaginas.com/a-cuca-recomenda-terra-morta-fuga
Tiago Toy ™ 02/01/2015minha estante
Obrigado pela sua resenha :)




Thanatos 05/12/2011

Simplesmente Sensacional!!!!!!!!!!!!
Até pouco tempo atrás eu não acreditava que este gênero fosse me render um bom livro, não de autores nacionais pelo menos.
Mas Terra Morta mudou bem a minha visão disso. Li desde o primeiro capítulo no Blog (por sinal um dos melhores que já vi) e era um daqueles que ficava no pé do Tiago pedindo para ele atualizar sempre com novos capítulos. Quando vi que viraria uma série de livros me animei ainda mais e quase me matei esperando de tanta anciosidade. Mas valeu cada segundo das noites longas lendo no blog e valeu cada centavo para comprar esse livro. Não está só na minha estante aqui no skoob, mas também na minha estante em casa!!!!!! Na minha opinião o melhor lançamento desse ano. Digno de virar filme até, George Romero deveria sentir orgulho de uma história destas!
Que o sucesso perdure por muito tempo e AVANTE INFECTADOS!!!!!!!!!!!!!
Está de Parabéns Thiago!!!!!!!
Tiago Toy ™ 30/04/2013minha estante
Obrigado pela sua resenha, Thanatos.




Rita 21/07/2012

Intenso. O livro tem realmente um ritmo frenético. Não são poupados detalhes para descrever as cenas mais horrendas. O assunto não é novo, mas eu nunca tinha lido um livro sobre isso, e o fato de ser ambientado no Brasil possibilita uma identificação maior com a história. Só achei que, por ser um livro, o autor poderia ter explorado um pouco mais a psiquê dos personagens diante da situação caótica que estão vivendo. Mas enfim, excelente livro, ótimo para jovens que ainda não têm o hábito da leitura. Espero poder ler logo a continuação!
Tiago Toy ™ 30/04/2013minha estante
Obrigado pela sua resenha, Rita.




Elizandra 02/09/2016

Zumbis em São Paulo
Adorei a história clichê de zumbis. O que mais me chamou a atenção foi a fuga da cidade de Jaboticabal para a capital de São Paulo. Tiago é o personagem principal (e um pseudônimo do autor e também passa a impressão de ser seu alterego). Nesta fuga ele conhece pessoas que não sabe se são amigos ou inimigos. Uma trama fascinante e muito bem delineada, com personagens marcantes.Há uma dúvida que permanece: Tiago foi vítima da experiência de um laboratório? Isso é assunto para o segundo livro da série. Para os fãs do gênero é sem dúvida um prato cheio.
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