Baixo esplendor

Baixo esplendor Marçal Aquino




Resenhas - Baixo esplendor


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Isadora Silva 11/10/2021

Marçal volta com maestria
Baixo esplendor é o segundo romance do Marçal Aquino e mais uma vez ele fez tudo. Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios foi tão bom que fui para esse com altas expectativas e não me arrependi.

O livro acompanha um agente da polícia que se infiltra em uma quadrilha especializada em contrabando e roubo de cargas. Miguel é seu pseudônimo e sua função é identificar o grupo para que sejam presos em uma grande ação policial, mas cada vez que ele se entrega ao papel, fica difícil distinguir atuação de realidade, principalmente por conhecer e se apaixonar por Nádia, a irmã do chefe. Ele acredita que no momento certo será fácil romper, mas seus planos correm perigo.

Baixo esplendor é denso e violento, Marçal é excelente na narração e consegue tecer uma história onde o tempo muda muito rápido e ainda assim não é possível se perder na história. Estar ao mesmo tempo observando a polícia e o criminoso agindo é interessante demais, você se envolve e fica do lado dos dois.

Assim como no outro livro dele, a personagem feminina tem um forte teor sexual, mas que são amadurecidas dentro da narrativa e os protagonistas irresistíveis, me soa forçado, mas isso não tira a beleza da história.

Apesar dos muito personagens, tudo é ligado com muita maestria, o enredo é bem amarrado e o final arrebatador. Superou minhas expectativas e eu queria e espero mais do Marçal, um excelente representante da literatura contemporânea nacional.
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José Cláudio 07/10/2021

Romance policial muito bem escrito, sem pontas soltas e com personagens que cativam. Retrata bem o espírito da época (ditadura militar) e pra finalizar são poucos os que escrevem sobre o amor como Marçal Aquino
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valteralvees 02/10/2021

Amor marginal
Baixo Esplendor é mais uma excelente obra de Marçal Aquino. A história, que se passa durante o período de ditadura militar, traz vários aspectos já familiares em seu outro romance, ''Eu receberia", como a disposição dos acontecimentos na história, que é muito bem pensada, hora trazendo eventos passados, hora futuros, deixando o leitor curioso. Em matéria de personagens, o livro também traz personagens muito cativantes, mas, ao meu ver, não tanto quanto os da obra anterior. O grande ponto forte da trama é o suspense acerca da identidade do personagem principal, Miguel, que acaba se envolvendo emocionalmente com os principais investigados, e, sobretudo, com Nádia. O romance entre os dois é deveras idealizado e utópico em diversos momentos, mas ainda assim, muito bem escrito e explicado. Não é tão bom quanto "Eu receberia...", mas, ainda assim, como já disse, um excelente livro.
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Ana Bellot 17/09/2021

Um bom livro
Livro de rápida leitura, flúida. Junta coisas que amo: anos 70, Brasil e histórias de crimes.

PORÉM....

Senti que faltou ousadias. Matar e morrer é algo esperado em tramas policiais, não senti que aconteceu muito por aqui.
O romance principal só me cativou mesmo nas últimas páginas, achei a personagem Nádia muito rasa.
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luizguilherme.puga 13/09/2021

Trama policial de leitura rápida e fluída e que se presta bem ao que se propõe: Entreter. Não espere grandes discussões filosóficas ou existenciais, tampouco a discussão de temas relevantes como política, violência ou racismo. É um livro pra passar o tempo. Não obstante isso, faço várias ressalvas a história: vários erros temporais e de continuidade, inverossimilhança, furos, coincidências pouco críveis que nos fazem duvidar um pouco da nossa inteligência.
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André Vedder 26/08/2021

Romance policial de primeira qualidade!
Sou um admirador de romances policiais, mas não qualquer um. E aqui Marçal Aquino nos brinda com um ótimo livro desse gênero. Sua escrita é afiada e pontual, e vai nos conduzindo por uma narrativa intercalada de passado e presente muito bem amarrada pelo autor, e que dessa forma prende a nossa atenção do início ao fim.

"O acaso é o jeito que Deus encontrou para escrever seus poemas."
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MãeLiteratura 25/08/2021

Marçal continua ótimo!
Baixo Esplendor é um romance policial ágil e envolvente. Marçal Aquino continua dono de uma prosa afiada e dinâmica.

Nesta trama vamos conhecer Miguel, um "codinome" usado por um policial, infiltrado numa quadrilha de ladrões de carga.

Tudo caminha bem até que ele se envolve com Nádia, irmã de Ingo, o chefão da quadrilha. O que começa com muito sexo e desejo, caminha para uma relação amorosa e que tem tudo para dar errado.

Quem é mocinho? Quem é bandido? Quem é da polícia? Marçal criou personagens muito humanos, num cenário interessante e reflexivo.

Ambientado na época da ditadura, adorei as referências dos anos 70, que marcaram minha vida, como o carro Opala e o programa de TV Almoço com as Estrelas (que eu assistia com a minha avó). A história é muito visual e com certeza daria um filme muito bacana.

Meu destaque vai para Bibi, uma cachorra que sempre teve muita sorte na vida, que era do pai de Miguel e trouxe certa leveza à trama.

Escrita fluida, mergulhei na leitura e devorei o livro. O final...me fez refletir muito! Uau, daqueles que a gente fica literalmente sem ar.

Desde a leitura de Eu Receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, um dos meus livros favoritos da vida, aguardo novos livros do Marçal!

Então quando soube deste lançamento, depois de tantos anos, não tive dúvidas, solicitei na hora. Uma dica, tente não comparar os dois livros, pois ler com expectativa costuma ser muito complicado.

Recomendo!


site: https://www.maeliteratura.com/2021/08/resenha-baixo-esplendor-de-marcal.html
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Mary Manzolli 23/08/2021

Me surpreendi
Lançado em abril deste ano, Baixo esplendor é um romance policial, ambientado na São Paulo, dos anos 70, período brutal da ditadura militar. Miguel é um agente da inteligência da polícia civil que se infiltra em uma quadrilha de roubo de carga. Ganhando a confiança de Ingo, o chefe da quadrilha, Miguel se encontra frente à oportunidade de finalizar com muito exito a operação mais importante da sua vida.

O que Miguel não contava era que, ao ser apresentado à irmã de Ingo, Nádia, uma atração mútua ocorreria entre eles de forma muito intensa. Acreditando que não teria problemas para romper com Nádia no momento oportuno, Miguel se deixa envolver, estabelecendo um relacionamento, altamente, erótico e emocional com a irmã do criminoso, mas nem tudo sai como o esperado e Miguel se apaixona por Nádia.

Marçal Aquino consegue, nesta obra, prender a atenção do leitor de forma muito eficaz, uma vez que, iniciadas as sequencias de acontecimentos, fica muito difícil encontrar distrações para abandonar a leitura.

A viagem no tempo é uma atração a parte pois nos insere nos anos 70 através de detalhes na narrativa, de um tempo em que circulam Gordinis, Aero Willys, Corcéis e Opalas; Mazzaropi faz sucesso nos cinemas; Love me or leave me alone embala as noites nas casas noturnas e as Frenéticas imperam na TV; ao mesmo tempo o país sofre com um período de asfixiante repressão política. Embora o momento político seja apresentado apenas como pano de fundo para a estória, existem momentos em que a narrativa acerca da brutalidade das torturas, da truculência e corrupção do Estado, são colocadas de forma perturbadora e muitas vezes mais violentas do que àquelas realizadas pelos criminosos comuns.

A linha temporal se alterna entre presente e passado, sem prévio aviso, muitas vezes dentro de um mesmo capítulo e talvez possa causar alguma confusão para leitores menos atentos, porém na minha percepção, a trama bem escrita, o domínio da cena e os fatos amarrados de forma coesa, fazem com que as alternâncias de tempo tornem tudo ainda mais interessante e misterioso, permitindo que o autor controle as informações a nós passadas, nos mantendo sempre curiosos sobre os acontecimentos.

Uma leitura leve e agradável, aparentemente, despretensiosa, visando apenas nos dar o prazer do encantamento com a estória, mas é aí que nos enganamos pois nas entrelinhas somos confrontados com a face humana das personagens que, desafiando todos os esteriótipos, expõem suas falhas, contradições, medos e dúvidas, abrindo importantes reflexões sobre as mais variadas formas de ambições e como a história e vivência de cada pessoa podem levar por caminhos distintos e impensáveis.
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Pfmirand 21/08/2021

Baixo explendor é uma história que prende sua atenção e te faz querer devorar o livro. A escrita do Marçal é tão detalhada que vc consegue facilmente projetar as cenas mentalmente. Recomendo demais!
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Cinara 17/08/2021

O que esperar de um escritor contemporâneo?
Há 16 anos sem publicar um livro( desde o sucesso do maravilhoso " Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios", Marçal Aquino, lança em abril deste ano "Baixo Esplendor". Um romance policial, embalado por uma paixão ardente.

O que eu posso dizer? Que eu esperava mais? Sim! Mas por que?

A narrativa é muito bem construída, os personagens bem elaborados, apesar do emaranhado de acontecimentos, não fica nenhum fio solto, tem momentos que dá até mesmo pra molhar a calcinha( ops)...Então o que não me agradou? Ou melhor, por que não me agradou totalmente?

Sempre penso que  EU deveria ler mais autores brasileiros contemporâneos, ao ponto de me sentir culpada, em falta mesmo...Com o caos que este país se encontra, deve ter verdadeiros gritos e alertas em milhares e milhares de páginas que me são desconhecidas...

A história se passa no ano de 1973...E ainda assim, a ditadura é algo citado de uma forma tão sutil que, me senti vivendo em uma...

Terminei a leitura e fiquei pensando sobre o ato de ler. E sobre a responsabilidade que um escritor( ainda mais contemporâneo) deve ou não deve ter...

Duas citações ficaram ecoando no meu cérebro de rolinha, dando choque entre elas e deixando o tico e o teco doidões:

"Um livro é bem escrito ou mal escrito. E isso é tudo." Oscar Wilde

"Apenas deveríamos ler os livros que nos picam e que nos mordem. Se o livro que lemos não nos desperta como um murro no crânio, para que lê-lo?" Kafka
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Ana 26/07/2021

Definitivamente, Marçal Aquino, nunca me desapontou ao falar de amor.
"O acaso é o jeito que Deus encontrou para escrever seus poemas."(p.235)
Assim começa a última parte de "Baixo Esplendor," de Marçal Aquino, mas poderia ser esse o título do livro. Oras! Assim, ficaria lado a lado com o lindo título, do lindo romance "Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios." Enfim! Deixa o meu palpite furado pra lá, eu preciso mesmo é te contar que "Baixo Esplendor" supera todas as expectativas, porque te enlaça do início ao fim, e você termina a leitura querendo uma continuação da história, termina a leitura rezando para que esse seja o primeiro de uma trilogia. Haja vista, que os personagens são tão envolventes, e tão apaixonantes… Quer dizer, o fato de não serem perfeitos (alguns são imperfeitos até demais), torna difícil o desapego à eles, não tanto pelo papel que cada um desempenha na história, e sim, pela personalidade que cada um apresenta; o autor não criou nenhum personagem raso, e acho que esse é um dos pontos que mais admiro na escrita de Aquino: ele contempla a complexidade de gente que conhecemos.
Dia desses, um amigo literário ( assim gosto de pensar, e de me referir, a cada pessoa que conheci por causa da leitura), comentou que teria um pôster dessa capa no quarto.
Te conto: eu também, eu também, teria um pôster dessa capa pra lembrar do quanto sou fã da escrita de Marçal Aquino e colocaria ao lado de pôsteres de filmes que amo e de bandas que adoro, deixaria à mostra, da maneira em que se deixa as coisas de que gostamos, que nos lembram quem somos.

Miguel, Bibi, Kaká, Nádia, Cauby, Lavínia, Seu Careca, Marinês e outros. Definitivamente, Marçal Aquino, nunca me desapontou ao falar de amor.
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Rafael V. 23/07/2021

Leitura leve
Para que gosta de romance policial com uma leitura leve e bem fluída, além de se passar no Brasil e ser escrito por um brasileiro já reconhecido no meio literário e cinematográfico, vai gostar muito deste livro.
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