Família de quem

Família de quem Ana Sá




Resenhas - Família de quem


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Josana.Baltazar 06/05/2022

Já disse que a dois anos passei a gostar de contos e aqui uma grata surpresa a autora nos trás 4 contos tratando de diferentes famílias, carregados de sentimentos e relações bonitas e intensas, recomendo muito, muito bem escrito
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Naiara 17/04/2022

Cada conto um abraço!
Conheci a Ana Sá por aqui, navegando pelo skoob. Foi um prazer enorme poder ler seu livro de contos, cada um deles teve um significado muito especial pra mim.
Vou destacar o conto "Madagascar" pois me trouxe as recordações da infância e a minha relação com a minha vó e com a casa dela, onde tive o privilégio de morar e morarmos juntas!
Senti a textura das paredes, as brincadeiras no quintal, o corredor de plantas, o olho mágico na porta, as janelas de madeira, o cheiro do café coado... e toda atmosfera que só casa de vó tem.
Lar de vó é mesmo patrimônio tombado no nosso coração! ??
Obrigada Ana e parabéns pela obra!
.
Sou muito leiga na literatura pra dizer mas deixo aqui meu incentivo pra continuar nesse caminho!?
Ana_Sa 17/04/2022minha estante
Um abraço em mim esta sua resenha, Naiara! Fico feliz que tenha gostado! ?




Layla 19/03/2022

Desafio literário 2022- Autoria Independente
O livro apresenta 05 contos, nesses contos encontramos temas como: ausência paterna, maternidade, amor de irmãos, avós que deveriam ser eternos e laços fortes, independente de possuir ou não laços sanguíneos. Os contos são muito bem escritos, os personagens são cativantes e bem reais, o leitor sente como se tivesse conhecido algum deles. Destaque para os contos ?(Cha)cota social? que gostei bastante e ?Mais um? do qual me emocionei.
rodrigo 19/03/2022minha estante
Os contos são bons!! Uma narrativa maravilhosa!! ??


Layla 19/03/2022minha estante
Obrigada pela recomendação


rodrigo 19/03/2022minha estante
???


Eric Luiz 19/03/2022minha estante
Minha melhor leitura de 2021.


Ana_Sa 20/03/2022minha estante
??




Fernanda 09/03/2022

skoob e suas obras primas
se eu disser que eu pude me conduzir, viver e sentir cada história narrada, eu vou está dizendo a mais pura verdade!

são contos baseados em retratos sociais vividos por nós brasileiros e me emocionei com cada personagem como se fosse amiga de todos. terminei cada conto aos prantos, a minha vontade era de ir abraçá-los e dizer que tudo ia passar e melhorar, afirmar que a vida é dura, mas vale a pena viver cada minutinho da vida quando se está rodeado por amor. foi uma mistura de sentimentos incontroláveis e fazia muito tempo que eu não sentia isso.

passei dias sem saber ao certo o que dizer sobre o livro de Ana, mas sei que eu posso dizer que é maravilhoso e vale muitíssimo a pena ler. é envolvente, nostálgico, acolhedor, ético... é isso e muito mais. então o que eu posso aconselhar é apenas que: leia.
Ana_Sa 10/03/2022minha estante
Ah, Skoob e as resenhas que deixam o coração quentinho! ? Que bom que as personagens encontraram você Fernanda! ?


Fernanda 10/03/2022minha estante
sucesso, meu bem ??




Luiza.Duarte 08/03/2022

Leitura gostosa!
Terminei cada um dos cinco contos pensando "esse foi meu favorito"; talvez em leituras futuras eu consiga me decidir. Cada um dos contos me carregou para dentro das histórias. Eu me envolvi e me emocionei com as personagens de uma forma afetiva e familiar. Tive vontade de saber ainda mais sobre elas.
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Alice 28/02/2022

Sensibilidade a cada conto
Encontrei a Ana por acaso nos comentários aqui no skoob e fui conhecer o seu livro de contos.
Muito sensíveis e envolventes, me emocionei e terminei com uma mega vontade de ler mais!
Ana_Sa 01/03/2022minha estante
Alice, sua resenha fez meu dia! ? Fico feliz que tenha gostado!!


Alice 01/03/2022minha estante
Parabéns pelo seu talento! Ansiosa pelos próximos!!!




gabriel 24/02/2022

Excelente livro sobre infância e família

Achei interessante este livro, ele é um conjunto de contos abordando questões familiares em meio a um cenário de pobreza e privação, com seus personagens sofrendo toda a sorte de opressões (alguns deles acumulando várias "identidades", portanto várias opressões cumulativas). Isso é especialmente claro no último conto, em que os dois protagonistas acumulam vários "P's" (como preto, pobre, etc), até finalizarmos com um otimista "P" de professora. Mas que, mantendo a tônica geral do livro, termina também amargo, com um travo na garganta...

E eu acho que é este o gosto que o livro deixa ao final. É um livro triste, amargo, reflexivo, e por vezes bastante denso (denso até demais). Mas ele também consegue incluir beleza e esperança, com muita poesia, principalmente nas pequenas coisas do cotidiano. Achei que a autora é muito bem sucedida em observar estes pequenos fatos, e são cenários fascinantes, quase sempre domésticos, com muitas cores, sons, pequenos momentos de beleza... para mim, são os momentos em que o livro mais cresceu.

Isto fica bem claro no conto "Compota dos amores", que para mim é o melhor do livro, diria até de longe. Toda essa habilidade da autora, que é o seu ponto forte, é posta à prova aqui, e ela se sai muito bem. O conto é o passeio fascinante de uma criança por um sítio de parentes, e toda a poesia deste pequeno fato banal (que adquire um ar "grandioso" para a criança) é magistralmente expresso.

Há um equilíbrio sutil entre este delicado momento e uma perigosa pieguice, e a autora, feito o "Neo" do Matrix, desvia destas balas com impressionante competência. Conto profundo, cheio de momentos ambíguos e alusivos, com ótimos jogos de imagens e de palavras. Ressalto, por exemplo, uma visita a uma senhora de idade, e como não há assunto nesta visita (fato comum); denotando, possivelmente, ou um início de demência, ou então uma mágoa antiga (dentre outras inúmeras leituras). Muito bom! São vários momentos deste tipo, aqui neste conto.

Os outros contos variam em qualidade. Achei que o primeiro e o último conto são muito arrastados, acredito que se beneficiariam de uma narrativa mais curta. Por conta das preocupações políticas da autora, ficaram muito esquemáticos, e acho que simplificaram temas complexos. De toda maneira, possui importantes denúncias, não só abordando os temas das identidades/minorias (tema que é a "bola da vez"), mas também sempre ressaltando o caráter social e de classe. Neste livro, branco pobre também se ferra, ainda que um pouco menos do que o negro.

Senti, no geral, que os contos poderiam ser todos eles um pouco mais curtos, porque aí focariam mais nas suas qualidades e pontos fortes, fora que em alguns casos são um pouco repetitivos. São contos relativamente longos e a gente sente falta de mais contos para encher a seleção. Porém como são todos no mesmo tema, contém uma interessante unidade, e achei isso muito bem feito.

É interessante como a infância tem um caráter de "força" no livro, e à medida que os personagens envelhecem, vão ficando amargos e reflexivos. Vi esta característica em pelo menos dois contos. Não a toa, o conto mais belo (talvez por ser o mais otimista) é o que fica parado só na infância. O texto não dá tempo da personagem virar adulta e "quebrar" esta magia.

São várias relações e dinâmicas familiares retratadas. Há a relação do irmão mais velho com a menina (o irmão fazendo as vezes de pai); há tios e padrinhos/madrinhas, em relações lúdicas; há a moça com lembranças amargas da mãe (e que luta para aceitá-la, com belas cenas que "empatizam" com isso); etc etc.

O livro tem uma preocupação muito grande com a criação de cenas significativas e com os sons das palavras. Assim, uma moça em sua nova casa transita entre caixas de mudanças, que são como "campos minados"; o prato se mancha de vermelho, em meio às flores (representando a pureza e "breguice" da mãe, ouvinte de um Amado Batista); uma menina está de azul em meio ao verde dos colegas, criando um cenário "oceânico"; dentre outros muitos momentos.

"A inalação oscilava presença", belo jogo sonoro, com sons sibilantes, junto à imagem de panelas fervendo e um inalador de uma menina com bronquite. E a pobreza não é exatamente privação, mas ter que fazer o almoço muito cedo. O cheiro de alho pela manhã incomoda e perturba. E o banquete é um prato de salsicha com purê, a melhor refeição do dia.

Algumas notas sobre contos individuais. Todas elas apenas revelam minhas preferências, sem a pretensão de ser uma análise "séria" ou "objetiva".

"(Cha)cota social". Gostei deste conto, mas ele caiu um pouco pra mim do meio para o final. Ele começou muito bem, com ótimas imagens e cenas, mas depois se perde um pouco em meio a taxistas gente fina (meio irreal) e um excesso de cenas e situações. Nota 3/5.

"Madagascar". O livro aqui retoma os eixos, neste excelente conto. Mas ele seria como uma carne mal passada no meio, achei que exatamente neste momento o conto dá uma queda brusca. A autora, no entanto, é malandrinha, e fecha o conto de maneira surpreendente e bela. O título é engraçado e remete a uma infância pré-internet, em que crianças mais nerdolas reviravam enciclopédias (outros só batiam figurinhas mesmo e jogavam videogame). Nota: 4/5.

(Aliás, tema central no livro, estamos sempre numa época atemporal sem smartphones ou internet. Podemos localizar vagamente um anos 80, ou então um início dos 90).

"Dia das Mães". Conto belíssimo, muito puxado na reflexão, a autora exagera numa linguagem quase que formal (não chega a ser, mas há escolha vocabular muito erudita, violando certa delicadeza), termina de maneira poética e tensa, com sangue e flores. Sinceramente, 5/5, os momentos belos compensaram certo pedantismo.

"Compota dos Amores", para mim o ponto alto do livro, junto ao conto sobre o dia das mães, formou os dois melhores contos da seleção. O passeio da menina pelo sítio é muito bem retratado, com descobertas pessoais e momentos poéticos. O livro flerta com a pieguice, sem nunca cair nela. Nota: 5/5.

"Mais um", sinceramente não gostei muito deste conto, achei muito pesado e um pouco repetitivo, além de burocrático. No entanto tem alguns bons momentos, trabalha alguns temas importantes e explora alguns aspectos da relação entre irmãos. Achei que há um excesso de temas e ficou muito embolado. Nota: 3/5.

Livro de estreia de Ana Sá, os contos são um passeio pelas diversas relações familiares, em meio a um cenário de pobreza e desigualdade. É muito interessante como este cenário de privação molda as relações familiares e vice-versa. A pobreza é retratada de maneira factível e com um olhar poético, sem no entanto glorificá-la. A escrita é fluida, bela e inteligente. Livro mais do que recomendado!

Ana_Sa 25/02/2022minha estante
Eu já tinha dado risada com a sua observação sobre os taxistas, agora a referência ao Matrix me fez rir mais uma vez! ?

Gabriel, eu adorei acompanhar as suas impressões e a sua resenha (mais do que completa) dispensa comentários. Dá frio na barriga jogar um livro independente no mundo e são essas trocas com quem lê que fazem o desafio valer a pena!

Obrigada por compartilhar sua leitura! ?


gabriel 25/02/2022minha estante
Eu é que agradeço pela disponibilidade, não é sempre que temos a chance de dialogar com o autor. Você sempre muito acessível neste sentido. Sucesso nas próximas empreitadas. Valeu!




Ricardo.Borges 23/02/2022

Histórias fortes
Comprei o livro instigado pela minha curiosidade natural quanto a abordagem da autora e, logo na primeira história, fiquei positivamente surpreso. Mas acho que os contos posteriores perderam um pouco a força, mesmo sendo bem escritos, com uma narração muito detalhada, além de personagens, situações e cenários fortes, reais e próximos ao cotidiano invisível de muitas pessoas ao nosso redor.
Se eu fosse professor, seria o tipo de livro ideal para usar em sala de aula, especialmente com alunos que estão na pré-adolescência, saindo do Ensino Fundamental e vislumbrando o novo mundo do ensino médio?
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Sara.Marques300 28/01/2022

“E foi por causa do carinho que existe entre todos eles que eu entendi que existem parentes de sangue e parentes de escolha..”
A primeira coisa que me chamou atenção foi o título (fiquei muito curiosa). Já nos primeiros contos me dei conta que a autora iria abordar sobre a família de um bocado de gente, inclusive a minha.

Com Elisa nos deparamos com a desigualdade social que assola nosso país, com ela também lembramos que a única forma de fazermos essa realidade mudar é através da educação. Ela queria oportunidade, ela queria mais, nós queremos mais!

“Equiparar-se, nos estudos, aos filhos dos patrões corresponderia... ao único meio de escapar do fardo de limpar suas privadas no futuro.”

Com vovô Gino e a vó Ângela sentimos saudade da mansão dos nossos avós. E aprendemos juntamente com seu neto sobre a finitude da vida.

“Então, a cumplicidade da nossa dor nos fez aceitar e respeitar a incapacidade de seguimos sendo dois, quando o correto erramos sermos três.”

Assim como, com as Luanas, com as “crianças” de nossa escolha, com os Josés, aprendemos, erramos, levantamos, lutamos, ganhamos e perdemos. Nesse livro nos deparamos com estruturas familiares que se divergem, que se assemelham, que se reinventam.

Como um livro pode mexer tanto com uma pessoa? Fazer chorar, fazer sorrir, fazer sentir tanto. Acho que é aí, nessa possibilidade de conexão com personagens fictícios e ao mesmo tempo tão reais que mora a beleza da arte. É aí que damos conta de que o outro pode ser nossa família de “escolha” quando nossa família de sangue não for suficientemente mágica, inclusiva e humana. Afinal, é “Família de quem?”.

Obrigada Dani por me apresentar essa obra incrível!


site: https://www.instagram.com/saramarques300/
Ana_Sa 31/01/2022minha estante
Que resenha mais bonita! ?


dani 03/02/2022minha estante
Sabia que você ia gostar ? Sua resenha já me deixou com vontade de reler!


Sara.Marques300 04/02/2022minha estante
Sim Dani, eu amei. Você sabe que tenho uma certa dificuldade de me conectar com contos, mas esse, eu me conectei do começou ao fim.
Confesso que dei uma choradinha kkk
Gostei muito do conto que fala sobre família do coração, por não ter crescido com minha família biológica me senti bem próxima.
Amei tudo ??


Sara.Marques300 04/02/2022minha estante
Ana seu livro é maravilhoso. Obrigada por nos presentear com ele ???




Jackson 15/01/2022

ESSE LIVRO ACABOU COMIGO!
Ana Sá, acabei de ler seu livro. Você me fez chorar muito! Chorei e sorri, simultaneamente! Olha, não sei nem o que dizer! Essa obra é um acontecimento. Falei desse livro no meu canal, programei uma leitura de trechos do conto Madagascar num dos quadros semanais que tenho (Café com Livro). Essa obra precisa ser amplamente divulgada!!!
taisamavaz 15/01/2022minha estante
Olá, vc leu o livro físico ou E-Book ?


taisamavaz 15/01/2022minha estante
Parece ser bem interessante


Jackson 15/01/2022minha estante
Olá, eu acredito que só tem o E-book mesmo


Jackson 15/01/2022minha estante
É magnífico!


taisamavaz 15/01/2022minha estante
Vou ler então. Adorei a sinopse, parece de fato ser bem interessante.


Ana_Sa 16/01/2022minha estante
Que alegria ter acesso a sua experiência de leitura, Jackson! Fiquei super feliz, obrigada por essa troca!! ?


Ana_Sa 16/01/2022minha estante
Obs.: estou correndo atrás do seu canal já!! rs


Jackson 16/01/2022minha estante
Ana Sá ?? S2




ana 13/01/2022

Vivendo outras vidas através da leitura.
Cada conto de "Família de quem" é uma imersão em diferentes emoções, das mais belas até as mais revoltantes.

A escrita é o ponto chave deste livro. É ela que permite que a vida retratada no conto passe a ser sua nova realidade naqueles poucos minutos de leitura. Vale dizer que é surreal como cada história de vida é tão veraz, tão genuína. A autora, Ana Sá, trabalhou ao longo de toda a obra com enorme maestria.

Lágrimas, risos e memórias vieram à tona a cada página que lia. A leitura foi uma experiência incrível que guardarei no meu coração com muito afeto.

Leia e aproveite "Família de quem" e sinta todas as emoções possíveis, as dores, as nostalgias e as lembranças de cada história.

Boa leitura!
Ana_Sa 16/01/2022minha estante
Ana, que lindeza de resenha, fiquei muito feliz! Que bom que nos cruzamos pelos caminhos do Skoob e pudemos ter essa troca! ?? Obrigada pela resenha tão gentil!!


ana 17/01/2022minha estante
Eu que agradeço por você ter proporcionado uma leitura tão maravilhosa e rica através deste livro! ???




Senhorita_morland 27/12/2021

Se perdeu na história
O livro começou muito bem com um conto maravilhoso , mas os próximos contos acabaram se perdendo na ideia e ficando bem monótono, me incomoda também a escolha de palavras feitas pela autora, as vezes não fazia sentido para mim. Entretanto, a proposta do livro é muito curiosa e interessante embora a escrita da autora não tenha me conquistado.
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Diã 19/12/2021

Maravilhoso!
Comecei a ler o livro sem qualquer pretensão e me surpreendi muito. Livro bem escrito, nos levando a universos regados a dores cravadas pela exclusão social, mas com personagens que teimam em florescer.
Em cada conto um mundo e vários sentimentos despertados.
Ana_Sa 19/12/2021minha estante
?


Dantas 01/01/2022minha estante
????????




dani 12/12/2021

Elisas, Luanas, Terezinhas, Josés...
Li ótimos comentários e resenhas e já estava super ansiosa para ler "Família de quem". Como não gosto de fazer suspense, já vou logo dizendo que extrapolou todas as minhas expectativas!

Consegui mergulhar em cada conto de um modo que acho bem difícil acontecer em narrativas mais curtas. Mas cada história me fisgou de um jeito, que não me senti apenas espectadora, me senti mesmo parte da família. Os personagens foram construídos de forma tão delicada e autêntica que geram uma identificação instantânea, uma conexão imediata.

O que me surpreendeu mesmo, foi como cada conto me comoveu profundamente. Alguns são de partir o coração e outros deixaram o coração quentinho. Impossível sair indiferente de qualquer um deles.

Terminei a leitura com aquela sensação de que os personagens eram velhos conhecidos. E pensando bem, eles são! Já devo ter esbarrado com uma multidão de Elisas, Luanas, Terezinhas, Josés. Talvez no mercado, na rua, no ônibus às 5h da manhã... Afinal são histórias da família de quem? Talvez seja a história da sua também.
Eric Luiz 13/12/2021minha estante
Esse foi pro rol dos meus favoritos. Quero muito ler mais textos da Ana.


Cleber 13/12/2021minha estante
Sim, está entre os melhores livros que li esse ano. Quero mais histórias da Ana Sá.


Ana_Sa 13/12/2021minha estante
Dani, que resenha mais querida! Fico muito feliz em saber da sua experiência positiva com o livro! Fez o meu dia! ??

E os comentários do Eric e do Cleber foram a cereja do bolo hoje... Com certeza a galera do Skoob são os meus "leitores de escolha" ! ???


dani 13/12/2021minha estante
Ana, eu que agradeço por ter compartilhado essas histórias tão queridas!

Aproveito para unir minha voz ao coro: Queremos mais!


Sara.Marques300 14/12/2021minha estante
Amiga ia ler a resenha, mas vi que era o livro que você me presenteou, vou deixar para ler depois kkk




João Pedro 18/11/2021

Palavras que tocam
Gosto de deixar espaços para as leituras que me atravessam. Aqueles livros que surgem repentinos, embaralhando a ordem de leitura pensada. Prezo por dar atenção ao chamado de uma leitura, ao chamado ao encontro. Leitura é um ritual de encontro entre o leitor e o livro. "Família de quem" chegou assim para mim. Não estava em lista alguma, sequer sabia de sua existência, mas graças a algum algoritmo engraçado tive a sorte de encontrá-lo e, tão logo li a sinopse e alguns comentários, senti a leitura me chamar.

Em cinco contos únicos, que se entrelaçam ao ter como tema central as famílias, Ana Sá, em sua brilhante estreia literária e corajosa empreitada de se lançar como autora independente, transmuda em palavras os sublimes e por vezes delicados sentimentos que permeiam as diversas relações familiares. Diversas também são as facetas e personagens de cada conto, que, cada uma a seu modo, tocam em um ponto diverso do coração. Ao final, não se sai ileso dessa experiência táctil. Ana Sá é autora de palavras que tocam.

Tenho panfletado bastante a obra entre amigos e costumo dizer que é uma leitura que agrada fácil a quem se encantou com "O filho de mil homens", de Valter Hugo Mãe, ou com "Olhos d'água", de Conceição Evaristo.

Apesar de meu conto favorito ser "Madagascar", com menção honrosa a "Dia das Mães", parece que foi o conto "Compotas de amor" que mais imprimiu em mim algo de profundo. Vez por outra me pego refletindo sobre o conceito inventado pela protagonista infante, os seus amigos de escolha. A vida é bem isso, cheia de amigos e parentes de escolha, com os quais nos unimos pelo afeto mais que por qualquer coisa.

"As manhãs da infância e da adolescência de Elisa sempre tiveram cheiro de alho, e não de pão. Alho de mãe que madruga para aprontar as marmitas da família. É por isso que o acordar das periferias tem aroma de arroz ou de feijão. Na cozinha que amanhece já ocupada pelo meio-dia, fartura é um copo de leite ou de café, puro e em pé. Sem tempo de sorrir ou de partilhar a margarina do modo como se ensina na televisão. Mas para Elisa nada disso era incômodo. A gente não sente falta daquilo que desconhece." (p. 5)
Ana_Sa 18/11/2021minha estante
Que lindeza de resenha! Caiu um cisco aqui! ???


Kamyla.Maciel 19/11/2021minha estante
João, que resenha maravilhosa!!! Eu ja tinha me interessado pelo livro e pela autora, mas ver o que você sentiu me preencheu de vontade. Falar em filho de mil homens e olhos d?água? certeza que será incrível!!!! Um abraço.


João Pedro 19/11/2021minha estante
Ana ?

Kamyla, que massa! Pode se jogar que você vai gostar. Abraço! ?




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