O Último Desejo

O Último Desejo Andrzej Sapkowski




Resenhas - O Último Desejo


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Lucas T. Costa 21/12/2011

Para quem gosta de mitologia, fantasia e contos de fada, é um prato cheio.
Para quem gosta de releituras, muita ação e humor mordaz, é um prato transbordando!

O livro é excelente, o autor tem uma narrativa muito dinâmica -nas cenas de luta, sequências de ação e principalmente nos diálogos-, e ao mesmo tempo muito densa -nas descrições dos locais, por exemplo. Há ali linguajar bastante rebuscado, é verdade, mas também há passagens inteiramente coloquiais e até "contemporâneas" demais, o que, na minha opinião, apenas enriquece e deixa muito mais prazerosa a leitura.

O tal Geralt é uma espécie de Winchester especializado em monstros eslavos (afinal, ao que tudo indica é por aquelas bandas que se passa a história; o autor mesmo é polonês), em desenfeitiçá-los e, principalmente, matá-los. Geralt de Rívia faz parte de uma ordem não muito bem-quista chamada os Bruxos (ou The Witchers, como a maioria das pessoas conhecem por causa do jogo homônimo). Não muito bem-quista, digo, porque obviamente estes especialistas em bestas malignas são mercenários, e só matam/desenfeitiçam as criaturas mediante pagamento - ou assim deveria ser, mas vemos durante o livro que nem sempre é isso o que acontece. Tais bruxos são, o tempo todo, hostilizados pelas mesmas pessoas que os contratam e que são salvas por eles, mostrando que, na verdade, os verdadeiros monstros da história não são necessáriamente Strigas ou Quiquimoras.

Durante todo o livro se vê referências, às vezes descaradas, de alguns dos mais famosos contos de fadas, geralmente dos irmãos Grimm: Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel, e até d'A Bela e a Fera, obviamente com um teor mais adulto e, por assim dizer, um pouco mais próximos dos contos originais.

O cenário em si é bastante rico, e os personagens são bastante cativantes. Com certeza alguns irão te fazer rir! E para quem é fã de fantasia lúgubre, medieval e, principalmente, quem é jogador de RPG, não pode deixar de ler!

Cinco estrelas com certeza.

E para quem curte este tipo de literatura, deixo uma recomendação de site: www.manuscritosdassombras.com.br/ - É um blog de contos sobrenaturais.

Abraços a todos.
Felipe 29/06/2014minha estante
Para todos que querem conhecer mais da história sobre Geralt de Rívia, segue a fanpage no facebook criada para falar dos livros: https://www.facebook.com/witcherbrasil


Fellype.Olinda 22/05/2015minha estante
Eu tenho uma dúvida. Eu estou lendo, estou na metade do livro. Mas ainda não consegui entender uma certa ordem cronológica nos capítulos. Como se o livro fosse a junção de vários contos, e não um romance. Não que eu não esteja gostando, pelo contrário. Mas em algum momento do livro ele irá seguir uma ordem cronológica? Ou realmente é só uma junção de vários contos?


Ti 12/06/2016minha estante
Sua resenha me convenceu... e o primeiro jogo também! hahaha




Albarus Andreos 16/06/2011

O Último Desejo ou A Útima Frustração?
Desta vez venho uma missão difícil. Trata-se de O Último Desejo (Editora WMF Martins Fontes, 2011), do polonês Andrzej Sapkowski, um economista cuja carreira literária começou tardiamente em 1996, aos 48 anos, quando publicou alguns contos fantásticos na revista polonesa Fantastyka. Seu sucesso foi imediato, e ele logo emplacou a publicação da série do bruxo Geralt de Rívia, que já tem mais de um milhão e meio de exemplares vendidos e muitas críticas positivas na mídia, incluindo revistas como a Time americana (e não me perguntem como um estrangeiro que não ganhou um Nobel conseguiu publicar um livro de fantasia na terra do Tio Sam, porque isso é algo quase impossível de se pensar.

Pergunto-me: talvez este êxito se deva a genialidade de Sapkowski? Não creio, o livro não é tão bom assim. Não que seja ruim, muito pelo contrário, a noção de (alta) fantasia do autor é perfeita, não economiza magia e criaturas fantásticas; o vernáculo excelente, com um vocabulário muito rico e convincente, mas... Não penso o mesmo de sua narrativa (que aqui identifico como a habilidade que o autor tem de encadear os fatos e contar sua história).

Os títulos de cada capítulo pouco dizem sobre eles e seriam absolutamente dispensáveis. O primeiro do livro se chama A Voz da Razão 1 e pouca conta além de uma gostosa relação sexual. Onde tem voz e razão naquilo não consegui identificar. O enredo titubeia. A narrativa do conjunto da obra não é linear e no princípio achei que lia uma coleção de contos e não um romance único. Ok, não há nada de mal em não se ter uma história não linear, isso se você comprou um livro de contos e o autor tem habilidade em encadear as diversas partes do livro de tal forma que no final tenhamos um mosaico formado, que nos dá um panorama final bem definido e inteligível. Não é o caso.

Por outro lado, não aprecio muito estas características se tenho um romance nas mãos e as partes do livro parecem voar umas em direção às outras, pulando fatos menos importantes (mas que são conexões e fazem a continuidade da trama) que ligam estas diversas partes. Isso demonstra pouca habilidade do autor exatamente em fazer estas partes interessantes. Encher a linguiça também é questão de habilidade! Quem não tem, acaba tomando decisões como Sapkowski e simplesmente cortando fora estas partes. Em suma: cada capítulo parece estranhamente desencadeado do anterior e só conseguimos fazer ligação com o posterior com alguma dificuldade. Essa não-linearidade escolhida pelo autor, na minha opinião, prejudica o clima, inserindo rupturas na trama, e a trama, já que toquei no assunto, também não é lá muito boa.

Temos a história de um bruxo, Geralt, vindo de um lugarejo chamado Rívia, e ele é um caçador de recompensas. As coisas que ele caça são monstros! Uau! você diria, como eu mesmo disse quando li a sinopse de capa. Contudo a ideia empolgante e sugestiva não ajuda já que cada passagem é contada com tal falta de entusiasmo e com tanta mecanicidade que me pergunto se o autor sente emoções. Seria a diferença entre eslavos e latinos mostrando o quanto somos diferentes? Não que escreva mal, reitero, mas falta cor e um pouco de Hollywood à trama. Os monstros em cada cidadezinha são tão cotidianos que tiram aquela gostosa sensação de perigo e terror necessário a uma literatura do gênero, comumente associado a aparições bizarras babando gosmas verdes. O caçador de monstros caça as criaturas como um exterminador de insetos vem à sua casa acabar com as joaninhas do jardim, mesmo que este último acabe encontrando algumas aranhas peludas e escorpiões assustadores, de vez em quando. O que quero dizer, é que a facilidade com que o bruxo vai de um monstro a outro nos lembra um jogo de videogame em que o personagem mata centenas e centenas de criaturas bizarras tão elementarmente como se cortasse as unhas, em sequencia (aliás, como nos informa uma nota de quarta capa, este livro inspirou o game The Witcher. Dá para ver como...).

Geralt e um amigo, Jaskier, acabam, durante uma pescaria, encontrando um gênio e este causa um ferimento grave em Jaskier; Geralt vai até uma cidadezinha e conhece uma feiticeira, Yennefer, a mulher que viria a ser seu grande amor. Ela tenta capturar o gênio para servi-la e acontecem algumas coisinhas ali. Essa parte nos é contada em flashback, enquanto o enredo principal nos falava de como Geralt, após enfrentar uma estrige aqui e uma quiquimora acolá, volta a um reino onde não é bem vindo e os nobres locais querem sua partida, com direito a duelo etc. Ali existe um templo edicado a deusa Mellitele, onde uma sacerdotisa, Nenneke, é uma espécie e mãezona para Geralt; este revela a ela suas andanças e suas necessidades, ela o aconselha e ficamos assim. É um resumo um tanto quanto apressado demais, mas não há nada de muito excitante para contar mesmo.

Os personagens, por sinal, na maioria com nomes muito bons (os nomes são muito importantes para os personagens de fantasia, como já devem ter percebido), são apáticos e frios e dialogam interminavelmente. As passagens que eram para ser engraçadas não descolam nossos lábios nem para um risinho frouxo, as situações que deveriam prender a respiração, quando uma luta se trava entre um monstro e Geralt de Rívia, por exemplo, nunca acontecem. O ritmo é sonolento e os diálogos deveras rebuscados, faltando um pouco de graxa para dar mais agilidade, mas o vocabulário do autor é rico e delineado, suas descrições da fauna e das paisagens muito detalhadas, o que não acrescenta, por si só, calor, cheiro ou energia real aos personagens. As falas, longas demais, prejudicam a dinâmica. E quanto ao tal último desejo, que dá título ao livro, tenha dó! Chega a ser ridículo, para não falar da pouca criatividade.

Mas nem tudo é frustração. A inventividade do autor é fantástica! Cria situações e saídas para elas que são muito bem elaboradas. Ele consegue agregar um passado para o personagem principal que lhe dá substância e os personagens secundários vão, aos poucos, ganhando espaço e importância nos transcorrer dos fatos.

O autor conhece sua mitologia e se dispõe a contar uma boa literatura fantástica, mas não chega a realizar a tarefa de contar uma GRANDE saga. É mais humilde em suas pretensões e o resultado, na minha opinião, é igualmente modesto. O Último Desejo é um daqueles livros indicados para fanáticos por fantasia. Se seu dinheiro anda curto, deixe esta leitura para mais tarde e, quem sabe, sua vontade de ler o livro de Sapkowski aumente e as páginas deste livro possam ser mais agradáveis e não tão... humildes.
Tomasz 17/06/2011minha estante
Questão de gosto não se discute, de modo que se você acha os personagens apaticos e frios, o ritmo sonolento e os dialogos rebuscados, não tenho nada a comentar.
No entanto quero deixar bem claro algo que pela sua resenha ficou evidente que você desconhecia: embora a serie sobre Geralt de Rivia seja formada por sete livros, os dois primeiros (O ultimo desejo e A espada do destino) não são "livros", mas coletâneas de contos publicados inicialmente por Sapkowski em revistas que tratam de temas fantasticos. A saga propriamente dita começa somente com o terceiro livro (O sangue dos elfos).
Então por que, você ha de perguntar, os dois primeiros livros foram incluidos na serie? Para que os leitores possam entender melhor a saga, pois diversos personagens e diversas situações irão requerer um previo conhecimento de coisas que foram descritos nos contos.
Finalmente, o tal ultimo desejo não "chega a ser ridiculo", pois ele não se refere ao desejo carnal de Geralt por Yennefer, mas ao fato de somente na parte final do conto nos dermos conta de que quem tinha o real poder de fazer os desejos ao gênio era Geralt, e não Jaskier.


Zahl 25/06/2011minha estante
Olha só, ainda não li o livro, mas tenho críticas a fazer a resenha, pois claramente é de alguém que já leu o livro sem conhecer o universo de The Witcher e já com o intuito de criticá-lo.

1) Sobre não haver "emoção no combate com os monstros": Geralt é um profissional, uma matador frio, ele realmente é especialista no que faz. Se você se prendeu nisso, então perdeu o principal atrativo, o contexto. O maior atrativo é o contexto da história, dentro do estilo de Dark Fantasy, mostrando um realidade onde a moral é bastante duvidosa. Os monstros não são as criaturas feias que Geralt enfrenta, essas ele tira de letra, os monstros são outros. Se você não percebeu, pena...

2) Cara, você claramente não jogou nem Witcher, nem Witcher II: Assassins of Kings, então não tente ser jocoso com uma forma de narrativa que você ignora completamente. Ela foi aclamada por público e crítica como uma das melhores histórias e narrativas em um jogo, evocando escolhas de moral dúbia, difíceis, personagens mais cobertos de tons de cinza do que transparecendo a dicotomia bem/mal, e que tem como personagem principal um anti-herói.

Bem, se você não percebeu essas nuances, isso explica porque não gostou do livro, estava esperando a luta com o monstrinho.

P.S.: Criticar a linguagem rebuscada foi dose...


Monique 06/05/2013minha estante
Arrasou na resenha!
Você escreve bem demais (como se já não soubesse ¬¬).


Blackpantoja 29/09/2014minha estante
As vezes é chato ler uma boa resenha sobre um livro que não gosto , mais chato ainda é ler uma resenha ruim sobre um livro que gosto, nesse caso eu agradeço ter lido o livro antes de ler qualquer resenha...


Rita 15/04/2015minha estante
Realmente, gosto não se discute. Eu adorei o livro e considerei o autor muito bom escritor, e a tradução excelente. Como já foi comentado aqui os primeiros dois livros eram contos, e na publicação dessa saga foram inseridas os textos A voz da razão para encadeá-los. Vale a pena ler os demais livros. O sangue dos elfos, que é o volume 3 é muito bom. Sem ler esses primeiros o leitor perderá fatos muito relevantes: a importância de Yennefer, como Geralt se encarregou de Cirilla, porque Jaskier é uma pessoa de confiança.


Ti 12/06/2016minha estante
Boa resenha e agradeço aos comentários que explicam este fato: os dois primeiros livros são contos!


Vitor Assis 08/09/2016minha estante
Há de se comentar que, até hoje, no ano de 2016, cinco anos após a publicação desta tradução em português, bem como dos cinco livros seguintes que por enquanto estão compondo a saga, os editores não se deram conta de um erro crasso presente nas orelhas de cada um dos livros e que, inadvertidamente, refletiram-se no início dessa resenha: o de que o autor Andrzej Sapkowski iniciou sua carreira em 1996, sendo que este mesmíssimo livro, conforme detalhado na página de catalogação, é originalmente de 1993! O erro, evidentemente, é de digitação, pois o ano correto é 1986. Este é o ano em que se deu a publicação do primeiro de praticamente todos os contos dos dois primeiros livros da saga na revista polonesa Fantastyka. E, conforme foi esclarecido pelos usuários que vieram antes de mim, a obscuridade quanto à sequencialidade dos eventos descritos no livro é resultado precisamente do fato de que eles não foram publicados originalmente como parte de uma saga, tampouco eles constituem um romance. O autor reuniu todos aqueles contos que ele havia publicado anos antes naquela revista e adicionou as intercalações "A voz da razão" de modo a dar um pano de fundo coerente ao que se apresenta, então, ser lembranças de Geralt enquanto se recupera no templo. No segundo livro não há essas intercalações, porém os contos são cada vez menos dispersos, na medida em que se inicia aos poucos a trama que desencadeará em um romance pleno a partir do terceiro livro.




Diego Leme 18/03/2015

Uma apresentação ágil e empolgante.
" - Um mal é um mal - retrucou seriamente o bruxo, pondo-se de pé. - Menor, maior, médio, tanto faz... As proporções são convencionadas e as fronteiras, imprecisas. Não sou um santo eremita e não pratiquei apenas o bem durante minha vida. Mas, se me couber escolher entre dois males, prefiro abster-me por completo da escolha."

Meu primeiro contato com o mundo fantástico de Andrzej Sapkowski foi em The Witcher 2: Assassins of kings, o segundo numa trilogia de jogos , que descobri depois, ser baseada em uma série de livros de mesmo nome do autor polonês. Me interessei quase que de imediato em conhecer a obra literária original.

Acompanhamos Geralt de Rívia, um "witcher", ou "bruxo", um matador calculista e habilidoso. Bruxos são mutantes, órfãos, que moldados desde a infância -por meio de um treinamento rigoroso e mutações alquimicas - se tornam perfeitas máquinas de matar. Espadachins muito superiores a qualquer humano, mestres em alquimia e provedores de leve - porém precisa e útil - habilidade com magia. Vagam pelo mundo e seu único propósito é destruir as criaturas malignas que o assolam. Embora existam por uma razão que talvez possa parecer nobre, dificilmente agem com tal intenção, de modo que são vistos com desprezo por muitos como um "mal necessário", outros ainda, os consideram "aberrações da natureza".

Este primeiro livro é um conjunto de contos costurados que nos apresentam ao vasto mundo dos "Reinos do Norte" e seus cativantes personagens , enquanto também nos revela um pouco mais sobre Geralt e seu passado. A narrativa ágil é recheada de referências de mitologia eslava e contos de fadas clássicos como "Branca de neve e os sete anões" e "A bela e a fera", é bastante divertido notar essas referências em meio a história. Também merecem uma menção os vorazes combates violentos e o senso de humor perspicaz incluindo uma ocasional linguagem de baixo calão e sarcasmo.

Os fatores que mais me chamaram atenção - ambos nos jogos e livros - provaram ser atmosfera mais matura em que a história se desenrola e a complexidade moral dos personagens - e em casos, até mesmo dos monstros - e as reflexões que as mesmas causam, afinal, Geralt não irá arriscar seu pescoço se o pagamento não for suficiente, embora um matador de monstros, ele possui seu próprio código de conduta. Tampouco todo monstro é de caráter agressivo e perigoso, muitos simplesmente coexistem no mundo. É interessante ver as situações em que ele é colocado e qual ação toma a fim de resolvê-las.

Em síntese, se deseja por um mundo de fantasia medieval maturo, com personagens complexos, leitura rápida e carregada de diálogos, ainda com um espaço para reflexões morais subentendidas sobre alguns temas como o bem e o mal, certo e errado, será uma ótima escolha. Um ponto negativo talvez, é como as descrições da narrativa ocasionalmente podem ser um bocado vagas e simplórias, deixando a cargo do leitor a se situar na história.

"O Último Desejo" certamente faz um excelente trabalho de introdução ao mundo de Sapkowski, em suas 318 páginas, cada conto se prova interessante e extremamente divertido a sua maneira, e dentre os quatro livros lançados até o momento em português, se me pedisse para escolher, meu preferido provavelmente seria este.
Hamilton_L97 18/04/2015minha estante
O Livro é um conjunto de contos?


Bruno Maurtas 23/06/2015minha estante
São contos mas seguem uma cronologia.




paulobossj 08/03/2015

Incrível
Estou acostumado com obras como as de Tolkien, ricas em detalhes e com longos trechos descritivos, e ao ler o livro de Andrzej o que mais impressiona é a sua capacidade de descrever as coisas de forma simples e direta, tornando assim, a leitura mais fluída e dinâmica.
Recomendo a todos essa obra magnífica e espero que os próximos livros sejam do mesmo nível desse.
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Felucy 21/06/2011

Bom mas com ressalvas
Quando li o resumo pensei que poderia ser algo no gênero de Senhor dos Anéis, mas me enganei totalmente.

Fiquei confusa no começo com as mudanças de um capítulo para o outro. São contos sobre a vida do Geralt? Porque quando você pensa que ele vai para um lugar, começa a história anterior ao que acabou de ler.

O livro não é ruim mas esperava mais ação.

E acho que faltou um dicionário no final, muitos nomes de monstros e algumas palavras diferentes que mereciam uma tradução para nós (eu... kkkk) leigos.
Tomasz 21/06/2011minha estante
Sim, trata-se de uma coletânea de contos. Por favor, leia o meu comentário à resenha de Albarus, logo abaixo.
As mudanças de um capítulo para outro que tanto a incomodaram vão terminhar a partir do terceiro livro da série: O sague dos Elfos.


Luan 04/08/2014minha estante
Procurar informações previamente antes de ler algo previne muitas dessas pequenas decepções. E como Tomas disse se trata de uma coletânea de contos, dai vem a rapidez e pouca ligação entre uma passagem e outra. Caso queira algum épico em escala gigante procure Robert Jordan e juro que não terá decepção alguma.




Psychobooks 17/09/2013

- Premissa do livro - a.k.a. Gosta de fantasia? SIJOGA!

"O Último Desejo", de Andrzej Sapkowski, é o primeiro livro de uma série que conta a história do bruxo Geralt de Rívia. O gênero é fantasia, com muitos elfos, anões, magia, mutantes, feitiços, monstros. Enfim, um prato cheio - e mágico - para quem curte esse tipo de leitura.

A premissa em si é simples: acompanhamos Geralt em suas caminhadas por esse mundo fantástico e a cada capítulo conhecemos novos personagens e novas empreitadas. Geralt é um bruxo assassinos de monstros por ter participado de um treinamento desde os 6 anos de idade. No decorrer do texto vamos entendendo o que ele passou para se tornar o que é hoje, o que busca a cada novo desafio e qual sua jornada pessoal.

- Narrativa e desenrolar da história

Antes de me aprofundar nessa parte da resenha, gostaria de agradecer MUITO a Ana Cristina Rodrigues. A Ana é uma especialista em fantasia e quando viu que eu estava lendo o livro, me deu algumas dicas sobre no que o autor se baseou para contar suas histórias, contou um pouco sobre como essa série de Geralt de Rívia foi importante para a literatura fantástica e as influências que teve. Todas as observações que farei a partir daqui, têm o toque da Ana. Obrigada, sua linda!

A narrativa do livro é em terceira pessoa. Acompanhamos a visão de Geralt, o autor não abre a perspectiva para outros personagens. Já falei por aqui que essa narrativa "engessada" em terceira pessoa, às vezes me irrita um pouco, mas Andrzej soube levar muito bem a história sem que eu me sentisse em nenhum momento "podada" pela perspectiva única.

O livro é divido em duas frontes. Os capítulos são divididos em uma base, que é o templo de Melitele, onde Geralt volta após suas empreitadas e onde conhecemos mais de sua vida pessoal e suas aventuras, que são com o contos, permeados em sua história na base. Muitas vezes não sabemos como ele chegou aos locais onde suas aventuras se darão e o mesmo ocorre quando ele volta à base.

Como a base de um RPG, as histórias se passam como "quests". Geralt caminha pelo mundo fantástico povoado de humanos e criaturas sobrenaturais sem saber o que encontrará na próxima cidade ou floresta. Conforme a situação se desenvolve o bruxo vai, por meio de sua própria avaliação de certo e errado, avaliando o que deve ser feito e como pode ajudar - ou não - a pessoa que o interpelou.

- Personagens, contos e história de base

Todos os personagens das "quests" do livro são bem-apresentados e têm suas histórias bem-desenvolvidas, apesar de aparecerem apenas em um capítulo. Em algumas, a forma como a história deles é apresentada acaba sendo abrupta, mas mesmo as mais aceleradas têm a sua razão de ser.

O autor se apoia muito no folclore polonês (Obrigada pela informação, Ana!), então alguns seres são desconhecidos, mas não se preocupem porque ele nos insere muito bem em todas as suas características e as histórias desenrolam com o leitor tendo o completo entendimento de tudo o que está acontecendo.

Alguns histórias são reconstruções de contos de fadas. O autor misturou o folclore polonês com os contos e o resultado foi magnífico. Achei maravilhoso reconhecer os personagens e ser reapresentada a eles pela visão de Sapkowski. Meu preferido foi da Bela e a Fera.

- Cenas de ação

Sei que poderia falar das cenas de ação no tópico da narrativa, mas achei NECESSÁRIO separar uma seção de comentários apenas para elas.
Sabe quando o autor monta todo o palco para uma supercena de ação e resolve amarrar a aventura com apenas um parágrafo, no qual tudo se resolve rapidamente? Então, isso NÃO acontece no livro.

Sapkowski prepara o palco para suas cenas de ação e as desenvolve com uma riqueza de detalhes incrível. As cenas são tão reais e tão bem-desenvolvidas, que é possível "assisti-las", conforme se desenrolam. Ele não poupa parágrafos, descrições de ações, lutas com espada, corpo a corpo, magia, feitiços... Enfim. Todas as possibilidades são superbem-exploradas e bem-caracterizadas. Com certeza elas são o ponto alto do livro.

- Vale a pena, Alba?

Você gosta do gênero? Se jogue sem medo!
Algumas derrapadas no texto me incomodaram e não sei se por tradução ou pela linguajar usado pelo autor, mesmo. Em textos fantástico, não espero expressões como "transar" e "cargas d'água", mas elas apareceram. Pode ser uma implicância minha, mas isso me tirou um pouco do clima fantástico.

A estrela que faltou para que eu o caracterizasse como um livro cinco estrelas foi a base da história do bruxo. Durante a leitura me entediava demais quando Geralt voltava ao templo e o andar do enredo nessa fronte simplesmente não me conquistou. As jornadas dele que são o ponto alto da narrativa.

Super-recomendo.

- Que vi seres humanos com garras de águia em vez de mãos ou com presas iguais às dos lobos... Homem com juntas, órgãos e sentidos a mais... Todos resultantes da lambança que vocês fizeram ao se meter com magia.
Página 101


site: www.psychobooks.com.br
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Joao.Henrique 19/12/2015

O começo da bruxaria
Eu como um player de The Witcher, não tive como não me maravilhar pelo mundo fantástico criado por Andrezej Sapkowski. Universo de dark fantasy, com personagens complexos e onde não existem certo ou errado, bem ou mal, simplesmente todos tentando viver com suas vidas. Estruturado em pequenos contos que juntos contam uma incrível história do bruxo Geralt, muitos desses contos são claramente contos de fadas já conhecidos, só que com um toque de terror e fantasia maravilhosos. Se vc é fã dos jogos, essa série de livros é leitura obrigatória.
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Tete 14/07/2013

Os verdadeiros monstros podem ser os humanos
Mais um livro que eu li pelo Grupo Livro Viajante. Quando vi esse livro, eu me apaixonei pela capa. Adoro estórias que envolvam lutas com espadas.
Embora a série sobre Geralt de Rivia seja formada por sete livros, os dois primeiros (O ultimo desejo e A espada do destino) não são "livros", mas coletâneas de contos publicados inicialmente por Sapkowski em revistas que tratam de temas fantásticos. A saga propriamente dita começa somente com o terceiro livro (O sangue dos elfos).
Então por que, você ha de perguntar, os dois primeiros livros foram incluídos na série? Para que os leitores possam entender melhor a saga, pois diversos personagens e diversas situações irão requerer um prévio conhecimento de coisas que foram descritos nos contos.

Eu demorei um tempo para entender o livro, na verdade fiquei muito confusa. Pois o livro em cada capítulo trata de passagens diferentes da vida de Geralt, algumas no passado e outras no presente. Geralt é um Bruxo, que na saga significa que ele recebe para matar monstros. Mas Geralt tem, além do talento de Profissional no extermínio de monstros , princípios que outros bruxos não tem.

A saga começa com o bruxo sendo contratado para acabar com um feitiço que fora lançado na filha de um Rei, transformando-a em um monstro. Mas a corte do Rei tenta pagar ao bruxo pra ele matar a menina. E é aí que nos conhecemos a personalidade de Geralt.
As lutas com os monstros não são muito emocionantes, mas todas as batalhas do bruxo têm um contexto. O que não diminui a emoção dos capítulos. Como diz na sinopse, às vezes os verdadeiros monstros são aqueles que têm aparência humana.

Esse é um livro bem interessante, e ele me fez lembrar, em algumas passagens, de algumas histórias dos Contos dos Irmãos Grimm. O livro tem uma linguagem rebuscada em alguns pontos e em alguns diálogos chega a ter palavrões. Então não é uma leitura chata, pelo contrário, ela desenvolve bem rápido (depois que você se encontra no livro, se for lenta como eu).

Eu gostei muito. E recomendo com certeza. Não vejo a hora de ler o segundo.


site: http://movimentodolivro.blogspot.com.br/2013/07/resenha-o-ultimo-desejo-saga-do-bruxo_14.html
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Ti 28/06/2016

Preconceito e encanto
Descobri a trilogia de RPG The Witcher no ano passado e na época os (muito) bem feitos trailers do jogo me atraíram bastante, mas meu computador jamais rodaria os últimos dois jogos e acabei esquecendo-os.
Neste ano, porém, resolvi dar uma chance ao primeiro jogo da série e me surpreendi com uma história tão rica! Procurei informar-me sobre os jogos e acabei descobrindo que foram baseados em uma série polonesa de fantasia e isto logo atraiu minha atenção. Sou apaixonado pelo Leste Europeu. Não nego: sempre tive preconceito com o mundo da fantasia. Dei uma chance. E que chance!
Primeiramente, é uma coletânea de contos, porém são de certa forma unidos. Alguns relatam fatos anteriores, mas nada confuso. Há referências a certos personagens dos jogos (inclusive à intro do primeiro jogo), mas nada muito profundo. Gostei muito da forma como o Geralt (protagonista) é retratado e acho que jogarei de uma forma completamente diferente. Todos os contos são interessantes e de forma e de outra se complementam.
O que faltou no livro mesmo foi um glossário (ou bestiário) pois é muito difícil encontrar a definição de certos monstros em português (quiquimora, por exemplo. Tive que procurar na wikia inglesa, lá é Kikimore). Há muitos monstros e o mundo dos livros me pareceu gigantesco... ou seja, há muito o que explorar nas outras obras.
Meus preconceitos sumiram e sinto o que o mundo da fantasia é incrível e até melhor do que os jogos kkkkkk Estou ansioso para os próximos livros.

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Lucasldl 07/02/2016

Excelente
Livro espetacular, conhecendo ou não os jogos Witcher, o livro é ótimo, pausei todas as leituras que estava fazendo e devorei esse em apenas 3 dias, os monstros são muito bem descritos e o Geralt com certeza é um personagem bem trabalhado, recomendo MUITO a leitura.
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Gabriel.geek 17/07/2015

O primeiro volume de uma saga digna de notoriedade
Surpresa, essa palavra define os contos do bruxo Geralt de Rivia. Com uma narrativa muito fluida e interessante, esse primeiro volume é composto por contos(que se estendem até o segundo volume) que possuem a capacidade de prender o leitor em uma história que não deveria atrair muito a atenção do grande publico, pois não estamos falando de um mundo complexo com os de Tolkien ou das inigualáveis Cronicas de Gelo e Fogo de George R. R. Martin, mas sim falamos de lobisomens, bruxos, feiticeiros, magos entre outros aos quais o polonês Andrzej Sapkowski consegue dar um tom especial e único, complementando de forma fantástica as aventuras do lobo branco, muito conhecido dos jogos da série The Witcher.
Leitura recomendada para todos os que gostam de fantasia, ou que também estejam com saudades de um novo mundo com diversas e perigosas criaturas misticas.
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Lígia Colares 30/01/2017

Resenha de O último desejo
O último desejo é a primeira coleção de contos que conta a história de Geralt de Rívia, um bruxo que foi treinado desde criança para ganhar dinheiro caçando a matando monstros. Geralt sai ferido após uma caçada, e vai para um templo se recuperar, aonde começa a ter flashbacks que fazem o leitor conhecer um pouco mais sobre sua vida.

Eu tive meu primeiro contato com a história a partir do jogo The Witcher, baseado na história dos livros (sim, além desse existem mais 7, sendo que o segundo também é uma coleção de contos, e os seguintes começam a saga principal). Como sou um fracasso em jogabilidade, me limito a assistir meu namorado jogar, e esse jogo fiz questão de acompanhar toda a história! Por conta disso, saber que os livros existiam causou uma euforia aqui em casa!

Apesar de muitas pessoas não gostarem de flashbacks, eu achei bem interessante como cada situação acontecia. Não achei difícil localizar cada evento, e entender a importância de cada um deles no momento atual em que Geralt se encontrava. Alguns personagens são inseridos de forma simples, mas que é evidente que estarão presente na trama principal, afinal uma mulher intrigante, ou o melhor amigo dele, devem estar muito presentes na vida desse bruxo, mesmo que não seja como o leitor espera!

E digo que o leitor não espera porque a lenda diz que os bruxos não possuem sentimentos. Seu treinamento é cruel, com poucas chances de sobrevivência, e nele inclui-se eliminar todo resquício de sentimento, para que os bruxos não sintam medo em batalha. Para limitar suas ações, os bruxos possuem um modo de conduta, que incluem uma certa crença no destino, e que deve ser respeitado como lei. Portanto, nosso personagem principal é um bruxo sem sentimentos (?), frio e calculista, com uma aparência assustadora seja pela cicatriz no rosto, pelos cabelos brancos, e/ou pela espada que sempre carrega às costas.

Andrzej Sapkowski criou o personagem sem muitas pretensões, especialista em marketing disse que sabia o que escrever para agradar o público. O que ele não esperava era ficar entre os primeiros do concurso em que se inscreveu, e menos ainda que sua série faria tanto sucesso. Geralt de Rivia já está presente em 14 países, sua história já virou jogo eletrônico aclamado pelo público, inclusive com versão móvel, novela em áudio, além de uma série de TV e um filme baseado na série, e terá versão HQ em breve, tornando-o um dos escritores de fantasia mais conhecidos da Polônia

Claro que com todas essas adaptações, não seria eu que diria ao leitor para não ler! Não que isso tenha passado pela minha cabeça, porque a leitura foi exatamente o que eu esperava: um personagem que defende a própria moral, um ambiente repleto de mágica e seres fantásticos, mas principalmente um mundo em mudanças, e um bruxo tentando se adaptar, ou apenas sobreviver, enquanto essas mudanças ocorrem!
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MPFFMH 02/05/2016

Bruxãaaaooo!
Chato de ler, mas quanto mais lido, mais você quer saber sobre.

Geraldão de Rivia, cabra macho da peste!
Janderson Cadarn 10/08/2016minha estante
hahaha




Cobbi 20/05/2012

[O Último Desejo] fantasia medieval, desgraça e sexo pra bicho-papão nenhum botar defeito!
A série narra a história do bonitão na ilustração acima; Geralt of Rivia. O cara é uma espécie de vovô Winchester da Idade das Trevas. Foi treinado desde criança para caçar monstros, aberrações e outras bestialidades em geral por uma casta-ordem-esquadrão-whatever chamada Witchers (do inglês witch, bruxo), uma espécie de caçadores de recompensas que matam bichos-papões de verdade se você pagar o preço certo.

Até aí, mesma baboseira de sempre.

Dark Fantasy: humana fantasia humana

O que deixa a coisa bacana é a forma como o sujeito tece o enredo, ambienta o cenário e desenvolve os personagens. E esqueça finais felizes. Nada de elfinhos e canções. É um mundo de fantasia beeeeeeem dark, familiar aos fãs de Diablo, Mundo das Trevas e — o Japão seja louvado — Berserk, o melhor animê/mangá ever and after.

Ah! Impossível não citar como referência a versão de Beowulf protagonizada por Christopher Lambert que vale a pena nem que seja só pra conferir a fuselagem da Rhona Mitra, ainda uma excelentíssima delicinha nos idos de 1990.

Depois de todas essas referências, fica clara a linha que o pito toca: as decisões morais estão sempre em destaque. Quase sempre é preciso optar entre a cruz e a caldeirinha, ou seja, escolher o mal menor. Isso humaniza pacas todos os personagens. Nada de heróis intocáveis, princesinhas em perigo, vingadores platinados ou coisa parecida. É gente humanamente falível e legitimamente escangaiada como eu você.

As histórias também surpreendem por puxar certos temas incomuns na literatura fantástica, como racismo e genética. A linguagem é, às vezes, até mais moderna do que se esperaria de um livro de fantasia, e funciona bem.

Além disso, o livro costuma resgatar contos de fadas clássicos. Exemplo: existem deturpações — no melhor estilo das versões originais — de fábulas como Chapeuzinho Vermelho, Branca de Neve e Rapunzel. Nem é preciso ficar muito atento pra perceber.

Jogo, série, quadrinhos — E O SEXO!

O cenário criado pelos contos de Sapkowski já foi palco do RPG de computador The Witcher, que já teve continuação em Assassins of Kings, lançada recentemente. A saga não parou por aí — deu origem a outros cinco romances, e já foi adaptada para os quadrinhos e numa série em 13 episódios pra TV polonesa.

Uma “peculiaridade curiosa” é que os jogos dão uma puxada no lado sexual fazendo Geralt parecer um ninfomaníaco. Mais alguém aí lembrou de Duke Nukem?

Já as histórias e situações são bem interessantes, especialmente porque os games conservaram a necessidade do jogador ajudar o personagem a tomar decisões difíceis, que refletirão diretamente no enredo geral.

Meu veredito? Leia! É um cenário rico e uma abordagem divertida do gênero da fantasia sombria.

E pra quem gostar, indico o brazuca Hegemonia que, logo-logo, vai receber um post completo aqui no Nós Geeks também.

http://nosgeeks.com.br/na-estante-o-ultimo-desejo-fantasia-medieval-desgraca-e-sexo-pra-bicho-papao-nenhum-botar-defeito/
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Clube do Farol 30/08/2017

O Último Desejo. Clube do Farol.
Resenhado por: Vini

"Um mal é um mal (...). Menor, maior, médio, tanto faz… As proporções são convencionadas e as fronteiras, imprecisas. Não sou um santo eremita e não pratiquei apenas o bem ao longo de minha vida. Mas, se me couber escolher entre dois males, prefiro abster-me por completo da escolha."

Essa obra faz parte de uma série de livros com título grande (A Saga do Bruxo Geralt de Rívia) que serviu como base para a série de jogos "The Witcher" feito pela CD Projekt Red. O primeiro livro da série conta com um compilado de contos sobre alguns momentos que o bruxo Geralt vai relembrando com o passar da história.

Nesse universo, os bruxos são caçadores de criaturas monstruosas, mas também existem aqueles que usam suas técnicas de bruxos apenas para ganhar dinheiro e vivem como mercenários, assim causando certo preconceito com os bruxos, enquanto alguns veem eles como salvadores, outros os veem como carniceiros, mercenários gananciosos e sequestradores de crianças.

O experimento para se tornar um bruxo não é sem um pouco fácil, ele é doloroso, longo e você tem que passar por uma série de testes físicos. O personagem principal Geralt, foi pego ainda criança para os experimentos, quando viram que ele estava resistindo a todos os venenos e doenças que era exposto, decidiram usar algo mais forte e por causa dos experimentos, ele tem olhos de dragões e seus cabelos e pelos são completamente grisalhos. Geralt tem uma ideologia de não matar criaturas inteligentes e no livro mostra que nem tudo tem que ser resolvido na espada.

São ao todo sete contos se considerar que um deles é dividido ao longo do livro. Ele é um excelente livro para quem é fã da série de games, já que ele vem com algumas informações adicionais, como a origem da Ciri ou como o Geralt conheceu o a Yennefer e várias outras informações adicionais; e também para quem gosta de fantasia.

"Aos homens agrada inventar monstros e monstruosidades. Com isso, sentem-se menos monstruosos. Quando se embriagam, são capazes de trapacear, roubar, bater na esposa, deixar morrer de fome a velha vovozinha, matar a machadas uma raposa pega numa armadilha ou ferir com flechas o último unicórnio do mundo. Nessas horas, gostam de pensar que Moahir, que adentra suas choupanas de madrugada, é muito mais monstruosa do que eles. Aí, ficam com o coração mais leve e acham mais fácil tocar a vida adiante."

site: https://clubedofarol.blogspot.com.br/2017/05/resenha-o-ultimo-desejo-saga-do-bruxo.html
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