A Batalha do Apocalipse

A Batalha do Apocalipse Eduardo Spohr




Resenhas - A Batalha do Apocalipse


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Sil 13/01/2017

Gostei bastaaante!
Gostei bastante da história, muito bem construída e desenvolvida. Só achei que o autor poderia ter enrolado um pouco menos, reduzindo umas 100 paginas do livro e tornando a leitura um pouco menos cansativa.
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Valquíria 11/01/2017

As verdadeiras pelejas de A Batalha do Apocalipse
E no Sétimo Dia, o Altíssimo descansou. O Criador deixou sua obra aos cuidados dos sete arcanjos, mas seu ciúme foi despertado por dois tesouros da humanidade que nenhum ser angelical possuia: alma imortal e livre arbítrio. Uma guerra civil teve início no céu, e os poucos anjos que se atreveram a lutar pela humanidade foram renegados, exilados na Terra e condenados a viver em avatares de carne — ao menos, enquanto conseguissem se esconder de seus inimigos. Pouco depois, um segundo cisma expulsou Lúcifer e seu séquito para o inferno, pelo crime de ter afrontado Miguel. E para a frustração do tirano, apesar de todos os seus esforços, o homem sobreviveu. Mas não por muito tempo. O Armagedon se aproxima. O tecido da realidade cairá e dará espaço a uma batalha entre anjos e demônios para decidir o futuro da humanidade, antes do momento derradeiro do despertar do Altíssimo e do Juízo Final de homens e celestes.

Agora cabe a Ablon, o último anjo Renegado, erguer-se mais uma vez pela defesa da sua causa perdida.

Senhoras e senhores, saibam que escrito em terreno tupiniquim e em bom português temos uma obra fantástica como eu nunca vi além das nossas fronteiras. Em aspectos positivos e negativos, mas sobretudo pela dimensão da história e da originalidade do autor. Sphor conseguiu englobar todas as mitologias que conhecemos e amamos, mais todas as religiões já praticadas pelo homem em um único universo de maneira incrivelmente simples, mas brilhante, respeitosa e, na maioria das vezes, muito coerente. E temperou tudo com um enredo, bom, apocalíptico.

Uma história fantástica. Narrativa, nem tanto
O enredo de A Batalha do Apocalipse é interessante e original, ambientado em um universo que comporta simultaneamente a fantasia e nossa realidade mundana — e sou da opinião que é muito mais difícil integrar a "magia" ao mundo real que separá-las ou criar um universo totalmente alternativo. Mas alguns pontos do estilo do autor me dificultaram a leitura. Um dos mais evidentes, e que já foi apontado em outras resenhas, são os diálogos. Eles soam um pouco forçados e pomposos. Há uma formalidade, compreensível em até certo ponto, mas que se torna cansativa com o tempo. Ouvi o Sphor dizer em um nerdcast que essa crítica o levou a estudar mais diálogos, então bola pra frente.

A ordem indireta de muitas sentenças também me incomodou. Você demora a chegar ao cerne da ação. Eu sei que parece besteira, mas acontece de maneira tão recorrente que cria um efeito perceptível e, para mim, negativo. Também tive problemas com o foco narrativo no Ablon, o protagonista. Porque embora o foco fosse nele, muitas vezes não víamos através da perspectiva do anjo renegado. Sabemos que ele é assim ou assado porque o autor o diz, e não porque o vemos de fato. Inclusive, tenho vários problemas com o Ablon. Ele representa um ideal, mas quando você presta atenção, ele está sempre vacilante nas suas convicções. Ele exerce um grande fascínio e inspiração enquanto símbolo, mas na verdade é indiferente em boa parte da história humana, cuidando dos seus.

E verdade seja dita, o Ablon é um tanto lerdo.

Para um ser de milhares de anos, ele tem uma capacidade ridiculamente baixa de fazer conjecturas e ligar os pontos. E eu não posso com personagens lerdos, especialmente se são os protagonistas. Dá vontade de sacudir o sujeito pelos ombros e mandá-los pensar. As personagens, em geral, não são muito profundas e têm motivações simplórias que dificilmente se sustentariam por séculos. Mas há um equilíbrio interessante: a princípio são preto e branco, mas depois você vê as escalas de cinza. Pena que são pouco exploradas.
Mas até o momento foram questões mais pessoais. Agora vamos a considerações gerais sobre o livro.

Os capítulos são divididos em subtítulos, que são meio independentes entre si: quase sempre há algum resumo de uma ação anterior de um para outro. Algo como "Eis que aparece fulano de tal, que tinha feito abobrinha em xis circunstância", sendo que você acabou de ler fulano fazendo abobrinha duas páginas atrás. Verdade seja dita, por vezes isso se dava em momentos mais distantes. Mas sério, a memória do leitor não é tão curta assim. A gente vai lembrar como quem morreu e pela mão de qual personagem, juro. A impressão é que o autor escreveu as aventuras do seu herói em vários contos ao longo dos anos e resolveu juntar tudo num livro só. Some isso à enunciação repetititva de títulos como "Beltrano, o Fenomenal" e o resultado é um ritmo de leitura travado e tanto exaustivo.

Outra coisa que altera o ritmo, mas de forma proposital, são os vários flashbacks que permeiam o livro em diferentes ambientações, demonstrando uma vasta gama de conhecimentos e de suada pesquisa do autor, sem parecer forçada. O livro te possibilita viajar para diversos momentos e locais da civilização humana, fora os eventos da história angélica. Você realmente sente a atmosfera de maneira muito natural, e Sphor aproveita bem esses momentos para explicar sua mitologia, que merece um tópico à parte. Pontinho para ele.

Mas antes disso, vamos nos aprofundar um pouco nesses flashbacks, que têm tanto peso na história.

A volta constante (e desnecessária) ao passado
O flahsback é uma ferramenta interessante para mudar um pouco o foco narrativo, atiçar a curiosidade do leitor e ao mesmo tempo o premiar com novas informações ou curiosidades sobre as personagens e sua trajetória. Certamente enriquece a obra, mas na minha opinião foi um pouco mal utilizada. Durante a leitura, minha impressão é que a maior parte do livro consistia nesses momentos anteriores à trama principal. Graças a Deus, para não ser injusta, eu fui fazer a contabilidade e descobri que na verdade o livro está bem dividido nesse aspecto. Cheguei a conclusão que meu desconforto com os esses momentos passados se divide em três pontos.

O primeiro é que as cenas do presente dividem o foco do leitor entre diferentes personagens e atmosferas do universo criado por Sphor. Você sente a história se encaminhando para um desfecho ainda difícil de vislumbrar e fica maquinando para tentar entender o que cada lado está tramando, você vê os vários lados de anjos e demônios. Já os flahsbacks se focam marjoritariamente no ponto de vista do Ablon, que por sua própria natureza, é uma figura um tanto previsível. Por contraste, as cenas do presente são mais dinâmicas, empurram a narrativa para frente, enquanto os flahsbacks são narrativas de grandes feitos do anjo renegado - que não deixam de ser interessantes por si mesmas. Mas sendo sincera, quase não tem relevância para a trama principal.

Repare no quase, por favor. Claro que existem elementos presentes no desenrolar da história (alguns tristemente subutilizados, como uma figura que antagoniza o herói), mas o papel dessas informações nem de longe justifica o peso e o detalhamento dos flashbacks dentro do livro. A segunda parte é basicamente um bloco de 135 páginas de um episódio da vida do protagonista, que serve principalmente para fechar um ciclo aberto no primeiro grande flahsback (mais de 70 páginas) e para justificar a ausência do herói em determinado momento histórico. Não vou subir em um pedestal e dizer como Sphor deveria ter lidado com a situação, mas de uma coisa eu sei por certo: não havia a menor necessidade de se desviar da trajetória principal por durante períodos tão extensos, por tão pouca coisa. E nem de mudar o narrador de terceira para primeira pessoa nesse único momento do livro.

E chegamos ao segundo ponto: como os flashbacks são mais longos do que exige o bom andamento da trama, beirando o desnecessário, em um foco narrativo mais estático que a narrativa principal... eles se tornam absurdamente frustrantes. O nome do livro é a Batalha do Apocalipse. Você tá esperando para ver anjos se degladiando no alto dos céus e demônios ao redor. Quando parece que a coisa tá engatando, que vai haver um grande momento de ação ou uma revelação importante sobre o fim do mundo, YÉ YÉ! O Ablon lembra de uma das suas aventuras e começa uma (aparentemente) longa narrativa que não acrescenta em (essencialmente) nada ao que você estava lendo antes. Sufoquei um grito algumas vezes, incapaz de acometer a atrocidade de pular meia dúzia de páginas ou mais.

Por fim, o terceiro ponto, consequência dos outros dois: a má distribuição desses momentos. Como já disse, os capítulos são longos, divididos em vários subtítulos, e geralmente marcam a passagem de um momento atual para um passado e vice-versa. Se o Sphor tivesse juntado alguns desses subtítulos para fazer capítulos menores e alternado com mais frequência entre presente e passado, a leitura teria ficado mais leve e sutil. Mas de novo, não há uma relação clara e forte entre momentos históricos tão distantes que sustentasse uma estrutura assim. Os eventos não se costuram, não há uma causalidade evidente. O resultado são grandes blocos de presente/passado, geralmente de tamanho desiguais, que causam estranhamento pela diferença de dinâmica entre eles e deixam a leitura truncada.

Outra vez, parece que o Sphor juntou vários pequenos contos do Ablon, acrescentou capítulos referentes ao juízo final e fez um livro. E que fique claro: as aventuras do anjo renegado são sim interessantes. Mas não tinham necessidade de estar ali, ao menos não nessa extensão. Acho que eu preferiria muito mais ler um Batalha do Apocalipse com menos passado do Ablon, e depois ler uma coletânea da sua trajetória épica e trágica. E falando em épico, tocamos em um ponto fundamental do livro.

Uma óde às Grandes Coisas
Pela sinopse do livro, dá para perceber que a história tem grandes pretensões — o que é bom. Não é uma saga para cumprir um objetivo pessoal ou salvar um reino: é o destino do mundo que está na mesa, e os jogadores são seres praticamente imortais de poder tão grande quanto o conhecimento que carregam. Deu pra sentir o drama, não é? Pois é. Desnecessário dizer que teremos batalhas épicas entre entidades divinas, celestiais e demoníacas. Mas ainda assim, Sphor faz questão de sublinhar o óbvio.

O excesso de adjetivos para engrandecer as ações, exclamações abundantes, títulos pomposos para quase todas as personagens (repetidos com constância) e suas armas (idem), algumas palavras rebuscadas em demasia que destoam do texto, frases de efeito; enfim. Tudo isso contribui para dar um aura de grandeza à história que, na verdade, seria atingido de maneira muito mais eficaz se as ações fossem narradas com mais naturalidade. Quase tudo no livro parece que é um evento, há essa aura de drama em cada ação, como se todo ato fosse definitivo e irreversível. Pessoalmente, isso gerou em mim um pouco de desdém. Em especial porque esses mesmo seres ultrapoderosos que mencionei acima parecem se admirar com tudo. Era de se esperar que, após uma existência milenar presenciando grandes forças, essas criaturas não ficariam impressionadas à toa, e nem umas com as outras.

E precisamos falar das cenas de batalha, que são várias. Algumas são notadamente exageradas, do tipo que após dois golpes já se tornam o combate do século e os oponentes estão quase morrendo. Mas as cenas de lutas coletivas são sen-sa-cio-nais. Quero muito uma série, um desenho, um filme, qualquer coisa, para ver isso na tela um dia. Haja orçamento para efeitos especiais. Sphor realmente entrega aquele peso do Armagedon prometido, embora algumas estratégias de luta não tenham me convencido muito bem. Mas a pancadaria rola solta e vai muito bem, obrigada.

Um outro ponto mais sutil e, para mim, mais interessante da grandiosidade da Batalha do Apocalipse são os questionamentos e reflexões morais que ele propõe. Sim, através da linguagem pomposa que já discutimos, mas igualmente válidos. Destruição, guerras, prejuízos ao meio ambiente, egoísmo, corrupção, responsabilidade. Está tudo aí. Um dos pontos fortes do Sphor foi colocar, ainda que de maneira superficial, a dúvida de Ablon se a humanidade realmente vale a pena. É uma pergunta que todos nós nos fazemos ao menos uma vez na vida, e se debruçar sobre ela pode ser uma dura jornada.

Mas o brilhante mesmo nesse livro, foi o universo que Sphor criou.

Mitologia para todos, e algumas pequenas incoerências
De longe, disparado, a melhor coisa sobre A Batalha do Apocalipse. Sphor teve uma sacada muito simples que conseguiu unir todas as criaturas fantásticas que existem e ainda estão para ser inventadas, mais as religiões extintas e viventes. Os diferentes planos de existência, o tecido da realidade produzido pelo senso coletivo, tudo. Uma salva de palmas bem sonora para o menino Sphor, por favor. Como amante de mitologias (tenho duas no meu nome, prazer), fiquei fascinada. As possibilidades são tantas que não à toa existe um sistema de RPG para quem quiser jogar dentro dele.

Inclusive, quem quiser me chama, porque quero muito.

Contudo, há alguns probleminhas. A começar pela natureza angélica. O autor adaptou o sistema de castas da doutrina cristã e explica que, por não possuírem livre-arbítrio, os anjos estão aprisionados a sua natureza, a sua essência — a sua casta. Um anjo guerreiro como Ablon, um querubim, luta. Ponto. Suas divindades (aka poderes), seus instintos e valores se baseiam nisso. Mas ao longo do livro você percebe alguns furos nesse raciocínio e o autor se contradiz algumas vezes.

Exemplo. Em determinado momento, o mundo pode acabar em barranco que Ablon não vai interromper uma luta. Em um outro, ele tá quase derrotando um inimigo muito importante, mas escolhe interromper a luta para deixar uma pessoa em segurança. Ou quando um determinado demônio que é descrito o tempo inteiro como impulso destrutivo e pura crueldade (porque o amoroso Criador faria tal anjo, aliás?) desata a fazer um discurso extremamente meticuloso para alguém tão tempestuoso. Só um exemplo, mas dúvidas quanto às escolhas dos anjos são perceptíveis ao longo de toda história. Também há alguns furos narrativos um tanto crassos, como um determinado momento em que Ablon é ludibriado quando suas habilidades angélicas poderiam facilmente ter impedido isso.

E por fim, não vamos esquecer que Sphor se baseou numa das maiores religiões vigentes do nosso mundo para fazer o grosso do seu universo. Alguns fatos ele não pode ignorar, como Jesus Cristo, ou o que acontece com as almas dos mortos. E ele não o faz. Mas achei algumas saídas muito evasivas, vagas e até injustificadas. Mas dado o tamanho da dimensão do que ele criou, tá desculpado, vai.

Concluindo
Você luta para vencer a narrativa um pouco repetitiva, truncada e desnecessariamente dramática (no meu caso por várias semanas), mas é recompensado com uma história bem construída, que discute grandes questões morais como o livre-arbítrio num ambiente fantástico muito original, estruturado e flexível. É um livro autêntico, rico e que certamente tem um grande peso na literatura fantástica brasileira, apesar de algumas falhas no texto que não tiram nem de longe o mérito do autor, ainda mais considerando o volume da obra e que foi seu livro de estreia. O final faz valer a pena a leitura, do tipo que você não sabe se fica satisfeito ou indignado.

site: ascintilla.wordpress.com
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Patrick 10/01/2017

O Futuro da Humanidade

A Batalha do Apocalipse é o primeiro livro escrito pelo autor e jornalista brasileiro Eduardo Spohr. Na trama, o leitor terá de acompanhar o protagonista Ablon, também conhecido como Anjo Renegado, em sua missão de impedir os planos do poderoso, porém maléfico, arcanjo Miguel, que visa pôr um fim na espécie humana - o único equívoco da criação de Deus, intitulado na obra por Yahweh.

Após a criação da Terra, Yahweh descansa em seu sétimo dia - tempo apenas metafórico à humanidade. Nesse período, os cinco arcanjos, Miguel, Gabriel, Rafael, Uziel e Lúcifer, são as entidades responsáveis por regular o universo. Sendo contra a aniquilação dos seres humanos outorgada por Miguel, Ablon, um anjo guerreiro, decide organizar uma rebelião contra o arcanjo. Porém, a conjuração fracassa e os participantes são expulsos do plano etéreo - local onde os celestiais habitam - e obrigados a viver em meio à humanidade.

Embora a história principal ocorra no período contemporâneo (algum momento do século XXI), a trama não é contada em ordem cronológica. Assim, há alguns flashbacks no desenrolar da história, que levam o leitor a antigas civilizações e momentos históricos, como Babilônia, Roma, Idade Média, etc. Desse modo, o autor consegue pincelar alguns aspectos pertinentes ao período, deixando os leitores que gostam de tais temas bastante engajados na leitura.

Outra personagem que merece destaque, a despeito do protagonismo de Ablon, é Shamira, uma feiticeira. De fato, por conseguir ser imortal como o Anjo Renegado, Shamira auxilia Ablon em diversas situações, tanto na história presente quanto nos flashbacks. Além disso, é interessante observar a relação entre a feiticeira e o anjo, que permeia toda a obra. Ademais, Ablon ainda tem um inimigo pessoal, Apollyon, poderoso demônio devoto ao arcanjo Lúcifer. A maneira como o autor explora a rivalidade entre os dois personagens também é digna de atenção.

O universo de A Batalha do Apocalipse é bastante complexo, repleto de regras e explicações, embora o leitor consiga absorver as informações com muita fluidez. Muito é mencionado acerca do tecido da realidade (espécie de divisa entre o plano real e o plano etéreo), da ausência de sentimentos por parte das entidades (em contraste aos seres humanos), das Batalhas Primevas (ocorridas antes da origem do tempo e do espaço) e assim por diante. De fato, o trabalho realizado por Spohr é impressionante.

Embora possua diversos temas relacionados aos celestiais, o autor transmite, em alguns momentos, uma mensagem importante acerca da humanidade. É visível o alerta e certo pessimismo em relação à possível autodestruição dos seres humanos. Guerras, desmatamento, poluição, entre outros temas têm suas respectivas abordagens ao longo do livro.

Por fim, A Batalha do Apocalipse é um livro que merece ser lido. A obra de Eduardo Spohr vai muito além do livro de ficção com elementos de ação, por apresentar um universo riquíssimo, personagens marcantes, trama envolvente, temas históricos e até mesmo críticas sociais. Pode não ser uma obra isenta de defeitos, mas, sem dúvidas, A Batalha do Apocalipse é uma prova de que a literatura brasileira contemporânea de ficção ainda tem muito potencial a oferecer.



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Viniiciuz 03/01/2017

Muito bom
De estilo fluido, com lutas que remontam à Cavaleiros do Zodiaco, Spohr conta uma ótima história tratando da mitologia judaico cristã. O desfecho é surpreendente e muito inteligente.
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Jonatha.Silva 30/12/2016

Um livro para não falar mal.
O livro apresenta uma aventura extremamente envolvente, as batalhas são incríveis e a evolução do personagem é sem igual, bem desenvolvidos muito cativantes. Esse é o tipo de livro que te prende do início ao fim e você torce para que tudo dê certo, o final foi digno é dispensa continuações.
É difícil encontrar pontos negativos no livro, história boa, bem formulada, personagens incríveis, sem dúvida cinco estrelas.
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Andy 23/12/2016

Até o último dia...
Como não se apaixonar por este livro, como não mergulhar nessa fantasia e ao mesmo tempo pensar sobre tantas coisas que a religião em nosso mundo "normal" nos coloca como peões que são movidos por entidades divinas ou até mesmo a própria mão do homem nos conduz para o dia do juízo final, a Batalha do Apocalipse é empolgante, tem seus momentos complexos na qual deve-se prestar muita atenção, mas os acontecimentos que vão entre o presente que antecedem o armagedon e os acontecimentos do passado da história da humanidade são pontos importantes que ligam a história sem igual, a traição e tirania tratada na sua forma mais "pura" e arrogante, somos nada perante o que acontece no plano astral, mas temos o maior poder de todos....o livre arbítrio, sensacional este livro, recomendo.
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FrankCastle 17/12/2016

Somewhere Between Heaven And Hell
Adianto que o livro possui problemas, alguns menores, outros maiores. Ainda assim, com a atitude mental positiva em que estava, acabaram me servindo mais como alívio cômico do que de frustração. Não me deixo levar pelo hype e, neste caso, acabei lendo o livro muitos anos depois de seu lançamento. De qualquer forma, é sempre bom fazer algumas ressalvas para quem se interessar em ler, para calibrar as expectativas.

Aliás, antes de publicar o post, enquanto procurava imagens, encontrei um post do próprio autor, que traz algo na mesma linha que escrevi aqui:

"CUIDADO COM A EXPECTATIVA!
Expectativa é um problema e estraga qualquer bom filme ou livro. Como “A Batalha” ficou muito tempo fora do mercado (quase dois anos) é natural que cada um tenha a sua própria idéia sobre o romance.

Lembre-se de que uma obra nunca é exatamente igual à imagem que você idealizou. Pode ser melhor, pode ser pior… tudo vai depender do seu nível de expectativa.
É preciso ter em mente a estrutura em que o livro é organizado, uma vez que ele é bem longo e sem ter esse panorama de antemão, a leitura pode se tornar extremamente cansativa, ao ponto de largar o calhamaço pela metade".

SINOPSE:
"Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o Dia do Juízo Final".

Em momento nenhum é apontado o ano em que a história principal se passa, mas algumas informações implícitas dão a entender que seja o ano de 2024. À medida em que a trama avança, temos flashbacks bem longos que acabam lembrando aquele, de 10 minutos, do filme O Grande Dragão Branco, com Jean-Claude Van Damme. E não estou exagerando, um deles dura 138 páginas! Aliás, o livro presenteará os saudosistas com algumas referências, como a chinesa de olhos verdes como jade, clara referência ao filme Aventureiros do Bairro Proibido.

O fato é que estes flashbacks dão substância, tanto para o enredo, quanto para os personagens. Também ajudam a esclarecer e compor alguns pontos e motivações. Ademais, trata-se de um belo passeio por locais e eventos históricos / mitológicos, como: Babilônia (Torre de Babel), China, Grécia e Roma. Portanto, sente-se à janela e aproveite a viagem (e a paisagem!). Esse elemento épico e a longa jornada do herói, inegavelmente, remetem à sua origem clássica: A Odisseia de Homero.

"Começou com aquilo que os profetas chamaram de ‘cavaleiros do Apocalipse’. Não houve cavaleiro de fato nem entidades montadas que personificassem a previsão. Mas o renegado podia percebê-los nas guerras no Oriente Médio, nas crianças famintas na África, nas epidemias, nos falsos videntes em todo lugar onde a morte arrastava o seu manto. Depois, a situação mundial se degradou, e isso nada teve a ver com as forças infernais ou celestes".

Eduardo Spohr não criou um universo do zero. Ele relacionou fatos históricos, religiosos e lendas, moldando-os de forma a dar (ou tentar dar) coerência à história. Além da citação acima, podemos ver isso em outros trechos, como um onde são mesclados elementos de criacionismo e teoria da evolução. Logo, não cabe fazer uma comparação direta entre suas fontes e o livro em si, afinal, trata-se de uma obra de ficção.

Ablon é um dos anjos renegados, que foram expulsos do Céu e condenados a viver na Haled (Terra). Seu principal dilema é o fatalismo que o cerca: geralmente, as pessoas se conformam com a perda de um ente querido na esperança de “encontrá-lo do outro lado”. Com os anjos, isto não ocorre. Uma vez que não possuem alma, quando morrem, está tudo acabado. Por outro lado, tem uma espécie de complexo de Highlander, devido à sua imortalidade (não envelhece com o tempo), seu maior medo é o de esquecer as coisas que viveu e, principalmente, as pessoas que conheceu (infelizmente, o mundo de A Batalha do Apocalipse não foi contemplado com as Lembranças do Facebook).

Ainda que o protagonista seja um “paladino da justiça”, com incrível retidão e honra, o autor não trata os conflitos de forma (estritamente) maniqueísta. Existe uma luta do “Bem contra o Mal”, mas ela não se resume a dicotomia Céu versus Inferno, uma vez que há uma terceira faceta, que traz alguns tons de cinza.

Algo bem interessante é como dúvida, crença e compreensão afetam a transponibilidade entre mundo físico e mundo espiritual. Afinando ou engrossando o tecido da realidade, espécie de barreira entre os mundos ou dimensões, frequentemente mencionado na obra.

Um ponto dissonante é a repentina mudança da narrativa, em dado momento, de terceira para primeira pessoa. Não chega a estragar, mas causa estranhamento. É possível notar que o próprio autor teve dificuldades em mantê-la, quando o protagonista sai de cena: “O que se deu a seguir não foi presenciado por mim, e tudo o que sei foi relatado por […]”. Isto ocorre numa parte longa (aquela de 138 páginas, citada anteriormente), felizmente, a narrativa em terceira pessoa é retomada e segue até o final do livro.

Existe um trecho importante em que foi difícil manter a “suspensão de descrença”, não se trata de um furo (algo inexplicado ou imotivado) exatamente, mas sim de uma motivação um tanto absurda. Acabei levando isso para o lado cômico, mas não se trata de uma característica do personagem e sim da forma como o autor liga ponto A ao ponto B. Ele precisava levar a história de um lugar para outro, algo compreensível. Porém a “ponte” que ele construiu ficou com uma estrutura bem fraca.

Nos diálogos, um antagonista causa certa vergonha alheia, mas que acabei levando também para o lado cômico, numa fala digna do personagem Malvado dos Ursinhos Carinhosos. Por outro lado, temos personagens excelentes, como o hilário Lúcifer, lembrando muito os vilões afetados, tem tiradas sensacionais. O livro traz também algumas gírias legais, como Poleiro (Céu) e Porão (Inferno). Outras, mais agressivas, como bonecos de barro (forma pejorativa que alguns anjos se referem aos seres humanos).

A descrições de lutas e formações de combate são bem empolgantes, algumas delas, bem violentas. Temos algumas referências de Cavaleiros do Zodíaco e até mesmo O Santo dos Assassinos, eu diria. Quando digo empolgantes, é no sentido mais literal possível, remetendo as noites em que eu vibrava com as lutas do UFC (ou à minha mãe assistindo capítulos com plot twists das novelas da Globo…)

O ponto mais alto de A Batalha do Apocalipse, para mim, está na forma como Eduardo Spohr consegue amarrar bem a trama em vários momentos (mas não todos). Com ótimos recursos de roteiro, aproveita bem os elementos expostos ao longo da história, inclusive aqueles presentes nos flashbacks, utilizando-os até a última página. Se você não “pegá-los”, será surpreendido quando vierem à tona. Se for um leitor mais atento, se sentirá satisfeito e respeitado, mostrando que as 586 páginas valeram a pena em ambos os casos.

O livro de estreia de Eduardo Spohr não é isento de pontos fracos, alguns deles bem notórios. Não obstante, minha experiência de leitura foi plena e satisfatória. Não tenho referencial de outras obras do mesmo gênero, para efeito de comparação, mas gostei do universo apresentado e pretendo ler a trilogia Filhos do Éden, do mesmo autor.

Aqui termina minha resenha. No post, além dela, falo como conheci a obra e as circunstâncias em que fiz a leitura.

site: https://medium.com/@7seconds_/a-batalha-do-apocalipse-2e292bc7ac34#.5twjg8kzd
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Julia.Marques 06/12/2016

Ótimo
Eu nao dava quase nada por ele no começo, mas a historia foi me envolvendo e o jeito como ela é contada fez com q eu o devorasse em 2 semanas. É o tipo de livro q tem q ser lido sem pressa, pois tem muita informaçao q eu particularmente demorei pra absorver.
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Kadu 03/12/2016

Boa estória.
A estória do livro é ótima, mas surpreende em pouquíssimos momentos. Depois da metade do livro começam a aparecer clichês sem parar.
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Josh.Ennet 21/11/2016

Maravilhoso
É uma longa historia ...mas depois que as primeiras páginas ficam pra trás, o livro e lindo .. Sou apixonado pela Bruxa de endor..
Aventura do inicio ao fim..
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Sara Melo 13/11/2016

Legal, mas...
As primeiras páginas desse livro me deixaram animadíssima. O livro começa ótimo, na minha opinião, mas... Ok, sendo uma "high fantasy", é de se esperar descrições longas, bem como longas explicações, que são inerentes a uma imersão profunda em um mundo novo ou de nova perspectiva. Até aqui tudo certo. O problema começa quando o autor começa a subestimar demais a capacidade da memória do leitor e começa a repetir estórias e descrições que já foram suficientemente esclarecidas (por vezes inclusive, sem acrescentar nada novo). Juntando essas, às super e desnecessariamente (na minha opinião) detalhadas aulas de geografia, o livro tem pelo menos umas 70 páginas a mais do que deveria. Não quero falar de clichês, mas claro, a estória possui alguns. Apesar disso, creio que o que mais me desanima é o fato de o protagonista (e os que estão ao seu lado) ser TÃO favorecido e sempre... o fato de seus inimigos, independentemente da magnitude, caírem como moscas aos seus pés, praticamente, ou simplesmente lhe pouparem a vida. No mais, creio que as minhas partes preferidas na leitura foram os momentos dos flashbacks, das estórias antigas que apesar de serem contadas com maiores delongas (mais uma vez) do que necessário, eu AMEI. O problema era só as idas e vindas no tempo que causavam um pouco de confusão e até desânimo, por vezes, por causar uma pausa muito grande na estória que estava caminhando para um clímax.
Em suma, o livro é bom, apesar da grande salada que é o seu universo (hehehe), mas não penso em continuar com a saga. (;

OBS: Apesar de saga, pode, perfeitamente, ser lido como único!
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Renato 10/10/2016

Fantástico
Meu primeiro contato com este livro foi quando ainda trabalhava na livraria. Achei a capa e a sinopse muito legais, e decidi que, um dia, eu leria. Daí veio aquela promoção que a gente não pode deixar passar: de 39,90 por 14,90. Comprei e deixei em casa, guardadinho.

Passou um tempo e decidi começar a ler. Mas as outras atividades não permitiam que eu continuasse com a história, então parei e o livro voltou pra estante. Agora, retomei com determinação a leitura e me deparei com uma obra simplesmente fantástica. Literalmente.

“A Batalha do Apocalipse – da queda dos anjos ao crepúsculo do mundo”, do carioca Eduardo Spohr, foi publicado pela Verus Editora no ano de 2010. São 586 páginas (alguém me perguntou como eu conseguia ler um livro tão grosso, mas isso é papo pra outra oportunidade) de muita tensão, de muita adrenalina. Tem uma coisa muito legal no final que é uma espécie de glossário, onde nomes de personagens, de locais, de eventos e outras coisas mais são explicados. Também existe uma “linha do tempo” onde os eventos narrados são devidamente arrumados em ordem cronológica.

Como o título sugere, a narrativa se desenvolve focada nos últimos acontecimentos mencionados no livro do Apocalipse, último do Novo Testamento. Lúcifer e seus seguidores seriam julgados por Iavé e definitivamente derrotados. Mas podemos conferir um verdadeiro passeio por alguns fatos também mencionados na Bíblia, como a torre de Babel, e uma viagem por diversos lugares do planeta, inclusive o Brasil.

Nosso protagonista chama-se Ablon, o líder dos renegados. Ele foi expulso do céu juntamente com outros querubins após se rebelar contra as atitudes do arcanjo Miguel. Teve os seus planos revelados por Lúcifer, que prometera ajudá-lo. Essa revolta foi anterior à revolta liderada pela Estrela da Manha (nome que Lúcifer também é conhecido). Cada uma tinha objetivos diferentes.

Passou a viver entre os humanos, como se fosse um deles. Sua existência aqui ganha outro sentido quando ele conhece Shamira, a feiticeira de Em Dor (na Bíblia o nome dela não é mencionado; a passagem em que ela aparece está em I Samuel 28). A moça terá papel importante durante todo o livro.

A descrição dos fatos e dos duelos travados no transcorrer do livro deixam o(a) leitor(a) num clima de muita expectativa quanto aos seus finais. Quem gosta de realismo fantástico (e até mesmo quem não gosta) vai certamente encantar-se. Os que já leram certamente podem confirmar o que digo.
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Lih 19/09/2016

A BATALHA DO APOCALIPSE: DA QUEDA DOS ANJOS AO CREPÚSCULO DO MUNDO
A trama gira entorno do personagem Ablon, um anjo renegado condenado a vagar no mundo dos homens por ter se revoltado contra Miguel. E Shamira a Feiticeira de En-Dor, que o ajuda na jornada histórica até o apocalipse.

Demorei dois meses para ler , não sei se foi muito ou não, mas sinceramente eu queria ler sempre mais, porem não queria que acabasse o livro…

Tentei por palavras trazer o que curti neste livro, porem, ainda estou com ressaca pós leitura, realmente não queria que ele acabasse.

Só tenho algo a dizer, leiam….

site: https://desvaneiosliterarios.com.br/2013/12/
JosA.Chilas 11/10/2016minha estante
Por favor me ajudem como fazer para poder ler

Sou angolano só instalei hoje e não consigo ler




fernando 12/09/2016

Muito bom, porém...
o Livro é maravilhoso, uma otima estoria, com um enredo atraente e envolvente, porém coloco apenas dois pontos negativos: o fato de haver muitos "flashbacks", fazendo a dinamica se arrastar em momentos em que eu mais estava empolgado; o outro ponto foi o final, achei que ficou meio vago, "em aberto", parece que o autor tentou deixar margem para uma continuação. Até então, bacana, muitos autores fazem isso, mas achei que o final ficou muito em aberto, com muitas perguntas por serem respondidas. Mas tirando esses detalhes o livro é maravilhoso, recomendo!!!
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Raphael 08/09/2016

A obra prima do Eduardo, lembro quando ele começou a vender os livros de forma independentes pela internet, quando ouvia Nerdcast. O livro é fantástico cheio de ação, intrigas e personagens incriveis, muito bem escrito e passagens pelo Brasil. Muito bom.
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