A Batalha do Apocalipse

A Batalha do Apocalipse Eduardo Spohr




Resenhas - A Batalha do Apocalipse


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Merlinus 01/02/2011

Decepcionante
A Batalha do Apocalipse (ABdA) é um livro ambicioso. Desde sua descrição feita na orelha da capa por José Louzeiro, e passando por cada linha de suas 586 páginas, fica claro o desespero de seu autor, o brasileiro Eduardo Spohr, em criar um livro épico como O Senhor dos Anéis. Por isso, o autor tenta ambientar sua estória em um universo original e detalhado, povoado por criaturas fantásticas e regido por uma lógica própria. No entanto, a regra diz que pouquíssimos autores conseguiriam escrever um maravilhoso épico de fantasia em seu livro de estréia e, infelizmente, Eduardo Spohr não é exceção a essa regra.

Demonstrando já em suas primeiras páginas não ter o menor domínio narrativo, Spohr é incapaz de exercer sobre seus leitores o chamado fenômeno de identificação, já que todos os personagens apresentados são figuras desinteressantes e sem personalidade, o que resulta em uma leitura fria, na qual acompanhamos sem o menor interesse todas as desventuras pelas quais eles passam na confusa e sem sentido trama do livro (não irei discutir, aqui, detalhes da trama. Para os que se interessarem, escreverei mais abaixo um levantamento de alguns tópicos observados no livro, mas fiquem cientes de que esse levantamento contém spoilers da estória).

Além disso, o autor parece ainda desconhecer o princípio básico que diz que tudo aquilo que não servir para movimentar e empurrar a trama para frente deve ser descartado. Com isso, somos presenteados com nada menos que 135 páginas de um flashback absolutamente irrelevante, que traz uma mudança abrupta e desnecessária no foco narrativo, que muda da terceira para a primeira pessoa, que em nada acrescenta à trama principal e que, pelo contrário, serve apenas para nos trazer alguns dos incontáveis absurdos e incoerências encontrados do início ao fim do livro. Como se não bastasse, Spohr recheia sua obra com explicações repetitivas, diálogos constrangedores e clichês. Isso para não mencionar a quantidade absurdamente irritante de codinomes, títulos, subtítulos e apelidos que todos os personagens possuem.

Claramente escrito com um dicionário de sinônimos do lado (que outra justificativa há para um livro que utiliza as palavras ascensor ao invés de elevador, probo em lugar de íntegro e ruminante ao invés de camelo, apenas para citar alguns exemplos? Não vale dizer que é o estilo do autor, porque essas palavras mais elaboradas se destacam em meio a outras palavras mais usuais.), ABdA tenta em sua trama fazer um sincretismo de quase todas as religiões conhecidas com elementos culturais tão diversos como Os Cavaleiros do Zodíaco, Matrix, contos de fadas e até mesmo Chapolin Colorado (creio que essa última tenha sido involuntária. Para maiores detalhes, leiam o levantamento no final da resenha). É claro que é impossível tentar convergir princípios religiosos excludentes, e o resultado encontrado em ABdA parece um quebra-cabeças montado com peças de diferentes tabuleiros, que não se encaixam, e cuja imagem formada não faz muito sentido.

Usando como impulso principal de sua obra a inveja que os anjos têm do livre-arbítrio dos homens, Spohr não consegue em momento algum explicar de forma convincente o motivo dessa inveja, já que TODOS os anjos do livro também têm o livre-arbítrio, já que são capazes de tomar decisões e fazer escolhas individuais. Dessa forma, toda a trama do livro perde sua força, a motivação dos vilões se torna incoerente e todo o resto não passa de uma grande perda de tempo.

Em relação ao seu universo fantástico, fica claro que o autor teria sido muito mais feliz se, ao invés de tentar criar elementos próprios em meio a vários universos já existentes, tivesse criado um original, ainda que inspirado em outros, como fez Tolkien em O Senhor dos Anéis. Como resultado disso, o autor utiliza a Bíblia como elemento essencial de seu universo, mas se apropria apenas das passagens que lhe convém, desfazendo-se das demais. E, mesmo quando utiliza os elementos tirados da Bíblia, Spohr simplesmente os adultera da forma que é mais conveniente para sua obra (apenas para citar dois exemplos: Na Bíblia, o Sol surgiu no quarto dia da criação, enquanto que em ABdA surgiu no primeiro; Na Bíblia, Lúcifer era um Querubim, mas em ABdA é um Arcanjo). Assim sendo, Spohr falha em criar explicações que justifiquem a coexistência da veracidade bíblica com a teoria da evolução das espécies, deuses pagãos, espíritos familiares e até mesmo acreditem fadas, duendes e dragões.

Medíocre em toda a sua composição (com exceção de sua belíssima capa olha aí a ironia do ditado popular se comprovando verdadeiro), ABdA pode ser enquadrado como o resultado vitorioso de uma campanha massiva de publicidade eletrônica, que conseguiu convencer as mentes mais fracas de que a falta de estrutura narrativa nada mais é do que um alto nível de elaboração intelectual e literária, o que torna difícil sua leitura. Já existem rumores de que seu autor está preparando seu segundo livro, e a nós só resta esperar que, dessa vez, ele se preocupe mais com a coerência narrativa do que com floreios lingüísticos. Dessa forma, talvez ele seja capaz de nos presentear com uma obra que faça justiça à sua precoce e, por enquanto, imerecida fama.



Dissecando A Batalha do Apocalipse: Alguns absurdos, incoerências, pontos para reflexão e Chapolin Colorado (Não contavam com minha astúcia):

- Conforme já mencionado, a força-motriz de ABdA está na suposta inveja que os anjos sentem do livre-arbítrio dos homens, e se queixam de estarem presos à sua natureza angélica. Ora, em todo o livro jamais fica clara essa suposta diferença entre os dois. Seguindo a lógica proposta pelo livro, um anjo guerreiro, por exemplo, só pode agir como um guerreiro, sendo incapaz de fugir a um combate, ou de desobedecer a ordens, etc. E isso se aplica à sua casta como um todo. Não existiriam vontades individuais. No entanto, como já dito, TODOS os anjos da estória tomam decisões individuais, que outros de sua casta não tomam, ou tomariam. Tomem como exemplo os Arcanjos. Miguel, individualmente, tomava decisões baseadas em sentimentos e julgamentos que não eram compartilhados por todos de sua casta (ou vai me dizer que era de sua natureza angélica revoltar-se, criar planos e mentiras?). Rafael não compactuou com seus atos, e DECIDIU (porque tem livre-arbítrio) se exilar. Gabriel compactuava com Miguel, mas DECIDIU (porque tem livre-arbítrio) mudar de idéia. O próprio Ablon toma decisões o tempo todo (a maioria baseada em seus sentimentos egoístas e covardes, que visam sua própria sobrevivência e a de Shamira), chegando até mesmo a ESCOLHER entre cumprir uma missão que lhe é dada de defender Jesus, ou ir atrás de Shamira para salvá-la. Baseado nisso, o suposto poder que só o Jesus de ABdA possuiria (o de ter uma origem celeste aliada ao livre-arbítrio dos homens) é meramente demagogo.

- Aliás, é curioso e indefinido o papel de Jesus no universo de ABdA. Logo no início do livro, quando Ablon se encontra com Orion nos braços da estátua de Cristo Redentor no Rio de Janeiro, este último menciona que é curioso os dois se encontrarem nos braços de Deus, o que indica que compartilham a visão bíblica de que Jesus é Deus. No entanto, no desenrolar da história, o papel de Jesus é reduzido ao de Criança Sagrada, de Iluminado, filho não de Deus (de quem, de acordo com a Bíblia, é uma dentre três pessoas que o compõe), mas do arcanjo Gabriel, que teve relações sexuais com Maria. De acordo com o livro, o grande papel de Jesus na História foi o de ter pregado o Amor, ao próximo, a Deus, etc. Sua mensagem mudaria o mundo, disse algum personagem em determinado tempo. No entanto, tal mensagem também foi dita por Buda, ou por Gandhi, por exemplo. Por que só Jesus, dentro desse universo do livro, foi chamado de Iluminado, e por que só sua mensagem foi valorizada? É também interessante observar que Spohr se utiliza do episódio da ressurreição de Jesus, mas não menciona o fato de que, de acordo com a fé cristã, Ele ascendeu aos Céus e, ainda de acordo com a Bíblia que é tão mencionada pelo autor, hoje está sentado à direita de Deus Pai (que, dentro da confusa mitologia de ABdA, hoje vive apenas em essência em todos os homens mas já falo sobre isso). Demonstrando uma pesquisa ineficiente acerca das religiões mencionadas no livro, o autor em determinado momento escreve: (...) era o símbolo máximo da fé cristã, o ícone que caracterizava o eterno túmulo do Salvador. Ora, o ícone máximo da fé cristã está justamente no fato de que Jesus é o Filho de Deus, que ressuscitou e hoje está no Céu, não em um eterno túmulo.

- Sobre uma das grandes reviravoltas do livro: o fato de que Yahweh decidiu pôr fim à sua existência física, dissolvendo sua essência nos homens o que seria a alma que os anjos não têm. Bem, confesso que até ler isso, o deus criado por Spohr era para mim uma criatura apenas patética e malvada, que ao fim do sexto dia, totalmente exausto, resolveu tirar um grande cochilo, tendo programado seu super-despertador celestial, aqui chamado de Roda do Tempo, que o acordaria ao final do sétimo dia apenas para poder julgar a humanidade que ele deixou por milhares de anos sem sua assistência e orientação. No entanto, essa revelação me fez ver que eu estava errado. O Yahweh de ABdA não era apenas patético e malvado, mas totalmente suicida e inconseqüente, já que se matou sem deixar alguém para comandar em seu lugar, e o universo ficou totalmente à mercê de um arcanjo psicopata, determinado a exterminar todos os homens, que têm a essência de Deus em si. No final das contas, essa tentativa de filosofia barata pretendida com essa reviravolta (Deus não existe, senão só dentro de você, e para alcançá-lo basta amar uns aos outros, etc) serviu apenas para tornar o personagem Yahweh apenas mais patético.

- Patéticos também são quase todos os personagens do livro, em especial a tal Irmandade dos Anjos Renegados. Na teoria, o que o autor tenta nos passar é que a Irmandade era composta por 18 anjos bravos e puros, que se opuseram aos planos de Miguel para exterminar os homens e que, por isso, foram expulsos do céu, condenados a vagar para sempre na Terra. Na prática, no entanto, a Irmandade era composta por 18 fracassados, que em sua primeira tentativa de fazer alguma coisa foram descobertos e expulsos, e passaram todo o resto de seus dias fugindo do céu e do inferno, e cujo líder era um anjo mesquinho, que não se importava em usar quem quer que fosse (com exceção da mulher que ele amava, é claro) para atingir seus objetivos (basta ver a forma como ele usou a Sieme e tantos outros. Coloque a Shamira no lugar da Sieme e se pergunte se ele deixaria que ela morresse apenas para que ele conseguisse cinco minutos de vantagem em relação ao vilão que o perseguia. Porque ele SABIA que a Sieme iria morrer, que não teria a menor chance, e que apenas o atrasaria um pouco). Em nenhum momento é mencionado que, depois de expulsos, eles tentaram dar prosseguimento ao ideal de impedir Miguel de exterminar a raça humana. Pelo contrário, por medo de serem mortos, cada um foi para o seu canto, e foram mortos de qualquer jeito. É difícil imaginar que figuras covardes assim pudessem ser chamadas de heróis, que fossem capazes de inspirar exércitos a resistirem além de suas forças. É mais provável que servissem apenas de exemplo para que ninguém mais tentasse fazer o mesmo.

- Falando na Irmandade, ela foi tema de alguns diálogos e momentos sem sentido no livro. Por exemplo: no começo do livro, Ablon explica à Shamira sobre essa queda da Irmandade. Diz a ela que eles ficaram ocultos por séculos, estudando obras de arte, etc. E diz que, no fim desse período de exílio, RESOLVERAM partir solitários, porque juntos seriam achados e mortos de uma só vez. Acontece que, depois que se separaram, Ablon se encontrou com Orion, que o avisou que o inferno estava atrás deles. E o que Ablon resolveu fazer? Procurar por todos os renegados para avisá-los de que, sim, eles estavam sendo caçados (Sua intenção era dizer mais ou menos isso: é gente, nós estávamos certos. Estamos sendo caçados, e temos que continuar separados. Agora tenho que ir, porque, se eu ficar aqui, eles nos acharão mais facilmente. Adeus de novo. Se cuidem.). Depois de séculos, quando a maioria dos renegados foi realmente morta (que heróis!), Ablon reencontra com um renegado ainda vivo e, juntos, resolvem procurar o restante dos seus amigos (o motivo o livro não fala. Talvez para contarem quantos ainda restavam, ou apenas para botar a fofoca de séculos em dia).

- Em outro momento, Ablon se encontra com um renegado moribundo, que lhe revela que Ishitar morreu não porque estivesse sendo caçada, mas porque foi assassinada (qual a diferença?), já que sabia de um segredo que não queriam que o Ablon soubesse (porque nunca se empenharam da mesma forma para matar logo o Ablon é algo que ficou em suspenso).

- Ablon, o herói do livro, aliás, é uma figura peculiar. Como já foi dito, ele é mesquinho e totalmente desprovido de compaixão por seus semelhantes, não hesitando nem um minuto em deixar seus amigos morrerem por ele. Dotado de alguns dons interessantes, ele possui o que é chamado pelo livro de instintos de predador, como um olfato que lhe permite sentir o cheiro do bronze e identificar sua composição química (!!) e saber, do lado de fora de uma casa, quantos corpos há lá dentro, e em quais cômodos da casa eles estão (!!!), além de uma audição bem aguçada, e uma visão e raciocínios que lhe permitem olhar para as estrelas e saber que se passaram EXATAMENTE 222 anos desde que ele as olhou pela última vez (!!!!). No entanto, esses dons se mostram extremamente inúteis em combate, já que ele é sempre surpreendido por outros anjos que estão atrás dele, que são capazes de ocultar sua aura pulsante. Além disso, Ablon demonstra não ser muito inteligente já que, por exemplo, é um anjo renegado, que tenta se esconder entre os homens e não chamar muita atenção, mas anda o tempo todo vestindo um sobretudo em plena cidade do Rio de Janeiro. Em tempo, o mesmo raciocínio que lhe permite contar os anos pelas estrelas é bem lento para outras coisas. Por exemplo, em determinado momento, Shamira lhe diz que o rei Nimrod é IMORTAL, ao que ele lhe responde: Imortal? Isso é impossível. Pouco tempo depois ele se encontra com Nimrod, que também lhe diz que é imortal. Nesse momento, Ablon pára e pensa (pensamentos traduzidos e simplificados para melhor compreensão, mas o sentido original permanece): Aaaahhh... imortal... é isso que a Shamira estava tentando me dizer... é mesmo... lembrei que quando uma pessoa bebe o sangue de um anjo, ela se torna imortal... puxa, agora tudo faz sentido.

- Conforme mencionado na resenha, o flashback narrado por Ablon é totalmente inútil, que nada acrescenta à trama. No entanto, ele nos trás alguns momentos de pura falta de sentido. Por exemplo: Ablon foi picado por uma deusa antiga, e seu veneno se espalha rapidamente pelo seu corpo, sendo que, no momento em que seu coração for atingido, ele morrerá. Logo ele desmaia em um rio e é resgatado, mas ficamos sabendo que se passaram sete meses (isso mesmo, 07 meses!!!!) desde que ele desmaiou até o momento em que acordou. Aparentemente, o sangue dele simplesmente parou de circular pelo seu corpo. Lógico que nos é dada uma desculpa de que ele entrou em um estado de hibernação, mas logo ele enfrenta uma situação de adrenalina que faz seu sangue voltar a circular e, logicamente, ele agora tem pouco tempo antes que o veneno atinja o coração. Mas, é claro que esse tempo para o sangue atingir o coração depende da conveniência do texto, já que se passam meses depois disso e esse veneno nunca chega lá. Em um determinado momento, depois desse tempo todo, Ablon simplesmente diz: eram cinco da tarde, e faltava menos de meia hora para o veneno findar minha vida. (Um recurso para tentar dar um sentido de urgência ao que virá depois, mas que é logo esquecido pelo autor). É incrível que, depois de tantos meses, Ablon soubesse que faltava menos de meia hora para o veneno atingir seu coração. Aliás, mais incrível que isso, é o fato de que Ablon chegou a Roma praticamente cego, incapaz de reconhecer as pessoas próximas a si, mas logo depois, enquanto era vendido como escravo, era capaz de ver as características das pessoas que davam lances por ele e pela Flor do Leste.

- Nesse mesmo flashback ainda somos presenteados com o fato de que o feiticeiro Zamir, mesmo tendo, no mínimo, 07 meses de vantagem em relação a Ablon, foi capaz de chegar até Roma para matar Shamira EXATAMENTE no mesmo dia em que ele. O que ele ficou fazendo esse tempo todo? Não me digam que foi porque estava viajando esse tempo todo a pé, em cima de liteiras carregadas por homens, e não em animais, conforme sugerido pelo livro, porque é absurdo acreditar que um feiticeiro inteligente, que nessa altura já tinha vivido por centenas de anos, e que, ainda por cima contava com a possibilidade de Ablon ainda estar vivo para atrapalhar seus planos, fosse agir de uma maneira tão absurdamente estúpida desse jeito.

- Momento contraditório: em determinado momento, em mais um flashback, Ablon se encontra na Inglaterra medieval, procurando por Shamira. Ele é levado por um grupo de monges para a floresta para investigar se há uma feiticeira morando lá. Apenas por ouvir que há uma mulher lá que possa ser feiticeira, Ablon conclui que só pode ser Shamira, pois ele conhecia bem a feiticeira e sabia que ela apreciava as regiões selvagens. Será que foi por apreciar tanto as regiões selvagens que Shamira sempre escolheu morar em grandes cidades, como Roma e Constantinopla?

- Momento Chapolin: quando Ablon vai ao inferno e duela com Lúcifer, ele é derrotado e está totalmente à mercê de seu adversário. Quando ele vai ser morto por outro demônio, Lúcifer diz: não, ele não morrerá como mártir. Ele será torturado por 200 anos e depois você poderá matá-lo. Não entendi qual a diferença entre ele ser morto naquele momento, ou 200 anos depois, no que isso iria mudar entre ele ser morto como mártir ou não. Confesso que a lógica por traz desse pensamento me lembrou um episódio do Chapolin Colorado. Nele, o Chapolin Colorado, também conhecido como Polegar Vermelho, é invocado através de uma fórmula mística antiga, que consiste em dizer Oh! E agora, quem poderá me defender?. Essa fórmula ancestral ativa, através de um encantamento ancestral, uma poderosa ferramenta do Vingador Escarlate, as chamadas Anteninhas de Vinil, que o transportam imediatamente para socorrer os incautos que dele necessitam. Ao chegar ao local de onde partiu sua conjuração, o Short Amarelo, munido de sua inseparável e indestrutível arma, a Marreta Biônica, despenca e cai inconsciente no chão. Nesse momento, dois de seus maiores rivais, Chinesinho, O Mal, e Quase Nada, O Feio, o cercam e munem-se de uma potente arma que seria capaz de destruí-lo: a chamada Pistola Calibre Trinta e Oito. Nesse momento, um dos dois interrompe a sumária execução do Nobre Rubro e diz: não, não atire. Ele pode estar apenas fingindo que está desmaiado. Eles logo traçam um plano mirabolante e infalível, que consiste em convencer o Calças Vermelhas Justas a ingerir uma de suas mais famosas e exclusivas armas no combate ao crime, a Pastilha de Nanicolina, que o reduz a uma altura de 15 cm, para que eles pudessem esmagá-lo com os pés.

- Outro momento brilhante é a revelação de que Lúcifer estava o tempo todo armando junto com Miguel, e que a expulsão de 1/3 dos anjos do céu, e sua transformação em demônios, foi um plano arquitetado pelos dois. O que não faz sentido é o porquê de eles terem feito isso. Afinal, eles não teriam sido sempre muito mais fortes se tivessem permanecido unidos? O argumento de que eles queriam se tornar um deus completo, do bem e do mal, é falho, pois eles poderiam ter feito isso somente no momento certo, já que o inferno sempre esteve sobre o controle de Miguel (de outra forma, ele não teria tido a autoridade de expulsar os anjos para lá). Aliás, com deus morto, e o controle nas mãos de Miguel, quem é que julgava os homens bons e maus, mandando-os para o céu ou o inferno? No início é dito que o Armagedon seria justamente o despertar de Yahweh para esse julgamento. Mas, como Yahweh estava morto desde o início, e não influenciou mais nada depois disso, porque Miguel ainda deixava que mortos bons fossem para o céu, já que ele odiava tanto os homens? Por que Miguel nunca deu um fim definitivo nos homens? Por que ele não matou a família de Noé depois do dilúvio? E quem, afinal de contas, inspirou a redação da Bíblia, principalmente no que diz respeito ao Armagedon tão destacado na obra? Se não foi Deus, quem foi? Foi a casta responsável pela revelação? Me desculpe, mas essa não cola.

- Para finalizar, um momento clichê: depois de matar mais de mil homens, Ablon está prestes a executar o vilão-chefe, o rei Nimrod, e é claro que ele é interrompido pela mocinha, Shamira, que o convence de que, mesmo depois de ter matado uma quantidade absurda de gente, matar justamente aquele, o que causou o mal maior, seria errado (aparentemente, sob a ótica moral dos personagens, condená-lo a viver eternamente com um ferimento que jamais pararia de sangrar (!!) e de causar-lhe dor seria muito mais bondoso. E reencontrar com Nimrod centenas de anos depois, vivendo como mendigo e com a ferida sempre aberta, nos faz questionar se não teria sido mais humano tê-lo matado logo. Ah, claro, ele se arrependeu, etc, mas Ablon teria como saber disso? E Nimrod, não teria preferido morrer?)
Kyo 01/02/2011minha estante
Então podemos dizer que os de baixo, os ditos leitores, apenas dão nota alta por causa do sucesso na mídia, meu caro? Estranho, então o pessoal daqui são loucos, já que dão nota acima de 1.

Ou então,seja "coleguinhas" ao dar notas altas.

"Dissecando A Batalha do Apocalipse: Alguns absurdos, incoerências, pontos para reflexão e Chapolin Colorado (Não contavam com minha astúcia):"

Seu imbecíl, idiota, babacão vá fazer resenha destrutivas lá na sua casa, ou melhor, dos de lá de for, pois os brasileiros escrevem bem. Compare aí, o livro de Eragon. Esse livro dá de dez, e sem falar de Senhor dos Anéis, com a sua história de grandes enrolações que faz o leitor jogar o livro para o alto só por haver algo que lhe faz dar rodeoios. (embora alguns leitores aqui, não sabem dar nota, pois um diz que há erro, mas dá nota máxima, isso não é se contradizer?)

Mas você foi infeliz de feito uma resenha mal feita, meu amigo. Isso é mesmo sacanagem.O livro poder ter contradições, pois o autor não er bom no passado, porém ele está evoluinco com os seus erros, e você, caro leitor mal criado, devia saber disso e dar crédito e não de fazer uma resenha para desmotivar o cara.

Uma coisa que condordo com você, até concordo:

"- Momento contraditório: em determinado momento, em mais um flashback, Ablon se encontra na Inglaterra medieval, procurando por Shamira. Ele é levado por um grupo de monges para a floresta para investigar se há uma feiticeira morando lá. Apenas por ouvir que há uma mulher lá que possa ser feiticeira, Ablon conclui que só pode ser Shamira, pois ?ele conhecia bem a feiticeira e sabia que ela apreciava as regiões selvagens.? Será que foi por apreciar tanto as ?regiões selvagens? que Shamira sempre escolheu morar em grandes cidades, como Roma e Constantinopla?"

Não sabia disso, e fiquei chocado, e vejo que alguns leitores aqui, não são bons o suficiente de perceberem isso. Acho que é até bom, mas não iria parar de ler ou comprar o livro só por causa disso. O importante é que o livro nos entretem, e aqueles que fazem resenhas construtivas, ou melhor, se um leitor der nota 5 em um livro e outro deu 1 então esse leitor que deu nota 1, deveria estar de mal humor, ou entõ não foi lá com a cara de algum leitor apaixonado pelo autor e obteve aversão do mesmo. Isso acontece, fato.

Até Harry Potter se contradisse, e como! Mas vejo que os leitores ignorar essa coisa banal. (me pergunto se Jô soares viu esses errinhos hehehe)

É isso, e espero que a sua ira termine aqui, Merlinus.


Mcarlos 01/02/2011minha estante
Concordo com o Kyo em partes. O livro é bom, não exatamente ruim como alguns aqui falam. O que vale é a criatividade do autor, sendo que devemos levar em considerção que ninguém cria algo de início com o que devemos esper e sim a sua continuação (já que o autor teve tempo de se aperfeiçoar)

Assim podemos conseiderar a sua continuação ou um novo livro que possa nos entreter por causa da experiência do autor que etve todo esse tempo "parado". Minha opinião, e devemos acreditar nesses autores pricipiantes.


flaviodias 02/02/2011minha estante
Kyo, acho que o malcriado aqui é você! Observe atentamente o profissionalismo do Merlinus. Ele aponta falhas estritamente técnicas. E, na boa, dar 5 estrelas pra um livro só pq o autor teve boa intenção? Francamente... Concordo plenamente com o Merlinus...


Merlinus 03/02/2011minha estante
Obrigado a todos pelos comentários. Em relação ao que foi levantado pelo Kyo e Mcarlos, eu gostaria de esclarecer alguns pontos, até mesmo porque certamente é a opinião de muitos outros.

O objeto de minha análise não foi a carreira do Eduardo Spohr, mas tão pura e simplesmente seu livro A Batalha do Apocalipse. Procurei analisar tão somente o livro, e não o fato de que ele "está evoluindo com seus erros", ou o fato de que seu próximo livro possivelmente será muito melhor, conforme sugerido (eu nem teria como avaliar algo que ainda não existe).

A Análise Crítica deve ser feita sempre objetivamente, sem considerar esses fatores externos à obra, como o fato de o autor ser excelente pessoa (o que realmente parece ser), ou sua nacionalidade, ou o fato de que é seu primeiro livro, etc. O objeto de estudo e análise deve ser sempre a obra em si. Seria o mesmo caso de eu dar nota máxima ao filme Ilha do Medo (que não gostei muito), de Martin Scorsese, apenas porque ele é o mesmo diretor do excelente filme (em minha opinião) Os Infiltrados. Não posso levar em consideração, ao analisar uma obra, as outras contribuições de seu artista.

Sei que é apenas o primeiro livro publicado de Eduardo Spohr, e sei também que ele provavelmente ainda escreverá livros excelentes, mas, mesmo que A Batalha do Apocalipse fosse seu terceiro livro, por exemplo, publicado depois de dois livros fantásticos, ainda assim eu não teria gostado de ABdA, e não poderia, jamais, me deixar influenciar por outro fator que não somente o livro analisado.

Também discordo do levantamento feito sobre o fato de que uma crítica negativa iria "desmotivar" o Eduardo Spohr. Ele é um autor profissional, e todo artista, ao lançar sua obra (seja ela em que linguagem for), a submete à avaliação pública, e está sujeito a receber críticas positivas e negativas. Tenho certeza absoluta que Eduardo Spohr entende isso.

Muito obrigado a todos por esse retorno dado.

Abraços.


Bruneco 04/02/2011minha estante
Parabéns Merlinus, a crítica está excelente! Numa comparação mais grotesca, parece que Eduardo Spohr tentou fazer um bolo de casamento monumental, ou "Titânico" como ele gosta de usar, lançando mão de ingredientes tão distintos como marshmallow e soda cáustica, o resultado, infelizmente, é uma mistura cansativa e indigesta.


Conde 05/02/2011minha estante
Crítica surpreendente... até me desmotivou de escrever uma crítica negativa sobre o livro (o que pretendia). O livro me incomodou profundamente com os clichês, diálogos constrangedores, falta de lógica em vários pontos da narrativa, forçada de barra no uso de adjetivos que transformavam o que deveria ser "impressionante demonstração de força" de um personagem em uma piada... e assim por diante. Ainda sim, com sua crítica vi muitas outras coisas que me incomodaram, mas não estava claro.

Parabéns pela crítica... quando "crescer" ;) quero ter esse apuro analítico.... tá faltando muito ainda hehehe

Um abraço e que o Eduardo Sphor avance e faça um livro melhor em uma próxima oportunidade, acima tem um prato cheio de dicas para ele crescer e outors atores aprenderem.


Merlinus 07/02/2011minha estante
Muitíssimo obrigado flaviodias, Bruneco e Conde. Fico muito feliz por terem gostado. =O)


Pablo Jan 07/02/2011minha estante
Parabéns pela ótima resenha. Vários dos pontos abordados são muito interessantes e outros fizeram-me rir ("Chapolin Colorado"), haha. Embora eu esteja um pouco mais inclinado a passar esse livro, ainda vou lê-lo para que eu possa analizá-lo também. Abraço.


Merlinus 08/02/2011minha estante
Pablo Jan,
Incentivo totalmente que você o leia. Afinal, não é papel de um crítico dizer o que as pessoas devem ou não fazer. Sou a favor de que TODOS tirem suas próprias conclusões e tenham suas próprias opiniões.

Abraços.


Kamila 18/02/2011minha estante
O livro estava se mostrando promissor, mas eu fiquei meio ~assim~ durante a leitura. Muitos clichés e enrolação.
Acredito que o tenha feito o prazer da minha leitura ruir foi a orelha, sinceramente. Eu criei muitas expectativas no livro e elas não foram atendidas. Várias questões que você abordou na resenha são pertinentes e também me tomaram ao longo do livro e eu fui aceitando e continuando a ler, mas... Parecia que apitava um "péééhrr" de erro a cada falha nesse sentido. Mas, em geral, não condeno o livro. O Spohr é um autor novo e é tendo a chance de publicar seus livros e ser criticado (positiva e negativamente) que ele vai amadurecer na escrita e ficar bem afiado. Acho que ele tem bastante potencial pra explorar. O problema d'A Batalha do Apocalipse foi a ambição e a supervalorização que o pessoal desenvolveu sobre o negócio.

Mas vale a pena ser lido, de qualquer modo. Nunca tinha lido nada desse tipo na literatura nacional, e apóio o Eduardo Spohr. E, gente, leitura nunca é perda de tempo, sempre há um ganho intelectual, ou pelo menos serve pra afiar sua crítica. Como o Merlinus disse em um comentário - e eu concordo -, todos tem o direito de tirar as próprias conclusões a respeito das coisas. Não há verdade universal, galera! Opiniões divergem!!!

E, Merlinus, parabéns pela sua resenha.


Léo 22/02/2011minha estante
Cara, que resenha!Fiquei pasmado com o jeito que você escreve, me fascinou!parabéns, incrível!Estou lendo o livro, e realmente acho um tanto cansativo, mas a trama está boa até então.


fabio 24/02/2011minha estante
Merlindus, a unica coisa decepcionante aqui, sem duvidas, são seus comentarios estranhamente ácidos, duros e desnecessáriamente maldosos. A trama tem falhas? Pois este é o PRIMEIRO (imitando seu estilo CAPS LOCK de chamar atenção)
livro deste brasileiro e, neste contexto, o livro é, ao meu ver, surpreendentemente bom.
Menos odio no seu coração meu caro.


Merlinus 24/02/2011minha estante
Obrigado Jay, Léo e fabio pelos comentários.

fabio, em relação ao que você disse, respeito seu ponto de vista, mas não concordo com ele. Só porque é o primeiro livro de um autor não significa que eu deva ser condescendente, e fazer elogios só porque, afinal de contas, "é o primeiro livro do cara. Vamos dar um desconto". Como eu disse em um comentário mais abaixo, eu analisei a obra A Batalha do Apocalipse (ABdA), não a carreira de seu autor, Eduardo Spohr. Eu acredito que críticas "duras" (desde que sinceras e bem fundamentadas) valem mais do que elogios vazios. Não me importa se esse é o primeiro livro dele. O que importa, para mim, é que esse livro é, em minha humilde opinião, ruim. Simples assim.

Outra coisa: você fez questão de enfatizar, assim como outras pessoas, a nacionalidade do autor, como se, por ele ser brasileiro, eu devesse ser mais compreensivo com sua obra. Repito o que já disse: analisei a obra, não o autor. Ele poderia ter sido escrito por um somaliano, um norte-americano ou um inglês, que a minha crítica teria sido a mesma. Eu acho que já passou da hora de nós deixarmos de esperar apenas coisas medianas dos brasileiros, como se eles não fossem capazes de produzir obras excelentes.

Um grande abraço a todos.


Felipe 26/02/2011minha estante
Nossa, pensei que eu era o único que tinha achado o Flashback completamente desnecessário. Gostei da crítica, muito bem analisada. Mas acho que podia ter sido um pouco menos ácido, já que é a primeira obra brasileira no estilo.


Lodir 01/03/2011minha estante
Excelente resenha! Esmiuçou o livro de ponta a ponta, fez uma resenha gigantesca e detalhada. Uma verdadeira análise completa da obra.


Weber 11/03/2011minha estante
Parabéns Merlinus. Poucas resenhas são tão detalhadas e a sua me deu uma boa idéia do que esperar da obra. Gostei bastante mas ão concordei com tudo pois acho que algumas (e somente algumas) coisas devem ser relevadas em uma estória embora elas incomodem e fiquem cutucando no canto da mente. Acho que "suspensão da descrença" é o termo. Infelizmente neste caso você apontou muita coisa que não entra neste meu quesito.
Mas o que me deixou chateado foi o seu comentário sobre anjos sem livre arbítrio que tomam decisões individuais todo o tempo. Seu comentário afetou algumas obras que me são caras como o filme Anjos Rebeldes e algumas histórias em quadrinhos (de Neil Gaiman entre outros) que adoro. Você apontou o óbvio que eu falhei em ver: decidir se rebelar é um livre arbítrio. A premissa dessas obras é falha por natureza e o restante da estória tem que ser muito boa para desviar a atenção deste "detalhe". Parece que não é esse o caso.


BuOliver 20/03/2011minha estante
A questão é gostar, independe das avaliações "intelectuais", alguns se agarram a isso e esquecem de sentir, ou simplesmente de descansar e distrair-se.

Concordo com muitas coisas de sua resenha, como o fato de não explicar o porque dos anjos sentirem inveja do livre arbítrio já que os mesmos também fazem escolhas, e das "135 páginas de um flashback absolutamente irrelevante" isso me deixou um pouco chateada com a obra (ainda não terminei de ler)

(Não marquei se gostei ou não da resenha. Minha opnião não importa à isso)


Merlinus 21/03/2011minha estante
Obrigado a todos pelos comentários.

Maxbuu,

Muito obrigado, de verdade. Em relação ao fato de ser a primeira obra do autor, já comentei sobre isso, mas respeito sua opinião. =O)

Lodir,

Muito obrigado por suas palavras gentis. =O)

Weber,

Muito obrigado pelas palavras. Realmente, existem algumas obras cujos "furos" são difíceis de serem detectados em uma primeira leitura. Em relação ao livre-arbítrio, ele sempre foi um "furo" em obras que seguem a mesma linha de ABdA (não tem como ser diferente). Não sei se fico feliz ou triste por ter te ajudado a enxergar isso também. =O)

Bruna,

Muito obrigado pelo retorno, de verdade. Em relação ao "sentir", "simplesmente descansar" e "distrair-se", entendi o que você quis dizer. Mas não concordo. Já li muita gente escrevendo, nos mais diversos canais, que simplesmente "desligam seus cérebros" quando vão ler, ou assistir filmes, ou realizar as mais variadas atividades, para poderem aproveitar melhor a obra no momento. Assim, podem rir das piadas chulas, se empolgarem com as aventuras rasas e chorarem com os dramalhões vazios (não estou dizendo que você defenda isso. Apenas aproveitei o gancho dado para poder expandir a discussão, tudo bem?). Não acho legal o "desligar o cérebro". Acho importante o aguçamento intelectual e crítico. É claro que, fazendo isso, não iremos gostar de tudo que nos for apresentado, mas, creio eu, iremos gostar com muito mais intensidade daquilo que conseguir nos tocar.

E, sim, sua opinião é muito importante para mim. Gostaria de saber se você gostou ou não da resenha, independente de ter concordado com ela. =O)


Murilo 21/03/2011minha estante
Wow. Bela resenha!

Não concordo com muita coisa que você apontou. Como a respeito dos personagens, que achei muito bem construídos, ainda mais se levar em consideração que autores de fantasia se preocupam mais em criar um universo massivo e bem detalhado do que desenvolver seus personagens ou sequer contar uma história interessante.

Sobre o a falta de livre arbítrio dos anjos. Acredito que o que o autor quis passar era que, dentro das suas responsabilidades para com a casta, os anjos não tinham escolha além de acatar. Como Ablon e outros querubins não poderiam fugir de um combate. Ou arcanjos não poderiam fazer outra coisa além do que seja lá o que um arcanjo faz.

Fora isso, é impossível não concordar com muito do que você disse: flashbacks que pouco acrescentam à trama, redundância, clichês. Mas também acredito que seja difícil fugir de algumas convenções quando se trata de um gênero tão saturado como a fantasia.

De toda forma, dá orgulho ver uma resenha tão bem feita e detalhada como a sua. Mesmo que eu não concorde, parabéns.


Ruivo 21/03/2011minha estante
Sua resenha foi excelente, mas da pra ver que você leu o livro de ponta a ponta procurando defeitos na trama.

Acho que se você tivesse se envolvido mais com a história ao invés de pensar em escrever uma crítica, talvez tivesse uma opinião diferente do livro!

Abs.


Merlinus 23/03/2011minha estante
Murilo,

Muito obrigado, de verdade. Fico feliz em ver que, mesmo discordando de minhas impressões, você tenha gostado da análise. Eu ainda não concordo com você em relação à "natureza angélica", nem em relação à construção dos personagens, que, para mim, são bem maniqueístas, e não têm nenhuma complexidade. Mas, isso é uma questão de opinião, e todas merecem ser respeitadas. Fico feliz por você respeitar as minhas, e saiba que também respeito as suas.

Ruivo,

Obrigado pelo elogio. Em relação ao seu comentário, pode até parecer que eu tenha lido ABdA procurando por defeitos, mas, acredite, não foi nada disso. Eu apenas fiz uma leitura atenta do livro, e os defeitos que eu encontrei foram por demais evidentes para que eu os ignorasse.

Um grande abraço a todos.


Letícia 30/03/2011minha estante
Karamba, independente do livro ser bom ou não, estou realmente impresionada com a critica, acho que foi a mais detalha e melhor analisada que já li, sem falar que Merlinus soube muito bem responder aos comentários defendendo perfeitamente seu ponto de vista. Um enorme PARABENS Merlinus você é realmente fantástico! Li a resenha mas não li o livro por isso não posso dizer se aprovo ou não as críticas de Merlinus, mas de uma coisa tenho certeza: Ele é um ótimo crítico!


Merlinus 30/03/2011minha estante
Letícia,

Muito, mas muito obrigado mesmo. =O)


samuri 31/03/2011minha estante
Primeiro, quero parabenizar Merlinus pela sua crítica ao livro, mesmo antes de eu tê-lo lido. Faz tempo que quero comprar para ler, principalmente porque o roteiro tem uma semelhança com "Ethernyt", do escritor Marson Alquati. Aliás, recomendo-o a ler esta história, cuja saga é escrita em uma trilogia da qual já foram lançados os 2 primeiros livros. Neles vários enigmas da humanidade são explicados(na visão do autor, é claro) de uma maneira diferente, além da história ser instigante.


Noturninha 03/04/2011minha estante
Não aguentei ler o livro todo, por ser muito lento. Logo no começo, ele enrola, enrola e não desenvolve, o que me impediu de continuar a ler. Parece que a cada página eu leio uma nova introdução, à espera da história, que nunca aparece. Pensei que fosse só comigo e decidi que um dia ia tentar ler novamente, mas depois da sua crítica, eu desisti por total. Gostei muito da sua crítica, muito construtiva e interessante para os que querem ler o livro. Parabéns!


Gabi 06/04/2011minha estante
Bem eu estou lendo o livro, mais precisamente na parte do primeiro flasback.
Eu acho o livro muito interessante apesar de alguams contradições e partes desnecessárias como o flashback.
Eu achei muitos pontos da sua resenha verdadeiros, porém em alguns aspectos você exagerou. Acredito que o fez somente para elevar o sarcasmo presente em sua resenha.
Como primeiro livro do autor Eduardo eu realmente achei interessante e que ele levou bem a história.
Claro que ele poderia acrescentar mais humor, dar mais sabor ao romance de Ablon e Shamira, mas o livro apesar disso tudo ainda se revela surpreendente.
A leitura é cansativa, mas eu acredito que vale a pena.
Ah ainda não cheguei do seu "momento Chapolin", mas vejamos: se eu realmente odeio uma pessoa eu vou querer que a morte dela seja lenta e dolorosa, mas muito dolorosa. Foi isso que lúcifer o fez. Claro que o resultado era o mesmo: a morte, porém para alguém que odeia outra, é importante que esta seja lenta e muito mais dolorosa, por isso os 200 anos de tortura. Devido a isto considero o seu "momento chapolin" infundado e com intuito de apenas "destruir" o livro.
Acredito que toda crítica é válida desde que seja feita para melhoria continua e não somente para humilhar.
Mas você também escreve muito bem e tirando isso tudo sua resenha em alguns pontos é verdadeira.


Keven 06/04/2011minha estante
Crítica totalmente destrutiva e que VAI influenciar ignorantes que ainda não leram o livro e deram uma passada no Skoob.

A cansativa quantidade de parênteses engraçaralhos e indagadores na resenha apontaram suas más intenções ao falar de ABdA, uma obra muito mais "profunda" do que dá a se entender pelo seu ponto de vista. Se você não conseguiu encontrar as respostas para as suas muitas questões, é porque não leu o livro direito.

Creio que os flashbacks estão ali para acrescentar mais profundidade ao protagonista que você tanto odeia. A obra sem as 100 e tantas páginas "inúteis" que citaste, na minha opinião terminaria muito rasa e, obviamente, curta. ABdA quebra a chatice habitual da mitologia bíblica de um jeito que não me incomodou.

O livro não tem esses erros gritantes como você faz parecer, a ponto de receber um "1". Os clichês são "saudáveis", a parte final é muito envolvente, e sim, os personagens são bem-construídos.

Posso receber um comentário-resposta bem agressivo, mas só estou tentando fazer que as pessoas não deixem de ler o livro (porque vale muito a pena) e terem uma opinião formada antes de hora. Obrigado. -q


Merlinus 06/04/2011minha estante
Samuri,

Obrigado pelo retorno. E obrigado pela dica também. Vou colocar na minha lista. =O)

Noturninha,

Obrigado pelo retorno. =O)

Puppe,

Obrigado pelo retorno. Em relação ao seu comentário, respeito bastante sua opinião, mas tenho que discordar dela. E vou dizer o porquê: em primeiro lugar, esse artifício da tortura, da "morte-elaborada", já foi tão usado e explorado que já se tornou nada menos do que um clichê, do que um lugar-comum. Tornou-se uma muleta usada por autores, roteiristas de cinema, e por aí vai, para colocarem seu heróis em situações de risco e os fazerem escapar delas (e, na maioria das vezes, essa fuga se deve mais à incompetência dos vilões do que à esperteza dos heróis. Uma ótima sátira disso foi feita no filme Austin Powers 2). Há autores que preferem fugir desse clichê, mas, é claro que há autores que conseguem usá-lo de forma inteligente e orgânica à estória. Eduardo Spohr poderia ter feito isso em ABdA. Poderia, mas não fez. O motivo apresentado por ele no livro para o adiamento da execução de seu herói pelo vilão foi, de acordo com as palavras deste último, "O Anjo Renegado não morrerá como mártir." O motivo nem foi o levantado por você ? o de curtir o sofrimento de seu adversário ? já que ele nem mesmo ia assistir às torturas diárias (não que o uso desse motivo tornasse essa parte da estória boa, ou justificável). Por isso critiquei tão duramente a "lógica" por trás desse argumento, já que, na minha opinião, ela é digna de vilões caricatos como o Quase-Nada, Tripa Seca e, até mesmo, do Dr. Evil do já mencionado filme Austin Powers.

Keven,

Obrigado pelo retorno.

Agora, quero esclarecer que eu jamais usaria a agressividade para responder a alguém simplesmente porque ele não concorda comigo. Pelo contrário, gosto de uma discussão saudável e produtiva. E, justamente por isso, gostaria de te pedir (já que fiquei sinceramente interessado) que me apresentasse os seus argumentos para ter considerado ABdA uma obra tão "profunda". Peço, com total sinceridade e sem nenhuma segunda intenção, que defenda seu ponto de vista e me esclareça as questões que eu não consegui enxergar.

Obs: acredite em mim. Não estou sendo nem um pouco irônico nesse pedido. Quero conhecer os argumentos de alguém que tenha gostado sinceramente de ABdA. Agradeceria muito se você me respondesse, de verdade.

Obs2: partindo do princípio de que você irá me responder, vou apresentar minha opinião sobre a construção dos personagens, para que você possa refutá-la, tudo bem?

Bem, em primeiro lugar, eu não considero os personagens principais de ABdA bem construídos porque, na minha opinião, não passam de arquétipos: o Ablon é, do início ao fim, o modelo universal de um Herói. Ele não apresenta conflitos internos, não tem dúvidas morais, nada que o torne, no mínimo, interessante. Ele nem mesmo passa por um arco-dramático reconhecível ao longo da estória. Ele a termina exatamente como a começou. Não teve nenhum crescimento, nenhuma mudança. Aliás, ele é tão mal construído, na minha opinião, que, quando é de conveniência da estória, ele simplesmente deixa de agir como o "Herói" que acredita ser (ao, por exemplo, matar milhares de homens, ou deixar Sieme se sacrificar por ele ? sendo que ele jamais permitiria que Shamira o fizesse). Na minha opinião, Ablon, e todos os outros, são personagens rasos, sem complexidade, e sem coerência construtiva.

Bem, é isso. Não quero me alongar demais, apenas dei um "gancho" caso você queira usá-lo.

Um grande abraço a todos.


Eduardo Spohr 09/04/2011minha estante
Galera, venho aqui agradecer as críticas, tanto as positivas quanto as negativas ;-)

É claro que eu ainda tenho muito a melhorar, sou da opiniao que sempre podemos evoluir. Espero poder agradar nas próximas obras.

Abraços pra todo mundo!


Gabi 12/04/2011minha estante
Merlinus
tudo hoje em dia tornou-se um clichê.
eu entendi o que o Eduardo quis passar com a sua justificativa para os 200 anos de tortura de Ablon.
Se ele morrese naquele momento ele se tornaria o herói que lutou até o fim e morreu lutando por seus ideais. Sendo torturado 200 anos ele seria o pobre coitado que tentou vencer lúcifer e não conseguiu e continua preso. Ainda não sei como Ablon consegue escapar, pois, como disse, ainda não cheguei nesta parte do livro.
Enfim. Ficamos assim: você com suas criticas e eu com as minhas.
Eu comentar aqui não vai fazer vc mudar de opinião e nem vc mudará a minha.
Que torçamos para a evolução literária do autor que já se mostrou muito bom em seu primeiro livro.


Thay Gomez Pilha Flutuante 12/04/2011minha estante
Merlinus? MERLINUS?
Bem... nem quero imaginar que coisas são do seu gosto, querido. A Batalha do Apocalipse é um clássico.

O que me deixa triste, no Skoob, é que são exatamente resenhas desse tipo que têm maior repercussão e numerosos comentários. Curious.


Merlinus 12/04/2011minha estante
Eduardo Spohr,

Agradeço pelo retorno. Já conversamos antes e repito o que já te disse: tenho certeza que você ainda irá muito longe. =O)

Puppe,

Muito obrigado por esse novo retorno. Acho maravilhoso você discordar de mim. É essa diversidade de opiniões que torna o mundo um lugar melhor. =O)

This,

Obrigado pelo retorno. Só quero dizer que você não precisa tentar imaginar o meu gosto literário. Basta acessar minha biblioteca e ver os livros que já li, e as notas que dei para cada um.

Faço a você o mesmo pedido que fiz ao Keven: por favor, me diga o porquê de considerar ABdA um "clássico".

Aliás, acho que é justamente isso que responde seu questionamento: acho que minha crítica foi tão comentada porque saí do lugar-comum ao não usar apenas uma frase para tentar definir o livro, e defendi meu ponto de vista, apresentando argumentos para defendê-lo. E acho maravilhoso ver que algumas pessoas, mesmo que não tenham concordado com minhas opiniões, as tenham respeitado e as discutido de forma educada e produtiva.

Um grande abraço a todos.


ERIKA 14/04/2011minha estante
Merlinus
Achei que sua resenha foi extremamente bem escrita e detalhada. Estou acabando de ler ABdA, e concordo em boa parte com sua opinião. Na realidade eu estava até me achando exigente demais, pois todas as pessoas que eu conheço gostaram e falaram maravilhas do livro. Vendo sua resenha notei que não sou a única "do contra", como já fui chamada, más acho que as pessoas devem lê-lo, principalmente por se tratar de um livro escrito por um brasileiro. Quanto a nós, esperemos pelas próximas obras...
Abs.


Lou 05/05/2011minha estante
Obrigada, Merlinus, por escrever tão bem o que venho tentando dizer a meus amigos que leram / estão lendo ABdA.
Sobre o livro, a melhor e resumida descrição é: decepcionante.


Merlinus 06/05/2011minha estante
ERIKA e Lou,

Muito obrigado por esse retorno. Realmente, ir contra a opinião geral nos rende alguns rótulos, e "do contra" é, certamente, o mais leve deles.=O)

Um grande abraço.


Mandy Esteves 06/05/2011minha estante
Bem, é o seguinte: tem coisas como a narrativa que muda de uma hora pra outra; os flashbacks; e os personagens não terem livre-arbítrio eu concordo. Mas de resto descarto.

Você diz que o protagonista é frio e insano com seus colegas anjos, mas se você não percebeu, anjos são espíritos e "espíritos" não sente amor além de Deus e como o arcanjo Gabriel e o anjo Ablon amaram as humanas? É por causa da essência de Deus (a alma).

Você critica sobre as personagens não terem personalidade e parecerem humanos fazendo suas escolhas. Porém o auto disse que mostra que mesmo sendo anjo ou demônio não deixar de serem um pouco humanos, é como se fosse os primeiros homens que Deus criou, e infelizmente não deu certo, então Deus decidiu criar novos humanos, entende?

O livro tem diversas maneiras de serem interpretada pelos leitores, esqueceu disso? Por isso muitos gostam, outros não.

E hoje em dia não dá pra criar nada original e sim se inspirar em algo pra aprimorar ou fazer algo novo atravez de uma base. Se não como podemos fazer uma coisa sem nada?!

Até pode ter coisas parecida com outras obras e até mesmo coisas clichê e tal, mas não é pra tanto. Acredito que você ficou na expectativa e se decepcionou, isso é normal quedo se espera algo, mas dou os meus parabéns ao autor ter criado aquilo que AMA e enfrentar os críticos e preconceito aqui no Brasil. E por ter chegado à um alto nível de um livro que é simplesmente complicado pra um brasileiro. Afinal não dá pracolocar tudo em apenas um livro já que o tema abordado pelo autor tem milhares de informações e ele TEVE que inventar certas coisas neste livro sobre as mitologia abordada, ex: o Lucifer ser um Arcanjo e você diz que ele era na bíblia um querubim. É complicado em saber o que você realmente esperava ou gostaria que tivesse nesse livro.

Mas o que me irritou em sua critica foi sobre as personagens que você não deve ter entendido. Me diz, como ele faria esses personagens baseados literalmente na mitologia angelical - anjos só obedecerem a suas castas e tal? Seriam sem graça, não daria emoção ao livro e pareceriam uns robôs! --'

Sério, o que você estava esperando neste livro?


Merlinus 07/05/2011minha estante
Mandy Esteves,

Muito, mas muito obrigado mesmo pelo retorno dado. Como você levantou muitas questões, vou copiá-las abaixo e darei minhas respostas para elas logo em seguida, entre parênteses, tudo bem?


Bem, é o seguinte: tem coisas como a narrativa que muda de uma hora pra outra; os flashbacks; e os personagens não terem livre-arbítrio eu concordo. Mas de resto descarto.

(R: Que bom que você concorda com algumas coisas que levantei, e discorda de outras. Acho isso ótimo, de verdade.)

Você diz que o protagonista é frio e insano com seus colegas anjos, mas se você não percebeu, anjos são espíritos e "espíritos" não sente amor além de Deus e como o arcanjo Gabriel e o anjo Ablon amaram as humanas? É por causa da essência de Deus (a alma).

(R: Confesso que achei esse parágrafo um pouco confuso. Me desculpe por isso. Não entendi de onde você tirou que "espíritos não sente amor além de Deus". Foi do livro? E outra coisa: você diz que Gabriel e Ablon amaram as humanAs - Gabriel amou Maria, e Ablon, Shamira - porque elas tinham a essência de Deus nelas. Então você quer dizer que eles sentiam um amor carnal - sexual, até - por Deus? Sério, foi isso que pude entender da sua afirmação. Se estou errado, por favor, me corrija.)

Você critica sobre as personagens não terem personalidade e parecerem humanos fazendo suas escolhas. Porém o auto disse que mostra que mesmo sendo anjo ou demônio não deixar de serem um pouco humanos, é como se fosse os primeiros homens que Deus criou, e infelizmente não deu certo, então Deus decidiu criar novos humanos, entende?

(R: Novamente, me desculpe, mas não me lembro do livro dizer que os anjos e demônios eram tentativas frustradas da criação dos Homens. Se isso está no livro, me desculpe por não lembrar, mas não peço desculpas em dizer que esse argumento, caso exista, serve apenas para diminuir a grandeza de Yahweh, que, baseado nesse argumento, é um deus que age na base da "tentativa e erro".)

O livro tem diversas maneiras de serem interpretada pelos leitores, esqueceu disso? Por isso muitos gostam, outros não.

(R: Não, Mandy Esteves, eu nunca me esqueci disso. Mas, parece que quem se esqueceu disso foi você ao, mais à frente, afirmar que ficou "irritada" com idéias contrárias às suas.)

E hoje em dia não dá pra criar nada original e sim se inspirar em algo pra aprimorar ou fazer algo novo atravez de uma base. Se não como podemos fazer uma coisa sem nada?!

(R: Discordo totalmente de você. Não acredito que a humanidade tenha esgotado toda a sua capacidade criativa, e que seja impossível a criação de coisas novas e originais. É claro que ninguém - e me incluo nessa afirmação - espera que tudo o que for lançado seja original. Mas, é totalmente possível se utilizar de um clichê e ser original com ele, ao invés de simplesmente se utilizar de fórmulas já gastas e ultrapassadas sem criatividade.)

Até pode ter coisas parecida com outras obras e até mesmo coisas clichê e tal, mas não é pra tanto.

(R: Essa questão do "não é pra tanto" é subjetiva.)

Acredito que você ficou na expectativa e se decepcionou, isso é normal quedo se espera algo,

(R: Sim, realmente fiquei na expectativa. Afinal, um livro no Brasil é algo relativamente caro, e um com 586 páginas demanda um tempo considerável de investimento na sua leitura. Acredito que TODO MUNDO que pegue um livro para ler crie expectativas. Estou errado?)

mas dou os meus parabéns ao autor ter criado aquilo que AMA e enfrentar os críticos e preconceito aqui no Brasil. E por ter chegado à um alto nível de um livro que é simplesmente complicado pra um brasileiro.

(R: Discordo com relação ao "alto nível". Na minha opinião, o autor ainda não demonstrou esse "alto nível", mas eu tenho convicção que de que ele é plenamente capaz de fazer isso em suas próximas obras. Agora, me desculpe mais uma vez, mas não entendi o que você quis dizer com "um livro que é simplesmente complicado pra um brasileiro". Você quer dizer que o livro é complicado para um brasileiro escrever? Ou para um brasileiro ler e entender? Os dois casos implicam em um preconceito tremendo quanto à capacidade intelectual brasileira. Ou você quer dizer que é um livro complicado para um brasileiro publicar? Se for, discordo. Está aí o André Vianco para comprovar que livros fantasiosos já encontraram espaço no mercado já faz algum tempo.)

Afinal não dá pracolocar tudo em apenas um livro já que o tema abordado pelo autor tem milhares de informações

(R: Novamente discordo. É claro que é possível se escrever um livro bom e coerente, que consta com milhares de informações, em apenas um volume. Ainda mais em um que tem 586 páginas - das quais quase 200, na minha opinião, não acrescentam nada à trama. As trilogias e grandes sagas nem sempre foram a regra no mercado editorial.)

e ele TEVE que inventar certas coisas neste livro sobre as mitologia abordada, ex: o Lucifer ser um Arcanjo e você diz que ele era na bíblia um querubim.

(R: Falarei sobre a mitologia mais abaixo.)

É complicado em saber o que você realmente esperava ou gostaria que tivesse nesse livro.

(R: Falarei mais abaixo.)

Mas o que me irritou em sua critica foi sobre as personagens que você não deve ter entendido.

(R: Me surpreende e espanta o fato de você ter se "irritado" com uma opinião contrária à sua, quando nem mesmo o próprio autor demonstrou ter sentido isso. Pelo contrário, demonstrou sempre gentileza e humildade para aceitar críticas negativas à sua obra. Espero que um dia você entenda que o mundo é habitado por bilhões de pessoas, e que cada uma é única, possuindo idéias e pensamentos individuais. Irritar-se com uma idéia contrária à sua é o primeiro passo para a intolerância, e todos nós sabemos o quanto a intolerância é prejudicial e perigosa. E dizer que uma pessoa não gostou de uma coisa que você gostou, porque ela "não entendeu" essa coisa, é subestimar uma opinião em detrimento de outra, e subestimar a capacidade intelectual da outra pessoa. Eu te convido, com toda a sinceridade, a refutar meus argumentos, e apresentar os seus, com exemplos retirados da obra para ilustrá-los. Essa seria uma discussão produtiva - e as pessoas, e o mundo, só têm a ganhar com discussões assim.)

Me diz, como ele faria esses personagens baseados literalmente na mitologia angelical - anjos só obedecerem a suas castas e tal? Seriam sem graça, não daria emoção ao livro e pareceriam uns robôs! ?

(R: Eu confesso que desconheço a existência de uma "mitologia angelical". A questão da obediência às "castas" é algo que não encontra fundamento em alguns livros, como a Bíblia, por exemplo. Ela pode existir em outros livros, mas não é esse o ponto. E agora eu vou te explicar o que é o grande furo, na minha opinião, de ABdA: o autor não foi fiel à própria mitologia que ele criou. Sim, ele criou. O livro é dele, foi ele que escreveu, e ele poderia ter criado um universo maravilhoso, com regras e lógicas próprias. No entanto, ele estabeleceu, em seu universo diegético, que a Bíblia era correta. A partir do momento que ele estabelece que a Bíblia tem razão, que é um "livro sagrado", ele tem por obrigação seguir a lógica imposta por ela. Agora, por estar escrevendo um livro BASEADO na Bíblia, ele teria a obrigação de seguí-la? Não! Ele poderia, sim, escrever um livro com anjos, demônios e Deus, mas com uma lógica própria. Ele poderia ter resolvido isso simplesmente com uma frase: "A Bíblia estava errada, e a verdade é...". Concordo com você, quando você diz que um livro com anjos que só obedecessem às regras de sua casta seria extremamente chato. No entanto, essa regra, essa lógica, foi criada pelo próprio autor. Foi ele que definiu que os anjos que habitam o universo de ABdA seguiriam essa regra. No entanto, em nenhum momento ele segue e respeita as regras que ele mesmo criou para o universo do seu livro. É isso que contribui, na verdade, determina, o fracasso do livro - mais uma vez, um fracasso na MINHA OPINIÃO. As outras pessoas têm todo o direito de considerar o livro maravilhoso, de considerarem essas falhas como simples "furinhos", que não contribuem para o desmerecimento da obra. Vivemos em um país democrático, e defendo a liberdade de opiniões.)

Sério, o que você estava esperando neste livro?

(R: Sério mesmo? Esperava que esse livro fosse bom.)


Um grande abraço.


Brub's 08/05/2011minha estante
Olha, sua resenha até que é boa, muito bem escrita, mas até ela dá voltas e voltas no mesmo assunto, tornado-a assim, cansativa e fora de foco:
"(...) Pastilha de Nanicolina, que o reduz a uma altura de 15 cm, para que eles pudessem esmagá-lo com os pés."

Já que você é aparentemente tão letrado assim poderia ter tido o bom senso de fazer um critica construtiva ao invés de simplesmente depreciar a obra do autor.
Concordo com a sua resenha em um único ponto: Zamir ter demorado 7 meses para ir atrás de Shamira.

"ABdA pode ser enquadrado como o resultado vitorioso de uma campanha massiva de publicidade eletrônica, que conseguiu convencer as mentes mais fracas (...)"

Com isso você quis dizer que o povo brasileiro é burro e que se deixa levar por uma simples campanha publicitária? Olha sr. Merlinus ao meu ver você está extremamente equivocado... e, vejamos: não é exatamente o que você está tentando fazer? Dissecando o livro e achando inúmeros argumentos insignificantes que não fazem nada além de menosprezar o livro, com o intuito, ao meu ver, de impor e convencer "mentes mais fracas" de sua opinião?

O que eu realmente não gostei na sua resenha não foi nem sua opinião e seus argumentos, mas sim sua ironia e falta de respeito para com o autor, que apesar de tudo se mostrou benigno e aceitou seus insultos respeitosamente.

Aos verdadeiros mentes fracas recomendo que não se deixem levar pela opiniões de alienados como Merlinus, que embora faça sentido nem sempre tem razão. (ou até mesmo pelas minhas) E que leiam o livro e tirem suas próprias conclusões, e se forem fazer resenhas não sigam o exemplo de Merlinus que ironiza e menospreza o livro do começo ao fim.
Decepcionante e patética foi a sua resenha. Além de ser muito longa e cansativa...


Merlinus 09/05/2011minha estante
@Bruna4,

Muito, mas muito obrigado por esse retorno. De verdade.

Em relação aos pontos levantados por você, peço, por gentileza, que me dê um exemplo de algum assunto sobre o qual minha crítica dá "voltas e voltas no mesmo assunto". Sério, porque, se fiz isso, não foi intencional, visto que procurei abordar vários temas na resenha.

Bem, nunca foi minha intenção passar a imagem de uma pessoa "tão letrada" (até porque não me considero uma). Em relação ao "bom senso" para fazer uma "crítica construtiva", quero levantar dois pontos: primeiro, o que seria uma "crítica construtiva"? Uma crítica condescendente, que minimiza os erros e tenta exaltar algumas qualidades, ainda que essas sejam ofuscadas pelos desacertos? Não sou a favor dessa abordagem, que geralmente só resulta na perpetuação da mediocridade (em seu sentido literal - algo mediano, que está na média). Acredito que a verdade, por mais dura que seja, precisa ser dita. Em segundo lugar, esse "bom senso" é algo subjetivo. Como já expliquei, prefiro uma outra abordagem. E em momento algum depreciei a obra do autor. Apenas expus minha opinião sobre ela (e, sendo essa opinião negativa, não haveria outro resultado que senão, em um efeito secundário, e utilizando o termo escolhido por você, "depreciá-la").

Em relação à campanha publicitária e seus resultados, não chamei o povo brasileiro de burro. Mas, antes de fazer tais alegações, sugiro que você procure estudar um pouco sobre a publicidade e a manipulação de massas. Ela existe, é real, e não somente o povo brasileiro, como o de todo o mundo, está sujeito a ela diariamente. E, não, não é minha intenção manipular ninguém. Apenas expus minha opinião. Em momento algum fiz propaganda - seja positiva, ou negativa - sobre o livro. Quanto ao fato de os meus argumentos serem insignificantes, essa é a sua opinião sobre eles, e eu a respeito, pode acreditar.

Concordo com você: usei ironia em minha resenha, e não vejo problemas nisso. Gosto da ironia bem utilizada (talvez você, e outras pessoas, pensem que não a utilizei bem. Tudo bem, eu já disse inúmeras vezes que defendo e respeito a diversidade de opiniões). Talvez você queira dizer - como já foi apontado algumas vezes - que eu fui um pouco ácido demais. Concordo com isso. Agora, dizer que desrespeitei o autor do livro extrapola qualquer esfera encontrada em minha crítica. O que fiz foi criticar duramente sua obra. Em momento algum fiz ataques, ou proferi insultos, ao Eduardo Sphor. Sugiro que tenha mais cuidado com suas escolhas de palavras.

Você tem todo o direito de chamar-me de "alienado", mas peço apenas que justifique esse ataque a mim.
Concordo que minha resenha é longa, mas se foi cansativa para você, a única culpada é você mesma. Afinal, não precisava lê-la até o final.

Finalizo dizendo o mesmo que você: que todos leiam e tirem suas próprias conclusões (nunca disse o contrário). Agora, quanto a deixar de escrever uma resenha da maneira que acharem melhor, digo o contrário: estamos em um país livre, e não é crime escrever uma resenha adotando o estilo que quiserem.

Um grande abraço a todos.


luke2109 09/05/2011minha estante
Uau!!! Para alguém gastar tanto fosfato para falar mal de alguma coisa é porque essa coisa deve valer algo. Quando eu não gosto de algum livro, eu simplesmente para de lê-lo. É mais fácil assim. Claro que tenho alguns senões quanto à obra, mas qual livro que é perfeito? Esse está entre os meus preferidos. De qualquer modo, tenho que parabenizá-lo pela sua resenha. Afinal, são poucas resenhas que conseguem mobilizar tanta gente. Um grande abraço.
E, para lembrar, a graça da humanidade é a diversidade!


Andressa 15/05/2011minha estante
Ótima resenha, só tente mostrar também alguns dos pontos positivos(a não ser que não tenha achado nenhum, é claro).
abraços.


Felipe 27/05/2011minha estante
Então, vamos lá.
Primeiramente, parabéns pela resenha. Você defendeu e apresentou muito bem os seus argumentos.
Concordo com muita coisa do que você escreveu, mas como já foi dito abaixo, eu acho que você deveria apresentar alguns pontos positivos do livro, caso tenha achado algum, pois caso eu não tivesse lido a obra ou estivesse lendo, me sentiria absurdamente desestimulado por uma resenha TÃO imensamente negativa (porém, no meu caso, mesmo assim continuaria a lê-la), e foi o que eu percebi em alguns comentários.
Quanto às referências bíblicas, o autor já foi questionado sobre, e disse que o livro não deve ser lido como algo fielmente baseado na Bíblia (e como já foi notado, não é), mas sim como um livro de fantasia como outro qualquer. Acredito que isso dê ao autor alguma liberdade para fazer modificações na história e nos personagens como bem entendesse, como por exemplo o fato de Lúcifer, em AbdA, ser um arcanjo e não um querubim, como diz na Bíblia, e até mesmo a inclusão de outros seres fantásticos, como fadas e dragões.
Quanto a questão do livre-arbítrio, creio que a própria Bíblia se contradiga, pois Lúcifer não teria como invejar e se rebelar contra Deus se não tivesse vontade própria. Na verdade, acho que o que falta no mundo, neste momento, é uma definição mais coerente de "livre-arbítrio", hahaha.

Enfim, como já disse, boa resenha. Apenas negativa demais. Estou certo de que a obra tem pontos positivos, e você poderia tê-los explicitado para dar um equilíbrio.


Merlinus 27/05/2011minha estante
luke2109, Andressa e Lipe,

Muito, muito obrigado mesmo pelo retorno. Gosto muito de todos os comentários, sejam eles elogiosos ou não. De verdade.

Andressa e Lipe,

Eu concordo com vocês. Realmente, toda crítica deve apresentar os lados positivos e negativos do objeto analisado. No entanto, enquanto escrevia a crítica, não consegui levantar um ponto positivo que pudesse, usando as muito bem colocadas palavras do Lipe, dar um equilíbrio à resenha. Na minha opinião, não encontrei um ponto positivo que pudesse fazer contra-peso aos negativos. Mas, quero deixar claro mais uma vez: essa é apenas a minha opinião.

Lipe,

Em relação ao que você escreveu sobre o livre-arbítrio, me permita, humildemente, fazer uma correção: a Bíblia não se contradiz quanto a isso, porque, em momento algum, ela menciona que os anjos não o tenham. Não sei quando nem onde surgiu essa questão de os anjos não possuírem o livre-arbítrio. Embora esse preceito já tenha sido utilizado em alguns livros e filmes sobre o tema, ele não encontra fundamento na Bíblia. E, volto a dizer: não há nada errado em se escrever um livro baseado na mitologia bíblica que subverta seus princípios, desde que o autor seja coerente na criação de seu universo fantástico. O que não ficou bem foi o universo de ABDA admitir a veracidade bíblica, mas esquecer-se de seus fundamentos depois, ou dizer que os anjos não têm livre-arbítrio, mas ignorar esse princípio em cada linha de seu texto.

Novamente, muito obrigado pelo retorno.

Um grande abraço a todos.


Amala Nandini 31/05/2011minha estante
Confesso q concordo com tudo q vc disse.


Ezequias 02/06/2011minha estante
Apesar disso tudo o livro ainda me foi bastante divertido. Realmente não levei a sério a continuidade e aproveitei o "momento" do livro. É o que o Spor sabe escrever melhor.

Clichê, amador, forçado, prolixo, sem sentido e principalmente pretensioso demais, o pior pecado.

Mas não me arrependo de ter lido. O autor não é nenhum Martin ou Tolkien, mas abriu as portas para um monte de escritores de literatura fantástica.

Enfim, crítica superválida, mas acho que o autor do texto se divertiu com o livro masi que eu, já que não lembro da metade dos detalhes que foram relatados!


Ezequias 02/06/2011minha estante
Apesar disso tudo o livro ainda me foi bastante divertido. Realmente não levei a sério a continuidade e aproveitei o "momento" do livro. É o que o Spor sabe escrever melhor.

Clichê, amador, forçado, prolixo, sem sentido e principalmente pretensioso demais, o pior pecado.

Mas não me arrependo de ter lido. O autor não é nenhum Martin ou Tolkien, mas abriu as portas para um monte de escritores de literatura fantástica.

Enfim, crítica superválida, mas acho que o autor do texto se divertiu com o livro masi que eu, já que não lembro da metade dos detalhes que foram relatados!

Agora sério. Uma crítica como esta ajuda mesmo o autor do livro a escrever melhor.


rabb1t 05/06/2011minha estante
muito obrigado Merlinus.

Eu li o livro quando estava bombando e digo que quase não aguentei até o fim. Isso me deixou muito frustrado pois TODOS ficavam repetindo como o livro era incrivel e eu não entendia o porque dessa propando.

O próprio autor comentou que ele não conseguia publicar o livro com uma editora. Até que ele e seus amigos - donos e apresentadores do Site Jovem Nerd - criaram a própria editora chamada NerdBooks e iniciaram uma propaganda isessante a respeito de como o livro é maravilhoso.

Depois de meses e a fama do livro crescendo as editoras decidiram pegar o livro e se aproveitar de seu sucesso desmerecido.

Concordo plenamente com sua Resenha.


crismoreira 16/06/2011minha estante
Olá Merlinus! Achei muito interessante a resenha que vc escreveu sobre ABdA.
Eu comecei a ler o livro cheia de esperanças, pois li várias críticas positivas sobre ele, uma delas dizendo que era algo comparável ao Senhor dos Anéis.

Nos primeiros capítulos já me senti ludibriada, a estória, na minha opinião, não é bem estruturada e não possui ritmo que prender o leitor, pelo menos esta leitora.
Eu li até o final pq fiquei curiosa em saber se em algum momento a estória melhoraria, e aquele ritmo tão esperado surgiria...infelizmente não aconteceu. Me senti num balaio onde vários temas sobrenaturais da cultura pop atual, e de culturas antigas também, se misturaram.

Este livro me fez chegar a seguinte conclusão: jamais encontrarei novamente todos os sentimentos envolvidos na leitura de um livro em outro, ou seja, Senhor dos Anéis é único em sua grandeza, assim como muitos outros (bons) livros continuaram a ser únicos. Comparações, em sua maioria, levam a decepção.


SuKa 18/06/2011minha estante
Tbem comecei a ler o livro cheia de expectativas e está parado em minha estante as uns 3 meses, nao consigo ir pra frente...nao me cativou.


Lucas 07/07/2011minha estante
tá maluco? personagens desinteresantes? e o órion é oque? cara, namoral, sai desse pedestal tolkieniano que você é um moleque. palavras bonitas não escondem uma critica mal feita e desestruturada. pra começar, o grande épico de Tolkien NÃO apresenta interesse algum nos personagens. eles não são em nada aprofundados. e o eduardo foi bem competente na história dele de dar ao seus personagens pelo menos vestígios de personalidades interessantes, e quer saber? não faz diferença nenhuma. em um parágrafo eu sei que o Ablon é um cara determinado mas conflitante com suas emoções. em dois parágrafos eu sei que a shamira é uma pessoa confusa inconscientemente e está aberta a tudo que que lhe apresenta. o livro tem um timing MUITO mais interessante de o seu amado senhor dos anéis. não digo que é melhor. são diferentes. portanto engula seu orgulho e conservadorismo e releia esse livro procurando pela batalha do apocalipse, e não por senhor dos anéis.


Ju 08/07/2011minha estante
Lucas totalmente apoiado! Engula seu orgulho e conservadorismo e releia esse livro procurando pela batalha do apocalipse, e não por senhor dos anéis. +1


Merlinus 09/07/2011minha estante
Obrigado Amanda Nieto, Zackmalvado, rabb1t, crismoreira, SuKa, Lucas e Ju pelo retorno dado.

Lucas e Ju,

Não irei mais defender meus argumentos e pontos de vista. Acho que já o fiz exaustivamente em minha resenha e nos comentários abaixo. Apenas irei sugerir a vocês que leiam a contra-capa do livro que tanto adoram, pois irão ver que a comparação de ABdA com OSDA está lá e, somente por esse motivo, citei esse último livro em minha resenha.

Não me coloquei em pedestal nenhum, mas sugiro a vocês dois que tirem o Eduardo Spohr e seu livro do pedestal que vocês dois criaram para eles. Quem sabe, assim, vocês façam uma leitura mais atenta do livro.

Um grande abraço.


Halloween 16/07/2011minha estante
Sinto muito mais o seu comentário foi muito cruel, o que me deixou muito chocado e triste.
cada um tem sua opinião. Mais vamos moderar na crueldade, eu imagino que nenhum escritor brasileiro ou não, deva passar por isso.Eu não sou nenhum "expert" em livros nem gramática mais aprecio a capacidade de todos os escritores.


Gomes 18/07/2011minha estante
Olá a todos.

Conheci o Skoob agora, e só seguia os blogueiros, que por sinal são bem dedicados em questão a literatura. Vi vários comentário e resenhas nesses blogueiros e constarei que este livro, A Batalha do Apocalipse, é uma maravilha!

Sendo que quando vi esta resenha, Jesus, o quanto percebo que esses blogueiros são uma falcatrua devasada. Acho que aqui as pessoas são mais sinceras, do que um blogueiro que sempre diz bem sobre os livros só para não serem tachadas dos seus leitores.

Um grande exemplo disso é esta resenha tendo o maior número de comentários. Acho que ninguém suporta a isso. Então infelizmente não irei mais comprar esse livro tudo por causa desta magnífica resenha, e o resenhista está de parabéns por mostrar a sua sinceridade, ao contrários de muitos blogueiros por aí.

Ponto para você meu amigo! Ler deve ser um gosto, mas uma obra cheia de contradição e sem falar que enrola muito? Não, esta eu passo, pois é mesmo decepcionante como o amigo aí falou, e alguns comentários que apoiaram, pois estes têm boa memória de ler um livro, e não por comodidade.


Matheus Caixeta 03/08/2011minha estante
Rendeu o_o


Máh 11/08/2011minha estante
Caro Merlinus,

Apreciei muito a sua resenha, diferentemente de muitas outras que podem ser encontradas até mesmo em sites supostamente especializados em resenhas, a sua levantou pontos críticos da obra que são dignos de serem debatidos.
Gostaria de começar minha resenha-resposta, afirmando que não acho o livro ABdA uma obra isenta de falhas. Como grande fã de Senhor dos Anéis, não diria isso nem mesmo da obra prima de Tolkien. Porém, de fato, as qualidades do livro em muito surpassam os defeitos, e, possivelmente, a maior qualidade do livro foi a imaginação efervescente e potente de Spohr, que conseguiu conciliar, ao meu ver, de forma convincente, muito elementos históricos, religiosos, e míticos, que, à primeira vista, parecem completamente inconciliáveis.
Em segundo lugar, acho próprio discutir alguns pontos da sua "dissecação" do livro. Pra rebatê-las vou ter que dar spoilers, então, incautos, pulem para o final da "resenha".

(SPOILER)

Quanto ao livre-arbítrio:
Devo confessar, que esse ponto realmente não foi muito bem explicado no livro, uma de suas falhas. Ainda assim, arrisco a tentar formular algumas teorias acercar do assunto com o único objetivo de mostrar por que não considerei a questão do livre-arbítrio uma falha intolerável.
Segundo sua resenha, você diz que TODOS os anjos fazem escolhas, e isso já parte de um preceito incorreto. Não são todos os anjos que fazem escolhas, mas apenas o anjos mais poderosos. Segundo Spohr, os anjos são dividos em ciclos, 7 ciclos, sendo o sétimo ciclo reservado aos arcanjos, os mais poderosos da criação. Como tais, eles que tomam as decisões mais descabidas, até por que, a "casta" dos arcanjos não tem uma natureza bem definida como as demais castas. Reitero a afirmação de que a maioria dos anjos não toma decisões, relembrando que, segundo Spohr, o céu é habitado por centenas de milhões de anjos, e desses, a maioria simplesmente segue as ordens de seus superiores.
Não obstante, também sustento uma outra afirmativa: as decisões dos anjos diferiam do livre-arbítrio dos seres humanos.
De fato, muitos querubins de alta patente tomaram uma decisão, ou de seguir Ablon na sua revolta de Sodoma, ou de seguir Lúcifer mais tarde e ainda de se unir a Gabriel contra Miguel nas batalhas que se seguiram ao nascimento de Jesus.
Porém, nenhum deles escapou à Sina dos Querubins, que é de anjos lutadores. Todos decidiram pela guerra, de uma forma ou de outra. E assim por diante, com as outras castas.
Além disso, todos aqueles que fizeram uma escolha tinham algo em comum, algo que os aproximava dos seres humanos e os dotava de uma capacidade parecida com o livre-arbítrio, que era o Amor.
Então, os anjos que se rebelaram contra Miguel tinham em comum o Amor aos seres humanos. (Há aqui, mais uma falha de raciocínio, involve os anjos que guerrearam para o próprio bem, porém pode-se alegar que esses não escolheram e simplesmente fizeram aquilo que era mais adequado a sua natureza. Por exemplo, a decisão de Apollyon ao seguir Lúcifer era uma decisão de acordo com a sua natureza, sedenta por destruição)
Da mesma forma, os Arcanjos fizeram decisões baseadas em amor. Lúcifer e Miguel desejavam ascender ao caráter divino, para se aproximarem da magnitude de seu Pai, Yahweh. Agiram assim, portanto, querendo experimentar novamente a Grandeza do Amor de Yahweh. Gabriel mudou de decisão sobre sua conduta ao conhecer o Amor, sob a forma da terrena Maria, em cujo ser cintilava uma parte da Alma do Pai. A questão de ele ter tido um filho com ela é uma mera questão da "carnalidade", digamos assim. Enquanto ser carnal, Gabriel podia ser acometido por desejos carnais assim como os outros seres. O detalhe aqui é perceber que, o sexo propriamente dito, não é repudiado nem mesmo pela religião, quando há amor verdadeiro envolvido. De fato, o sexo é divino, pois é por meio desse que a humanidade teve a oportunidade de se reproduzir sobre a Terra. Por intermédio do mesmo, dois seres se tornam um só, carne da mesma carne. Sexo não é necessariamente impuro, e, portanto, o desejo por Maria não torna o Amor de Gabriel impuro também.
Rafael, que é o outro arcanjo que você cita, não tomou exatamente uma decisão, tendo, pelo contrário, abdicado da decisão e se isolado, sentindo-se vazio do amor do Pai. É claro que você pode encarar a não-decisão como uma decisão mas aí já estaríamos enveredando por conceitos filosofícos que não cabe a mim nessa resenha debater.
E, afinal, vemos Ablon, que toma também decisões extremamente descabidas. Porém, Ablon tem em si o Amor que sente por Shamira, que justifica seus atos, por que, como Spohr afirma, o Amor é um sentimento majoritariamente humano. É uma centelha divina que torna Ablon, portanto, capaz de tomar certas decisões, ainda que, teoricamente, limitadas. Então ele se torna capaz de rejeitar a sua missão para salvar o Amor da sua vida.


Jesus em ABdA:

Concordo, em grande parte com o que você disse sobre a figura de Jesus de ABdA. Ainda assim, devo discordar em alguns pontos, e discorrer sobre outros que considero importantes e mal interpretados. Quanto ao comentário de Orion, ele apenas reproduziu a crença popular de que Jesus é uma das partes da Trindade. Porém, nem ele nem Ablon sabiam, à época, a verdadeira natureza do Iluminado. Ou seja, para eles o título servia.
Quanto à importância "exagerada" de Jesus na história mundial, sendo chamado de Iluminado em detrimento de outros líderes de paz, vale lembrar que os anjos são criaturas do universo "hebreu", por assim dizer. Ou seja, a importância maior que ele tem, vai de encontro à prerrogativa angélica do livro. Jesus é o maior ícone da Bíblia, e, portanto, é natural que tivesse papel de destaque em um livro que fala sobre seres bíblicos.
E, adentrando no assunto da Bíblia e às referências Bíblicas em ABdA, é imprescindível relembrar que em momento algum do livro o Autor explicita que a Bíblia é receptáculo maior de informações sobre a Mitologia do livro, ou sobre a verdade do Universo.
De fato, Ablon pesquisa um manuscrito que fala sobre o apocalipse, e o apocalipse transcorre de acordo com o descrito no último dos livros bíblicos, porém, isso não torna as outras narrativas bíblicas em algo certo. O por que da descrição do Apocalipse bater com os acontecimentos do Apocalipse é uma questão obscura, mas não acho que é uma hipótese ruim considerar que algum anjo Malakin tenha dado o escrito para Pedro propagar a palavra e tentar reverter. Ou mesmo um Ofanin, que cuidam dos seres humanos. Enfim, há muitas possibilidades e nem todas elas são incoerentes. Ademais, a Bíblia como conhecemos hoje é apenas um apanhado de escritos provenientes de locais diferentes e selecionados de acordo com os interesses da Igreja e provalvemente adulterados também segundo os mesmos. Portanto, não é claro que a Bíblia seja realmente confiável quanto à veracidade das informações.


Quanto a Yahweh:

Também achei o Deus máximo da mitologia de ABdA inconsequente e patético, porém, a sua decisão de se dissolver no universo para ser onipresente é uma decisão que faz sentido, pois o mesmo desejava estar perto de sua criação o máximo possível. É uma atitude egoísta, mesquinha e idiota, sim, mas faz sentido. Ninguém disse, no Livro, que Yahweh era perfeito.
Ademais, ele deixou os seres humanos pra fazerem suas próprias escolhas, assim como, de certa forma, também deixou essa opção de fazer as próprias escolhas aos anjos e arcanjos.

Sobre personagens patéticos:

Concordo inteiramente que a Irmandande dos 18 foi patética ao falhar. Porém, há de se lembrar que estavam lutando com poderes muito grandes, e, afinal, eram apenas 18. Ao serem banidos do céu, perderam a capacidade de lutar por seus ideais, pois não mais poderiam voltar ao plano etéreo (ou assim acreditavam). Fugiram por que tinham de fugir pra preservar a vida própria, mas ainda assim lutaram quando eram desafiados. O grande valor deles foi realmente como símbolo da resistência pois a maioria absoluta dos anjos não teriam coragem de se levantar contra Miguel, não sem um símbolo. A maior virtude dos dezoito foi a coragem, ainda que uma coragem burra que não levou a nada de imediato.
Quanto a Sieme morrer, concordo inteiramente que foi desnecessário. O bendito tempo que ela ganhou não serviu realmente pra nada, se formos sinceros. Mas, a verdade é que ela fez uma escolha. Ela desejava morrer lutando pelo seu ideal, principalmente depois de absorver parte da maravilha divina da criação, de entender o poder do amor ao absorver as memórias da controladora de tráfego aéreo no Brasil. Se ela fosse privada dessa escolha, é provável que ela morresse em desgraça, nunca mais recuperasse o orgulho e a auto-estima. Portanto, o que Ablon fez foi apenas respeitar sua decisão, de uma forma que muitos de nós deveríamos aprender a fazer em relação a nossos semelhantes e, principalmente, àqueles que não são tão semelhantes.


Quanto à irmandade:
Concordo com quase tudo, o único detalhe que tenho a acrescentar é que essa vontade de reencontrar os velhos amigos é justificada, primeiro pelo fato de o perigo ter-se tornado palpável, e segundo pela própria solidão da longa separação. O que não torna menos ridículo, e, sim, mais compreensível a atitude tomada pelos dois anjos renegados.


Quanto À Ishtar:
Realmente teria sido mais fácil matar Ablon logo, porém ele parecia ser mais difícil de rastrear que os outros, e também muito mais poderoso, impondo um desafio mais complicado de se transpor.


Quanto a Ablon:
Ele é meio exagerado mesmo. O.o



Flashback 1 (veneno):
A lógica do veneno não é perfeita, mas é "engolível". O tempo que faltava para ele morrer, ele podia saber por que está contado a história do futuro, como pode-se perceber pela forma "onisciente" como conta todas as histórias. Também não entendi muito bem a forma como ele descreve tão bem os compradores, mas creio que é simplesmente uma oscilação entre uma narrativa limitada em primeira pessoa e outra onisciente em terceira pessoa, que se ajusta conforme a "necessidade" da história. É claro que esse recurso tira um pouco da verossimilhança do relato, porém também não considero um erro grave.

Flashback 2 (Zamir):
Não entendi essa também, realmente seria burrice atrasar a sua ida. Por outro lado, a confiança é uma faca de dois gumes, e poderia tê-lo feito acreditar que não havia motivo pra se apressar pois Ablon já estava morto e ninguém mais poderia impedir. Agora, daí pra ele ter chegado no exato mesmo dia que Ablon, a única explicação é mesmo pra dar dinamismo a história, apesar de ser uma coincidência inverossímil.

Flashback 3 (Shamira):
Uma bruxa, na mesma região que ele sabia que ela estava, de pele alva e cabelo negros. Seria difícil que não fosse Shamira. Ademais, ela gostar da natureza não exclui ela gostar de cidades. Eu,por exemplo, adoro a natureza, amo deitar na relva ouvir o canto dos passáros, olhar pro céu, etc... Mas nem por isso eu vou passar a minha vida inteira no meio da floresta.


Chapolin:
Acho que o que Lúcifer queria dizer é que Ablon não deveria morrer com honra, morto em um duelo, e, sim, depois de ser humilhado por 200 anos e então executado em praça pública demonstrando que o mesmo era incapaz e fraco, e não um líder honrado de legiões.


Lúcifer e Miguel:
Provavelmente eles resolveram antecipar a divisão para se prepararem pra ser deuses diferentes, e também pra dar uma motivação para os guerreiros sob seus comandos (guerreiros funcionam através de guerra, esse é o princípio que eles defendiam).
O poder de Miguel não era absoluto, mesmo sem Deus. Em dado momento do livro é dito que a força dos sábios humanos que vivem no terceiro céu é tão poderosa que nem um arcanjo poderia entrar lá sem ser autorizado. Ademais, Miguel temia a revolta dos anjos, por isso tinha quem parecer justo, por isso não exterminou completamente a humanidade. Depois, quando não tinha mais esse "empecilho", o tecido da realidade dificultou suas ações na terra e as guerras civis começaram, demandando grande atenção.
E, ainda mais, Miguel acreditava que não conseguiria exterminar a raça humana sozinho, pois depositava sua confiança naquilo que estava supostamente escrito no livro da vida, que dizia que eles só pereceriam totalmente ao final do sétimo dia.

Babel:
Ablon não mata mais de mil homens.
Pág 113:
"Correu depois pelo meio dos homens, evitando cada ataque, cada pancada, e revidando também, com movimentos tão rápidos que INCAPACITAVAM os soldados. Logo, perto de mil babilônicos já haviam sucumbido".

Ou seja, perto de mil babilônicos incapacitados, o que condiz com as habilidades do guerreiro, que conhecia pontos vitais capazes de paralizar os seres humanos.
E tem, sim, uma diferença entre ceifar a vida do Rei e condená-lo ao sofrimento. Segundo a lógica de muitos alados, a redenção é alcançada através do sofrimento. É só observar o objetivo do purgatório, que é de purificar as almas através da dor. É uma lógica condizente com a natureza dos anjos.

(/SPOILER)



Pra terminar, acho que é uma boa idéia explicitar o motivo pelo qual gostei muito do livro.
Spohr conseguiu conciliar, sim, várias referências mitológicas e pop no seu livro. Muitas pessoas compararam o poder dos anjos à Cavaleiros do Zodíaco, achando que tinha algo errado nisso. Eu não vejo nada errado nisso, e o próprio Spohr sustenta que, dentre as inspirações para escrever o livro, figuram os desenhos animados japoneses.
Além disso, criticam a existência de seres como fadas, duendes, etc...
Pelo que entendi essas entidades só existem na nossa dimensão por causa da nossa crença nelas. Ou seja, a nossa crença alimenta a existência de seres fantásticos, então, rememorando Peter Pan, cada vez que você diz que não acredita em fadas, você mata uma fada. E o raciocínio é esse mesmo. Os próprios Deuses pagãos tiravam seu poder da adoração que recebiam dos humanos, que tinham uma fagulha de Yahweh, o Deus supremo, dentro de si. Yahweh se tornou supremo ao derrotar Tehom, e dele tudo que existe no universo hoje derivou então ele é o mais poderoso ser que existe. De fato, todo o resto é parte dele, e nada disso entra em contradição. A mitologia encaixa e tudo faz bastante sentido, no geral.
O livro só não é melhor por que, chegando perto do final, Spohr começa a apelar pra clichês gritantes e termina de um jeito estúpido e sem explicar nada sobre o que aconteceu.
Porém, reitero, toda a Mitologia do livro é fantástica e merece sim aplauso, esse livro brasileiro.
E mais, a maestria com que ele recria cenários ancestrais, como a Roma Antiga, a China dos imperadores, o deserto arábico, a Babilônia, etc. é linda.


Tenho quase certeza de que tinha mais coisas pra falar mas já cansei de escrever. ¬¬


Barbiye 11/08/2011minha estante
ABdA é um livro bem escrito, traz muitas informações, é legal e tal, mas deixa um vazio enorme no final da leitura. Eu li e pensei "OK, e daí?"... O livro não tem outro objetivo a não ser mostrar porradaria entre anjos e demônios. Mais do que influência de Cavaleiros do Zodíaco (que tem uma moral da história), ABdA é quase uma imitação de CdZ, com suas armaduras douradas e de prata, golpes, nomes de golpes, mais porradaria.

E o comentário de que Ablon é um robô procede. Esse personagem é insosso, sem carisma algum, sem expressão, não toca o leitor. Muito músculo, força, e nada de humano nele.

Pode parecer que não gostei do livro, mas não é verdade. O livro é legal. Não marca o leitor, mas é legal.

Mais uma coisa (spoiler?) - será que alguém não percebeu desde o início que o Anjo Negro era Apollyon? Era tão evidente que eu esperava uma surpresa no final, mas ela não veio...


Caldeira Brant 28/09/2011minha estante
Posso não ter gostado desse livro e até concordo em boa parte com a sua crítica. Mas tenho que defender o moço. Quando o senhor afirma que a "publicidade em torno do romance conseguiu convencer as mentes mais fracas de que a falta de estrutura narrativa nada mais é do que um alto nível de elaboração intelectual e literária" está sendo injusto. Outros meninos da literatura atual brasileira,tais como João Paulo Cuenca, Santiago Nazarian, etc, apontados pela crítica como "gênios", tem o mesmo problema com seus textos indigestos e confusos. Acredito que o problema esteja seriamente relacionado com o nível de formação que é dado a esses jovens e que poderiam ter um futuro literário brilhante, tem sua origem nos professores da língua pátria lamentavelmente despreparados e mal pagos e na influência da medíocre produção norte-americana e televisiva. Portanto, demos um voto de confiança ao menino. Não é justo criticá-lo isoladamente como uma estrela solitária neste contexto de mediocridade que assola o país.


KHOR 01/10/2011minha estante
Li o livro e gostei muito. Tenho recomendado aos meus amigos que o leiam. Tive uma grata surpresa quando descobri que o autor é brasileiro. Ainda temos a grande tendência de desvalorizar o que é produzido em nosso pais. Parabéns ao autor e que continue com muitos outros livros com tema semelhante.


K a a h 06/10/2011minha estante
Caara, comprei o livro em questão e simplesmente to amando cada linha, o Eduardo é um ótimo escritor e tem uma mente brilhante, me dar um orgulho ser brasileira!


camilaapn 25/10/2011minha estante
Ah, me desculpe, Merlinus e os outros que concordaram... Não acredito que em nenhum momento o Spohr quis ser o Tolkien - e não é culpa dele que os senhores tenham esperado tudo isso. Se os senhores comparam tudo o que lêem com o Senhor dos Anéis ou outras obras literárias de grande renome eu sinto pena de vocês, pois tenho certeza de que grande parte das suas leituras são decepcionantes.

Quanto à "publicidade eletrônica", é absolutamente normal,principalmente quando é sabido que o autor do livro é um dos participantes de um site e podcast famoso e portanto conhecido no meio eletrônico. E como em qualquer coisa na vida é comum que amigos e simpatizantes ajudem na divulgação.

Desculpem novamente, mas considero ridículo que se cobre tanto em uma obra de fantasia.
Poderia aqui discutir como foi ridículo o seu comentário a cada ponto, mas vou me poupar.


Cayo 28/10/2011minha estante
Você sistematizou tudo que eu pensava sobre o livro. Ainda não acabei o livro, faltam pouco menos de 100 paginas.

Mas acho que o maior pecado de todos está está nas orelhas do livro, onde ele é comparado a Tolkien. É meio patético ao extremo.


melissa 27/11/2011minha estante
Eu não acho que o Eduardo Spohr quis ser Tolkien e de clichés literatura de fantasia está cheia. A questão não é chegar lá, mas COMO chegar lá.

O livro tem suas inconsistências? Tem sim, mas porque é um projeto ambicioso e o primeiro livro do autor.

E os seus pontos de crítica não fazem muito sentid, sabe? Parece que você nem leu o livro direito e já foi se armando todo pra criticar.


melissa 27/11/2011minha estante


Ah, e só uma coisinha, a sua crítica (e principalmente a parte sobre o livre-arbítrio e sobre o rei Nimrod) só mostra que você realmente não tem prática em leitura de mitos e referências ás culturas judaica, cristã, oriental e esotérica. E o final, do livro, inclusive não é nada mais do que a visão da vida como ciclo.


Jones 29/11/2011minha estante
Concordo com tudo que a messila disse. Faço dela as minhas palavras.


natalia 31/12/2011minha estante
"portanto engula seu orgulho e conservadorismo e releia esse livro procurando pela batalha do apocalipse, e não por senhor dos anéis." +1245579528

Olha, francamente, acho ridículo alguém que só por não gostar de um livro, tenha que atacar tão brutalmente um autor. Você poderia facilmente fazer um crítica expondo todos esses ponto de vista, de uma forma construtiva, e apresentando alguns pontos que valham merecimento do autor. Só pela criatividade, a dignidade e a força de vontade para se criar um livro todo, (ainda mais no Brasil onde os autores são tão criticados)eles merecem um pouco de consideração. Outra coisa que eu acho ridícula e infantil ( não estou dizendo que você É infantil, até porque pela sua resenha eu percebi que deve ser alguém culto, mas sua atitude foi.), é só por um autor escrever uma obra de fantasia, e citar Tolkien, não significa que você tenha que comparar e achar que o autor quis ultrapassar Tolkien, ora, todo autor se espelhou em alguém, e sempre quis ser esse alguém, talvez seja isso que ele quis dizer, ainda mais sendo seu primeiro livro. Pareceu-me que você leu o livro, já pensando em sua resenha crítica, apedrejando o autor. Francamente, ridículo. Como não sou ignorante, devo admitir que você escreve bem, e provavelmente conseguiu o que quis, fazer uma crítica intrigante que despertasse a curiosidade de todos. Parece que você não sabia do que estava falando, assim como a melissa disse. Bem, é a minha opinião, assim como você deu a sua e eu respeito, espero que faça o mesmo.


Luh ~ 10/01/2012minha estante
Dispensando comentários longos, análise ridícula. Fã alienado de Tolkien dá nisso mesmo. Spohr jamais quis "copiar" alguém. bjs

Natalia ali embaixo falou bem. :)


Fabiane 15/01/2012minha estante
Faço da Natalia minhas palavras


Mauro 20/01/2012minha estante
Apesar da tamanha crítica, você ainda diz no começo da resenha que tem esperanças de que o autor melhore em algum outro livro. Mas, depois de tudo dito, você realmente comprará o outro livro para ver se ele realmente melhorou? ou você desistiu dele?


Agnes 23/01/2012minha estante
Considero uma crítica muito cruel...Li muitos comentários aqui que querem comparar a obra com trechos da bíblia mas esquecem que o objetivo do livro não é esse. É uma narrativa nova, fictícia, sobre um acontecimento. Não se deve começar a ler um livro já comparando ele a outros... cada livro é único. Eu o considero muito bom, pode ter seus erros sim, mas não o diminuem de maneira alguma.


Pat Kovacs 27/01/2012minha estante
Gostei da crítica, está bem estruturada. Mas também gostei do livro que, felizmente, comprei e li antes de ler essa crítica.
Concordo com os pontos abordados, exceto com essa mania de querer que todo livro de fantasia seja equivalente a SdA ou que um universo fantástico tenha que seguir alguma "cartilha" (no caso do livro, a Bíblia). Fantasia é fantasia e tudo é válido, porque "é de mentirinha".
Deve ser muito chato ter essa capacidade de enxergar a estrutura e detalhes numa obra :( Provavelmente, nunca ficará feliz com o que ler, pois tudo tem seus defeitos.
Se um romance como o Batalha tem tantos defeitos assim, fico imaginando quantos não terão um simploriozinho qualquer - e imagino quantos os meus escritozinhos têm de defeitos! Provavelmente tantos que eles são o próprio defeito, kkkkkk!
Valeu. Uma boa crítica.


Gle 07/02/2012minha estante
Bem sou fã do senhor dos anéis, li o Hobbit, o Silarilion,obras de um grande escritor, e confesso que em dado momento achei monótona a leitura.Há quem deteste as obras de Machado de Assis, o que se pode fazer?! Eduardo Spohr , traz para a literatura nacional o gênero fantástico, antes dominado pela literatura estrangeira, sou fã de mitologia, amei a história. Apesar do autor relatar passagens da história da humanidade, devemos lembrar que é uma obra de ficção, a dualidade está presente em nossas vidas: bem e mal,amor e ódio, dia e noite...gostar e detestar.
Eu li ABdA, gostei e pra quem curte o tema recomendo.Li tb o FdE é melhor ainda e estou esperando ansiosa pelo terceiro.


daniani 07/02/2012minha estante
Bah, achei que nunca ia achar alguém que concordasse comigo. Concordo em número e grau com a resenha. O livro não tem pé nem cabeça, e em vários pontos há incongruências. E o que é o final do filme? Eu não entendi nada de nada e muito coisa ficou sem resposta...


Celle 09/02/2012minha estante
Não tive disposição nem de ler todos os comentários, mas li essa resenha (se é que pode ser chamada disso) e alguns comentários concordante e discordantes. Não consegui ficar quieta, de qualquer forma.
Todos tem o direito de criticar os livros que leem, mas comentários que chamam personagens de patéticos e trechos da história de inúteis, na minha visão, são ofensivos.
Acabei de ler o livro, e antes não tinha muita vontade de fazê-lo. Gostei muito e me surpreendi.
Mas tenho certeza de que se lesse esse texto antes de ler o livro, continuaria achando que o autor da resenha queria criar polêmica e aparecer.
Infelizmente, conseguiu.


Alvarofsj 24/02/2012minha estante
Concordando com a colega abaixo, e discordando ao mesmo tempo. Alguns pontos da crítica fazem sentindo, mas acho que teve um pouco de exagero em certas partes.
Há de convir que este é um livro de FICÇÃO, ou seja, é uma estória, não há fatos reais. Exigir total coerencia com a bíblia e afins religiosamente é um tanto "demais" pra um livro deste tipo. Não me entendam mal, não acho que ABdA seja um livro perfeito, mas como uma das primeiras obras do autor, está ÓTIMO e tem me divertido muito até então.


Sheilinha 08/03/2012minha estante
Eu até gostei do livro apesar de acha-lo muito "Cliche", e como o amigo da resenha diz, a narrativa é confusa, as vezes em 1ª pessoa outras vezes em 3ª, o livro é confuso o final é uma bosta sem sentido, (eu não gostei do fim), é um livro que foi feito como um roteiro de filme, tem toda ação que um filme precisa, o Anjo é muito mais muito humano pro meu gosto, não to falando que ele é humano no bom sentido, to falando que o anjo tem todos os defeitos do ser humano, como ja foi dito pelo colega da resenha, mais mesmo assim é um livro bom, vale apena por ser de um escritor brasileiro temos que incentivar.


14/03/2012minha estante
Ta ok! não resisti... vou deixar minha simples opnião, sobre o livro e não sobre a resenha.
O livro é bom de se ler, ta va louca pra chegar ao fim. Não gostei do fim, mas a leitura é boa. Como nunca li o senhor dos anéis e odeio os filmes da série... sou suspeita pra falar.
então quem quer um livro legal de se ler, com muito conhecimento histórico e muita mitologia é um bom livro, pra quem é igual eu, religioso, é um péssimo livro. Vai de encontro com tudo de correto que a biblia diz.


Impar 27/03/2012minha estante
Acho que você tem uma puta raiva do autor né? Não é possivel que você tenha feita essa critica "tão construtiva! a respeito do livro a toa. acredito que o cara tenha que pelo menos ser reconhecido, pois por mais que a narrativa seja confusa, o tema e personagens cliches, mas ele deu um pouco do melhor dele para escrever esse livro. Sinceramente? Em vez de perder seu tempo acabando com o livro do cara, use seu conhecimento para escrever algo melhor. Bem melhor do que isso que você fez né? Concordo com a Natalia la embaixo, achei sua critica bem escrita, mas obviamente, infantil.


RodneyRJ 01/04/2012minha estante
Acho que você foi infeliz no seu comentario. É um bom livro, principalmente por ser escrito por um brasileiro. Se fosse um estrangeiro você estaria elogiando....


Anderson 02/04/2012minha estante
Rapaz, o cara não falou nada de Bom do Livro!!!
Acho que ele, no fundo, gostou do Livro! Gastou tanto tempo lendo e outros tantos comentando aqui... Gente é uma obra de Ficção, será que dá para ser analisada dessa maneira!? Penso que deveria ser analisada mais com coração e sentimento do que com a mente! Não é livro técnico mermão!!! Nem Matemática nem Física! Nota zero para esse comentário. Não Recomendo!!!


Merlinus 19/04/2012minha estante
Philippe,

Exclui seus comentários apenas por seus insultos. Se você quiser aprender a discutir de maneira educada e civilizada, vá, aprenda, e volte aqui e expresse sua opinião de forma mais, digamos assim, impessoal. Se nem o próprio autor do livro me tratou assim (aliás, ele, como pessoa inteligente que é, entendeu que minha crítica foi à sua obra, não à sua pessoa), por que deveria aceitar isso de VOCÊ??

Até hoje não apaguei nenhum comentário. Infelizmente, fiz isso com os seus. Se quiser revisá-los e apagar os insultos, pode voltar a publicá-los aqui. Não os apagarei (como, repito, não apaguei nenhum até hoje), e você poderá mostrá-lo, orgulhoso, aos seus amigos.

Um grande abraço.


Well 22/04/2012minha estante
Merlinus, parabéns pela crítica antes de tudo. Como você, eu também me incomodei com alguns detalhes lógicos da trama. Alguns eu tolerava, outros me incomodavam, mas de qualquer forma não foi nada que me fizesse deixar de continuar a leitura.
Muita gente aqui esta julgado a sua crítica de forma negativa e isso em nada acrescenta ao debate. O ideal seria que as pessoas usassem de seus argumentos para confrontar os seus.

Usando um elevado nível de rigor de julgamento eu poderia até concordar com 90% do que você disse, mas eu consigo ler de maneira mais descontraída e deixar passar algumas "falhas". Assim eu consegui terminar de ler o livro e continuar gostando. Claro que isso depende de pessoa para pessoa, se o livro fosse sobre a temática: vampiros, eu teria com certeza o mesmo rigor que você.


Mica 09/05/2012minha estante
São tantos comentários para ler.....
Bom, quando ao livro, digo sem sombra de dúvidas que foi um dos piores livros que eu já li. Até fiquei meio sem jeito lendo a sua resenha, porque você disse exatamente o que eu pensei durante toda a leitura, só que de uma forma tão completa e estruturada, que agora fiquei sem coragem de resenhar.
Eu dei duas estrelas para o livro, não porque tenha achado que o livro em si mereça, mas porque reconheço que o autor se esforçou e tentou fazer algo legal. Infelizmente nadou, nadou e morreu na beira da praia.
A sensação que eu tive é a de que o Eduardo Spohr já mestrou muito RPG (ou jogou inúmeros jogos). A sua narrativa é exatamente igual a de um mestre de RPG. No entanto, isso funciona maravilhosamente bem durante um jogo, mas não tão bem quando você está lendo um livro.
É como se o autor tivesse lido vários coisas, pesquisado bastante e quisesse que todo mundo soubesse que ele se informou o máximo possível. Descrevia coisas inúteis, raças que não tinham a menor importância para a trama, cenas que só estavam lá por estar, mas não tinham absolutamente nada a ver com a batalha em questão...isso quando não descrevia alguns objetos e lugares minuciosamente sem a menor necessidade, como se o leitor fosse tolo e não soubesse o que é (ou como pesquisar). É como eu disse, hábitos de mestre de RPG (nada contra o RPG, eu adoro, minha crítica é à técnica utilizada para escrever o livro).
Eu particularmente não me importava com nenhum personagem. Talvez com Shamira, que foi a mais pé no chão no decorrer do livro, apesar dos pesares. Ablon era um herói cansativo, difícil de torcer por ele.
Como eu disse, todos os pontos que você expôs, eu também pensei enquanto lia (só deveria ter anotado, porque minha memória é ruim e passei meses lendo...aliás, eu que costumo ler livros para acordar - quando me empolgo eu varo a madrugada - começava a ler ABdA e ficava morrendo de sono logo após a segunda ou terceira página).


juliablack 12/05/2012minha estante
estava procurando resenhas desse livro para ums futura leitura e me déparei com tua resenha.
vc tem opniões fortes sobre o livro...
não sei se o livro é bom ou ruim embora pelo enredo e francamente minha intuiçao acho que não é meu estilo.ainda mais depois desta resenha!
parabens por expressar suas opnioes independente de quem goste ou nao e por expressa-la de forma tão bem construida!


Bruno 21/05/2012minha estante
Acredito que com uma critica tão empenhada, você poderia nos presentear com um livro teu.

Vejo as pessoas criticando tanto este livro e penso:
Existe livros perfeitos? Pois a sua ideia e que ABDA deveria ser perfeito.

Sinceramente não sou um leitor que ja leu dezena de livros, mas os poucos que li eu percebi que sempre existe alguem que acha ou inventa algo pra criticar.

Estou aguardando teu livro, ancioso pela tua obra-prima. Por que criticar e facil, quero ver fazer melhor.


Thici 28/05/2012minha estante
O livro é uma obra de ficção, assim como O Senhor dos Anéis, tem personagens diferentes como árvores falantes, anões guerreiros, hobbits , elfos e etc.O livro deveria ,então, ser tratado como é: ficção , ou seja, que foge da realidade.Se o livro não tem nada a ver com a bíblia e dai?O autor criou a sua própria história , onde o sol era criado no 4 dia, onde Lúcifer era um arcanjo e Miguel era um arcanjo ciumento e psicopata.
O livro tem realmente algumas coisas a serem criticadas , como o fato dos flashbacks desnecessários e Shamira ser ,para mim, um personagem cansativo e egoísta que rouba "as auras" de espíritos maus só pela esperança de um dia poder ficar junto do anjo renegado.


Vinicius 04/06/2012minha estante
Comprei o livro bastante empolgado pelos elogios que fizeram a ele no "Nerdcast", decepcionei-me profundamente com as limitações narrativas, a superficialidade e os clichês (colocações da resenha com as quais concordo). Existe a colagem gratuita de situações que pareciam ser apenas "exigência do roteiro", diálogos e condutas pouco críveis que, particularmente, considerei risíveis como tentativa de pseudo-aprofundar os personagens. Muitos momentos He-Man e outros Cavaleiros do Zodíaco (muitos mais) tornam a leitura desinteressante e enfadonha para o leitor maduro. O sucesso de Spohr, contudo, merece elogios. Mesmo que eu não os enxergue, a obra deve ter seus méritos para atrair tantos leitores (se for uma brincadeira consciente do autor, mais méritos ainda). Imagino que a colossal venda de exemplares pode, inclusive, servir de incentivo para a divulgação do gênero e, ao menos, revelar que a literatura fantástica de autores nacionais tem potencial de mercado. Espero, entretanto, que isso venha através de obras melhores, talvez até do próprio autor, que tem potencial, suas descrições não são ruins (embora em alguns momentos desnecessária e excessivamente barrocas, do ponto de vista da linguagem) e revela algumas idéias boas de trama, que carecem de um melhor desenvolvimento lógico e literário. A maior segurança em uma segunda obra pode elevar, com certeza, a qualidade de seus escritos. De todo modo, fazer o brasileiro ler não é algo fácil e, somente por isso, Eduardo Spohr já mereceria os parabéns.


Vinnicyus B 20/06/2012minha estante
Merlinus parei de ler a sua crítica quando você colocou como ponto negativo o autor usar o adjetivo ruminante para se referir a um camelo. A meu ver, uma das maiores vantagens da literatura é você poder conhecer coisas novas, sejam palavras, pessoas ou lugares. Será que Mario Puzzo não usa adjetivos para se referir a personagens ou sempre cita-os pelo nome?
PS.: nem tente ler Herdeiros de Atlântida, vai ser um baita desafio para você pois Eduardo Spohr escreveu a palavra "pseudópode" antes da página 100.


Mandy 25/06/2012minha estante
Você deve ter lido diversos generos literarios tal que seu senso critico e gosto é de extrema exigencia.

Já faz um tempo que li ABdA e que é uma das minhas literaturas prediletas por se abordar em
mitologia angelical.Ele pode em algumas paginas ser contraditório, mas o autor se esforçou para misturar ciencia com religião, tornando a leitura fantastica.

O que realmente concordo com você é a confusão dos flashbacks e mudança da narração em terceira pessoa-primeira pessoa-terceir pessoa. E só porque as personagens dão lições de morais como se fossem desenhos animados, não quer dizer que é clichê... Aliás, como é que esse livro chamaria atenção dos leitores(a grande parte) sem ter a essencia infantil como em histórias em quadrinhos e desenhos animados. Querendo ou não, essas animações encantam o publico adulto até hoje!

E o autor não focou apenas no protagonista da história, assim não ficando cansativo. Além disso, o autor mesmo disse que ele se baseou
naquilo que tinha conhecimento e amava ver em sua juventude.

Outra coisa, você deveria levar em consideração que esta é uma das primeiras literaturas de fantasia a virar - você aceitando ou não - um best seller nacional, cujo nos mostra que o brasileiro pode e deve aprender a valorizar as obras nacionais.

E se você acha que o autor pecou nas informações sobre a mitologia angelica, procure se aprofundar por isso e tirar suas proprias conclusões do que está de acordo/certo/logico e o que não está...

Caso você espera alguma literatura brasileira que seja realmente original, procure os livros classicos da literatura. Pois na sociedade em que vivemos, hoje em dia, não há como criar algo 100% original sem ao menos ter uma base onde você tenha visto e acompanhado alguma vez em sua vida. Ou seja, os autores de hoje eles criam, mas replicam algumas cenas quando criam suas obras.
Então deixe de lado suas expectativas quando se deparar com livros do genero ou qualquer um que seja lançado ultimamente pra não te desagradar.

E ja que este livro te desagradou tanto, por que você não tenta escrever um livro de fantasia que aborde uma mitologia original que venha de ti?! Um livro no qual supere até mesmo Machado de Assis?!

Por um lado, a sua critica ajuda o autor a melhorar sua criatividade para os proximos lançamentos. Mas por outro, seu senso critico está mais voltado para livros academicos ou histórias do tipo "O Codigo Da Vince".

Ou seja, tem que ser mais cauteloso ao criticar uma obra, sendo ela positiva ou negativa. No qual não pareça agressivo e que possa ser uma discursão democratica como você disse pra Mandy Esteves(logico que ela é confusa e tem pouco senso critico, mas...)

Lembre-se, nenhuma obra é perfeita e sim agradável para seu publico. Então acredito que não há coerencia nem na sua critica, nem nos que defendem cegamente o autor.


Fabio 30/06/2012minha estante
Embora deva concordar com algumas das suas criticas tenho que lhe dizer que você está bastante errado, graças a você muitas pessoas que iriam comprar o livro desistiram, a verdade é que você não leu o livro com atenção, a maioria de suas criticas tem a resposta no livro mas como você deve ter lido só por ler não percebeu e queria dar uma de '' bonzão '' e vim aqui criticar um livro ótimo como ABdA, causo deixe de ser ignorante e queira dialogar sobre o livro me adicione, Fabiodosobre@hotmail.com


Damon 21/07/2012minha estante
Sinceramente não li nem metade desse seu "desabafo" todo, porque nem se pode chamar isso de resenha... O livro é genial e lhe faltou um minimo de interpretação e atenção apenas, para entender o contexto todo da história. Eu li apenas as primeiras linhas de cada paragrafo e fiquei realmente impressionado, então quer dizer que Ablon era mesquinho? O Anjo Renegado que passou o livro inteiro em busca de seus objetivos, de seus ideais é mesquinho? Ele que botou diversas vezes a própria felicidade de lado, que era ficar ao lado de Shamira, para dar continuidade as suas missões etc...

Provavelmente você não deve ter prestado atenção, mas a defesa de Sion no fim do livro, a força de Miguel, tinha por volta de 100 milhões de anjos apenas do lado de fora... E você ainda tem a coragem de reclamar porque os 18 coitados presos no plano físico não tentaram dar continuidade na revolução? Meu amigo, leia novamente e preste atenção, de preferência não leia apenas só os dialogos dessa vez...


guiémi 06/08/2012minha estante
ISSO é uma resenha? Poupe-me hahaha


Moratori 07/08/2012minha estante
Há uma grande diferença em criticar e depreciar uma obra, e infelizmente, seu comentaria vai mais para a segunda opção, de depreciação da mesma. Como alguns comentários já disseram, está quase para um desabafo do que para um critica.
Há pontos que poderiam ser mais trabalhados no livro, pois creio que o tamanho do mesmo fez ser mais compacto.
Como o livro é de ficção fantástica,não precisa seguir a risca certos preceitos.

Como critica negativa na leitura do livro,tenho quatro pontos a considerar:

- "Particularmente" não gostei da parte das fadas e duendes.

- O Anjo Negro deu para saber que era Apollyon desde a primeira aparição. Por sinal, personagem muito interessante que deveria ter sido mais explorado.

- A forma em que Lúcifer foi morto, que para mim foi extremamente desgostosa, e achei um dos pontos mais desfavorável do livro.

- E o que mais me incomodou foi Ablon ter matado Miguel de uma forma tão fácil.


Esses dois últimos, são realmente o ponto fraco, já que Lúcifer e Miguel lutaram no inicio da vida contra as trevas, e ver os dois serem mortos por reles anjos, foi para mim muito chato, pois poderia ser trabalhado uma forma melhor de isso acontecer, trazendo até mesmo um final melhor para o livro, o qual por sinal, mesmo com esses empecilhos, foi muito bom.


Como pontos positivos, simplesmente achei fantásticos os flashbacks e detalhamentos das eras e lugares, mostrando um estudo aprofundado em bastante coisa. Esses flashbacks por sinal foram um dos pontos fortes do livro para mim.
O desenrolar do plano de Miguel e Lúcifer também foi ótimo, e a chegada de Lúcifer com sua orda lutando ao lado de Miguel foi perfeito, só não ficou melhor pelos motivos que apresentei acima.

Gostei muito do tipo de leitura, fácil e fluente.

Ao autor, Eduardo Spohr, pode ter certeza que seu livro fez uma revolução em relação a esse tipo de ficção em caracter nacional, pois é realmente excelente.


Philippe Correia 21/08/2012minha estante
Fiquei um tempo sem acessar o Skoob... Aí me deparo com uma situação engraçado: o cara apagou meu comentário com a desculpa de eu ter sido mal-educado, ter xingado ele... Cara, primeiro, você não tá nem perto de ser crítico de obra... Segundo, Eduardo foi educado, sim, em aceitar sua "crítica", mas ele foi mercador, por que ele, tanto quanto todos os leitores do livro, sabem que metade do que você disse foi merda... E não me incomodo de você ter apagado meu comentário não, afinal de contas, ninguém gosta de ouvir a verdade, então pode apagar quantos quiser, estou pouco me lixando pra você... Agora, vá você aprender a interpretar obras antes de criticar, só pra ter um perfil bastante visitado no Skoob... Fraco!


Philippe Correia 21/08/2012minha estante
Fiquei um tempo sem acessar o Skoob... Aí me deparo com uma situação engraçado: o cara apagou meu comentário com a desculpa de eu ter sido mal-educado, ter xingado ele... Cara, primeiro, você não tá nem perto de ser crítico de obra... Segundo, Eduardo foi educado, sim, em aceitar sua "crítica", mas ele foi mercador, por que ele, tanto quanto todos os leitores do livro, sabem que metade do que você disse foi merda... E não me incomodo de você ter apagado meu comentário não, afinal de contas, ninguém gosta de ouvir a verdade, então pode apagar quantos quiser, estou pouco me lixando pra você... Agora, vá você aprender a interpretar obras antes de criticar, só pra ter um perfil bastante visitado no Skoob... Fraco!


Wolff 26/08/2012minha estante
Isso de longe é uma resenha e sim, como muitos disseram é um desabafo. Voce deve ser um - ou deseja ser - escritor - de merda - que não consegue escrever um parágrafo coerente e vê no sucesso dos outros o seu fracasso. Estou aqui pesquisando sobre esse livro pra decidir se o leio ou não e li muitas críticas positivas, mas após ler sua 'resenha' decidi que vou lê-lo sim pois pelo visto a obra é tão boa que causou uma revolta e inveja estrondosa em você.


Marcelo 29/09/2012minha estante
Merlinus, adorei a sua resenha. embora ainda não tenha terminado de ler o livro, achei desfechos sem lógicas, argumentos fracos e incongruências na amarração da trama. Em momento algum percebi que você tenha tido o interesse de desmerecer a obra. Realmente, você escreveu as falhas que de fato a obra tem. Eu, para ser honesto, me apaixonei pelo livro pela capa e quando soube que um brasileiro tinha escrito e ainda mais carioca, como eu, quis comprá-lo e lê-lo. O que me assusta são as críticas à sua resenha que achei fabulosa, crível e totalmente embasada face às falhas cometidas pelo autor. Antes de ler o livro, pesquisei sobre o autor e o número de cópias vendidas e percebi que o livro era um sucesso e quando comecei a ler o livro e perceber os erros, pensei que eu fosse o burro, estúpido e incapaz de entender a trama. Honestamente, pensei que eu não estava conseguindo captar a mensagem do autor corretamente. Não se deve julgar um livro pela capa (clichê) e muito menos pelo sucesso que venha a fazer.


Suh 12/10/2012minha estante
Muuuito chato esse livro li metade nem aguentei mas meu deus que chato


Rogéria 19/10/2012minha estante
Cara, vc descreveu praticamente tudo o que senti lendo esse livro. Decepcionante foi a palavra chave que retrata minha experiência com ABdA.

Estava esperando um livro excelente, depois de tantas críticas positivas que li, e me deparei com uma obra sem emoção, com narração embolada e com personagens fracos com os quais não consegui me identificar ou me importar em momento algum. A idéia inicial era ótima, e penso que esse roteiro nas mãos de um autor menos preocupado em impressionar o leitor poderia ter dado muito certo. Mas infelizmente não foi o caso. Talvez quem tanto gostou do livro não tenha o hábito de ler tantos livros de autores como G.R.R Martin, Bernard Cornwell, Neil Gailman dentre outros, e por isso se impressionaram tanto. Mas a mim, não teve a menor graça, tanto que abandonei faltando menos de 100 páginas por absoluta falta de vontade de saber o que aconteceria no final.


Wellington 06/11/2012minha estante
Não entendo uma coisa, um livro de fantasia deve ser realmente levado a sério, como seria com Harry Potter? se realmente fosse levado a realidade, logo o gênero condiz ao livro, alem disso, tem críticas somente negativas, como ser o livro fosse um lixo, o que nego decidamente, como se não bastasse, até Chapolin está na Crítica - se isso for crítica.


Robervando G. 10/11/2012minha estante
Eu li o livro, não é um lixo ( completo), tem seus pontos bons. Mas Como dito, e eu concordo , ele possui varias falhas, algumas engraçadas e grotescas.

Gostei e ri demais com a sua resenha :)


Edy 13/11/2012minha estante
Realmente, está bem longe de termos um Machado de Assis entre nós, neste exato momento. Entretanto, penso que muitas de suas críticas foram desmerecida, primeiramente no tocante à comparação entre a mitologia criada por Spohr e aquele na qual o autor se inspirou: trata-se de meramente livre interpretação, que deve servir - CLARO - aos anseios literários do artista. Então, críticas no tocante à natureza celestial/divina de Cristo superficialmente abordadas na obra são desmedidas e infundadas, isso sem falar de tantas outras de similar natureza. Sem mais, quanto a isto.
Em seguida, não é demais lembrar que algumas das suas críticas, em relação ao foco narrativo são pertinentes, são louváveis, devendo-se de elogiar sua atenção e perspicácia, mas que não desmerecem a obra. Já outras, no tocante a pretensas contradições da obra, seria por demais interessante reler o livro e tentar achar o fio de meada, para tanto indico ler o comentário abaixo, falando do livre arbítrio que não é nada como simplesmente tomar ou não tomar uma decisão, mas muitas outras. E ainda nesse tema, se quiser falar de Deus mesquinho, malvado, leia o Antigo Testamento, que é ótima referência!
Uma coisa é fato: não temos um Machado de Assis entre nós, mas temos algo melhor que Paulo Coelho, que está na ABL, pode ter certeza. Indiscutível também!
PS: a mim (e acredito que a muitos), caro colega, diante de tanta fúria desprendida e tanto veneno destilado, parece a "resenha", pura expressão de despeito, já que nem inimigos gastam tanta energia em um texto tal qual fora gasto até então. E, acho que Voltaire assim diria se lesse sua resenha: "Não concordo com o que dizes, mas defendo até a morte o direito de o dizeres...seu tolo"!


Henrique 30/11/2012minha estante
Po meu irmao, vc da um milhao de estrelas pra uma parada bobinha que nem Harry Potter (q eu li sou fãn mas sei que é bobo) e quer falar que axou ABdA raso! Você não deve ser conhecedor de história e nem deve ser um leitor muito assíduo e realmente nao soube aproveitar o máximo dessa obra, que pena por você


Heitor 10/12/2012minha estante
Concordo com quase tudo, só não posso concordar com tudo porque larguei na metade do livro! Muito ruim!
O uso de sub-títulos e apelidos para os personagens, pra mim, é o que mais irrita nesse livro!


larihh 13/12/2012minha estante
que preguiça, acho q iria gastar mais tempo para ler esses cometários do que gastei para ler o livro..kkkkkk


gatinha 30/12/2012minha estante
Minha querida, infelizmente não é que você é chata , você não deve ter vocabulário e por este motivo não conseguiu interpretar o conteúdo deste livro.


isabelly 30/12/2012minha estante
ambicioso é vc o livro é otimo eu odiei O Senhor dos Anéis, A Batalha do Apocalipse é muito mais legal. eu tive mais interece pra ler o livro do q pra ver esse comentario ridiculo, se nao gostou entao nao le, como vc sabe tanto se achou o livro um lixo mais q saco vai procura coisa melho pra fazer, é melho do q fica ai falando coisa q nao sabe e nunca vai intender com essa sua mente de formiga.


Barbiye 31/12/2012minha estante
Nossa, Merlinus, por que será que quem detona a sua resenha quase sempre é usuário recém-criado no Skoob, não tem amigos e quase não tem livros na estante?... Será que são skoobers criados às pressas?


PAULA 04/01/2013minha estante
Cada um tem um gosto então, quem gosta desse livro continue lendo e quem não gosta, abandona e pega outro. Fácil de resolver e nem precisa de tantas críticas e palavras pesadas.


karol 22/01/2013minha estante
As criticas que eu li sobre o livro são muito boas e construtivas, infelizmente você não gostou do livro e acabou detonando com ele. Sua resenha foi muito agressiva, acabou nem colocando o que você achou bom. E olha que dá pra encontrar coisa boa em um livro. Ele ainda vai estar na minha lista de leituras.
obs: O que eu achei engraçado é que tem muiiiiiiiiiiiiiiiitos coments, nunca vi nada parecido.


Lucas 23/01/2013minha estante
Muito boa a resenha! Acho evidente que o gosto de cada um determina se o livro é bom ou ruim para si mesmo, mas a resenha acima não tem a ver com gosto pessoal, e sim com lógica e análise crítica. Quem sabe Spohr seja um excelente autor para pessoas pouco exigentes, e um autor menos que medíocre para os demais.


Barcossi 21/02/2013minha estante
Sinceramente? Vamos lá!

Comecei a ler e me apaixonei por Shamira. Pra mim a melhor parte foi a que se passou na Babilônia de Nimrod, onde a feiticeira se projetou ao plano astral e construiu amizade com Adnari, viu a Torre de Babel ser destruída, etc. Poucos autores tiveram o poder de me transportar para outro tempo da forma que Spohr fez. Quanto a essa parte, nada a declarar de negativo.

O que me aborreceu um pouco foi o fato de o autor ter mudado bruscamente de cenário e ter me translocado de repente pra China, sob a narração do próprio Ablon! Mas tudo bem, aceitei e prossegui, pra ver no que ia dar. Aí foi que me apaixonei pelos cenários, o desertos, os personagens (principalmente Flor do Leste) e depois o reencontro de Ablon com Shamira, já em Roma. Páginas depois, eu fui ''cuspido'' de volta ao mundo atual e tive que me conformar novamente com a narração em terceira pessoa. OK, entendi o recado e prossegui a leitura. Mas aí, pimba! Mais outro flashback. Como de praxe, me apaixonei pelo cenário totalmente novo (Inglaterra Medieval) e só não entendi muito bem pra quê fadas e gnomos na história, e até tive a impressão de que a Sininho estava lá, e que foi ela que comeu o cabelo de Ablon!

Devo confessar que depois desse flashback fiquei totalmente entediado, rezando pra terminar logo a a leitura, porque eu já não aguentava mais a Chama Sagrada ou o Arcanjo Sombrio, ou ainda o Príncipe dos Anjos! Que coisa enfadonha!!
Enfim, fiz grande esforço e terminei a leitura hoje, por isso devo dizer que achei a morte de Miguel e Lúcifer simplesmente risível e sobre o final, sinceramente... Fiquei longos minutos parado no tempo esperando pra ver Yahweh me dizia o que tinha acontecido, porque eu não entendi absolutamente NADA!

Ainda assim, uma leitura que me prendeu muito, me rendeu boas risadas, momentos divertidos e nostálgicos e aqui deixo meus parabéns ao autor pela inventividade e descrição das paisagens, da mesma forma que aclamo o crítico Merlinus por sua perspicácia: de fato, muita coisa não se encaixa. Contudo, nenhuma obra pode ser perfeita, infelizmente.

Vou voltar pros meus livros de Agatha Cristhie, porque a Dama do Crime me conquistou de uma forma que eu não consigo explicar. A quem tiver interesse, sugiro que leiam ''Assassinato na Casa do Pastor'' e ''O Natal de Poirot''. Não irão se arrepender, prometo!

Forte abraço!


Cibele 23/02/2013minha estante
Falta do que fazer da peste ¬¬ Gostou não? pegue outro livro e vá lê então. Nunca vi resenha mais saco. Agressiva, desnecessária.


Cati 31/03/2013minha estante
Penso que se a mesma estória fosse escrita por um estrangeiro haveriam mais elogios do que críticas. É uma ficção, não tem a necessidade de fazer uma interpretação tão lógica. Muitos podem não ter gostado do livro, mas como quase todos os livros,esse tem seus pontos positivos, que deveriam ter sido explorados, pelo menos pra dar uma incentivação ao povo brasileiro, que infelizmente em sua maioria não tem o mínimo interesse por leitura.


Amadeu 30/04/2013minha estante
Eu li este livro há algum tempo, tive algumas mesmas impressões que o colega escreveu. Algumas partes do livro realmente poderiam ter sido enxugadas. Eu acho que isso nem é culpa do autor.

Todos os blockbusters atuais ficam em digressões que não acrescentam em nada a obra.

Parece que há um consenso que para o livro ser bom precisa ter de 500 páginas para cima, entretanto, apesar de todos esses furos, a obra não é medíocre.

Pessoalmente gosto muito das histórias ambientadas no período pré-diluviano (talvez por isso eu tenha dado uma nota alta). O que Spohr fez foi colocar lendas judaicas entrelaçadas a sua história. É por isso que Nimrod não é morto, porque senão ele mataria a lenda, por isso não acho essa questão um ponto falho. (apesar de não acrescentar nada na trama).

Quanto a questão de Lucifer: não matar Ablon imediatamente está na lógica do inferno trabalhar (Neil Gailman), concordo que o tempo é totalmente irrisório, talvez Lucifer pudesse lhe aplicar uma pena eterna - faria mais sentido. Neste ponto, creio, faltou uma revisão do autor, mas também nada que destrua a história.

E para finalizar: em termos de fantasia é, sem dúvida, a melhor história já escrita por um brasileiro, pode acreditar amigos há coisas temerárias de fantasias escritas por brasileiros por ai, e muitos são considerados bambambam.

Eu pessoalmente gostei muito do livro apesar das digressões e um furo ali e outro aqui.


Daniel 04/05/2013minha estante
Hahahaha.
Cara, não li o livro então não sei se vc está sendo muito exagerado nas críticas, mas uma coisa é certa: vc foi GENIAL nessa resenha!!! Sensacional.


Isaías 15/05/2013minha estante
Gostei do livro em partes, achei o Eduardo muito criativo, criou uma trama muito boa com reviravoltas impressionantes (adorei a conspiração dos arcanjos). Mas odiei o detalhismo com que ele descreve os lugares, pois além de ser cansativo e massante é difícil vc conseguir imaginar um local exato com citações do tipo: "ao norte, ao sul, a leste, a oeste de não sei aonde". Um mapa ilustrando os lugares históricos seria mais didático e menos massante. Sem falar no número excessivo de personagens, que só depois de umas 200 a 300 páginas lidas é que vc consegue memorizar quem é quem. Gostei dos flashbacks, porém a parte em que entra a chinesa e os gregos foi muito exaustiva e não teve muito a acrescentar a trama, e quando a história volta ao presente me senti completamente perdido e havia me esquecido de alguns acontecimentos ocorridos e também de alguns personagens. A morte de Lúcifer e Miguel realmente foi péssimo, por serem arcanjos tão cruéis e extremamente poderosos, imaginei um fim mais épico a eles. Quanto as distorções entre a bíblia e o mundo fantástico criado por ele, acho que se não houvesse a citação da bíblia sagrada na história as comparações involuntárias que aparecem na mente dos leitores não aconteceriam, mas isso é o menos relevante de tudo. Mas de qualquer forma o autor está de parabéns pela sua primeira obra escrita, e lendo Filhos do Éden vejo que ele amadureceu muito de um livro para outro e que terá um futuro brilhante como escritor, sem falar que é um orgulho enorme para a literatura brasileira.


Julio Alex 09/06/2013minha estante
As pessoas se esquecem de duas coisas: primeiro, resenha é criticar uma obra (criticar sendo imparcial, não insultar); depois, uma obra de FANTASIA serve pra te levar a outros lugares, te fazer esquecer dos seus problemas um pouco e viajar em histórias FANTASIOSAS. Querer que a obra seja fiel aos fatos é um absurdo, uma fantasia não precisa ser fiel à realidade. E meu Deus do céu, nunca vi resenha tão grande e tão bem escrita, muito menos uma com TANTOS insultos O.o
Eu, como leitor viciado em fantasia que sou, li o livro numa boa e não me incomodei em momento nenhum com os defeitos que você apontou. O livro em si tem defeitos, e muitos: a linguagem é tão rebuscada que às vezes confunde, a troca de cenário e tempo dá um nó na cabeça do leitor, há certa contradição em algumas partes. Mas daí a insinuar em um monte de parágrafos que a história inteira é desprezível já é demais. Achei muitos pontos positivos nesse livro (mais até que negativos), foi o primeiro nacional que eu li e não me deixou na mão; achei ridícula sua atitude de apenas fazer críticas negativas.
Não que você obrigatoriamente tenha que encontrar críticas positivas em livros. É só que, pra você ler 586 páginas de uma obra sem abandoná-la e não encontrar NADA que o atraia nela é praticamente impossível. Até os livros que li e odeio me mostraram partes que me atraíram.
Enfim, espero que possa, um dia, fazer uma resenha mais construtiva (uma que dê às pessoas alguma ideia de que os anos gastos pelo autor não foram um desperdício, de que alguma parte da obra vale a pena ser lida) e que você passe a ler fantasias com uma mente mais aberta.
Passar bem.

Ah, e espero que não queira excluir meu comentário só por achar que o insultei em algum momento. A obra do Eduardo foi completamente insultada na sua resenha e você não tá vendo o autor te denunciando de alguma forma por depreciação.


rafatretz 24/07/2013minha estante
Acabei de ler hoje, depois d um longo hiato.

Concordo em muitos aspectos com a resenha do colega, porém devo dizer que no balanço final gostei bastante do livro.

Toda a mitologia criada pelo Eduardo, os locais históricos (alguns) tudo me transportou para dentro do universo da história. Achei os personagens bons, principalmente os arcanjos, e me empolguei com a batalha final.

O que me incomodou, foram os seguidos flashbacks que não levavam a história a lugar nenhum. A parte da travessia do deserto foi um martírio, e quando Ablon voltou do inferno, e o título do capítulo seguinte era "Constantinopla" eu desisti, e dei um tempo na leitura.

O que me deixou um pouco decepcionado também, foram os diálogos, que poderiam ter sido mais desenvolvidos; as partes da história que se passam no inferno achei que poderiam ter uma carga mais pesada, deixar o leitor angustiado, mas o que vi foi uma descrição do Inferno de Dante do desenho dos Cavaleiros do Zodíaco, onde tudo me pareceu muito caricato (eu viveria tranquilo num lugar daquele hehehe); e por fim, o que foi a morte do Lúcifer ein ?! Brochante demais.

Discordo do Merlinus quando ele critica o autor por modificar a mitologia da bíblia, ou de livros sagrados de outras religiões. Acho que ele quis criar uma nova mitologia, um universo de personagens (toda a história da humanidade) e não acho que ele tenha que seguir a criação como foi descrita no Gênesis ao pé da letra.

No fim achei um livro legal de se ler, a coisa toda do 7º dia, e da "morte" de Deus achei muito legal. Vale a pena conferir, uma obra de fantasia de um autor brasileiro que tem mais dois trabalhos que publicados e com certeza deve ter evoluído muito sua narrativa.


Vinicius 30/07/2013minha estante
Cara, esse negócio dos sinônimos... Eu tive exatamente a mesma impressão quando comecei a ler o livro. Mas quem pode culpa-lo? Acho que eu faria o mesmo se fosse escrever o meu primeiro livro e quisesse parecer "culto" suficiente (hehehe). Além disso, as descrições geográficas, são desnecessariamente extensas e entendiantes de tão técnicas. Muito boa a resenha.


Dbr 02/08/2013minha estante
Eu, pessoalmente, gostei do livro. e de Suas adaptações que são originais e nunca antes vistas, ninguém pode dizer o contrário. Este livro não precisa concordar com a Bíblia, e dou graças por não concordar mesmo. é e sempre será uma obra de ficção, longe de condizer com a realidade que as pessoas cristãs acreditam. Achei muito bom, tanto ele quanto suas continuações, Herdeiros de Atlântida e Anjos da Morte, e sua crítica ofende mais do que tem sensatez.


Lucas 16/08/2013minha estante
Não concordo com a sua resenha, gostei muito do livro, na verdade, é um dos melhores livros que já li.


Edhie Pires II 25/09/2013minha estante
Nem mesmo Tolkien que era um gênio agradou a todos. E mesmo ele com toda sua genialidade cometeu erros em suas obras, mas é isso que o torna genial. O mesmo digo do Spohr. Simplesmente um gênio pelo simples fato de lançar alguns livros que tiveram grande visibilidade. Quanto aos críticos, coitados, vão ser sempre isso - meros críticos.


Beatriz 26/09/2013minha estante
Acho que você deveria escutar o Nerdcast n379. Provavelmente se identificará em alguns dos comentários dos participantes.

Segue o link pra não ter erro.
http://jovemnerd.ig.com.br/nerdcast/nerdcast-379-literatura-fantastica-brasileira/


Luciano Luíz 03/10/2013minha estante
Gostei da resenha. Impecável do início ao fim. A BATALHA DO APOCALIPSE infelizmente é um livro fraco. Onde narrativa e enredo simplesmente foram muito mal elaborados por um autor que tem pouquíssimo conhecimento literário. Mas, enfim. É questão de gosto... Pra mim, o pior livro de fantasia já escrito por um brasileiro, em todos os tempos. Chegou a humilhar os livros de André Vianco que também são muito fraquinhos...


Rodrigo Engelbe 17/10/2013minha estante
Não concordo em dizer que o livro é ruim ou medíocre. Muito menos que é o pior livro de ficção e fantasia escrito por um brasileiro, pelo contrário.

Há pontos sim que cada um com sua forma de pensar gostaria que fosse melhorado, nada vai agradar a todos ou ser perfeito, mas isso não estraga a obra.

Spohr conseguiu levar eu e milhares de leitores a uma viagem em outro mundo e isso é respeitável. A grande maioria de leitores concorda comigo que os pontos negativos não faz a obra pequena.


Victor Martins 20/11/2013minha estante
Li a resenha (todos os comentários também) e te digo que valeu a pena ter terminado esse livro cansativo só pra poder rachar de rir com a sua crítica. Refletiu muito bem o que eu pensei ao ler a obra. Te dou os parabéns pela forma da resenha (dura, completa e ao mesmo tempo, bem humorada) e pelas sábias réplicas aos comentários. Escreva mais por aqui!

Mas, diferente de você, conseguir achar pontos positivos no livro, como a boa tentativa de criação de um universo que contém várias mitologias (prefiro outros, como o da Whitewolf) e a imersão nos ambientes dos flashbacks (mas também, com umas cem páginas só de deserto, estranho seria se eu não enxergasse a cena), mas que não chegam a compensar os pontos negativos. Concordo que o Eduardo tenha um bom potencial como escritor, mas ainda estava muito "imaturo" durante a escrita do ambicioso ABdA. Prefiro encarar o livro como sendo umas obra voltada ao público infanto-juvenil ou como o roteiro de um anime. E quanto a parte da Bíblia, não lembro de a trama apontar a bíblia como totalmente verdadeira, apenas que algumas coisas que estavam lá eram verdade.

Abraço!


Joao 28/11/2013minha estante
Spohr assim como amael e orion, alcança sua redenção no final do livro. EU concordo que o livro é FRACO tanto que comecei uma vez e só fui ler de novo 1 ano depois. Mas (eu disse MAS) tirar alguns créditos que ele merece é um pouco injusto. O livro assim como disseram já tem uma "cara" bem mais de Anime que de livro de fantasia, porém o livro não é de todo ruim. Ao contrario de você acredito que a inserção de outras religiões foi uma boa jogada, assim como a ideia da dissipação de Yaweh. Foi uma obra que se vendeu pelo Marketing? Sem duvida! Se tem uma coisa que os cunhados mais famosos da interwebs sabem fazer, é vender seus produtos (e fazer conteúdo de qualidade pra caralho)! Não li os dois últimos livros do Eduardo, mas irei ler para formar uma opinião mais concreta sobre o autor.


Danielle 07/12/2013minha estante
É uma bela bosta de livro, concordo com cada um de seus comentários! Eu ia fazer uma crítica com tudo isso, mas vi que alguém esperto chegou antes! Kudos, amigo!


Manu 07/12/2013minha estante
Concordo. Eu comecei com vontade de ler o livro, mas na época eu estava lendo um livro melhor e parei, e quando eu terminei de ler esse livro eu perdi o gás. Mas eu não tenho o costume de deixar livro pra lá, então, no total, eu perdi a vontade de ler umas três vezes :/. Mas terminei. E realmente, os personagens não estavam muito bem definidos. Tinha momentos que entravam em contradição. Como quando o escritor fala sobre a longevidade de Zamir, que não é natural. Como se Shamira usasse creminho pra continuar jovem durante tanto tempo. Também achei forçada a habilidade de Ablon de continuar vivo.


Carol Minardi 17/12/2013minha estante
Desculpe, mas acho que há algum problema sério seu com o Eduardo. Caso contrário, porque se daria ao trabalho de escrever essa crítica (que confesso, achei tão CHATA, mS TÃO CHATA, que nem consegui ler até o fim. Diferentemente de todos os livros do Eduardo. Mas sabe como é, gosto não se discute...) TÃO IMENSA e somente de um livro que você leu, o dele? Vi que vc colocou no seu profile que availou cerca de 105 livros. Mas somente se deu ao trabalho de escrever uma TEORIA GIGANTESCA sobre 1?

Um crítico que se preze, e foi por isso que até fiquei curiosa para ver quais outros livros você tinha resenhado, deveria pensar em não atacar uma obra de um autor só, não acha? Deveria tentar escrever sobre outros livros que tenha lido, sei lá...

E nem vou entrar no mérito deste ser um livro de fantasia e blá, blá, blá, whiskas sachê... Muitos outros já argumentaram demais sobre sua obra prima: uma resenha no skoob (rsrsrs)!


Raphael 19/12/2013minha estante
Nem perdi meu tempo lendo tudo, li o livro e gostei muito e indico para todos a leitura!!


Renan 26/12/2013minha estante
A diversidade de opiniões sobre o livro é bem heterogênea, mas devo concordar com o Merlinus: eu perdi o "gás" várias vezes ao ler o livro principalmente por causa dos flashbacks que apareciam para quebrar o ritmo em determinados trechos... terminei de ler o livro somente pelo princípio de não abandoná-lo e ficar com uma história pela metade.


Caio Geraldini 19/01/2014minha estante
Traduzindo: "esse cara é conhecido teve o livro publicado é famoso e eu não"


Karen Caires 23/01/2014minha estante
Sinceramente, sim, o livro tem falhas, alguns aspectos mal explicados e o caráter de alguns personagens, inclusive Ablon, é questionável, mas nada disso impede que essa seja uma boa leitura. Spohr consegue mesclar com habilidade várias referências mitológicas, e tirando alguns flashbacks que deixam a leitura mais arrastada, a história vale a pena sim ser lida. Com todo respeito, acho injusto que você tenha criticado o livro de tal forma, e não entendo porque você se daria ao trabalho de escrever uma resenha tão grande que até fiquei com preguiça de ler. Aconselho você a não perder tempo fazendo resenhas no skoob e escrever um livro melhor se tiver capacidade.


Stefano_F 30/01/2014minha estante
Acho que foi a pior resenha que eu já li. Sim, o livro tem algumas falhas mas mínimas, no início, a leitura dele foi bem lenta (o que pode deixar um pouco cansativo), mas a medida vai lendo mais, vai envolvendo com a história e, sinceramente, quando cheguei na terceira parte (não que a 1° e a 2° sejam ruins, mas a terceira é o ápice do livro), vi que cada página virada valeu a pena. Quando falamos de fantasias épicas, "Tolkien é o melhor", "nenhuma fantasia é tão boa quanto a do Tolkien", "Tolkien é isso, Tolkien é aquilo", mas como você quer comparar duas obras que exploram mundos diferentes? Para mim os dois são ótimos, cada um com suas qualidades (e defeitos, que o Tolkien também tem). Dei uma olhada na sua estante e percebi que de todos os livros que você leu, só resenhou ABDA. Por quê? Aliás, isso não é uma resenha, é uma Bíblia sobre como odiar A Batalha. Deve ter alguma coisa aí nos bastidores, como já foi dito. Os flashbacks não são inúteis na história, eles ajudam a compreender um pouco do Ablon. Na minha opinião foi uma resenha em que você simplesmente lembrou de algo vagamente do livro e escreveu sobre ele, porque muitas coisas não aconteceram do jeito que você descreveu. Como, por exemplo o fato de Yahweh ter dissipado sua energia no cosmo e estar dentro de cada um, deixando o comando do Universo para os 5 arcanjos (você havia dito que não deixou o comando pra ninguém), ou, também, o fato dos Arcanjos (não todos) terem inveja dos seres humanos, era porque a humanidade recebeu a alma com o livre arbítrio e a vida após a morte(consequência do livre arbítrio), enquanto eles são apenas impulsionados a agir pelas suas características (isso não impede eles de tomarem decisões, fica claro no livro). Não vou ficar aqui respondendo todos os seus pontos (até por que muitos são sem sentido e não merecem serem respondidos), mas só quero dizer que era uma boa você dar uma relida por que pelo nível dos seus argumentos, esqueceu grande parte da história. Eduardo Spohr é meu autor favorito,(entre nacionais e internacionais)e não teria a fama que tem hoje se não tivesse merecido. Recomendo a todos ler ABDA e seus novos livros.


Marcelo 03/02/2014minha estante
Nem quero escrever o nome do autor dessa resenha... Será que ele realemnte leu o livro? Ou fez um curso de "leitura dinâmica" e engoliu as páginas? Sem noção esse longo comentário que nem terminei de ler, pois, estando eu na página 301 do livro resenhado, não concordo com as palavras do dito cujo comentarista...


Lídia 04/02/2014minha estante
Que bacaca!!! O livro é excelente, Eduardo Spohr além de ótimo escritor nos passa uma sensação de ser um cara extremamente competente, gente boa e esforçado. Quem conhece a história do livro sabe que não só o talento lhe é característico como também o esforço e humildade!
Esse Merlinus além de um babaca, com certeza não entendeu a proposta do livro e nem a história.


Lissandro96 14/03/2014minha estante
Queria muito conseguir ler este livro, más não consigo, é muito intelectual.


Rafael 21/03/2014minha estante
Me pareceu um fundamentalista religioso ofendido com o livro...
Que tipo de resenha que só tenta destruir o livro, cadê os pontos positivos?


Aghata Christinny 27/03/2014minha estante
Espero que você tenha um livro, por que está muito claro que você tem algum problema com o Spohr. Eu até me arrisco a dizer: Quem é que vá perder o seu tempo escrevendo tudo isso, simplesmente porque não gostou do livro? Parece mais inveja, não acha? Acho esse livro incrível e se tiver algo melhor para mostrar ia adorar ler... já que você tem uma critica muito forte sobre tal!


Edy 11/04/2014minha estante
Hummmmmmm
Quer dizer que leu Jogador número 1 e não achou enfadonho, não achou que usava expressões que precisam de enciclopédia para serem compreendidas, afora o sem número de referências altamente específicas da década de 80. Quando eu vejo sua ÚNICA resenha altamente crítica a uma obra por demais aclamada como ABdA só tenho a lamentar, pois por demais transparece se tratar de um escritor frustrado e provavelmente com problemas pessoais UNILATERAIS com o autor. Não vejo outra explicação!


Anne-Louise 12/04/2014minha estante
Também li e não gostei, mas sinceramente você se dedicou tanto a detonar o livro que parece até ter algo contra o autor...


Panzer 20/04/2014minha estante
concordo com a maioria das coisas... mas gostei do livro, nada disso estraga muito...
e esqueceu de mencionar que teve uma rebelião no inferno antes do Ablon ser preso por lá, mas não é mencionada no livro, só na cronologia... tem tanta coisa enfadonha descrita no livro que não entendi o por que de um evento desses passar como despercebido, aliás achei o inferno em si bem pouco trabalhado.


Rangel Chan 29/04/2014minha estante
Eu concordo que é enfadonho e parabenizo-o por sua resenha, você escreveu algum livro? Quero ler \o/


Milla 11/06/2014minha estante
Bem, achei o livro muito bom, ele tem algumas falhas sim, mas qual livro não tem pelo menos uma falha? Não precisava ter humilhado tanto o Eduardo Spohr! A única coisa que eu queria é que alguém me respondesse o seguinte: Se no final do livro ele volta no tempo, concordam que Miguel e Lúcifer estão vivos d novo? E concordam que era para Ablon estar sendo caçado de novo, ao invés de estar em uma praia em Portugal de boa e no maior love com a Shamira? Se alguém entendeu essa parte por favor me expliquem....


Gaby 17/06/2014minha estante
Só tenho uma pergunta: Você sabe que o livro é uma ficção, né? Você julgou o livro como se a história realmente tivesse acontecido e o autor estivesse mentindo o tempo todo.


Aran 26/06/2014minha estante
O livro não é perfeito. Mas nem Senhor dos Aneis é. Não estou querendo comparar as duas obras, mas quero demonstrar que todos os livros tem defeitos pois são feitos por humanos.
Sobre essa critica, ficou claro duas coisas:
Primeiro: O autor da resenha não conhece bem a Bíblia (trindade, sério?), quanto ele ACHA que conhece.
Segundo: Isso tem muito a cara de um escritor frustrado, que ficou bravinho porque sua obra não foi publicada.
Mais importante do que apenas o livro, Spohr abriu portas para que outros acreditassem que brasileiro também escreve fantasia bem. Prefiro mil vezes aBdA do que Instrumentos Mortais, Percy Jacson, Dezesseis Luas, e tantos outros que usam fantasia no mundo moderno.
E isso tem mais cara de dor de cotovelo porque é muita ofensa ao Escritor e à trama. Mas aceite uma coisa, o cara é Best Seller, vai lançar o quarto livro dele.
Se isso foi fruto de divulgação eletronica? Sim, e qual o desmérito nisso?
Tomara que o Sphor leia essas resenhas, e leia os comentários também, para que saiba que seus fãs não são afetados por palavras pouco pensadas.


Nefelibata 24/07/2014minha estante
Impecável resenha. Gostei do estilo objetivo, técnico e bem humorado. Sobre a obra...bem,
vou otimizar melhor meu tempo de leitura com outra coisa. Obrigado.


Miltão 26/07/2014minha estante
Que o livro foi importante para que houvesse um crescimento nas publicações de autores nacionais, isso é inegável.

Eu entendo quem critica a resenha ácida do camarada, mas tenho que concordar em alguns pontos, onde ele faz uma análise da estrutura do roteiro e da motivação dos personagens.

Os anjos agem segundo sua vontade, ora, isso não é o livre arbítrio?

Ablon matar meio mundo, mas poupar Nimrod? Dentre várias outras coisas, como a quebra de ritmo na história com flashbacks que não acrescentam nada à trama principal.

Apesar de tudo isso, a história (a despeito dos personagens) é uma boa história, é épica. O final ficou bacana. O epílogo é ainda melhor.

Mas uma coisa muito interessante é como o livro, juntamente com essa resenha podem ser uma aula sobre roteiro.


Juh 18/08/2014minha estante
Eu confesso que gostei muito do livro, e a questão de castas angelicas achei bastantante interessante serem citadas e descritas - ja que fazem parte da estória do livro.
Sinceramente não entendi a comparação com Cavaleiros dos Zodiacos tão quanto Chapolin.
E se analisarem bem, não há livre arbítrio quanto aos anjos não. Cada casta já possui sua missão definida , diferentemente dos homens. Por isso Miguel resolve casar tal revolução, e daí a questão da decisão individual: querer mudar tudo ou não.


Jailton 31/08/2014minha estante
nada é mais chato que um critico...


Mariano 22/09/2014minha estante
O leitor que se deixa influenciar por uma resenha não tem opinião própria, prefere ler antes a opinião de alguém, tipo "Maria vai com as outras". Eu adorei o livro. Vende pra caramba e só isso já diz tudo, o resto é resto.


Breno 25/09/2014minha estante
em tao quem gosta gosta quem não gosta não lê

só acho


Tails 17/10/2014minha estante
A hipe em torno do livro é tão grande que realmente me passou pela cabeça estar sendo implicante de alguma forma com ele. Dando-me a liberdade de ser um pouco dramático, A batalha do Apocalipse foi, de longe, o maior sofrimento literário que já tive. Tão massante, desinteressante e clichê que me esforcei, de verdade, para terminar de lê-lo, com a intenção apenas de ter uma certa propriedade em criticá-lo. A narrativa é falha e cheia de floreios desnecessários e a história com parênteses que pareciam ter o objetivo de acrescentar aos personagens, porém, sem sucesso.
De fato, decepcionante.


Thaynara Keise 26/10/2014minha estante
Tem que goste e eu respeito isso (claro, quem sou eu pra julgar o gosto literário dos outros?), porém, eu não faço parte desse grupo.

Me esforcei para concluir a leitura de ABdA mas não o fiz.
Massante, detalhista demais, cheio de floreios desnecessários. Sem graça (até a parte que eu li).


Felipe 31/10/2014minha estante
Acho um livro importante para a abertura desse tipo de mercado para a literatura nacional, mas achei um livro bem fraco. Não foi o pior livro que eu li, só acho que esse livro é indicado para leitores de 12 a 16 anos. Só para citar um exemplo a construção da relação amorosa entre o casal principal é muito mal escrita, e mais tarde quando um outro personagem se apaixona pelo protagonista e toma uma decisão que causa uma reviravolta muito comoda à narrativa, chega a ser vergonhoso o quão forçado é a situação.


Giovani 24/11/2014minha estante
Discordo totalmente de você, chego até a achar que não lemos o mesmo livro. 1º - Os anjos seguem sim o princípio de sua casta, pois um querubim, mesmo diante da morte certa, batalha, um serafim, sempre usará sua mente para derrotar um inimigo. "Mas eles se dividiram", sim, pois todo ser vivo racional tem diferenças para com outro, essa diferença que fez eles "escolherem" um lado, pode-se dizer até que aqueles que ficaram do lado de Gabriel e Ablon se tornaram "mais humanos", conseguindo talvez um certo livre-arbítrio assim. 2º - Os flashbacks são importantes sim, pois mostram toda a evolução de Ablon, explicam como ele se tornou forte mesmo sem precisar de sua espada. 3º - Quanto à escolha de Lúcifer de não matá-lo e sim torturá-lo, foi uma ótima escolha, até o momento que ele foge, claro, pois Lúcifer estaria mostrando a todos os que presenciaram ou de alguma maneira souberam da derrota de Ablon, o que acontece com quem se opõe a ele, pois ele estava destruindo a imagem do general, estava quebrando-o, um belo exemplo disso é o mesmo que acontece entra Batman e Bane, ao invés de Bane matar o Batman, ele o "quebra". 4º - Tem certeza que os renegados são fracassados? Pois pelo que eu me lembro todos eram soldados de elite, e eles, antes de serem expulsos lutaram sabe-se lá contra quantos inimigos e sobreviveram antes de serem expulsos. 5º - Ablon mesquinho?? Ele praticamente se sacrificou para tentar salvar a humanidade, e nenhum dos outros renegados estavam lá obrigados, todos entendiam os riscos, e mesmo assim decidiram continuar, Ablon nunca abandonou seu soldados, a menos que isso fosse estritamente necessário, e nunca obrigou-os a isso, todos fizeram isso porque queriam. 6º Quanto a Yahweh ser patético e malvado creio que você não tem a mínimo conhecimento do livro para fazer essa resenha, um exemplo prático que posso te dar quanto a isso: por acaso você já teve um LEGO? Ou algo do gênero? Se sim minha dúvida é, você gostava dele ou brincava com ele simplesmente porque gostava de montar e desmontar? Ou porque gostava do que havia montado e queria brincar com aquilo? O mesmo pode-se dizer de Yahweh, pois ele criou um mundo tão bom que ele queria participar, por isso, ao invés dele simplesmente virar um ser que vaga pelo mundo, ele preferiu se tornar milhões de pessoas, tornando-se assim onipresente, aproveitando ao máximo seu mundo, e ele nunca imaginou que seu primogênito, o mais forte dos Arcanjos fosse capaz de causar as atrocidades contra Ele, já que Yahweh era amado por todos os Anjos e Arcanjos.
Além de tudo isso não vi nenhuma crítica construtiva em sua resenha, apenas críticas, pois acho impossível você não ter gostado de nenhum ponto do livro, já que o leu até o final, por isso, para mim isso não pode ser considerado uma resenha, e sim uma grande crítica, sabe-se lá por qual motivo. E antes que alguém venha falar que fui influenciado pela mídia para ler esse livro, saiba que eu nem conhecia o autor ou os sites que citavam o livro, eu encontrei este livro em uma loja online, li sua sinopse, gostei, comprei o livro, li, reli mais de 3 vezes, e estou pensado em lê-lo novamente, pois este se tornou meu livro preferido exatamente por minha opinião ser exatamente contrária a sua, pois para mim todos os personagens são bem desenvolvidos, cada leitor consegue se identificar com um personagem. Não vou dizer que este livro é perfeito, pois o autor pode ter cometido algumas falhas, mas nada comparado ao que você disse em sua "resenha".


Lucas 27/11/2014minha estante
Eu entendo voce, mas não concordo!


Ana Ramos 16/12/2014minha estante
Certamente vc nao terminou o livro o fiinal é simplesmente Épico.


Thiago 22/12/2014minha estante
Acho que vc esqueceu de comentar a coisa que mais me irritou no livro: o final.
Não posso classificar o final deste livro de outra forma que não seja como PREGUIÇOSO.
[SPOILER]

Sinceramente, o clichê da volta no tempo para invalidar tudo o que aconteceu na obra, para mim, é um artificio claro de quem não sabe como terminar dignamente a obra que começou
Por favor, vc faz um livro de 500 paginas, sendo quase 200 de flashbacks e simplesmente joga TUDO no lixo reiniciando tudo!
Na boa, se ele tivesse assumido o massacre, deixado em aberto um possível recomeço da humanidade pós-apocalíptica (tendo Ablon como novo deus) teria sido bem mais sincero.


Aline 25/12/2014minha estante
Caraca, super concordo! Nunca demorei tanto a ler um livro. É muita enrolação sem necessidade, encheção de linguiça à toa. Sua resenha esta perfeita. O tanto de incoerências do livro também me incomodou muito.
Triste é ler comentários de gente q leu sua resenha,não entendeu e ainda deturpa suas palavras e o sentido da sua opinião.


ricardo.alvestomazmendes 06/01/2015minha estante
é adorável a forma que algumas pessoas criticam a criação alheia, eu li os livros de Eduardo Spohr e digo isso como um completo leigo que sou. porém afirmo que é completamente coerente a estória ( adorei a forma que o crítico usa essa variação da palavra para se mostrar culto ) e me arrisco a atribuir a falta de entendimento do crítico ao completo desinteresse ao ler a obra talvez por te lido os volumes forçado pelo ofício e digo por fim que Decepcionante é a forma de avaliação sofrida por obras por pessoas geralmente frustadas em seu trabalho (alguns até escritores de segunda ) que tentam ganhar importância por criticarem de forma negativa algo do gosto geral.


Matheus 05/02/2015minha estante
É insuportável pessoas que procuram a verossimilhança em tudo o que leem e esquecem que a magia da literatura é justamente esse universo próprio que ela cria. É triste ver uma cambadinha pagando de crítico literário aqui. Quando apenas se lê, se pensa exatamente como esse cara aê. Agora, desculpe-me, como acadêmico de letras posso afirmar que é sim um ótimo livro. Com uma trama bem elaborada, personagens fortes, romance e tudo mais que possa definir uma leitura agradável. Concordo aqui com alguns comentários que dizem que há analepses demais, e realmente há, e algumas tornam a leitura cansativa em determinados pontos, mas nada que comprometa o enredo que é muito bom do começo ao fim.


Leticia.Oliveira 28/03/2015minha estante
Olá, meu nome é Leticia de Oliveira e sou estudante de jornalismo em São Paulo.
Estou no meu último ano, e meu trabalho de conclusão de curso é um perfil sobre o escritor Eduardo Spohr.
Na minha lista de fonte, preciso de depoimentos de pessoas que criticam a obra de Eduardo e acredito que uma entrevista com você seria de grande importância para, mais uma vez, expor o seu ponto de vista sobre as obras de Eduardo.
Meu email é oliveira-le@hotmail.com e você também pode me encontrar no facebook.com/LeeticiadeOliveira para então começarmos a conversar.
Fico no aguardo de uma resposta!
Grata, Leticia de Oliveira :)


Bee 11/04/2015minha estante
Li só a primeira parte para ver a pobreza de expressões, a fraqueza da narrativa e os personagens com falas clichês e sem personalidade. Nem vou marcar como abandonado, isso aí é só mídia.


Abrahão 01/06/2015minha estante
Não dá para ler uma crítica onde a pessoa cita tantos pontos negativos em uma história que é o primeiro livro do autor e faz tanta questão que o livro seja perfeitamente correto, sem nenhum erro ou contradição quando o próprio leitor faz sua resenha escrevendo "estória" o tempo todo...


gmochel 03/10/2015minha estante
Bem, para falar a verdade eu percebi todos estes incidentes no livro, realmente. Ainda acrescentaria mais dois: o uso de situações forçadas para resolver uma situação (como a anja, não sei o nome, que simplesmente aprende a pilotar um boeing lendo a mente, dentre várias) e a morte ridícula de Lúcifer, principalmente no fato dele pedir perdão, misericórdia ou sei lá o que. Isso aí me incomodou muito mais do que o resto do livro. Mas enfim, nunca daria 1 para esse livro. Minha nota é entre 3 e 4, e só porque tem muitos erros mesmo... O fato é que o Spohr conseguiu sim criar um universo bem interessante, e ficamos sempre nos imaginando rasgando o tecido da realidade. A resenha foi boa em apontar os erros (e olhe que ainda tem mais...) mas também deveria ter apontado os acertos. Foram muitos, enfim.


Vaynard 18/10/2015minha estante
Acabei de terminar o livro, e concordo inteiramente com sua review. Eu ia escrever exatamente a mesma coisa, porém tu já fez isso por mim.


Henrique 19/10/2015minha estante
Resenha totalmente pertinente e espelha, de fato, todos os motivos que fazem o livro ter sido uma obra fraca.


Alan 16/11/2015minha estante
Muito embasada a sua critica, parabéns. Como sou escritor amador (com A maiúsculo) usarei suas dicas para não cair em gafes similares, meu projeto tá muito embrionário e nem sei se tenho condições de colocá-lo no papel. É que as vezes me empolgo com as informações desconexas que tenho em minha mente e tento conectá-las caindo na "salada de fruta" similar a do Spohverso. Eu gostei do livro, me distraiu pelo menos, mas não dá para não valorizar o que você disse apesar de termos opiniões diferentes.


Jordana Martins(Jô) 07/01/2016minha estante
A Crítica realmente impressiona,não pela escrita,mas sim pelo tamanho e o nível de descontentamento com a obra. Li o livro,vi os erros e mesmo assim gostei, li na vibe e comprei os outros livros do autor também. Não achei decepcionante,claro ele poderia ter enrolado menos,modificado algumas coisas,mas é o que acontece quando se escreve uma história longa. Uma dica, também analisei a sua escrita e não se usa "Estória" desde 1943,quando ocorreu a reforma ortográfica que incluiu esta escrita da palava como arcaica,usa-se história mesmo,sendo para definir algo real ou fictício.

Achei que como tinha publicado esta incrível e enorme crítica,eu acabaria vendo mais coisas suas escritas,mas parece que só odiou este livro. Gostaria de ver resenhas suas sobre livros do qual gostou. Ou será que só consegue falar dos que odeia? Enfim se tirasse alguns termos como Chapolin talvez a crítica tivesse sido levada mais a sério. Você destrinchou o livro e repito gostaria de ver outros também destrinchados por você.

Olhando o lado negativo,nem Jesus agradou a todos e hoje em dia todos viram críticos,pois é mais fácil apontar os erros do que elogiar algo ou até dar dicas para melhorar. E desejar um livro que fique fora total dos clichês é o mesmo que pedir um milagre. Podemos tirar daí Toda Luz que não podemos ver,que é uma romance ambientado durante a segunda grande guerra e foi ganhador do Pulitzer,quer mais clichê que livro sobre segunda guerra e toda a devastação que ela trouxe?

Vou te dar uma dica de um livro pouco clichê no tema e também vencedor do Pulitzer, Middlesex de Jeffrey Eugenides. Leia-o e faça a sua crítica sobre ele. Ele é longo,algumas partes massantes,mas muito interessante e também leia O Pintassilgo de Donna Tartt vencedor do Pulitzer de 2014. São ótimas leituras e com temas diferentes,mas que no fundo você ainda acaba encontrando alguma parte clichê. Uma ultima dica O Gigante Enterrado de Kazuo Ishiguro. Tanto Kazuo e Donna Tartt passam 10 anos pra lançar um livro e isso não os impede de serem livros com defeitos e clichês e livre de críticas,mas ainda apesar das críticas possuem inúmeros leitores e até prêmios.

Não estou insinuando que A Batalha do Apocalipse mereça um prêmio,só estou dizendo que ninguém e nenhum livro,seja de que autor for,está livre de coisas ruins em sua composição. Fica a dica.


Daniel A. 26/01/2016minha estante
Resenha elaborada, cheia de verdades; e até achei seu tom indulgente. Estou na metade do livro e concordo integralmente com vc até o ponto em que parei. Parece a mim que tô assistindo a um desenho de aventuras matutino, os clichês são os mais melodramáticos que já li em qualquer outro livro.


Thais Cristina 12/02/2016minha estante
EXCELENTE!


Tay 30/03/2016minha estante
Sua resenha é muito boa, embora eu discorde de alguns pontos.
Não vou citar todos, mas comentando sobre Yaweh e pontos discordantes da bíblia, acredito que certas discordâncias foram propositais. Por exemplo, nem mesmo os anjos das mais altas castas sabiam da verdade sobre Deus e o Apocalypse, em reflexo o mundo dos homens também possuem várias interpretações. Com esse argumento, o autor "ganha" certa liberdade de distorcer as histórias cristãs.
Fora isso, Yaweh ter se dissipado foi algo que me agradou em particular, pois encaixa perfeitamente com algumas doutrinas orientais (incluo aqui minha própria religião) e por conta disso achei bastante coerente. O que admirei nesse ponto é que ele conseguiu fazer com que Deus se encaixasse em crenças diferentes. Essa revelação, pra mim, foi um ponto muito positivo e não uma "filosofia barata" (sim, tem pessoas que acreditam nesse tipo de Deus, mas sei que sua intenção não foi ofender quem acredita, tá tranquilo rs)

Mas parabéns pela resenha.


Cássia 22/04/2016minha estante
Ainda bem que li o livro, e depois sua resenha. Porque provavelmente eu teria desistido de ler. AINDA BEM.
Achei o livro muito bom, com detalhes riquíssimos. Quanto a algumas alterações até mesmo da Bíblia como você citou, pra mim é super natural para o andamento da história e o que o autor deseja passar aos leitores. Até porque não li em momento algum que o livro deveria ser fiel as passagens bíblicas. É um livro de ficção, com personagens fictícios.
Claro que tem pontos negativos como a repetição de algumas palavras, e frases clichês.
Não achei decepcionante não. Tanto que comprei as outras três obras do autor e até o momento não me arrependi :)


Hoxton 29/04/2016minha estante
Eu li ABdA e devo dizer que é o pior livro que já tive o desprazer de ter em mãos. A crítica que você escreveu listou com exatidão tudo que vi na obra. Eu espero que o Spohr tenha se tornado um escritor melhor e corrigido seus erros nas obras mais recentes e que melhore mais no futuro, assim como muitas pessoas, mas parece que elas não entendem que a crítica deve ser unicamente sobre a obra em questão, e não sobre a pessoa do Spohr, nem sobre suas demais obras, e é inegável que esta obra em questão é terrível.


Didi 20/07/2016minha estante
Poucos livros eu tive vontade de abandonar na vida, como foi o caso deste. Parabéns Merlinus por descrever exatamente a sensação e apontar as falhas deste livro que prometeu e não cumpriu metade, ao meu ver.


MSKlein 23/07/2016minha estante
Essa análise é perfeita.


Gabriel 04/10/2016minha estante
Li, reli e continuo amando A Batalha do Apocalipse, assim como a trilogia Filhos do Éden. Eduardo Spohr é, sem sombra de dúvida, o meu autor nacional favorito.


Wardson 09/12/2016minha estante
Desculpe, mas que livro você leu mesmo?
Porque o qual você descreve não condiz com a edição que tenho em mãos!
Comecei a ler esse livro já com aquele pré-conceito existente em relação a literatura nacional, porém ele me surpreendeu de tal forma que a partir dele comecei a ler outros escritores fantásticos de nossa língua! E o que você diz nessa "resenha" é de um tom grosseiro floreado de "palavrinhas gentis" - que não tem nada de realistas:
O livro é bem escrito, envolvente e detalhado (o que não é agrado de muitos, mas nem por isso Senhor dos Anéis deixou de ser o clássico que é por ser cheio de rodeios); os personagens são bem desenvolvidos, bem como os cenários; a escrita é profissional e muito bem construída.
Ou seja, seus comentários não fazem jus ao livro de Spohr e beiram ao sensacionalismo barato e degradante. Parece escrito por aqueles que são sempre "do contra" e aparentemente só sabem escrever bem quando se for para denegrir outros. Você deveria se despir dessa arrogância toda e ler o livro de forma mais imparcial e realista, porque o que você escreve sobre ele não é apenas uma opinião e blá-blá-blá, mas sim uma clara falta de coerência com a verdade sobre ABDA, ou seja, caluniosa e repugnante!




Fabio 24/03/2011

Espetacular
Li algumas opiniões negativas (poucas) sobre este livro antes de lê-lo. Isto me instigou mais ainda a comprovar por mim mesmo se tais opiniões tinham fundamento. Minha conclusão se resume ao título desta resenha.

Falhas? Clichês? Sim, alguns, mas e daí? Qual livro não os tem? Eu, pelo menos, nunca li um livro que conseiderasse perfeito. Algumas críticas exageradas me fazem crer que há algo mais nos bastidores.

ABdA é profundo, instigante, tem personagens bem construídos e revelações surpreendentes. Tem erros em relação a bíblia? Não sei, porque nunca li a bíblia por inteiro e sinceramente: isso não importa.

Eduardo Spohr constuiu o seu cenário BASEADO em um cenário SUPOSTAMENTE real. O que por si só lhe concede o direito de fazer o que TODO AUTOR FAZ: licenças poéticas. E o faz de modo primoroso.

Livro totalmente recomendado. Eduardo Spohr é um fenômeno da literatura nacional com todos os méritos.

NOWA 24/03/2011minha estante
Po, li uma crítica ali que dava uma reportagem inteira de revista, parece que o cara leu pra pegar defeitos, como disse o Fábio ae, tem coisas sim nos bastidores.

Só por causa dessas críticas vo ler. E certeza que vou gostar.


Dr. 25/04/2011minha estante
Concordo!


Andy 13/09/2011minha estante
O livro não foi baseado na biblia exatamente, mas sim nos contos de rpg descristos em storyteller, tendo como base principal os livros "Lobsomen o Apocalipse" e "Demonio a Queda". Bons livros para quem gosta de terror e historias fascinantes


Julio Alex 09/06/2013minha estante
Vou comentar nessa resenha aqui, até porque é muito mais fácil concordar e contar mínimos defeitos do que fazer que nem o colega acima, e contar todos os defeitos sem dizer uma coisa boa sequer.
Você resumiu quase tudo o que eu acho sobre esse livro. Foi o primeiro nacional que eu li, achei surpreendente. Nunca tinha encontrado livros estrangeiros assim, com esse tema bem do jeitinho que eu gosto, e achei incrível que um nacional (admito que não curto muito coisas nacionais) pudesse me satisfazer tanto.
Em algumas partes o vocabulário do autor me confundiu, por que tantas palavras difíceis? Mas acho que isso tornou a obra bem mais bela, e os cenários antigos... Perfeitos! Às vezes, até parece que ele estava lá naquela época e consegue nos contar detalhadamente (com detalhes até demais, infelizmente, pro meu gosto) tudo que viu. Pouco me importa também se tem erros em relação à Bíblia, a Bíblia em si é um tremendo erro contraditório. A diferença é que A Batalha do Apocalipse eu consegui LER, enquanto a Bíblia era tão chata que me cansou em poucos capítulos.
Acho que algumas pessoas estão se confundindo. Vendo alguns comentários em certa resenha, parece até que os leitores pegaram ABdA só pra ver o quê na fantasia se assemelhava à realidade. As pessoas estão se esquecendo de que a ficção serve pra nos levar a outros lugares, lugares onde nossos problemas são menores e não importam. Foi exatamente isso que eu encontrei nesse livro, fantasia pura, atraente e instigante, e por isso o achei perfeito. Recomendo muito.
Ah, e ótima resenha :)




Lit Yousei 29/12/2010

A (batalha) do Apocalipse...
Aiai, difícil escrever... mas vamos lá.

Amante de livros ficcionais que sou, estou sempre em uma livraria procurando novos lançamentos que possam vir a me agradar e me transportar para um novo mundo. Sou uma pessoa extremamente chata para esse tipo de entretenimento, e infelizmente, é muito difícil arranjar um livro que realmente me agrade, pois me apego a pequenos detalhes que com o caminhar da história vão ganhando peso e fazem com que eu perca o interesse pela obra. "A batalha do apocalipse" seguiu o mesmo caminho em meu conceito.

O livro começa bem, o título, a capa e a descrição chamam a atenção e fazem com que você tenha vontade de conhecer os personagens e a história, mas com o passar das páginas, saídas simplistas, batalhas fáceis e grandes coincidências fazem com que a "suspensão do descredito" seja perdida.

Outro problema que encontrei no livro foi a grande quantidade de personagens. Isso não é realmente um problema desde que o autor saiba trabalhar com eles, mas infelizmente não é o caso. Muitos personagens são semelhantes, muitas vezes me perdia em saber quem era quem e acredito que o autor acabou perdendo o foco nos personagens que realmente eram importantes. Não consegui gostar em nenhum momento de Ablon e Shamira, achei ambos muito vagos, muito perfeitos. Lúcifer parecia que iria me conquistar, mas acabou ficando na sombra do Hades do desenho da Disney "Hércules".

Tive grandes problemas também com as referências "animesticas" que encontrei no livro. Golpes com nomes, montanhas que se despedaçavam, personagem que "corta" alguém e fica na linha do horizonte... acredito que essas sejam características que devem ficar apenas nos animes e não saírem de lá.


Em um aval final, "A batalha do apocalipse" me deixou contente por termos um escritor brasileiro em livros de ficção, mas Spohr ainda tem um longo caminho a trilhar. De uma certa forma, não competimos apenas com outros livros, mas sim com entretenimento. Hoje em dia, temos a nossa disposição jogos, filmes, animes, HQS e várias outras opções que possam nos causar uma distração maior e ainda assim possuem uma história profunda. A qualquer momento, posso ligar meu PS3, colocar God of War e sair por aí destruindo um exercito, mas eu realmente preferiria um bom livro que me prendesse do começo ao fim.
Guilherme 22/12/2011minha estante
Parabéns pela resenha, uma das melhores que já li aqui no Skoob.
É bom saber que há espaço no mercado para autores brasileiros publicares livros desse gênero, mas é uma pena que alguns dos mais conhecidos não tenham tanta qualidade.
Tive uma decepção semelhante quando li "A Rede de Sonhos", um pequeno livro de ficção científica de um autor também brasileiro. Por esse motivo, acabei deixando de lado "A Batalha do Apocalipse", que comprei há mais de um ano. Quem sabe um dia eu dedique algum tempo para lê-lo e tirar minhas próprias conclusões.




Lu 24/01/2011

O livro escrito pelo Eduardo Spohr era exatamente aquilo o que eu queria ler: um épico consistente e emocionante envolvendo anjos e não outro romance adolescente com uma mocinha enjoada e um mocinho aguado. Um exemplar nacional de um livro que consegue entreter com qualidade e inteligência.

E dá pra perceber que o livro foi pensado com cuidado. O autor procurou enriquecer o texto com detalhes históricos, usou uma linguagem rica. As descrições da Babilônia e da Roma pós República são primorosas.

Só que a impressão que eu tive é que ele se perdeu no meio do caminho. Os anjos, com suas castas, suas armaduras douradas, cabelos cumpridos e batalhas envolvendo golpes de energia parecem saídos diretamente de Cavaleiros do Zodíaco. Imagino que a ideia não era essa, mas a sensação de déja vu ao ler: "Preciso salvar Shamira! Eu não posso morrer aqui!" é inevitável.

Outra coisa que não deu certo foi o protagonista. Ablon, o Anjo Renegado está mais para Ablon, o Anjo Robô. Ele é inexpressivo. Não importa o quanto o Eduardo Spohr tente encher a bola do protagonista (coisa que faz com irritante frequência, por sinal). Ele é insípido, inodoro e incolor. Muito habilidoso, com sentidos aguçados e tal. Mas sem qualquer carisma ou charme. Teria sido muito mais divertido se a Shamira ou a Flor do Leste protagonizassem a história.

Quanto à história, os flashbacks são as partes mais interessantes, embora sejam um tanto quanto longos. Acho que se encaixariam melhor se fizessem parte do enredo principal.

E uma coisa que eu não entendi :todos os personagens masculinos ou são inimigos ou são fãs do protagonista. Não há um meio termo.As personagens femininas, por sua vez, são muito melhor desenvolvidas.De fato, a Shamira é o grande trunfo da trama.

E falta humor à história. O romance entre Ablon e Shamira é morno. Eu sei que parecem detalhes bobos num grande épico de ação como "A Batalha" se propõe a ser, mas que ajudam a equilibrar a história. Em O Senhor dos Anéis, sempre se podia contar com Merry ou Pippin para fazer alguma travessura ou dizer alguma bobagem. Isso faz uma diferença danada.

Enfim, acho que poderia passar mais uns cinco parágrafos enumerando tudo o que eu detestei no A Batalha do Apocalipse. Gostaria até de ter terminado de ler, mas confesso que não tenho ânimo pra ler as 242 páginas restantes. Não vou fazer isso comigo mesma. Ler, para mim, é um prazer. E eu não curti, não vou terminar, não vou dar outra chance ao livro do Eduardo Spohr. Lamento muito.

Não recomendo.


neli 23/01/2011minha estante
Ui, depois que soube que havia uma batalha na Ponte Rio-Niterói, já perdi a vontade de ler o livro. Minha imaginação é fértil, mas nem tanto.
Depois da sua descrição dos personagens e da estória, desisti.


Aline. 24/01/2011minha estante
Ufa, Lu, confesso que fiquei mais aliviada depois que você subiu de uma pra duas estrelinhas! Já tenho A Batalha do Apocalipse aqui aguardando por mim, mas vai ser difícil não imaginá-los como Cavaleiros do Zodíaco agora... rs


Gug 24/01/2011minha estante
Correto Lu, o Spohr consegue trabalhar um personagem feminino muio melhor que um masculino.
Não gostei dos flashbacks pois são longos e muitas vezes não alterou nada na história.

Uma pena que você não temrinou, o final me surpreendeu, como eu disse pra ti.


yuridaltro 25/01/2011minha estante
Para mim você foi quase perfeita na sua colocação. Só acho que o livro merece ser lido até o final, e também colocaria mais uma estrela aí. Mas o fato é que Ablon é um personagem deveras insosso. O Autor poderia cadenciar a chatice do protagonista com passagens mais descontraídas, principalmente explorando personagens mais complexos e menos previsíveis - Lúcifer poderia cumprir muito bem esse papel.


Márcia 25/01/2011minha estante
Puxa, ainda bem que nunca vi Cavaleiros do Zodíaco :) Não vou imaginar nada ;)


Fábio Charcas 30/01/2011minha estante
Cara jovem, já que gostam tanto de comentar meus textos venho aqui fazer o mesmo. Gostei de sua resenha, mas não acho que seus conselhos sejam consistentes. Se o autor tentar seguir tudo que lhe é dito, ou não tem personalidade ou é perfeccionista demais, dos dois modos o erro será dele, pois muita gente comenta não tem senso crítico algum.


Mcarlos 01/02/2011minha estante
Resenha interessante. O livro é tão ruim assim, pessoal? Sigo o que os Blogs falam, etnão eles falam bem porqie?


Lu 01/02/2011minha estante
Oi, gente! Obrigada a todos pelos comentários!

Mcarlos, acho que é uma questão de ler e formar sua própria opinião sobre o livro. Pessoalmente, acho que ficou um pouco a desejar e que o autor pode melhorar em alguns aspectos.

Sr. Charcas, fico contente que tenha gostado da resenha. Eu apenas expressei a minha opinião. Não tenho qualquer pretensão de que o autor siga os meus conselhos. Tenho certeza de que há várias pessoas mais qualificadas para aconselhar o Sr.Spohr em seus futuros trabalhos.


Heidi "Celly" Borges 04/05/2011minha estante
Gestei da sua resenha apesar de ter adorado o livro.
Algumas partes, como as descrições e explicações - que se repetem a todo momento -, são chatinhas, mas amei o final...


Léia Viana 23/06/2011minha estante
Eu gostei bastante desse livro.
Achei o enredo, como um todo, perfeito!
É engraçado como um livro pode ser bom para uns e não tão bons para outros... é aquele velho ditado: "o que seria do azul, se todos gostassem do amarelo?"
O que vale mesmo é ler e tirar suas próprias conclusões.




Josué de Olivei 11/11/2010

Entretenimento bem desenvolvido.
Resenha originalmente postada em meu blog,
www.gotashumanas.blogspot.com

Os anjos são os novos vampiros. Fato. Depois da explosão de romances protagonizados por sugadores de sangue que se seguiu ao enorme sucesso da série escrita pela americana Stephenie Meyer (que eu duvido que você não saiba qual é), são os alados celestiais que agora se destacam no cenário da literatura de entretenimento (caso duvide, dê uma olhada na estante de lançamentos da livraria mais próxima). No entanto, “A Batalha do Apocalipse” (Verus, 587 páginas) parece se diferenciar dessa nova safra de romances angélicos, que chega basicamente na garupa dos vampirescos, com o que parece ser uma fórmula bem parecida. Escrito há cinco anos, antes da febre Crepúsculo, o romance de estréia de Eduardo Spohr ganhou um prêmio literário e passou a ser lançado de forma independente, alavancado pelo sucesso do Nerdcast (podcast que recomendo altamente) e alcançando vendagens expressivas. Agora, pode ser encontrado em todas as livrarias do país, figurando em diversas listas de mais vendidos, o que não deixa de ser uma boa mostra do que a literatura de entretenimento brasileira pode alcançar.

Bem, nem tudo são flores, óbvio. “A Batalha do Apocalipse” pode ter um carrilhão de pontos fortes, mas os fracos estão lá, e não tão discretos assim. Trata-se, no geral, de um bom romance, bem escrito e muitíssimo criativo, muito embora esteja longe de ser as mil maravilhas apontadas pelo escritor José Louzeiro na quarta capa do livro.

Como o título já informa, a linha narrativa principal desenvolve-se à aproximação do dia do ajuste de contas, a grande batalha entre céu e inferno que definirá o futuro de anjos, demônios e homens. Ablon, um celestial renegado, expulso do céu por rebelar-se contra a tirania do arcanjo Miguel, recebe um convite para juntar-se às hordas infernais de Lúcifer na batalha final. Enquanto isso, a humanidade aproxima-se da Terceira Guerra, apressando o soar das trombetas que marcam a aproximação do Apocalipse.

A grande verdade é que o livro é uma salada. Os relatos judaico-cristãos certamente compõem o fio condutor da história, mas figuram ao lado de uma infinidade de outros. No universo de “A Batalha do Apocalipse”, as muitas mitologias não se anulam, de modo que deuses celtas, dragões, fadas, elfos, feiticeiros e espíritos ancestrais convivem perfeitamente com as figuras cristãs de Deus e do diabo. O autor utiliza as muitas tradições religiosas e suas histórias para povoar diversas dimensões paralelas, o que lhe confere uma fonte quase inesgotável de personagens e linhas narrativas possíveis. Nesse sentido, o livro lembra muito certos jogos de RPG, que seguem linhas semelhantes na construção de seus universos.

As semelhanças com os Role Playing Games não param por aí e estendem-se aos próprios personagens, seja em sua divisão em classes, cada uma com características diferentes – querubins são guerreiros, ishins controlam elementos da natureza, serafins tem habilidades psíquicas – até suas ações em si. Em sua grande maioria, Eduardo Spohr os condena às duas inclinações mais básicas: bem e mal. Trata-se de um maniqueísmo que serve perfeitamente aos propósitos da narrativa, que realmente fundamenta-se na luta entre estes lados opostos, mas certamente limita seus personagens a duas facções que nem sempre são tão facilmente discerníveis. Em se tratando de anjos e demônios, essa questão se torna ainda mais obscura, já que por inúmeras vezes afirma-se que estas duas categorias de seres não têm livre-arbítrio (dádiva concedida apenas aos homens), agindo, portanto, de acordo com suas “naturezas”. Ora, tem-se aí uma grande contradição, já que, se assim fosse, as duas rebeliões de anjos nunca deveriam ter acontecido. De fato, todos os anjos deveriam ser criaturas “boas”, uma vez que foram criadas por Yahweh, estandarte supremo da ordem, bondade e justiça. A falha de lógica reside nas muitas demonstrações de maldade angélica, que implicam necessariamente em escolhas à nível moral, impossíveis sem o livre-arbítrio. Tal questão acaba passando de largo, sem que haja uma explicação convincente.

Uma boa sacada do autor foi incluir, paralelos à narrativa principal, relatos da vida pregressa de Ablon na Terra, que vão desde a construção da Torre de Babel até a morte de Cristo, ajudando a desenvolver o personagem e seu amor pela justiça ao longo dos tempos. Shamira, a Feiticeira de En-Dor, figura recorrente nesses relatos, forma com o anjo renegado um casal curioso, já que o contato físico entre ambos é quase inexistente, embora os sentimentos que nutrem um pelo outro sejam claros e se mantenham os mesmos com o passar dos séculos. Assim, Ablon e Shamira surgem como típicos heróis, justos e bons, que obviamente farão tudo um pelo outro. Unidimensionais, sem deixar de ser convincentes.

Mas uma infinidade de outros personagens cruza as páginas de “A Batalha do Apocalipse”, alguns, é óbvio, recebendo melhor tratamento por parte de Spohr. É o caso dos anjos Aziel e Sieme e dos demônios Orion e Amael, estes dois últimos conseguindo surpreendentemente inspirar simpatia, apesar de serem o que são. Já o anjo caído Apollyon surge como a nêmesis estereotipada de Ablon, enquanto Miguel faz o papel do tirano cruel e intransigente. O arcanjo Gabriel, por outro lado, talvez seja o mais tridimensional dos personagens, e foi de longe o meu favorito.

A narração de Spohr é envolvente, o que impede que o livro se torne cansativo mesmo com suas quase 600 páginas. As cenas de ação são habilmente descritas e convincentes em sua grande maioria, acentuando o clima épico do romance. O autor falha, porém, em muitos dos diálogos, que parecem saídos diretamente de desenhos japoneses. A cena em que determinado personagem explica a seu adversário tintim por tintim como conseguira resistir a seus ataques, por exemplo, é tão artificial que ficaria perfeita em num episódio de Cavaleiros do Zodíaco. Da mesma forma certos diálogos entre Ablon e Shamira são de uma pieguice sem tamanho, e outros apresentam intervenções desnecessárias e incrivelmente expositivas. Nada que atrapalhe o entretenimento, no entanto – apenas creio que seria mais indicado confiar um pouco mais no leitor.

Sustentando um clímax de quase 80 páginas sem deixar a peteca cair, “A Batalha do Apocalipse” conta com algumas reviravoltas muito bem amarradas, e fecha com um final bastante enigmático, o que torna perdoáveis os erros da narrativa. Eduardo Spohr sai-se bem em sua estréia, com uma obra fantástica de qualidade, entretenimento de um tipo difícil de encontrar por aí. Vale a pena.

Boas leituras.
Mandy Esteves 16/11/2010minha estante
Bem, o seu ponto de vista é interessante e pra sua informação quando comparou algumas coisas q vc já vira e presenciou na obra, exemplo,"cavaleiros do zodiacos" ele afirma q se inspirou e acabou colocando em sua obra cenas parecidas. Além disso, teve outras coisas quando mais jovem q acabou inspirando e colocou em seu livro, por isso as semelhanças.

bjs


Vitor 18/11/2010minha estante
Ótima resenha!
Concordo com quase tudo o que você disse!


Mcarlos 01/02/2011minha estante
Show! Não li aqui, mas agor evhjo que vale mesmo aa pena ler. Cavaleiros Zodaco tirado as cenas para um livro, é show!


patinha19 07/02/2011minha estante
Quero ler esse livro e concordo com você que os anjos são os futuros vampiros. Estava pensando nisso hoje mesmo, no quanto estou com vontade de ler sobre anjos e, provavelmente, estou com esse sentimento justamente porque nas prateleiras das livrarias existem vários títulos com essa temática.


Marct 06/08/2011minha estante
Excelente resenha. Vou colocar este livro na lista. Parabéns!


Renata 07/04/2012minha estante
Ganhei este livro de aniversário e me surpreendi positivamente com ele. Obviamente em um universo literário brasileiro onde somente as obras machadianas eram sinônimo de literatura "decente" uma obra de ficção seria vista com desconfiança. Achei as mudanças de tempo, uma hora no presente e outra no futuro muito abruptas, mas o livro em si é muito bem escrito, com um vocabulário muito bom, apesar de rebuscado, sempre tem como inferir, um livro deveras democrático e como é um escritor nacional, temos que apoiar...sempre sempre.




Cris Lasaitis 31/01/2011

A Batalha do Apocalipse como São João nunca viu!
http://cristinalasaitis.wordpress.com/2011/01/31/a-batalha-do-apocalipse/

Eu costumava dizer por aí que meu lamento sobre a literatura fantástica brasileira era que eu ainda não tinha encontrado um livro que me despertasse o mesmo sense of wonder que senti com grandes autores como Arthur Clarke, Ursula Le Guin, Marion Zimmer Bradley… Ou seja, ainda não tinha lido uma obra brasileira arrebatadora.

Posso dizer que essa queixa, sim, ficou no passado! O livro A Batalha do Apocalipse, do Eduardo Spohr, é merecedor do ISO9001 de excelência literária, e mais: virou um incontestável best seller digno de calar a boca de quem desacreditou do potencial da fantasia brasileira!

Um pouco por preconceito, um tanto por pós-conceito, nunca achei clara a associação entre best seller e qualidade literária, até porque acredito que para se tornar best seller o autor, por mais hábil que seja, precisa fazer certas concessões para agradar a um público numeroso. Nesse pensamento, alguns clichês são previsíveis (quiçá inevitáveis?). Não vou dizer que A Batalha do Apocalipse é um livro isento de clichês, mas é com certeza um best seller de uma qualidade literária surpreendente.

O livro conta a saga do anjo Ablon e seu séquito de anjos guerreiros, todos renegados, vivendo na terra entre os mortais e atravessando os milênios desde a expulsão do paraíso até os tempos do Juízo Final. A diferença fundamental entre anjos e homens é que os anjos não têm alma, nem paixões humanas: são movidos por objetivos maiores, têm uma personalidade estoica e uma inexplicável atração pelo combate. Nesse perfil, Ablon é o típico guerreiro solitário: lutador incansável, puro, movido por um ideal e até mesmo celibatário – exatamente como eram os heróis das novelas de cavalaria. Acontece que Lúcifer, o príncipe do inferno, quer erradicar os anjos renegados, razão pela qual o exército de anjos caídos de Ablon está sendo caçado. Na sua jornada milenar pelo mundo, Ablon tem como sua única companheira a feiticeira Shamira, que conquistou a imortalidade com o domínio das artes da necromancia. Ablon e Shamira levam vidas solitárias, marcadas por encontros e desencontros através dos séculos e em grandes momentos da história humana. É fascinante a habilidade com que o autor desenha a trajetória dos protagonistas tomando confortavelmente como pano de fundo todo o planeta e a história da humanidade! A trama se passa em momentos e regiões tão diferentes quanto a Babilônia, a China, Roma, Alexandria, a Bretanha medieval, o Império Romano do Oriente, o Rio de Janeiro e a Jerusalém contemporânea – e mesmo as cidades bíblicas de Enoque e Sodoma – amarrando todos esses lugares e períodos dentro de uma única aventura, que se saiu muito variada e instigante.

É bastante interessante a forma com que foi tratada a coexistência dos universos: o mundo dos anjos que se liga ao dos mortais pelo “tecido da realidade”, que por sua vez pode se relacionar a outras teogonias, como os contos de fadas celtas e a mitologia chinesa.

Há um cuidado especial com as ambientações históricas, geográficas, técnicas e até mesmo bíblicas! É muito bom ler um livro tão rico e que passe as informações corretas, nota-se um profundo respeito para com a história e, principalmente, para com o leitor! Dentro da proposta do épico, o livro é praticamente perfeito. É uma história ambiciosa, variada, e constituída por uma pesquisa riquíssima. O texto é bem redigido e tem o ritmo certo. Apesar de ser um livro longo, não enrola o leitor. O universo tem consistência interna, é coerente e verossímil. E é bonito! Repleto de cenas grandiosas, é cinematográfico!

Eu comentei que o livro não é isento de clichês. Como no épico, tudo é idealizado: os personagens, as lutas, as situações. Em algumas circunstâncias, a idealização torna certos detalhes da trama bastante previsíveis, o que não prejudica a beleza e a força do resultado final.

Por uma questão de gosto pessoal, eu sou uma leitora que cochila em cenas de ação e de luta – curto mais a viagem, os questionamentos – então os últimos trechos, que contam a Batalha do Apocalipse propriamente dita, me pareceram um pouco cansativos. Em contrapartida, pude me deleitar em maravilhosas viagens com Ablon, Shamira e Flor do Leste (uma personagem de carisma irresistível) através da antiguidade.

Provavelmente a razão (e o merecimento) de tamanho sucesso d’A Batalha do Apocalipse é esta: é uma saga variada, com potencial de agradar a gregos e troianos e encantar todo mundo!
Renata CCS 27/06/2013minha estante
Em minha opinião, é um sucesso merecido e alcançado após a passagem de uma barreira que muitos julgavam intransponível para um escritor brasileiro.
Gostei muito de sua resenha! Compartilho da mesma opinião.


Lethycia Sponda Vrech 04/11/2016minha estante
Achei belíssima sua resenha! Escreve muuuuitímo bem! Sou encantada pelo mundo fantástico e a maioria dos livros que leio são deste gênero! O título me chamou a atenção, porém ver algumas resenhas destrutivas a respeito me desmotivou! Mas pelo que percebi muita gente amou e muita gente detestou, então o que realmente dirá se o livro é bom ou não seria eu ler e ter minhas próprias conclusões! Mas pode se dizer que a sua resenha me motivou bastante! Espero que quando o dia chegar de eu ler, goste bastante como você! Abraços parabéns!




Alanna Gianin 03/03/2013

Decepção
Para mim, ler “A Batalha do Apocalipse” de Eduardo Spohr foi uma experiência extremamente decepcionante. Sou uma grande ouvinte de nerdcast, gosto de RPG e leio livros de fantasia (talvez por causa disso tenha excedido minhas expectativas). Mas acima de tudo, eu amo livros, amo a literatura e vou muito além de livros fantásticos. Não tenho o costume de abandonar livros, pois acredito que para ter uma opinião concreta dos mesmos é necessário ler até a última palavra.

Os pontos que descrevo aqui, depois de terminada a leitura de “A Batalha do Apocalipse”, são apenas de minha própria opinião, pois não sou nenhuma Crítica de Literatura.

Pontos BONS:

- O livro começa com o capítulo “O Manuscrito Sagrado dos Malakins”. Uma introdução muito bem feita que tornou o inicio da leitura muito empolgante pra mim.

- Os personagens, a principio, parecem ser muito bem trabalhados, e a história possuía saltos durante vários períodos históricos o que é uma coisa bem legal(se bem trabalhada).

- A mitologia desenvolvida por Spohr é realmente surpreendente. A explicação encontrada para o sétimo dia, sobre Deus, sobre os arcanjos, as divisões entre os diferentes tipos de anjos, entre outros, é tudo muito original.


Pontos RUINS:

- Apresentar os mesmo personagens, inúmeras e inúmeras vezes, utilizando no mínimo três diferentes codinomes para cada um. (só Lúcifer é chamado de: Estrela da Manhã, Filho do Alvorecer, Arcanjo Negro, Príncipe das Trevas e etc.).

- Os flashbacks são insuportáveis. Há vários capítulos de flashbacks que poderiam ser descartados ou mesmo encurtados, pois estes são muito longos e cansativos. Um eventual flashback de Ablon acaba se tornando a narrativa principal de uma hora pra outra, deixando completamente de lado o foco principal, que será ligado apenas depois de várias páginas.

- Se, como repete Ablon inúmeras vezes, os celestiais não possuem livre arbítrio, como uma rebelião no céu foi sequer possível? Como Miguel e Lúcifer fizeram aquela merda toda? Como?

- Esta necessidade de Spohr de inserir contextos pra tudo e o tempo todo, deixa a narrativa muito insegura. A sua determinação em descrever detalhadamente todos os cenários (À la Tolkien) em vez de auxiliar a narrativa, a tornou fraca pois não foi capaz de suportar tantas e tantas informações para no fim transmiti-las corretamente.

- Ablon e Shamira, pra mim, não tem química alguma! Não funcionam nem como indivíduos e nem como casal.

- O “grande” discurso que Ablon faz para encorajar os rebeldes reunidos por Miguel é extremamente fraco, e sinceramente não sei como ele conseguiu motivar os anjos a lutar ao seu lado.

- E o Fim, pra mim, foi muito clichê. Esperava algo surpreendente e não mais um "E Viveram Felizes Para Sempre" sem nenhuma explicação melhor pra dar.


No fim das contas, só posso dizer que Spohr, com sua imaginação, tinha em mãos uma excelente história que poderia ter sido muito melhor explorada e contada se não fosse, quem sabe, a pressa de publicá-la.

Não recomendo pra pessoas como eu, mas entendo porque muitas pessoas gostaram da leitura.

Na verdade, recomendo apenas para dois tipos de pessoas: para aquelas que desejam ter sua própria opinião sobre o romance e para aquelas que gostam desse tipo de história o suficiente para ignorar seus defeitos narrativos.
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Renata CCS 22/02/2013

Fantasia misturada com mitos religiosos em um cenário urbano
Creio que A BATALHA DO APOCALIPSE é uma obra que poderia ser classificada como uma mistura de mitologia com fantasia urbana. A narrativa traz um assunto à primeira vista delicado: há diversos elementos de mitologia cristã, mas não deixam a obra com um caráter religioso. Então, antes de mais nada, considere que este livro é uma obra de ficção, deixe de lado dogmas e conceitos religiosos e divirta-se com a leitura desta obra.

Quando Deus, que na obra é chamado de Yahweh pelos celestiais, descansou no sétimo dia – e os dias da criação correspondem a bilhões de anos para os humanos – o Arcanjo Miguel, designado para manter a ordem e a paz, tomado de inveja dos seres humanos que possuem o livre-arbítrio, decide varrê-los da face da Terra. Esta decisão divide a opinião entre os anjos e alguns se rebelam ao tomarem consciência do plano de massacre contra a civilização humana liderado por Miguel. Expulsos da camada celeste por discordarem e tentarem impedir o extermínio dos homens, 18 anjos tornam-se renegados e passam a viver na camada terrestre, presenciando o plano dos desalmados arcanjos sendo colocado em prática, através do dilúvio, do extermínio das cidades de Sodoma e Gomorra, da destruição da Atlântida e da cidade de Enoque, entre outras catástrofes e ações vis. É no meio dessa guerra apocalíptica que surgem heróis divinos e terrenos: Ablon, o Primeio General Renegado, e Shamira, a feiticeira de En-Dor. Ambos são imortais, Ablon por sua origem celestial e Shamira por descobrir a fórmula da imortalidade com seu mentor, também feiticeiro. Assim, ambos viajam pelo mundo e se encontram em vários momentos históricos. Os cenários onde se passa a trama do livro são variados, o autor utiliza bastante o recurso do “flashback”, enriquecendo a trama principal, pois é através dele que podemos vislumbrar lugares, monumentos e pessoas extraordinárias e históricas, como o próprio Jesus Cristo. Além disso, visualizamos os Planos Celestes, as profundezas do apavorante Inferno (e o próprio Lúcifer, a Estrela da Manhã), a antiga Roma, a China, a Europa Medieval, o Rio de Janeiro e Israel, criando uma linha de tempo desde os primórdios da formação do nosso planeta até os tempos atuais. Ablon, último anjo renegado, nutre particular ódio pelo arcanjo Miguel e o seu maior desejo é confrontá-lo, para que os planos e ideais do Altíssimo, desobedecidos pelo Príncipe dos Arcanjos, façam-se valer. Diante da aproximação do Armagedon, a luta épica é de uma rica ferocidade faminta por justiça que nos deixa com vontade de fazer parte dela. Nesta riqueza de descrições - seja nas fervorosas cenas de batalhas ou nos cenários encantadores - e na abordagem dos personagens que transbordam vida, paixão, inveja, amor e ódio, Eduardo Spohr criou um épico moderno com mitologia redesenhada que se mostrou impecável na concepção do seu universo ficcional. Em minha humilde opinião, é um sucesso merecido e alcançado após a passagem de uma barreira que muitos julgavam intransponível para um escritor brasileiro. Confesso que nos dois primeiros capítulos achei a narrativa um pouco arrastada, meio truncada, mas passadas as primeiras páginas a história deslancha e flui de forma tão envolvente que não conseguimos mais largar o livro.

O livro é surpreendente e apaixonante. Recomendo a todos os fãs de literatura fantástica que almejam se deliciar com uma leitura instigante e inteligente.
Bruno 25/02/2013minha estante

Ótima resenha!

Ao visto o livro envolve temas dos quais sou indiscutível fã.

Já foi para a lista das próximas aquisições!

Abs.


Renata CCS 26/02/2013minha estante
Olá Bruno, tenho certeza que irá gostar. Pela sua estante, literatura fantástica é bem o seu gênero. Eu tb gostei muito. Um abraço.


C@rl!nho$ 05/03/2013minha estante
Legal esta resenha! O livro está na minha lista também.


Rosana 16/08/2013minha estante
Demais sua resenha é exatamente isso que imagino viajar por todos esses lugares, apenas lendo paginas de um livro é fantastico, os criticos as vezes exageram, como voce disse e eu concordo é uma obra de ficção otima por sinal.




Arthur 04/11/2011

Merece todos os elogios
De uns meses para cá, percebi um título que, com cada vez frequência, ganhava mais destaque: A Batalha do Apocalipse, obra épica do autor brasileiro Eduardo Spohr. Só o que eu ouvia eram belas palavras quando o assunto era o tal livro. Demorei a comprar, mas, enfim, tenho-o em minha estante. E com todo orgulho, porque o livro merece ser elogiado.

Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o dia do Juízo Final. Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas, o dia do despertar do Altíssimo. Único sobrevivente do expurgo, o líder dos renegados é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na batalha do Armagedon, o embate final entre o Céu e o Inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro do universo. Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano; das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval. A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana, mas é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, cheio de lutas heróicas, magia, romance e suspense.

Como uma amiga, a Lívia Martins, me advertiu, A Batalha do Apocalipse deve ser lido sem pressa, pois são muitas informações, nomes, personagens, eventos etc. - tanto que há um grande glossário com a descrição de cada personagem e ainda uma linha do tempo com o que aconteceu desde o início dos tempos. É escrito em terceira pessoa, com exceção de um dos flashbacks, que está em primeira pessoa (algo que eu achei desnecessário e sem um propósito certo, mas que não afetou a transcorrência do texto) e divido em três partes: Vingadora Sagrada, Ira de Deus e Flagelo de Fogo. Os personagens, especialmente os principais - o renegado Ablon, a feiticeira Shamira e os arcanjos Lúcifer e Miguel - são muito bem trabalhados e conquistam o leitor, com destaque para a Estrela da Manhã (um dos nomes de Lúcifer), que é todo sagaz e cheio de ironias. As grandiosas batalhas são outro deleite aos olhos dos leitores: o Armagedon, a grande batalha, é, como devia mesmo ser, a maior de todas e muito bem narrada, com belas cenas de ação e muita tensão. Não posso esquecer também das teorias, que foram fascinantes para mim, como, por exemplo, o fato de os dias da Criação não serem exatamente dias, mas milhões ou bilhões de anos.

Eduardo Spohr leva o leitor a viagens pela história humana, dando uma outra visão a eventos passados e a fatos bíblicos. A Batalha do Apocalipse é, sem medo de ser feliz, o melhor livro que li em 2010 e um dos melhores que li na minha vida. Merece todos os elogios e muito mais: tem de ser conhecido e reconhecido mundo afora. É de dar orgulho ter um autor brasileiro tão criativo como o Eduardo Spohr e uma obra tão grandiosa como A Batalha do Apocalipse.
Elizeu Moreschi 24/03/2012minha estante
Vou comentar assim que terminar a leitura...
Nem essa resenha vai fazer-me desistir de ler.




F. Pierantoni 11/12/2010

A Batalha do Apocalipse
Entrar na lista dos 10 livros mais vendidos não é para qualquer um, muito menos para um autor nacional de ficção fantástica. Entretanto, foi isso que o carioca Eduardo Spohr teve a audácia de fazer com seu A Batalha do Apocalipse: da queda dos anjos ao crepúsculo do mundo (Verus Editora), obra que conquistou o público nerd e agora faz o mesmo com o mainstream. A questão é: o que seu livro tem de tão especial para quebrar tantas barreiras?

O personagem principal de A Batalha do Apocalipse é Ablon, um anjo expulso do céu por ir contra os planos dos arcanjos, determinados a exterminar a raça humana. Em sua forçada estadia no plano terreno, ele acompanha diversas eras da humanidade, sempre perseguido por anjos à sua caça, defendendo seus ideais e, o principal, buscando uma forma de vingar-se dos arcanjos.

A obra de Spohr não conta uma mera história: ela é, na verdade, uma grande epopeia. Numa narrativa não linear, a trama vai desde os tempos anteriores à criação dos humanos, passa por diferentes épocas de nossa civilização e culmina num – não tão distante – futuro à beira do apocalipse. O uso de flashbacks quebra o ritmo do título, mas sua qualidade é tamanha que, como um todo, isso não é um problema. Por diversas vezes, me diverti mais ao apreciar as lembranças de Ablon do que ao acompanhar seu próprio “presente”.

A escrita de Spohr, dotada de uma eficiente e moderada formalidade, transmite uma aura profissional e experiente, de modo que é até estranho pensar que A Batalha do Apocalipse é seu primeiro livro. A obra, por sua vez, não pode ser descrita como leve, tendo mais de 580 páginas (contando os apêndices), recheadas de texto com diagramação apertada. Tais características podem assustar leitores mais casuais, porém o desafio de mergulhar nesse oceano de palavras é valido, já que proporciona ao leitor uma épica aventura, capaz de abraçar toda a história da humanidade.

Uma vez concluída a leitura de A Batalha do Apocalipse, torna-se fácil explicar seu sucesso. O livro é ótimo. Simples assim. Eduardo Spohr prova que, com dedicação e um projeto sério e de alto nível, não há obstáculos, preconceitos ou dificuldades que não possam ser derrubados. Exalto o autor por sua valorosa trajetória e torço que continue alçando voos ainda mais altos. Os leitores e a literatura fantástica só têm a ganhar.
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Caldeira Brant 10/08/2011

Insignificante
Eduardo Spohr não construiu nada relevante nessa obra. Não é uma saga, não é um épico, nem é boa literatura. Apenas uma pretensiosa tentativa de tornar-se um Senhor dos Anéis sem a característica marcante daquela obra: um mundo original. Obra pífia que, mais uma vez, revela o nível indigesto de qualidade dos jovens autores brasileiros. Uma pena. Quem sabe, futuramente, com uma obra mais madura...
Wendell Raphael 20/08/2011minha estante
Resumiu tudo que eu pensei ao terminar de ler o livro.


Perito Criminal 16/09/2015minha estante
Concordo em gênero, número e grau, Brant.

Um escritor com o ego do tamanho do mundo, querendo ser o que nem de longe é: um escritor.

LIXO LITERÁRIO ESSE LIVRO.




Lenyº~ 17/06/2011

A Batalha do Apocalipse
O maior problema desse livro não é o autor, mas as expectativas e o "merchan" que colocaram em cima dele.
Você vai ler o livro achando que vai ser o melhor livro do mundo, algo incrível, mágico e não é bem assim. Eis que me aparece uma pessoa falando muito bem e outra falando muito mal do livro, fiquei sem saber o que pensar e resolvi ler tudo apesar de estar desgostosa no começo.
Pontos negativos:
- os adjetivos que são usados em demasia. Estrela da Manhã, O Renegado, O Mais Puro... chega uma hora que cansa ler.
- senti falta de um desenvolvimento maior em cima do protagonista. Achei o personagem frio, distante e apesar de estar tanto tempo na Terra ser tão inexpressivo. Ele só pensa em batalha, justiça e na feiticeira. Eu não consegui me sentir próxima do Ablon mesmo ele estando presente em praticamente todas as passagens do livro. Pelo menos eu quando termino um livro, gosto da sensação de saudade que o personagem costuma deixar e o Ablon passou em branco.
- achei algumas descrições longas demais.
- algumas partes dos flashbacks pareciam estar no livro para criar volume.

Pontos positivos:
- gostei MUITO das batalhas do livro. São totalmente dignas, bem descritas e com bastante violência celestial haha.
- a trama é muito boa. A história é diferente e apesar de se tratar de anjos não é enfadonho.
- gostei do mistério e acho que o autor conseguiu despertar a curiosidade mesmo com os pontos negativos.
- achei muito boa a parte que se referia ao inferno, suas divisões, os duques.
- gostei do conteúdo histórico, das referências.
- com relação ao vocabulário as vezes rebuscado, não vi problema. Afinal é importante ,ainda mais em um livro nacional, que as pessoas conheçam novas palavras. O vocabulário do brasileiro é pobre e a preguiça enorme.

No geral o livro é bom! Não é nem o céu e nem a terra, nem oito nem oitenta.
Eu gostei mesmo da história, mas foi o que eu comentei acima, as expectativas matam parte do livro e desanimam um pouco.
Portando se você ainda não leu a história, leia despretenciosamente! Garanto que assim você vai se divertir mais do que eu!
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Leandro Reis 14/03/2011

Alguns livros abrem portas...
Outros as derrubam completamente, deixando uma passagem aberta para aqueles que seguem a mesma trilha...

Percebe-se um épico no momento em que você o segura, atraído por sua capa e passa os olhos em sua sinopse.
Com a Batalha do Apocalipse foi assim. Antes mesmo de todo esse sucesso, ao ler em sua capa a frase “Da queda dos anjos ao crepúsculo dos Homens”, já dava para sentir o peso de tal obra. (E que peso! Nunca senti tanta vontade de ter um kindle)

Mas falemos sobre a obra em si ao invés da aura que ela possui e que atrai tantos leitores.

Durante a leitura da Batalha do apocalipse, por vários momentos eu comparava o ritmo da história com clássicos como Império do Sol ou E o Vento Levou.
Digo isto por conta da jornada em si, que nos leva aos quatro cantos do mundo de um modo complexo, fazendo-nos sentir aromas e temperaturas, nos dando tamanha imersão e realismo que parece que estamos realmente ali, junto dos protagonistas.
E por falar neles, também nos personagens identifiquei características que me remeteram àqueles clássicos. A Batalha nos premia com seres cativantes, cada um ao seu modo, tornando sua passagem por aquele mundo única e inesquecível. Percebe-se isto facilmente, após fechar as mais de seiscentas páginas do livro e se lembrar de detalhes sobre dezenas deles, humanos, anjos ou demônios.
Muito bem, temos um cenário profundo e personagens cativantes. Isto bastava para tornar o livro bom. Porém, estamos falando de um épico.
E épicos marcam principalmente por sua história.
Neste ponto, a obra se arrisca ao trazer neste volume único várias sub-tramas que poderiam ser convertidas em livros menores. Estas histórias são contadas através de flashbacks que remetem ao passado conturbado de Ablon, personagem central da obra.
Digo que é arriscado, pois pode-se perder o foco da história principal e distrair ou entediar o leitor. Porém, mais uma vez o autor acerta na dose e deixa as sub-tramas tão naturais e ligadas à história principal que você aproveita cada uma delas, sem tédio ou cansaço.
Nestes três pontos encontra-se a riqueza de tal obra. Eles resumem o carinho e esforço despendido em cada página escrita e cada hora gasta com pesquisa pelo Eduardo Spohr. Estes pontos, juntos com uma estratégia bem elaborada do jovem Nerd e continuada pela editora Verus, mostram claramente o porquê desta obra estar há meses entre os mais vendidos.

Aos que torciam o nariz para literatura nacional, ou simplesmente temiam a sua qualidade, esta é a prova absoluta de que em nada perdemos para a galera lá fora. Nós podemos sim, produzir épicos ricos em detalhes e dignos de serem levados às telonas.
Portanto, meu amigo, se você ainda não começou a ler os trabalhos
desta nova geração, trate de se apressar.

A Batalha do Apocalipse é um excelente começo.
Medora 19/03/2011minha estante
Excelente resenha! ^_^ Lerei o livro pelos mesmos motivos que você (a capa, a sinopse, etc..) e também pelas maravilhosas recomendações que tenho recebido!! Quando soube que o autor era brasileiro fiquei: O_o ... Estou ansiosa agora ^_^


Cleber Trida 23/08/2011minha estante
Ultimamente tenho lido excelentes livros Nacionais, como "O Caçador de Gigantes" e o "O Lobo de Gaia" do Daniel R. Salgado que infelizmente ele ainda não terminou a série e estou aguardando pois ele escreve muito bem, o primeiro da Trilogia "Dragões do Éter", "A Batalha do Apocalipse" fez com que eu não desgrudasse do livro, vamos torcer pra que essa safra rendam muitos mais frutos




Sora Seishin 28/09/2010

meujardimdelivros.blogspot.com
É difícil fazer a resenha de um livro tão denso quando A Batalha do Apocalipse, de Eduardo Spohr. Mas, vamos lá!

Leia mais em >> http://meujardimdelivros.blogspot.com/2010/09/batalha-do-apocalipse.html
Digão Livros 24/04/2011minha estante
OLha, eu gostei muito do livro, e o indiquei. Ponto final.. kkkkkkkkk


Conc... 23/05/2011minha estante
Oi. Acho que devemos, sim, criticar o que lemos, mas se apontarmos os erros devemos tbm apontarmos os acertos. Sua crítica é totalmente destrutiva não acho que o autor tenha merecido esse banho frio. Li o livro (todo), admirei a capacidade criativa do autor, só achei muito cansativo ele poderia ter dividido o tema em dois volumes fora disso até parabeniso Spohr por ser um autor jovem e BRASILEIRO. Vá em frente meu filho, vc vai longe. Bjs.


Sora Seishin 24/05/2011minha estante
Conc...: Se você achou que minha crítica é "totalmente destrutiva" como você comentou, é porque não a leu. Seu comentário não faz o menor sentido, eu dei 5 estrelas pro livro e você deu 2. Por favor, leia a resenha antes de julgar. Obrigada.




Eric Rocha (Ersiro) 12/08/2014

A Batalha do Apocalipse
Ablon, um anjo renegado e expulso dos céus, é condenado a viver na terra em seu avatar (corpo material dos anjos e demônios) até o dia do Apocalipse.

Os personagens são apenas personagens, nada de épicos, somente personagens de um livro feito para pessoas que se impressionam facilmente.
Achei que o Sheol (ou inferno), não foi descrito como poderia ter sido. Dizem que ele é aterrador e assustador, e não consegui ver nada disso no Sheol que Spohr criou.
As batalhas são "sem sal", toscas e acabam rápidas demais, ou seja, não tem nada de épico. E a que ainda posso dizer que foi legalzinha, é a batalha de Ablon contra Apollyon no Castelo da Luz.
As trocas de palavras dos personagens antes e durante as batalhas também são fracas. Enfim, as batalhas não são necessariamente batalhas, é algo mais como briga de bêbado, onde quem dar o primeiro soco ganha.

Tomando a liberdade e eu mesmo dividindo o livro em dois (primeira e segunda metade), eu realmente não fui com a cara do livro em sua primeira metade, pois a enrolação e o prolongamento desnecessário é imenso, deixando a leitura cansativa e sem grandes emoções. Há um tempo, comecei ele e demorei mais de um mês para ler a primeira metade, não aguentava mais tanta enrolação e tive que pausar a leitura e li 3 livros após a pausa, não que o autor escreva tão mal, ao contrário, escreve bem, porém não conseguia ler mais uma página sequer. Renovado e com nova convicção decidi voltar a leitura já sabido de como era sua narrativa, e em sua segunda metade, a enrolação, prolongamento desnecessário, a leitura cansativa e sem emoção até que deu uma pequena trégua e eu consegui finalmente terminar o livro. Consegui até (em alguns raros momentos) me transportar para os lugares descritos.

O livro sempre me chamou muito a atenção pelo seu título e sua capa, e posso dizer que até que valeu a pena pela curiosidade, pois a estória, a trama e a escrita são bem feitas (tirando as partes que mencionei que me decepcionou). Mas não espere encontrar algo contagiante e épico neste livro, porque você estará enganando a si mesmo.
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