A Revolta de Atlas, vol. 1

A Revolta de Atlas, vol. 1 Ayn Rand




Resenhas - A Revolta de Atlas


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Mark_Lübe 02/09/2019

Quem É John Galt?
A Revolta de Atlas é um romance de 3 volumes, onde a autora procura trata o romance como um meio para expor sua visão de mundo que evocam reflexões filosóficas. Seus personagens são projeções de homens ideais, representações de ideais éticos e filosóficos e muitas vezes totalmente desconhecida entre nós. Os inventores e empresários criaram uma onda de inovações que elevaram o padrão de vida a níveis sem precedentes e mudou para sempre a maneira como as pessoas vivem. A história se passa nos Estados Unidos num tempo futuro indeterminado, onde o governo obriga os inventores a desistir de suas patentes e da mesma forma, o governo rompe com as empresas produtivas, obrigando-as a partilhar o mercado com o mais fraco. A Revolta de Atlas apresenta um futuro no qual há uma tendência dos EUA em direção a um estado socialista, onde os vilões evitam racionalidade e a produção, buscando a sobrevivência, saqueando os produtores, o governo anula os direitos dos cidadãos americanos, e a liberdade está em constante erosão.
Em alguns momentos a história parece travada, não avançando muito ou avança forma lenta, os vilões, ou antagonistas, nos faz pensar que eles são incrivelmente burros e incapazes de ver onde vão dar as consequências dos seus atos. A autora que nos faz pensar em muitos pontos sobre os ideais éticos e filosóficos.
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Carlos.Barauna 30/07/2019

Leitura, leve com uma descrição detalhada dos eventos e personagens.
Recomendo a leitura é uma visão que se aproxima do que muitos pregam nos dias atuais. Excelente leitura
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Lucas.Ferrari 10/07/2019

As descrições dos personagens, da aparência física etc são muito sutis e imaginativas, diferente de como a maioria dos autores descreve, bem interessante.
Tem também algumas das melhores frases que eu já li, mas o livro é chato pra caralho. O romance então, meu deus que coisa mais chata de se ler. chato chato chato chato chato chato
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Suellen.Montenegro 18/12/2018

Uma aula sobre liberalismo
Uma obra prima amplamente difundida, nos Estados Unidos é o livro mais lido depois da Bíblia. O romance, foi escrito na década de 50 e continua muito atual, principalmente devido ao discurso liberal que vem tomando cada vez mais espaço. A história denota, finalmente, real valor as mentes pensantes, aquelas pessoas que são responsáveis por mudanças significativas na nossa vida e questiona o tempo inteiro porque essas mentes brilhantes são, constantemente alvo de críticas, inveja e intervenção estatal (saqueadores). Critica o pagamento de impostos, a excessiva quantidade de leis e decretos que vão aumentando no desenvolver do romance. Ao longo do livro, essas mentes vão desaparecendo e juntas, formam uma comunidade de pessoas singulares. O auge, no meu ponto de vista é quando eles dizem que estão entrando em greve, todas as pessoas que oferecem algo verídico, algo mensurável, desaparecem e mundo vira um caos. Ayn Rand foi fantástica em explicar como os valores estão se invertendo, pessoas que não produzem nada devem ser protegidas pelo estado, mas aquelas que tornaram nosso mundo melhor, são afrontadas constantemente. O livro é fantástico!!!!
Drica 06/09/2019minha estante
Vou comecar a ler e já adorei o conteúdo! Cansado do caos do mundo... kkkkkk à preciso um sopro divino pra colocar ordem no caos da terra! kkkkk.




Igor13 24/10/2018

Excepcional ponto de vista, mas poderia ser menos repetitivo nos diálogos e situações
A autora, Ayn Rand, foi uma mulher única. Suas entrevistas disponíveis no youtube são interessantes e enriquecedoras. Sendo objetivo em relação ao Atlas Shrugged:

Pontos positivos:
1) Os diálogos entre os personagens e reflexões individuais são, de longe, as passagens mais interessantes do livro;
2) A trama é bem amarrada e descreve, com detalhes, situações que se assemelham às que certamente existem nesses grandes casos de corrupção e envolvem negociatas entre estado e empresas privadas ou públicas;
3) O livro pode abrir a cabeça de muitas pessoas, especialmente aqui no Brasil que certas ideias são heresia pura e simples.

Pontos negativos:
1) Diálogos repetitivos e demasiadamente longos. Após um tempo, as situações e diálogos se repetem e ficam girando em volta das mesmas variáveis;
2) Pobre em incorporar outros elementos, foca sempre nos extremos da personalidade humana.

Não me entendam mal. Seria um livro extraordinário se fosse editado para 1/3 do tamanho original. Acho que passaria a mensagem de igual modo sem ser tão repetitivo (chato mesmo).
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Paulo 20/10/2018

Extensa obra-prima
Admito que comecei a ler esse livro sem muitas expectativas, e no começo do livro eu realmente não via aonde ele queria ir nem onde queria chegar com todos aqueles imbróglios entre o governo com as companhias ferroviárias e mineradoras. Mas conforme eu avancei na leitura eu comecei a perceber o quão sutil eram os detalhes que fazem desse livro uma grandíssima obra-prima.

A tradução que eu li estava muito bem feita, mas notei que a forma como o livro foi escrito me impressionou bastante. Ayn Rand sabe executar muito bem a arte da descrição de pessoas e paisagens, sabe contar histórias e sabe colocá-las de forma a fazer com que tudo se encaixe perfeitamente no final, como um quebra cabeças que é montado aos poucos. O uso que ela faz das metáforas enriquece muito a literatura, e é nesse livro que eu encontrei mais um personagem para colocar na minha seleta lista de personagens que eu mais admiro - neste caso, Hank Rearden (jamais tirando o mérito de Dagny, D'Anconia, Ragnar ou o próprio Galt).

A filosofia desse livro é profunda demais para eu resenhar aqui. Pretendo ler o capítulo sete do livro III mais uma vez, pois é lá onde se encontra o núcleo de toda a obra. Um mundo onde a livre manifestação do pensamento é vista como atraso, onde a criatividade é um insulto às pessoas que nada conseguem fazer. Aqueles fracos que dependem das pessoas que são produtivas, como um parasita que depende de seu hospedeiro para viver (neste caso, um parasita que dificulta a vida de seu hospedeiro sem saber que sua morte causará também a sua).

Não digo que são coisas que vemos em nossa sociedade, mas certas nuances podem sim ser comparadas naquilo em que vemos em nossa cultura.
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Marcelo.Almeida 19/10/2018

Libertarianismo
Um excelente livro sobre o libertarianismo, descrevendo em uma narrativa notável os males que são causados pelas privações dos direitos individuais das pessoas. Com personagens cativantes, que nos inspiram a ser melhor, Ayn Rand consegue trazer nesse primeiro livro a demonstração de uma sociedade decadente.
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Alberto 06/07/2018

A Ascensão de Gaia
Reler "A Revolta de Atlas" depois de se aprofundar na filosofia objetivista, é como ler a versão extendida.
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Mussi 30/03/2018

Leitura para quem tem fôlego
Um livro extraordinário com muita densidade em cada palavra e cada frase contidas em suas 1.216 páginas, vale apena o tempo investido.
Porém , saiba que é necessário ter fôlego de maratonista, sem o qual não se conseguirá chegar ao fim da leitura.
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Claudia 19/03/2018minha estante
Adorei! vou divulgar sua resenha, ok??


Conde 19/03/2018minha estante
Fique à vontade para divulgar, mas coloque o nome do autor mesmo, não sou eu rs! É que topei com ela na internet e a achei tão boa, que adicionei aqui, mas mantive o nome do autor e o link para o texto original. Ele tem que receber o merecido reconhecimento.


Claudia 19/03/2018minha estante
Ah sim, é o que está no final né? coloquei :)))))))


Conde 19/03/2018minha estante
Isso, Viniciuz de Menezes.




Tracinhas 28/02/2018

por Lídia Rayanne
Já faz algum tempo que venho dando preferências por distopias clássicas, e quando ouvi falar sobre “A Revolta de Atlas”, me bateu uma grande curiosidade, não só pela premissa do livro, mas pela história de vida da autora. Ayn Rand, que muito jovem se mudou da Rúsia soviética para os Estados Unidos, soube como ninguém o que a expropriação estatal é capaz de causar ao indivíduo – e a uma nação.
Publicado originalmente em 1957, “A Revolta de Atlas” chegou ao Brasil dividido em 3 volumes: “Não Contradição”, “Isso ou Aquilo” e “A = A”. A resenha que trago hoje é relativa ao primeiro volume, e a medida em que for lendo comentarei minhas impressões dos outros.
A história é narrada em terceira pessoa e acompanha principalmente Dagny Taggart, uma das principais executivas nos Estados Unidos, que só tem um objetivo: reconstruir a ferrovia de sua família, a Taggart Transcontinental, especialmente a Linha Rio Norte, que está caindo aos pedaços. Mas há anos a empresa espera o metal encomendado, que por conta de uma burocracia letárgica, não chega. Então, contra a vontade do seu irmão e da opinião pública, ela fecha um contrato com Hank Rearden, o dono de uma siderúrgica que dedicou 10 anos da sua vida para criar o metal mais leve e mais resistente que já existiu ─ o metal Rearden.
Só que tem um problema: por questões que só iremos descobrir mais adiante, o metal Rearden não recebe aprovação da comunidade científica. Mesmo assim, contra tudo e todos, Dagny toma a frente e decide reconstruir a ferrovia, e uma ponte!, com metal Rearden a qualquer custo. Ela só não esperava fazer inimigos no meio do caminho, reencontrar um amor do passado e se apaixonar por alguém que não devia.
O romance não é o foco desse livro ─ o que é ótimo, porque, apesar de ter alguns momentos doces, como as lembranças de Dagny do seu primeiro amor, e da tensão sexual entre ela e seu novo affair, algumas cenas com esse último chegam a beirar o ridículo, na minha opinião ─ pois, como disse, “A Revolta de Atlas” é uma distopia política.
A opressão retratada nesse livro é diferente da que costumamos ver: não é tangível, é psicológica, do tipo que se esgueira por todo lugar. O vilão desse livro não é uma figura simbólica, como o “Grande Irmão”, de George Orwell: ele está representado na forma de políticos “de Washington”, de filósofos e cientistas que usam o discurso do “social em primeiro lugar” para bancarem suas instituições com recursos públicos, por burocratas que, com simples canetadas, golpeiam uma economia que dá os últimos suspiros e ameaça quebrar a qualquer momento. Numa atitude hipócrita, eles ignoram que, quanto mais impedem o progresso, mais prejudicam a vida dos trabalhadores que dizem defender.
Além de tudo isso, há um mistério que percorre a trama: dezenas de artistas, empresários, cientistas, os últimos filósofos defensores da razão começam a se aposentar e desaparecer, abandonando suas empresas e seus estudos, desestabilizando ainda mais o cenário econômico e cultural. Quando Dagny dá de cara com os restos de uma invenção que poderia transformar o mundo, ela sabe que precisa encontrar um desses gênios.
Já vi alguns leitores dizendo que a autora é verborrágica, e é óbvio que não dá pra concordar 100% com a filosofia dela, mas Ayn Rand conseguiu transmitir como ninguém esse sentimento de pura frustração que é tentar fazer algo útil, mas ser impedido por pessoas que não sabem o que é produzir. Ela toca no âmago, na parte mais profunda da alma dos personagens e quase podemos ouvir o grito silencioso dos pequenos atlas que carregam o peso do país em suas costas, enquanto sentem a realidade se esfacelando por entre seus dedos. Até quando conseguirão suportar?
O primeiro volume encerra com uma cena de tirar o fôlego e que envia por nossas veias o mesmo desespero sentido pelos personagens, nos motivando a logo engatar a leitura do segundo volume. Porque sim, meus amigos, eu NECESSITO de respostas.
Afinal, quem é John Galt?

site: http://jatracei.com/post/171377048637/resenha-293-a-revolta-de-atlas-volume-1
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Phelipe Guilherme Maciel 21/01/2018

Não sei se defino a primeira parte como conto de fadas ou se foi apenas indecente mesmo.
Quero deixar claro que estou falando apenas pela parte 1 do livro. Eu esperava muito mais. Me considero liberal e acho Ayn Rand um grande nome na filosofia politica mundial, com uma biografia absurda. Mas o que é isso? Li inclusive uma resenha aqui no Skoob mesmo que a leitora mandava eu me preparar para um cenário onde pontos de vista conflitantes iriam se chocar violentamente e teria uma overdose de filosofia. Além dela, diversos grandes nomes da economia brasileira e mundial dizem que esse livro é fundamental. É... Passou muito longe. Ou lemos livros diferentes.
Estou com um sentimento absurdo de decepção.

Todos os personagens do livro ou são super heróis e claro, ilustram o capitalismo, ou são completos idiotas e representam o socialismo. Tudo bem que isso parece muito com o estilo literário do romantismo, enquanto eu lia, lembrei demais dos livros de José de Alencar, mas não consigo enxergar como isso se aplicaria num livro que vai discutir toda a ideia filosófica da pessoa.

O enredo é basicamente:
O mundo está tomado de países populistas e socialistas e os Estados Unidos é a única nação capitalista, mesmo assim, decaindo também. Todos os grandes nomes da economia, artes, esportes e etc estão desistindo da vida e se aposentando ou desaparecendo. Alguns poucos capitalistas continuam tentando sobreviver e sempre são barrados por "vilões" socialistas que tentam atrapalhar seu negócio ao máximo por pura inveja, e quando tudo dá certo, lhes tomam o trabalho duro na mão grande.
O livro é apenas uma sequencia de feitos milagrosos onde os capitalistas, suplantando todas as dificuldades que os socialistas lhes impõem com sua ignorância, incompetência, e corrupção. E no momento que eles atingem a gloria, os invejosos criam uma lei que usurpa aquilo que eles criaram, os forçando a começar tudo do zero mostrando novamente que eles são superiores a todos eles. E esse é o mote do livro. Até quando eles conseguirão isso? Quando Atlas vai encolher os ombros?

Eu esperava ver verdadeiros embates entre antagonistas fortes e inteligentes com os protagonistas do livro. O que recebo, são dezenas de paginas de um diálogo chato, onde homens irretocáveis e sem maculas conversam com ignóbeis idiotas que mal sabem o que estão fazendo. Esperava muito mais.

Eu havia separado um pacote inteiro de post its pensando que marcaria o livro inteiro mas não usei nem 10 marcadores direito, e os usei para marcar alguns dos personagens importantes e alguns eventos importantes no livro, pois não houve nenhum diálogo que ensinasse algo importante, ou que discutisse os diversos pontos de vista sobre economia, política, e sim diversos diálogos entre alguém que está sempre muito superior em relação ao seu interlocutor, pois é burro demais ou emocional demais para entender seu pensamento superior.

Um adendo que devo fazer: Sei que o livro é da década de 50, mas Ayn Rand era uma mulher muito inteligente e eu não sei como ela pode criar uma personagem feminina tão poderosa como Dagny Taggart e a transformar num animal subjugado quando está se relacionando com homens sexualmente: Servil, submissa, algumas vezes até humilhada. Alguns eventos ali demonstraram até uma certa violência. As cenas onde ela viaja nos trens de sua família são muito mais sensuais que as cenas de sexo. Isso é um problema no livro.

Não sei se defino como conto de fadas: O Socialismo é a bruxa má sempre pronta a fazer maldades e usurpar o que não é dela, e o Capitalismo é o herói maravilhoso montado a cavalo, sempre disposto a colocar as coisas em ordem e salvar a princesa. Ou se foi indecente, no sentido de realmente considerar que todo mundo é idiota e corrupto se não pensar daquele modo. E se o sentido fosse esse, é triste a perda da oportunidade de criar um romance para explicar aos mais leigos de uma forma exemplificada todo seu pensamento, baseado naquilo que seus opositores vivem pregando. Seria perfeito.

Vou ler o segundo livro pois acho que não deve ser somente isso. Esta resenha, repito, diz apenas o que sei até o ponto que li deste livro, não estou falando pela obra completa, mas pela primeira parte.
Craotchky 21/01/2018minha estante
Essa discrepância de opiniões não deve se derivar de vocês terem lido um livro diferente, mas deve indicar que a leitora citada é provavelmente é bem diferente de você.


Phelipe Guilherme Maciel 21/01/2018minha estante
Sim, com certeza somos leitores diferentes. E a comparação não é com a leitora, usei ela somente como exemplo de que realmente todos falam muito bem do livro e ATÉ agora não vi os motivos de tanta exaltação. Isso é uma parcial.


EA 21/01/2018minha estante
Estou lendo o livro II, que é bem melhor que o I. Mas lendo sobre suas expectativas, creio que ainda estará aquém.
De qualquer forma, vale manter a leitura.


Phelipe Guilherme Maciel 21/01/2018minha estante
Eloiso, só de ouvir essa sua confirmação de que o 2 é melhor que o 1, já fico revigorado de continuar, porque o cansaço estava grande. Eu entendo que ela fez algo que era comum na epoca do romantismo: Criar o personagem perfeito, imaculado, cheio de virtudes, lendo esse livro eu lembrava de José de Alencar. Mas o problema é que os diálogos ficaram muito fracos. Mas no livro 3 eu farei uma resenha definitiva e talvez mude de ideia.


Lucas.Sousa 26/02/2018minha estante
Tem que olhar o contexto histórico em que a obra é feita: anos 50, após a guerra. Revoluções socialistas irrompiam e eram traídas aos montes pela burocracia stalinista, o que deixa a marca do socialismo como "autoritário" e de uma "corja de imcompetentes", o ocidente, tentava frear esse movimento propagando as ideias dominantes feitas aquém da realidade concreta, isto é, ideologia. O estilo romântico é puro pastiche.
Os EUA eram invencíveis militarmente, mas não podiam usar da força devido à possibilidade de destruição total, por isso utilizam-se dos meios de produção do consenso. O livro de Ayn Rand serviu a esse propósito, e deu certo, junto com todo o aparato hegemônico cultural. Não à toa de 45 a 75 é chamada de A Era de Ouro do Capital.


Phelipe Guilherme Maciel 11/04/2018minha estante
Lucas, obrigado pelo comentário. Li a Obra completa. Eu esperava muito mais dele. Entendo que a Ayn Rand queria passar a filosofia dela da forma mais simples possível para que todos pudessem entender nesta obra, e isso ela faz muito bem. Você consegue entender bem os conceitos da filosofia de Ayn, sem precisar sofrer muito. O que acabou por empobrecer o livro na minha opinião é a idiotização que as visões opostas às dos protagonistas são apresentadas, e a pobreza de alguns diálogos chave, que justamente apresentam as idéias de Ayn de forma mais vigorosa.


Francielle Lima 31/07/2018minha estante
A Dagny neste primeiro volume é a típica mulher que as mulheres da década de 50 eram na visão da Ayn, destruidora de padrões, mas que não podem esquecer do sexo, penso que se todas as cenas mais sexuais fossem retiradas do livro, falta não fariam.




Rafael.Said 30/12/2017

Uma das melhores viagens que se pode fazer...
Uma das melhores viagens que já fiz...
O livro traz reflexões profundas nos mais variados aspectos, desde o trabalho, competência, corrupção, moral, sexo, relacionamentos, traição, etc. O que procura o ser humano? Através de diálogos com mendigos, ou mesmo entre grandes empresários e políticos, indagações filosóficas permeiam toda a leitura.
Uma história sobre uma era industrial estadunidense, na qual a autora mostra todo o jogo político/econômico em que os interesses de uma pequena parcela da população, representados por personagens como James Taggart, Dr. Ferris, Chick Morrison, Sr. Thompson, Orren Boyle, dentre outros, se sobrepõe sobre todo um país, jogo no qual interesses privados colocam em risco a existência de toda uma sociedade.
Por outro lado, personagens como Hank Rearden, que trabalha exaustivamente e sempre se atrasa para ocasiões sociais, pelas quais não sente nenhum apreço. Personagem intrigante, que é capaz de dedicar todo dinheiro à família, mas que não se preocupar em dedicar sequer uma pequena parte de seu tempo à ela. Que apesar de todos os contratempos, continuar lutando e trabalhando por aquilo em que acredita.
Há vários personagens interessantes no livro, como o empresário James Taggart, dono de uma linha de ferrovias, que se aproveita da dedicação de sua irmã para ganhar status e poder, escondendo por trás do trabalho dela toda sua incompetência. Personagem que defende que as marcas (empresariais) são o que mais importa no mundo. Leva consigo o ditado "qualquer corrupto ganha dinheiro". Ganhar dinheiro é fácil, difícil mesmo é ter caráter, ter pessoas próximas que lhe valorizam pelo que você é e não pelo que você tem ou pelo que você demonstra.
Já Francisco D'anconia, herdeiro da maior fortuna no mundo do livro, decidiu quebrar economias de países inteiros simplesmente porque teve vontade de fazê-lo, embora o livro nos mostre que os motivos que o levou a tomar tal atitude talvez possam ser corretos.
Lilian Rearden, a mulher que se casa com o maior industrial estadunidense simplesmente para manter as aparências, que se configura apenas como um acessório ao seu marido. Mesmo após descobrir a traição dele, continua como figurante e não aceita de forma alguma o divórcio, apenas para não perder seu status social.
O livro, apesar de ser uma ficção, mostra como não há sinceridade entre a alta sociedade político/econômica, o que nos leva a refletir sobre o que acontece no Brasil atualmente. A sinceridade, independente do motivo ou de quem a expressa, leva a um estranhamento por não se estar acostumado à ela.
A intromissão do governo em assuntos privados e a compra do governo pelo setor privado também estão bem representados na leitura. Utiliza-se a chantagem para atingir objetivos particulares. Embora seja ficção, podemos ter uma ideia real do contexto que envolve negociações industriais/empresariais/governamentais.
A descoberta de um tipo especial de matéria-prima por um grande industrial faz com que o governo tome todas as medidas possíveis para se apropriar daquela descoberta. Aqueles que têm o poder político sempre estão em vantagem em relação aos demais, independente do nível em que estejam. Esses é que realmente desfrutam dos privilégios, é necessário desconfiar daqueles que afirmam fazer tudo pelo bem alheio. Sempre há interesses individuais envolvidos. Eles têm o chicote na mão e afirmam que gastam o nosso próprio dinheiro para o nosso próprio bem-estar. É triste perceber que muitas vezes, o talento com a retórica é mais importante do que o talento técnico para desempenhar alguma função. Saber usar as palavras se faz mais importante que saber usar as ferramentas.
Esses não querem se cercar de pessoas que pensam, mas tão somente de pessoas que apenas cumpram ordens. Aqueles que precisam se proteger usando a força para continuarem ocupando seus cargos, de forma alguma merecem ocupá-lo. O livro mostra como são montadas grandes, e eficientes, campanhas para desacreditar qualquer pessoa que vá contra os interesses do grupo dominante.
Outro aspecto bem demonstrado no livro é o fato de vários personagens esconderem suas emoções atrás de suas realizações materiais.
Aprende-se também que a impossibilidade pode ser apenas questão para que se mude o caminho através da visão de outras perspectivas sobre nossas próprias premissas.
Outro ensinamento importante é sobre o ódio a alguém, que muitas vezes é simplesmente o ódio a si mesmo por admirar algum aspecto em alguém que não se reconhece em si mesmo.
No campo da justiça, há reflexões do tipo: para quem servem as leis? Quais são os princípios existentes nas leis? Em alguns casos, o réu tem somente que manter a aparência de justiça quando seus direitos na verdade sequer são reconhecidos? Até que ponto e em quais casos as leis são legítimas? A justiça precisa da "cooperação" do réu para legitimar o processo judicial, isso ajuda disfarçar, nesses casos, a natureza dos atos.
Em relação à imprensa, nota-se como ela toma partido e dá evidência aos acontecimentos de acordo com suas próprias premissas, levando ao público notícias de interesse próprio sob a máscara de interesse público por aquilo.
Abre-se os olhos para o significado real de todo equipamento construído pelo homem. Ali não está somente uma máquina, mas sim todo um conjunto dos cérebros que construíram e que possibilitaram a construção daquilo.
A troca de favores é o que molda o mundo do livro, e por que duvidar que também molde o nosso? Há uma esperança, naqueles que se contrapõem ao modelo que está dado e que têm a capacidade de pensar, e acima de tudo a capacidade de realizar.
São muitas reflexões que o livro permite, são várias visões diferentes que nos traz. Para se ter o real entendimento sobre esses ensinamentos que estão presentes nessa várias e várias páginas, só lendo-o e realizando essa incrível viagem...

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Edméia 29/12/2017

A realidade ou os sonhos ? !
*E-book : “ A Revolta de Atlas “ .
*Autora : Ayn Rand.
*Editora : Arqueiro.
*Volume 1.

Este romance distópico narra a história de um grupo de pessoas muito inteligentes , ricas , poderosas que tentam sobreviver a um sistema político que através de leis , decretos , impedem os cientistas de darem continuidade às suas pesquisas e industriais , pessoas poderosas como Dagny Taggart e Hank Rearden de evoluírem com os próprios trabalhos.
Dagny é uma mulher de somente 35 anos de idade apesar da coragem , da indiscutível inteligência que a orienta e tem o cargo de uma famosa ferrovia nos E.U.A. : a Taggart Transcontinental.
Rearden é um homem com mais de 50 anos de idade , casado e dono de uma notável siderúrgica : Metal Rearden ! Ele inventou um tipo de metal que facilitou a vida de muitas pessoas , comerciantes no país !
Gostei muito de como a autora , Ayn Rand , descreve algumas paisagens , feições , sentimentos dos personagens , de um determinado período do dia , dos lugares ! Por exemplo , transcreverei aqui essas duas passagens :
“Ainda havia restos de sol no morro , mas uma névoa azulada já cobria o vale , e o vermelho e dourado das folhas se espalhava para o céu , para os lados do poente “. – (Página 318 ) –
“ ... uma luz difusa ainda iluminava o restaurante , como uma pequena poça que permanece na areia quando a maré baixa “.
- (Página 357 ) –
O primeiro volume é constituído por 10 capítulos e cada um possui entre 40 – 50 páginas ! É uma narrativa objetiva , prática,
com poucos discursos diretos e muita filosofia ! O livro faz você parar e pensar sobre o mundo no qual estamos inseridos , sobre as nossas escolhas , sobre quem somos e o que estamos querendo , precisando , almejando fazer aqui neste planeta Terra.
Estou aprendendo muito com Ayn Rand e a cada capítulo pego-me tentando adivinhar o que se sucedeu , o que está realmente acontecendo porque aos poucos , todos os comerciantes , cientistas , desaparecem ! É um verdadeiro mistério.
Dizem que este livro é uma leitura obrigatória para os jovens nas escolas dos Estados Unidos ! Compreendo , ele parece ser contra o regime socialista e a favor do capitalismo. Constatamos isto facilmente nos diálogos entre James Taggart , irmão de Dagny Taggart e presidente da Taggart Transcontinental !
James ou Jim , como Dagny , às vezes , se refere ao mesmo , é um sonhador , uma pessoa preocupada com os pequenos comerciantes ! Todavia , ele não possui a índole audaz , desbravadora , destemida de Dagny Taggart !
Fiquei estarrecida com o descaso que senti sobre a família de Rearden – assim como toda a sociedade de uma forma geral – em relação a ele ! Essas pessoas o veem como um ser antipático , antissocial e frio. Na verdade , eu o vejo como um gênio !!!
*Bom , já iniciei a leitura do volume 2 ! Ao todo, são três volumes ! Estou gostando muiiiiiiiiiiittttttooooo desse livro ! Recomendo.

Guaratinguetá , 29 de dezembro de 2017.



site: www.mesadeestudo.blogspot.com
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Júlio 28/10/2017

Liberdade
Comprei esse livro muito antes de saber do que se tratava, só porque vi em algum lugar que era o livro mais lido nos EUA depois da Bíblia. Ficou muito tempo parado em minha instante até que resolvi começar, e não parei mais. O livro conta a história de uma época bem parecida com esta, em que o Estado vem minando todos os meios de produção até que uma pessoa se levanta contra essa ditadura parando o motor do mundo, a inteligência humana.
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