Doença e Cura

Doença e Cura Fabian Balbinot




Resenhas - Doença e Cura


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Livretando 16/01/2014

Resenha: Doença e Cura
Sim, vampiros existem, e eles estão no topo da cadeia alimentar...

...Ou melhor, estavam...

Em meio a essa "síndrome" de vampiros bonzinhos, bonitinhos e “brilhantes”, Fabian nos traz de volta às origens, mostrando em sua obra os verdadeiros vampiros, seres sanguinários que fazem de tudo para saciar sua “fome”. Mas dessa vez eles não são os únicos caçadores...

Dividido em sete capítulos, o livro nos apresenta um submundo onde os vampiros são reais. Esta espécie que até então ocupava o topo da cadeia alimentar, agora depara-se com algo desconhecido, algo que desafia seus conhecimentos e poderes.

Cada capítulo desta obra apresenta a história de um vampiro diferente, com narrativas diferentes, mas de forma magnânima, são todas ligadas por algo em comum...

...Uma entidade desconhecida que está usando a presa dos vampiros, os humanos, como isca para caçá-los.

Como já foi dito, os capítulos contidos nesta obra são narrados de forma diferente, o que me proporcionou uma experiência muito gratificante, já que nunca havia lido nada parecido. Deparei-me até com um roteiro teatral, o qual achei, na minha humilde opinião, um dos melhores. Sim, alguns capítulos são sim cansativos, mas isso acaba tornando-se irrelevante diante daqueles com os quais a leitura segue de forma fluída.

O final foi surpreendente, a forma como o Fabian conduziu a narrativa me fez “esquecer de pensar” no possível final, como é de costume. Quando me dei conta, já estava lendo o epílogo e descobrindo o desfecho dessa história tão autêntica. Recomendo a todos!

site: http://livretando.blogspot.com.br/2011/07/resenha-doenca-e-cura.html
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JuTorres 28/01/2013

Começando pela capa que é divina, o sangue respingado e o rastro de sangue dão uma amostra do muito que você encontrará pelas paginas desse livro.

É um livro totalmente diferente dos demais com o tema vampiro, nada de vampiros que se apaixonam por jovens mortais, nada de romance ou sedução, dessa vez os vampiros expõem seu lado mais sombrio, vivem em submundos e não são ligados a nenhum sentimentalismo, tudo bem longe do universo teen… e para minha surpresa eles passam de topo da cadeia alimentar para vitimas.

Leia o resto da resenha em:
http://portal.julund.com.br/resenhas/doenca-e-cura-de-fabian-balbinot
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Paulinha 06/01/2013

Recuperando-me dos acontecimentos... Buscando o fôlego.
Diferente dos personagens, por fim, consegui sair do transe.
Realmente uma nova visão dos “divinos dentuços”.
“Doença e Cura” é uma leitura corrente, personal, fluente – em todos os sentidos – .
Altamente recomendado para os apaixonados (como eu) pelos seres noturnos.
E o melhor de tudo - NACIONAL -
Parabéns!!!!!
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Marmaid 23/12/2012

Doença e Cura
Os vampiros vivem nas sombras, alimentando-se do sangue humano sem que estes percebam, descrentes de sua existência. Ocupam o topo da cadeia alimentar. Imbatíveis. Imortais. Sanguinários. Mas não por muito tempo. Após séculos de domínio, o caçador transformou-se uma amedrontada caça que luta contra o desconhecido. Alguém – ou melhor, algo – veio tomar seu lugar e fazê-los de alimento. É astuto, inteligente e de longe muito mais forte que a antiga dominante raça vampira.

Ao invés de amores impossíveis, lutas entre clãs, entre lobisomens, ou outras raças noturnas, que nos deparamos em livros, filmes e séries, em Doença e Cura temos uma visão renovada do saturado tema vampiresco; aderindo à história ciência e biologia, como mutação, recombinação genética e evolução, andam lado a lado ao sobrenatural, dando a trama um ar realista e futurista que não deixou a desejar.

"Fora de controle, a fúria explodindo no peito, o homem ensandecido começou a balançar a cadeira de um lado para o outro, como um louco descontrolado faria em um manicômio."

Instigante, Doença e Cura trata-se de como o mundo vampiro reagiria se algo superior a ele aparecesse disposto a caça-lo, fazendo do sangue, outrora seu alimento, uma armadilha mortal; como o surgimento desse ser, dessa ‘peste vampírica’ afetaria, não apenas aos sanguessugas, mas também o resto do mundo – humano e animal. Uma doença inteligente, sádica e insana.

Composta por sete capítulos e um epílogo, acompanhamos a evolução da trama por pontos de vistas diferentes em cada um, que se parece com crônicas. Cada capítulo trata de um acontecimento diferente, tendo em comum o mal que aflige os vampiros, e são escritos de diversas formas: os habituais 1ª e 3ª pessoa, texto teatral e até mesmo um capítulo em 2ª pessoa, dando um dinamismo à narrativa.

Há também a falta de identificação de lugares e pessoas. Sem identificação de onde as histórias se passam, nem mesmo nome de rua ou prédio que permita a identificação do local, a trama acaba se tornando ‘mundial’, podendo ter ocorrido em qualquer – ou vários – lugares do mundo. A falta de informação é compensada por riqueza em detalhes ao descrever os lugares e acontecimentos e muitas informações sobre o mundo vampiro e dessa nova peste que os destrói. Apesar de ao mesmo tempo em que nos envolve e nos faz indagar ‘nossa, já pensou se tudo isso acontecesse de verdade?’, as muitas informações me cansaram um pouco em algumas partes da leitura.

"Humanos são seres fracos, que erigem torres para se protegerem de si mesmos. Afundam em um vício para se livrarem de outro. Eles merecem ser sacrificados.(...) Todos são mácula que encarde a terra e precisa ser limpa. Você sabe disso, e ri, (...). E sua vida persevera , alimentando-se do sangue dos outros."

Doença e Cura é original, curioso, crítico e com a medida certa de suspense e mistério além de ser extremamente bem escrito. Aos fãs de literatura vampiresca, como eu, é uma ótima leitura para expandir os horizontes desse tema.
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Capeleto 02/12/2012

Doença e Cura
Em "Doença e Cura", os vampiros são apresentados detalhadamente, no seu estilo mais clássico - morrendo ao sol e caçando na noite!
O livro destrincha e detalha os vampiros; apresentando as tradicionais questões e novas abordagens sobre o tema - alho, prata, estacas, crucifixos... pura lenda; mas sol transforma em pó sim!!! O livro se divide em poucos capítulos, sendo estes, assim, bastante longos; com personagens sem nomes, a identificação com o leitor é um pouco afetada.
A história segue como em contos quase independentes sobre diferentes vampiros, mas que no fim das contas possuem uma ligação, como um efeito dominó de personagens. A narrativa oscila pontualmente, tornando-se um pouco monótonas por algumas páginas, mas sendo intensas em outras.
A descrição - principalmente de ambientes - em geral possui um nível de detalhamento excelente, tornando uma visão cinematográfica. Trechos em 1ª, 2ª, 3ª pessoa dão um toque RPG ao livro.
"Doença e Cura" é um livro semi-independente de um autor nacional, tendo o estilo de clássicos da literatura fantástica e retomando os vampiros consagrados nos livros e cinema de outrora. Descubra se há Cura para esta Doença!
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Tâni Falabello 23/08/2012

Instigante e intenso
Doença e cura é o livro de estreia de Fabian Balbinot, e traz o mito do vampiro visto com enfoque um tanto diferente.

Através de seis capítulos, a princípio totalmente independentes, o autor nos mostra fatos e situações onde o vampiro não é mais o topo da cadeia alimentar, ou da escala evolutiva. Mostram-se fraquezas, mostra-se a doença. E isso é extremamente interessante; os conceitos de praga mesclados com poder, com impotência, com dor... ficou realmente muito bem retratado.

Claro, temos os vermes! Não posso falar muito deles, mas são parte da costura entre os retalhos que são os capítulos, entrelaçando-se por experiências científicas, por reuniões macabras (que me lembraram o clã Tremere, não sei porquê ;p)

"A humanidade inteira é uma piada", frase citada pelo autor, na boca de um personagem. Fabian nos desafia a ver que, em alguns aspectos, os vampiros também o são, por acreditarem em sua invencibilidade.

Minha classificação em 4 estrelas deve-se apenas à narrativa, que em alguns momentos, torna-se lenta, dado a seus detalhes, e tem horas que não rende. Mas percebi no decorrer da leitura que esse livro deve ser apreciado aos poucos...

Recomendo a leitura!
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Josy Stoque 30/07/2012

Surpresa!
O livro é dividido em sete capítulos narrados de forma distintas, dando a sensação de leitura de contos. O que mais achei incrível foi a capacidade de misturar várias narrativas em uma mesmo livro, escritas por apenas um autor, apesar que para mim isso tenha quebrado o ritmo de leitura.
Ouso dizer que Fabian é inovador e ousado, brincando com a literatura, usando um tema pouco abordado por nossos autores (o terror) de forma diferente e muito bem escrito. Outra característica é que Balbinot não dá nomes aos personagens e isso não atrapalha em nada a leitura.
A narrativa dos capítulos se misturam entre primeira e terceira pessoa, ora usando prosa, ora verso, você nunca saberá o que te aguarda no próximo capítulo.
Pretendia discorrer sobre cada um deles, como havia inclusive avisado ao autor, porém não quero correr o risco de spoilar, portanto, concluo dizendo que o início vai te prender em uma história de terror e sangue de grandes proporções, te aprofundar em uma narrativa estranha e coesa, e te levar a um desfecho grandioso.
Recomendo a leitura para quem gosta de se surpreender.
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Choi Angel ♎ 01/07/2012

Minha Opinião sobre:'Doença e Cura '
Dividido em sete capítulos, o livro nos apresenta um submundo onde os vampiros são reais. Cada capítulo desta obra apresenta a história de um vampiro diferente, com narrativas diferentes, mas de forma magnânima, são todas ligadas por algo em comum.

Esta espécie que até então ocupava o topo da cadeia alimentar, agora depara-se com algo desconhecido, algo que desafia seus conhecimentos e poderes. Um predador maior que tudo. Eles estão em todas as partes. ...Uma entidade desconhecida que está usando a presa dos vampiros, os humanos, como isca para caçá-los.

"...Talvez a morte fosse assim mesmo, estável, lógica, desprovida de emoção e sentimento."
(Pág 42)

"...A gente nasce, cresce, envelhece vivendo uma porção de situações diferentes, descobrindo coisas, e no fim das contas, morremos, e outros de nossa laia nos transformam em um mero ornamento de caixão, um petisco para a terra engolir, carne, ossos e madeira nobre, podre, tudo desaparecendo no esquecimento, coberto de humo e minhocas, capim nascendo em cima."
(Pág 47)

P.s: Depois de algumas opiniões que li referente ao livro fiquei curiosa sobre e como adoro histórias sobrenaturais e com a temática vampiresca, Doença e Cura entrou na lista de um dos livros que gostaria de ler. Hoje, com o livro lido, é fácil compreender o motivo pelo qual existem tantas divergências a respeito dele, (Muitos gostam outros não), a história não é escrita para ser simples ou para agradar um público ascendente, no caso, o que gosta de literatura vampiresca.

Nos dois primeiros capítulos de 'Doença e Cura', pensei sinceramente em abandonar a leitura. Mas como eu sou birrenta continuei a leitura e assim pude acompanhar o desenvolvimento de uma boa história, ainda que difícil de classificar entre boa ou ruim. Com uma proposta um tanto inovadora em meio a tantas obras que nos apresentam uma visão romântica dos vampiros, 'Doença e Cura' não poupa o suspense e o terror .

Cada capítulo merece ser lido com uma certa cautela e atenção pois, estes ingredientes serão fundamentais para o desvendar dos segredos . Alguns capítulos são muito bons e me prenderam... outros quase não consegui terminar a leitura, de tão arrastados que achei. A diagramação não é tão boa, mesmo assim isso não é um empecilho tão 'grande' que atrapalhe tanto a leitura. Sobre a Capa eu adorei ela!

Com opiniões divergentes, um pouco negativa e um pouco positiva é assim que termino minha resenha de 'Doença e Cura', e mesmo não tendo amado o livro tanto como gostaria, recomendo fortemente ele. É uma obra que foge do "habitual e comum" e merece ser lida, com toda certeza.

➟Convido vocês a conhecer o http://angelandherbooks.blogspot.com.br/ Sigam Visitem comentem para ajudar a chata Aqui! ;)
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Lucas T. Costa 15/06/2012

Resenha feita por: www.manuscritosdassombras.com.br
Já faz algum tempo que terminei de ler este livro, mas estava um pouco enrolado com outras coisas e não pude fazer a resenha que me propus a fazer. Todavia, é um exemplar tão único da literatura nacional que seria um pecado não apontar as minhas considerações a respeito dele.

A começar pela capa, que achei linda. Como bem apontou uma colega, o sangue parece de verdade! A escolha do fundo branco foi bastante curiosa e incomum para um livro de terror, com temática vampiresca, o que apenas conta como pontos positivos também. Fugir do clichê é bom! O sangue da capa é a dádiva, o rastro vermelho vivo e quente que te chama, impele e desafia a abrir o livro e começar a leitura. E se você começar, acredite, não vai querer parar! Eu não quis.

Achei as fontes meio estranhas. Não gosto muito de fontes serifadas, e achei a fonte da capa muito... simples. Não acho que deveria ser algo mais rebuscado, muito pelo contrário, mas achei a utilizada muito "lugar-comum". Olhei e lembrei de Times New Roman, hehehe.

Quanto ao livro propriamente dito, achei bastante interessante o fato dos vampiros de Fabian não dizerem os seus nomes em momento algum. Em Ensaio Sobre a Cegueira, de Saramago, também não se sabe o nome dos personagens e foi a primeira coisa que esse artifício me remeteu, mas acredito que a intenção do autor fora a de passar a ideia de anonimato vampírico (para quem já jogou o RPG, utilizo a expressão "preservar a máscara", hehe), e achei o recurso magistralmente executado. Os nomes acabam sendo irrelevantes, com a historia sendo tão envolvente.

A narrativa é bastante única. Confesso que em certos momentos, o excesso de caixa alta me incomodou um pouco, mas mais uma vez, acredito que a intenção era exatamente esta. Perturbar. As caixas altas surgiam em momentos de intensidade no texto. Em momentos de desespero. Me incomodava na mesma proporção que me prendia e fazia continuar virando as páginas. A narração era crua e excessivamente detalhada, os vampiros de Fabian são VAMPIROS, eles são monstros famintos e desumanos, sem consciência e consideração. E são cadaveres. Não há nada bonito sobre cadaveres. Vampiros podem ser sedutores, ofuscantes, mas isso é apenas um artifício que eles se utilizam para conseguir comida. Da mesma forma que as Sirenes da Mitlogia Grega eram lindas e tinham um canto hipnótico, que seduzia os marinheiros antes de carrega-los para o fundo do oceano. Não é porque é bonito que você tem que confiar, certo? Fabian sabe disso. E se você tem o estômago fraco... bem, recomendo que vá com calma com este livro então.

Todavia, o protagonista do livro não é um vampiro. O protagonista é um ser sem nome, muito antigo e que se desenvolveu e continua se desenvolvendo. Um ser que se alimenta de vampiros, que transforma os temíveis predadores da noite em pateticos animais assustados, acuados contra um muro, rezando para não serem notados. E é muito interessante observar os mesmos seres desumanos e atrozes lutando tão desesperadamente pela própria "vida".

Fabian trouxe aspectos científicos para o livro. Isso para mim pode ser uma faca de dois gumes. Pode ficar absolutamente fascinante, da mesma forma que pode parecer um pouco "X-Men" demais, quando a gente tenta explicar cientificamente um fenômeno claramente sobrenatural. Como diz Bill, o vampiro de True Blood: "Você acha que não é mágica que a mantém viva? Só porque você entende a mecânica de como algumas coisas funcionam, isso não significa que deixe de ser um milagre.... o que é apenas outra palavra para mágica. Todos nós somos mantidos vivos por mágica, Sookie. A minha magia é apenas um pouco diferente da sua, só isso.", e eu acho que qualquer tentativa de explicar como o vampirismo (e também a Doença, no caso do livro de Fabian) age é desnecessaria. Mas mesmo assim foi interessante de ler, e acho que necessaria para o melhor entendimento da magnitude da coisa toda, para os vampiros.

No geral, um ótimo livro. Quem gosta de vampiros, misterio e terror, com certeza tem que ler! (E se você está lendo esta resenha feita por nós do Manuscritos das Sombras, com certeza gosta, não é? :D)

Quatro gotas de sangue e uma salva de palmas para o ótimo livro de Fabian Babinot!

Temos, inclusive, um exemplar autografado, gentilmente cedido pelo Fabian, para sortear para vocês muito em breve! ;) Aguardem a promoção! E enquanto isso, ajudem-nos a divulgar o site da maneira que vocês puderem, por favor!

Resenha feita por: www.manuscritosdassombras.com.br
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Angélica 19/03/2012

Doença e Cura
O vampirismo sempre foi um tema popular, mas desde o surgimento da saga Crepúsculo temos presenciado um verdadeiro “boom” dos filhos da noite ao redor do mundo, principalmente na literatura. Românticos, assustadores, sensuais ou cruéis – há vampiros de todos os tipos, e para todos os gostos. Ao vermos uma reutilização tão constante de um mesmo assunto, fica difícil não nos perguntarmos se ainda é possível criar algo de original ou inovador a partir de um tema tão batido. Mas se depender do gaúcho Fabian Balbinot, a resposta é um sonoro “sim”. Seu romance de estreia, “Doença e Cura”, coloca os todo-poderosos seres da noite em uma situação delicada: e se ao invés de caçadores, estes autoproclamados donos do mundo se tornassem a caça?
O livro é na verdade uma coletânea de contos, que se passam em um mesmo universo e giram ao redor de uma trama central: o surgimento de uma nova espécie, capaz de disseminar uma doença que faz com que todo o sangue ingerido pelos vampiros “escape” de seus corpos enquanto dormem, além de degradar pouco a pouco seus dons sobrenaturais, levando-os enfim a uma morte dolorosa e desesperada. Assim sendo, cada conto desenvolve duas linhas narrativas: A sua própria, que termina ao fim do capítulo, e a história central do livro, cujos detalhes nós vamos conhecendo pouco a pouco, de acordo com as informações que colecionamos em cada conto.
E falando em narrativa, eu não poderia deixar de elogiar a escrita do livro, que é um dos principais motivos que o tornam tão original. Cada conto é narrado de uma maneira diferente, de modo que dentro de um mesmo livro encontramos diversos estilos narrativos: há o convencional narrador em terceira pessoa, um capítulo em forma de diário (uma homenagem a “Drácula”, talvez?), um em forma de peça de teatro, um em que o narrador se dirige diretamente às personagens, nos passando a impressão de que estamos escondidos a escutar uma conversa... Enfim, a criatividade de Fabian para encontrar novas formas de contar histórias é surpreendente.
Cada capítulo é iniciado pelo trecho de uma música, sendo que as canções escolhidas pertencem a diversos estilos. É interessante ver como estes trechos ganham novos significados ao serem destacados de seu contexto original e aplicados aos contos – me lembro em especial de um trecho de uma música romântica do grupo Skank, que ganhou um sentido completamente novo no capítulo em que apareceu.
Outra coisa que me chamou a atenção foi a capacidade descritiva do autor, que ajuda – e muito – na imersão do leitor dentro da obra. A descrição das localidades, das sensações e reações das personagens é muito bem feita, de modo que em certos momentos nos sentimos como se estivéssemos realmente dentro da história, observando tudo de perto.
Li em alguns lugares opiniões de leitores que diziam ter achado o vocabulário do livro um pouco complexo. Eu, pessoalmente, não tive essa dificuldade. O autor utiliza algumas palavras mais cultas ou pouco usuais aqui e ali, mas nada que chegue a dificultar a leitura.
As personagens que permeiam estas histórias são todas muito interessantes e difíceis de esquecer. Este mérito torna-se ainda maior se levarmos em conta o fato de que, em todo o livro, não há uma personagem sequer que possua nome próprio. Os vampiros de Balbinot são predadores cruéis e poderosos, porém cheios dos mais diversos sentimentos, falhas e comportamentos contraditórios, o que facilita muito a empatia entre leitor e personagens: Por mais monstruosos que sejam, os sugadores de sangue agem de maneira extremamente humana.
Ao levarmos em conta todos estes pontos positivos, chegamos à conclusão de que a leitura de “Doença e Cura” não pode ser nada além de agradável, não é? Mas acontece que este não é bem o caso – o que, por mais contraditório que pareça, é outra qualidade deste livro, já que se trata de uma história de terror. Com o passar de cada capítulo, somos envolvidos cada vez mais por uma sensação de sufocamento e desespero, sem saber se os vampiros serão ou não capazes de resistir ao ataque desta nova forma de vida. Some a isso cenas sangrentas e cruéis, e o fato de o autor não poupar nem as personagens mais importantes ou simpáticas do sofrimento, e o resultado é uma verdadeira “leitura masoquista”: por mais mal-estar que ela cause, o leitor não resiste ao impulso de seguir em frente para descobrir o que irá acontecer.
Concluindo, recomendo sem pestanejar a leitura a todos os fãs de literatura de suspense/terror, mesmo para aqueles que não simpatizam com vampiros. E fico na torcida para que novos livros saiam da mente de Fabian Balbinot, tão ou até mais interessantes do que este, =).
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Anna 03/03/2012

Resenha no www.pausaparaumcafe.com.br
Minha expectativa era grande para ler o Doença e Cura, tinha lido várias resenhas e até algumas que citavam que a leitura do livro era fácil. Agora depois de ter lido o livro me pergunto o que tem de errado comigo então...
A leitura de Doença e Cura para mim se pareceu muito com o detalhamento de H.P. Lovecraft. E acredito que Fabian deve ter se inspirado nele, pois suas cenas de 'terror' se assemelham muito na forma descrita. Antes que me perguntem... Fabian não copiou Lovecraft e suas linhas de histórias são diferentes, H.P. é conhecido por seus monstros e demônios e Fabian pela "Doença" e a "Cura". Voltando a linha de raciocínio:


A leitura de Doença e Cura não é fácil, e duvido até que Fabian queria que fosse. Doença e Cura não é para ser um livro fácil, ele é para incomodar. Pelo menos esse foi o que o livro me passou. São momentos até mesmo nojentos em suas descrições, as cenas são fortes. E a história que o Fabian desenvolveu é rica..
Sim, muito rica. Eu ainda não tinha visto nenhuma história com a ideia que ele quis criar, uma forma superior as raças de vampiros que ameça a sua sobrevivência mas de uma forma diferente do que vocês estão imaginando agora.


A parte gráfica é bonita, pelo detalhamento, caixas altas, negrito, itálico, o livro é praticamente desenhado para passar as emoções e nos situar nos ambientes, e em um certo ponto da história Fabian até passa a contar a sua história em forma de uma peça. E essa é uma das partes que mais gostei da história.


Mas... agora vamos falar de algo mais difícil de se falar, alguns pontos negativos. Eu gostei muito do livro, e até porque ele vai levar a nota 4.
mas... eu demorei muuuuito para pegar um ritmo na leitura, demorei uma semana para ler o livro e isso é muito pra mim. Então acho que algumas descrições poderiam ser tiradas porque temos a impressão de já ter lido aqui alguma outra vez. Mas fora isso eu gostei do livro, e ele leva a nota 4
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Ka Wozniak 29/02/2012

Esqueça tudo (ou quase tudo) que vc já leu sobre vampiros! Nesse livro Fabian nos traz um lado vampírico mais frágil, mais fácil de ser derrotado. De uma certa forma eu fiquei muito agoniada em várias (várias mesmo) partes do livro por tantos detalhes cruéis e profundos sobre certas situações. Por um outro lado, apesar do livro ter apenas 7 capítulos, me senti um pouco cansada de tanto ler .... pois os capítulos são longos, e eu sou uma pessoa que não gosta de coisas que demorem muito pra acabar (rs) por isso, de uma certa forma, eu acabei ficando "brava" com esse fato.

Leia a continuação:
http://www.5dasartes.com.br/2011/11/hint-book-23-doenca-e-cura.html
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Mari 10/01/2012

Doença e Cura
[...]Não é um livro feito para agradar a geração que gosta de vampiros “bonzinhos”, o que eu pessoalmente achei legal pois ultimamente não temos muitos livros assim. É um livro forte e em algumas partes o leitor tem que ter sangue frio, mas eu recomendo o livro por ser uma leitura bem interessante.


Leia a resenha completa em:
http://hangoverat16.blogspot.com/2012/01/doenca-e-cura.html
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RUDY 26/11/2011

RESUMO SINÓPTICO:
CITAÇÃO: “ ‘Vocês são as aranhas’, havia dito o demônio, com sua voz tão seca quanto o seu corpo. ‘Os outros, os vivos, são as moscas que vocês capturam... e eu sou a vespa da terra. Assim como vocês precisam das moscas... eu preciso de vocês...’ ” (pág. 8)

CITAÇÃO: “’Sou o sangue, e o sangue é a dádiva. É ele que me permite andar, respirar, estudar e compreender, mesmo depois de morto. Sim, pois estou morto. O sangue, a dádiva impede que este corpo se deteriore, por enquanto. E em troca, este corpo morto trabalha e estuda, visando engrandecer a dádiva ainda mais’.”(pág.37)

RESUMO SINÓPTICO: Em um submundo de sombras e poder, onde os vampiros são reais, surge uma entidade desconhecida, que perambula em uma incansável busca pelo sangue eterno dos mortos-vivos, enlouquecendo-os com pavores semelhantes aos que eles costumam infligir aos seres humanos, e usando os próprios humanos como iscas para atraí-los...
Em uma cadência evolutiva surge a Dádiva que alimenta-se de vampiros. Estes começam a ficar apavorados, pois achavam-se o topo da cadeia alimentar e começam a observar seus irmãos serem mortos por uma doença infiltrada no sangue deles. Esse mesmo sangue que vai alimentar a Dádiva.
Os vampiros passam a ser portadores de algo que consome todo seu sangue e o exauri do organismo de dentro para fora, ocasionando dores, lacerações e alterações em seus super poderes. E assim a dádiva vai alimentam-se não apenas fisicamente, mas de todo conhecimento adquirido pelo portador, que a essa altura não necessariamente precisa ser vampiro, os humanos também fazem parte desse ciclo evolutivo...

CITAÇÃO: “E hoje ainda é mais fácil do que antigamente. As pessoas estão com suas mentes cada vez mais fracas. Não há mais concentração e autocontrole nessa correria urbana diária que o ser humano moderno criou para si mesmo, em busca de dinheiro e felicidade. Os seres humanos normais cada vez mais não passam de vermes sem determinação, preocupados com banalidades como cumprir a agenda diária e garantir emprego, ou com pegar o próximo trem, ultrapassar o carro que está na frente, não borrar a maquiagem, não deixar que o cabelo fique despenteado do modo ERRADO, tomar os três comprimidos nos três horários EXATOS que foram prescritos pelo endocrinologista... Quanta besteira.”(pág.59)

CITAÇÃO: “’Todas as criaturas da natureza estão sujeitas aos mesmos ciclos. As criaturas oníricas, as criaturas diabólicas, fantasmas, espíritos, demônios, o que é visível e o que não é, todos estão, de um modo ou de outro, presos ao intransponível ciclo natural que torna uns maiores e relativamente mais importantes do que os outros’.” (pág. 81)

Para ler a resenha na íntegra, visite os blogS:
ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM: http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com/2011/11/resenha-33-livro-doenca-e-cura-fabian.html
RESENHAS LITERÁRIAS: http://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2011/11/livro-doenca-e-cura-fabian-balbinot.html
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Susana Weiss 24/11/2011

...
O livro é super bem escrito, muito inteligente, em certos pontos exige uma sagacidade maior do seu leitor para seguir a leitura e em partes flui como água em uma nascente. Eu senti como se o livro fosse uma antologia de contos que se entrelaçam por pequenos detalhes e isso é muito legal. O autor usa uma narrativa diversificada em cada capitulo indo até para a narrativa teatral.
Uma característica que eu achei muito legal do livro é que o autor não dá nome ao seu vilão e isso pode fazer ele ser qualquer um, até mesmo eu ou você!
...
O restante está no link http://ladyweiss.blogspot.com/2011/11/resenha-doenca-e-cura.html
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