O Grande Gatsby

O Grande Gatsby F. Scott Fitzgerald




Resenhas - O Grande Gatsby


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Daniel 06/06/2013

A Era do Jazz
Mais um dos meus favoritos.

Em resumo, uma história de amor, ou da tentativa de resgatar o grande amor da juventude.

Talvez o leitor muito jovem tenha alguma dificuldade de enxergar o que está por trás, nas entrelinhas deste famoso romance. Acho que uns bons anos vividos e um pouco de desilusão ajudam a entender melhor, a se identificar e se emocionar com a trajetória destes desiludidos personagens.

O narrador/espectador da vida dos milionários do leste americano é Nick Carraway: um típico americano de classe média do interior dos Estados Unidos que vai morar no litoral leste, próximo a Nova York, e sua casa modesta destoa das mansões dos milionários daquela região.
Nick vai conseguir seu passaporte de entrada neste mundo de luxo através da sua prima Daisy, e também de seu vizinho, o famoso Gatsby. O que Nick não sabe é que Gatsby e Daisy viveram um romance quando eram jovens. Nick várias vezes vai se sentir um peixe fora dágua entre a ostentação e as intrigas dos bem nascidos, ao mesmo tempo que se deslumbra com o luxo e o refinamento de seu vizinho.

Aos poucos o leitor vai descobrindo (ou não) a origem da riqueza de Gatsby, mas o mais importante é o motivo pelo qual ele sempre quis enriquecer a todo custo: estar à altura da sua amada de juventude, a romântica e fútil Daisy.

Nick vai servir de elo para a reaproximação do casal, e sendo assim, terá uma visão privilegiada de ambos os lados, conhecendo de perto as frustrações de um grupo que aparentemente tem tudo na vida: a insegurança de Daisy, sua superficialidade e infelicidade no casamento com (o rico, rude e infiel) Tom Buchanan; a amante de Tom, Myrtle, esposa do infeliz mecânico Wilson; a desonestidade da esportista Jordan, a esnobe amiga de Daisy.

Nick será o único personagem a conhecer melhor o grande Gatsby, ou pelo menos o único que vai tentar juntar as peças da complexa personalidade deste personagem fascinante.

Eu me identifiquei várias vezes com as observações do narrador Nick, com suas reflexões.

Há uma riqueza de imagens marcantes: as festas incríveis de Gatsby, com convidados que o próprio anfitrião nem conhecia, enquanto esperava, frustrado, pela sua preferida Daisy, que nunca comparecia à tais festas; os olhos o Dr. Eckleburg, um outdoor que parecia vigiar o desolado vale das cinzas da oficina de Wilson; a luz verde (esperança) acesa do outro lado da baía, eternamente espreitada por Gatsby...

No meio de tantos excessos, um clima de desilusão, de fracasso do sonho americano na terra liberdade e das oportunidades pré crack 1929.

Excelente a nova edição da Penguin/ Cia das Letras, com ótimo prefácio, notas explicativas e ótima tradução.

Já reli várias vezes, e minha satisfação ao final de cada releitura se renova.
amyake 07/06/2013minha estante
Concordo plenamente! "O Grande Gatsby" é um livro maravilhoso.


Amadeu 18/07/2013minha estante
concordo contigo. Eu este livro quando eu tinha uns 20 anos e não gostei, hoje com quase quarenta, adorei.

Só acrescento o final triste de Gatsby, que é um retrato de uma sociedade consumista e interesseira.


Daisy 16/08/2013minha estante
Acabei de ler O Grande Gatsby, e tive o prazer de ver o filme em seguida. Uma experiência maravilhosa, e transformadora. Fiquei feliz de ler este livro já com uma visão "menos sonhadora", mais madura.. assim pude tirar o melhor desta incrível história, o que não seria possível nos meus 17 18 anos.
Me identifiquei muito com sua resenha, ela define muito bem a história criada pelo genial Scott..


Daniel 17/08/2013minha estante
Obrigado pelos comentários


Mari Ferginari 12/10/2013minha estante
Resenha perfeita e que explime muito bem o sentimento que essa maravilhosa obra de Fitzgerald provoca.


Roberson 31/01/2014minha estante
Brilhante resenha irmão, nota 10 !


Patricia 31/03/2015minha estante
Gostei muito porque ja havia assistido as duas versões para o cinema, mas após ler o livro consegui entender a complexidade de cada personagem, seus dramas , foi muito interessante viver através de Nick esta "época".


Julia 28/11/2015minha estante
Resenha maravilhosa, falou tudo!


Ila 31/05/2020minha estante
Eu abandonei a leitura há tempos. Maravilhosa a sua resenha. Darei uma nova chance a gastby! Hahaha


Paulin 11/08/2020minha estante
Sou um admirador da obra e amei sua resenha, amigo.
Foi cirúrgico quando citou 1929. Parece que Fitzgerald estava à frente de seu tempo quando escreveu Gatsby. 4 anos à frente para ser exato: o livro foi finalizado em 1925. Toda a desilusão, fracasso, melancolia, tudo isso veio à tona quando o mundo deu entrada no ano da Quebra da Bolsa de NY. E essa obra traduz com a maestria de seu autor o panorama emocional, social e até espiritual (porque não?) da sociedade americana do Jazz.




@aprendilendo_ 06/06/2021

Resenha de O grande Gatsby
Escrito por volta de 1924 e publicado pela primeira vez em abril de 1925, “O Grande Gatsby” é considerado um clássico do séc. XX. Na trama, acompanhamos a narrativa de Nick Carraway, corretor de títulos que, após sua mudança para Nova York, passa a conviver com a alta sociedade americana enquanto presencia toda a falsidade em suas famílias e participa das festas esbanjadoras. Nesse contexto, dentre seus novos companheiros, está o misterioso Jay Gatsby, um milionário de hábitos excêntricos, o qual, no decorrer da história, demonstrará os verdadeiros motivos para suas atitudes.

Em primeiro plano, com uma escrita fluída e cativante, acompanhamos a história por meio do olhar irônico de Nick. Nesse sentido, o desenvolvimento da trama e a apresentação de personagens é todo parcial e colorido pelos sentimentos e opiniões do protagonista, o que dá ao livro um tom bem-humorado enquanto trata, em sua profundidade, de temas como traição, luxúria ou a idolatria. Em adição a isso, agora sobre os cenários e cenas descritas, há um ambiente quase lúdico em toda a obra, o qual realça os enigmas e ajuda a intensificar os acontecimentos surpreendentes do romance. Dessa forma, tem-se uma história inesperada e cativante, a qual consegue balancear entre momentos divertidos e dramáticos enquanto imerge o leitor em debates extremamente pertinentes.

Em um segundo momento, sobre os personagens, temos uma gama de indivíduos enigmáticos e charmosos, os quais, ao seu modo, deixam sua marca no leitor, seja ela positiva ou negativa. Assim, novamente, pela narrativa de Nick, somos apresentados aos dilemas, hipocrisias e sonhos distorcidos de cada um aos poucos e de maneira sútil. Como consequência, os sujeitos têm sua pertinência para as minúcias da história, cumprindo com sua devida importância no decorrer dos fatos sem se tornar estafantes ou desnecessários para a trama.

Portanto, com uma narrativa surpreendentemente imersiva e instigante, “O grande Gatsby” consegue entregar uma leitura prazerosa e sútil enquanto aborda um grande debate sobre temas seríssimos.

Nota: 9,8
Instagram: @aprendilendo_
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Bruna Suelen 27/08/2020

Quem é Gatsby?
Tô saindo dessa leitura bem decepcionada, é um caso raríssimo de eu preferir o filme ao livro (apesar dele ser bem fiel), me sinto um pouco culpada de não ter gostado tanto. Achei a história bem monótona e não lembrava que os personagens eram tão vazios e sem carisma. Ela teve uma movimentação no antepenúltimo capítulo, e ocorreu um fato que eu não lembrava (preciso rever o filme). Gatsby era um homem pobre que fez riqueza sabe se lá como, esse mistério faz com que surjam vários boatos a seu respeito. Ele é passa cinco anos obcecado por um passado que viveu ao lado de Daisy, o que vai acabar sendo a sua ruína. A história é narrada por Nick, seu vizinho, que logo no início do livro nos conta sobre um conselho que seu pai lhe deu - o de nunca criticar ninguém - por essa e outras não acho Nick um narrador muito confiável.
O livro é curto, mas minha sensação é de que não acabava nunca. Adoro os clássicos mais esse foi um que não consegui curtir infelizmente, talvez funcione numa próxima leitura, não sei. Apesar de tudo é uma leitura que recomendo pois você pode ter uma outra impressão, até por que vi críticas mistas sobre ele.
Raquel 27/08/2020minha estante
Bruna, estou lendo também e parece que quanto mais leio, mais páginas aparecem... ?????


Bruna Suelen 27/08/2020minha estante
(risos) ainda bem que não era coisa da minha cabeça, realmente parecia que brotavam novas páginas.


Greice.Nogueira 27/08/2020minha estante
Terminei ele ontem também é já corri pra rever o filme
E em um caso raro prefiro o filme ao livro. Consegui com o filme sentir muito mais empatia de Jay de que com o livro.
Mas achei incrível a capacidade de quem adaptou esse livro ter extraído tanta coisa que eu acho que deixei passar batido..
Menos o meu desprezo pela Daisy,que criatura fraca e egoista.


Fabi 27/08/2020minha estante
Mana eu tive o mesmo sentimento,o filme é um dos meus favoritos da vida então quando fui ler o livro fiquei com altas expectativas mais realmente apesar do filme ser bem fiel e pouquíssimas coisas terem sido descartados eu acho que o filme passa mais emoção e nos deixa mto mais encantadas do que o livro.


Bruna Suelen 28/08/2020minha estante
Concordo plenamente




@Marlonbsan 13/10/2020

O Grande Gatsby
Nick Carraway vai para Nova York trabalhar como corretor de títulos, morando ao lado da mansão de Jay Gatsby, um misterioso homem que possui muito dinheiro, sendo anfitrião de festas extravagantes. Entre encontros e desencontros, temos histórias conectadas, na busca pelo que realmente importa.

O livro é narrado em primeira pessoa por Nick e tem uma linguagem simples, porém os capítulos são longos e isso diminuí um pouco a dinâmica da leitura. Enquanto alguns trechos são bem fluídos, outros apresentam partes bem densas.

O início do livro não me prendeu muito e isso acabou prejudicando um pouco e experiência, já que há a menção de muitos personagens e no meio da leitura estava me perguntando quem era quem. De qualquer forma, um ou outro aspecto da condução não me agradou tanto, fazendo ficar disperso durante a leitura. A partir da metade, quando o foco vai para o eixo principal consegui me conectar melhor.

No geral, a leitura foi bem interessante, conhecer a forma de relacionamento das pessoas na década de 20, imaginando as festas que tinham e o próprio enredo, com mistério sobre determinada pessoa, os burburinhos acerca dela, teorias de conspiração sobre seu passado, foi bem dinâmico. O aspecto humano também é bem conduzido, tanto nas relações, diálogos, atitudes e vemos a hipocrisia em vários aspectos.

A divisão de classes, a preocupação para mostrar poder e até passar a imagem de alguém que não se é, também é mostrado nas entrelinhas. Mas também fala sobre o vazio, que mesmo estando cercado de pessoas, a solidão se dá em determinados momentos. Quando tudo está bem, é fácil estar rodeado, mas são nas situações específicas que se vê quem realmente se importava.

Foto e resenha no meu Ig @marlonbsan
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Júlia 18/01/2021

Maravilhoso!
Nick é um narrador nenhum pouco confiável, que vai construindo camadas dentro da narrativa, e cabe o leitor olhar para dentro das camadas. Tem horas que os relatos dele parecem mais fofocas kkk, aquele tipo de conversa que foi pega pela metade e a gente deduz o resto.
Daisy nem preciso falar, o "ranço" por ela por instalado de forma espetacular com a narrativa. ?
Gatsby é a personificação do mito do self-made Man. Como disse a Maria Elisa Cevasco sobre esse livro, a poeira imunda do sonho americano.
"E assim continuamos, barcos contra a corrente, impelidos incessantemente rumo ao passado."
Mkzidoro 18/01/2021minha estante
Um dos melhores clássico que eu ja vi e realmente foi tudo um sonho e a Daisy é um lixo


Julia Nunes 18/01/2021minha estante
eu quero muito ler esse livro agora?




TheBoy 27/10/2020

Não li o livro, então só posso opinar por essa edição.
A arte no inicio é elegante, mas depois você vai estranhando pois os desenhos parecem ser feitos por mais pessoas, não sei se foram mas ficou estranho. A forma como a história é contada da metade pro final corrido a beça e não pegou bem pros personagens secundários que começaram a ganhar foco maior nessa parte.
Final sublime e surpreendente, mas isso se deve ao livro original e não ao manga, e só posso opinar por esse que eu li.
Christian 27/10/2020minha estante
O livro do Fitzgerald é maravilhoso. A mais perfeita tradução dos loucos anos 20. Vale!


TheBoy 28/10/2020minha estante
Vou atrás do livro então, se é o que diz.
Bagunçado essa versão manga.




@milvidasmilmundos 30/03/2021

Uma rápida viagem a década de 20
Dessa vez primeiro vi o filme e depois fiz a leitura. Quem nunca?
A parte boa é que você já tem os personagens visualmente prontos, a parte ótima é que o livro traz sempre mais detalhes.
Um livro curto e de rápida leitura.
Vale a pena dar uma conferida nessa obra.
Ale 30/03/2021minha estante
Eu geralmente prefiro ver o filme antes, o livro é sempre melhor. Salvo raras excessões rsrs




leila.goncalves 23/09/2020

All That Jazz
"Às vezes não sei se eu e Zelda existimos de fato ou se somos personagens de um de meus romances." Essa frase é perfeita para sintetizar a obra do escritor estadunidense F. Scott Fitzgerald (1996-1940). Falecido prematuramente de um ataque cardíaco, ele viveu intensamente o glamour de Nova York, Paris e Hollywood, onde atuou como roteirista de cinema. Contudo, ele também foi um alcoólatra inveterado que consumiu boa parte do que ganhou, custeando o tratamento da mulher esquizofrênica nas mais caras instituições psiquiátricas.

Logo, não é gratuita a complexidade que jorra de suas narrativas, inclusive, "O Grande Gatsby", é considerado o maior romance realista norte-americano. Enfim, se você pretende conhecer a burguesia francesa do século XIX, leia Flaubert, se deseja formar uma melhor ideia sobre a Inglaterra da Revolução Industrial, opte por Dickens. Porém, se aspira entender os loucos anos vinte, seu melhor retratista foi Scott Fitzgerald. Embalado pelo som de jazz, regado a bebida e pelo dinheiro fácil da ciranda financeira, esse livro apresenta o luxo, a ociosidade e o vazio que cercava o dia a dia dos ricos e famosos.

Seu foco remonta ao "American Dream" e coloca em xeque a meritocracia. Os Estados Unidos emergem como a terra das possibilidades e Jay Gatsby é o modelo de quem soube conquistar uma imensa fortuna do dia para noite, não importa como. Trata-se de um imenso patrimônio erguido em nome do amor, ou melhor, da obsessão por uma mulher. Ela é Daisy Buchanan, uma ex-namorada que excluíra seu nome da lista de pretendentes, quando ele era apenas um pobretão. Zelda fez o mesmo com Fitzgerald, rompeu o noivado que só foi reatado após o sucesso do seu primeiro romance, intitulado Este Lado do Paraíso. Ambas jamais ousariam dizer "sim" para um homem que não pudesse proporcionar o alto padrão de vida que aspiravam.

Com resquícios autobiográficos, Nick Carraway é um narrador-personagem que destituído de onisciência revela-se pouco confiável. Primo de Daisy, ele acaba de mudar para Nova York por conta de um emprego em Wall Street. Sem maiores recursos, vai morar num pequeno bangalô ao lado da mansão de Gatsby e não demora a fazer amizade com o enigmático vizinho. Metido entre milionários, Nick observa o que ocorre a sua volta, determinado a não transigir seus valores morais em troca de ascensão e riqueza.

Publicado em 1925, o livro foi recebido com indiferença e só mereceu o reconhecimento após a morte do escritor. Descrevendo o período que antecedeu o "crash" da Bolsa de Valores de Nova York ocorrido em 1929, um furacão econômico cujas nefastas consequências alteraram o panorama mundial, sua leitura permanece bastante atual, tendo em vista uma crise financeira semelhante ocorrida em 2008.

Com boa tradução e notas de Rogério W. Galindo, essa edição possui Apresentação de Rita von Hunty e mais três indispensáveis textos que compõem o Posfácio:
* A Fábrica Simbólica (Facundo Guerra)
* A Poeira Imunda Do Sonho Americano (Maria Elisa Cevasco)
* O detalhado Gatsby no Cinema (Sérgio Rizzo)

A ilustração da capa, de James Cugat, é da primeira edição e bastante conhecida, data de 1925. Já as demais ilustrações, em branco e preto, ficaram a cargo de Virgilio Dias e numa composição expressionista trazem à luz a perspectiva trágica e sombria da narrativa.

Finalmente, o livro físico, impresso em papel off-white e com fonte de bom tamanho, tem a peculiar qualidade das edições da Editora Antofágica. Indubitavelmente, um item que merece um lugar especial em sua estante.

Boa leitura!
Patresio 23/09/2020minha estante
Suas resenhas como sempre tão cirúrgicas e agradáveis... Estou com o Grande Gatsby na lista para ler, até já o peguei duas vezes e o preteri neste ano.
Mas quem sabe até dezembro essa leitura sai...
Novamente obrigado por mais uma bela resenha...


leila.goncalves 23/09/2020minha estante
Fico muito feliz que você curta minhas resenhas. O Grande Gatsby é um de meus romances favoritos. Abraços!


Leda 24/09/2020minha estante
Como sempre suas resenhas são incríveis Leila! Coloquei na minha lista de leituras futuras graças a você!


Vitor 24/09/2020minha estante
Um grande livro, realmente definidor da literatura e da sociedade estadunidense do século XX.


Debora.Andrade 18/10/2020minha estante
As resenhas mais inspiradoras, sempre!


leila.goncalves 18/10/2020minha estante
Grata, beijos!




ErranteLiterári 07/01/2013

Menos do que eu esperava...
De acordo com a descrição encontrada no Wikipedia, The Great Gatsby (O Grande Gatsby) é um romance escrito pelo autor americano F. Scott Fitzgerald, publicado pela primeira vez em 10 de abril de 1925. A história se passa em New York, e na cidade de Long Island, durante o verão de 1922 e é uma crítica ao "Sonho Americano".

Pois muito que bem... Esse livro foi escolhido em razão de meu desafio literário (um clássico norte-americano), mas não sei se minhas expectativas eram grandes demais ou se não consegui entrar no espírito da tal crítica ao superestimado “sonho americano”, mas enfim... não gostei do livro...

Eu sei, eu sei... não precisam me matar por isso, mas eu achei a história rasa, boba e que de crítica não tem nada.

O autor tentou ambientar sua narrativa entre os endinheirados de New York da década de 20, que, para variar, não tinham muito mais do que o próprio umbigo na cabeça... mas isso é possível observar em qualquer camada social, até mesmo entre os mais pobres.

Algumas festas, um amor antigo, uma fatalidade e tudo cai por terra. Não achei que a fórmula convenceu muito e, por se tratar de um clássico, realmente achei que poderia oferecer mais.

Não acho que os eventos do livro representam uma crítica ao sonho americano, pois, quando muito, representam as escolhas superficiais de pessoas sem fibra ou caráter. Fato este que, com certeza, não é monopólio da classe A...

Por mais que eu tenha me esforçado para gostar do livro, a leitura foi sofrida e somente cheguei ao final por não gostar de abandonar um livro pela metade.

Sei que muitos não comungam da minha opinião, afinal... é um clássico... mas o que escrevi foi somente minha opinião (e só minha), sem maiores pretensões, pois não sou nenhuma literata, sou apenas uma leitora comum que gosta ou não das histórias que lê...

BLOG:oerranteliterario.blogspot.com.br

http://oerranteliterario.blogspot.com.br/2012/10/o-grande-gatsby-f-scott-fitzgerald.html
lazymoose 10/01/2013minha estante
Concordo com a tua opinião. Não sei como esse livro foi eleito o segundo melhor romance de língua inglesa do século XX... "Mrs. Dalloway" (enquanto crítica à sociedade burguesa) e "O mundo se despedaça" (enquanto romance) são incomensuravelmente superiores, só para citar duas obras que são do meu escasso conhecimento.


Elias 26/06/2013minha estante
Me identifiquei com sua crítica/apreciação da obra. De fato, fiquei com a sensação de que poderia ser melhor ou que não consegui entender muita coisa além do básico.
A leitura também foi sofrida pra mim, principalmente do meio para o fim.


Maria Fernanda 19/01/2014minha estante
Concordo com a resenha e com os comentários. O livro é superestimado, sim!


Diego 28/01/2019minha estante
Ótimo, exatamente o que eu penso. Talvez tradução da edição do livro que li tb tenha ajudado a fazer minha leitura pior, mas de modo geral, tb achei uma história boba e sem crítica alguma... me pergunto pq esse livro virou um clássico... talvez por ser antigo e naquele tempo as pessoas ficaram impressionadas/maravilhadas em conhecer um pouco da vida fútil da alta sociedade.




Nathy 09/06/2021

não sabia o que esperar quando comecei mas foi surpreendentemente uma ótima leitura!
o livro é narrado por nick carraway que se muda para uma casa simples que fica ao lado da mansão do grande Gatsby e a partir daí a história se desenvolve; os personagens são muito humanos, logo, imperfeitos, e graças a isso é possível sentir um misto de sentimentos, sobre raiva, paixão, solidão etc etc
é uma narrativa muito complexa e pelo pouco que pude ler sobre o autor notei que há muito dele e do modo de vida da época nessa história, isso torna a leitura muito mais envolvente
gostei bastante mesmo e senti uma grande melancolia no final da história
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letícia 19/07/2021

Este livro é tão triste. Eu estou tão triste.
Não esperava isso.
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Vitória Cantergi 04/08/2020

Confesso que no começo não estava gostando tanto da leitura, mas quando o Gatsby apareceu a história começou a ficar intrigante. Gatsby é um personagem muito misterioso e a narrativa e especulações ao seu respeito fazem com que o leitor fique interessado a saber quem ele é. O livro tem todo um plano de fundo, retrando como era viver durante aquele período nos Estados Unidos. Mostra também que, muitas vezes, não podemos mudar o passado e que nem sempre podemos ter tudo o que queremos, pois aquilo que é mais importante, infelizmente o dinheiro não é capaz de comprar.
Lari 04/08/2020minha estante
Coragem. Me senti vitoriosa quando acabei esse livro, porque achei MUITO CHATO. Tanto é que comecei lendo e terminei no audiobook


Vitória Cantergi 04/08/2020minha estante
Sério? Achei a narrativa bem boa. Teve momentos em que achei meio maçante, mas foi bem fluido até.




Rickson.Ramos 20/04/2021

Gatsby
Publicado em 1925, o romance de F. Scott Fitzgerald foi um marco em sua época, sendo ainda um dos maiores clássicos da literatura americana e mundial, marcado principalmente por suas críticas ao ?Sonho Americano?.


É narrado pela perspectiva de Nick Carraway, recém-mudado para a cidade de Nova York e vizinho de uma das figuras mais enigmáticas e ricas de West Egg: Gatsby. Festas extravagantes e o casual encontro entre os dois em uma delas faz com que Nick e Gatsby se aproximem; aquele movido pela curiosidade e fascínio, esse pela perspectiva de reaver um amor há muito tempo interrompido.


O livro apresenta críticas duras ao ideal americano e à ilusão do ?Self made man? nos Estados Unidos de 1923, onde a maioria da alta classe burguesa é composta por herdeiros ou por empresários com ligações poderosas e esquemas ilícitos. É desconstruída a ideia do homem que saiu do nada e construiu imenso patrimônio através do esforço próprio.

É também abordado a maneira como enxergamos e idealizamos conceitos ou pessoas, muitas vezes nos espelhando neles e criando ambições cada vez mais irreais. A realidade dificilmente condirá com nossas expectativas, o que gera decepção e frustração.

Outro ponto interessante que o livro levanta é a forma como os abastados se relacionam ? até mesmo amorosamente ? com os outros. Nessas relações, não hesitam em abandonar a pessoa assim que terminam de ?se divertir?, iludindo e alimentando falsas esperanças.


A narrativa tem um ritmo mais lento e suave, dando uma brusca guinada em seus últimos capítulos ? o que me causou bastante surpresa ? principalmente quando percebi a maneira como o autor entrelaçou e uniu todas as informações anteriormente dispostas, culminando em um excelente final.


Foi uma grata surpresa. Sem dúvidas um dos melhores do ano.
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Luisa Jordana 01/11/2020

O Grande Gatsby
A primeira coisa que notei ao iniciar essa leitura foi uma mudança de aura. Não por ser uma leitura que foge da minha zona de conforto, mas por ser uma daquelas que irão trazer realmente uma mudança interna para o leitor.
Gatsby é um personagem fascinante e através desse personagem, o autor conseguiu transformar assuntos rotineiros, comuns e cotidianos em uma obra de arte profunda e marcante. Gatsby não é apenas um homem em busca de dinheiro e amor, ele representa algo muito maior. Nessa história narrada por um personagem que é, de certa forma, próximo ao protagonista, temos um vislumbre tendencioso da trama e fazemos melhor, em nosso papel de leitores, ao julgar cada ato e pensamento de acordo com nossas próprias concepções, para que ao fim da leitura, possamos tirar nossas próprias conclusões. Gatsby é bom, mau, ambicioso, cego, sonhador, ingênuo? Isso só você poderá descobrir à cada virar de página.
Eu não tenho competência para colocar em palavras tudo o que esse livro representa, longe disso. Mas posso dizer que ele fala de uma sociedade vazia, que mistura o material ao emocional de uma forma que tudo pareça uma coisa só, mas na verdade é tudo um vazio. Se tem uma coisa que também posso dizer é que, ao abrir esse livro eu era uma pessoa, mas ao fim da leitura, eu não era mais a mesma.
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Wanessa Rastoldo 31/10/2020

Há anos penso em ler esse livro, e finalmente peguei para ler e não me arrependo. Por já estar acostumada a ler clássicos, a narrativa não me foi um problema. O livro é delicado, frases curtas, porém com grandes reflexões que me fez, em diversos momentos, voltar alguns trechos e pensar sobre o que havia lido.

Aqui, nós vamos conhecer o Nick, um jovem de uma família mediana que após se formar e voltar da guerra quer encontrar o seu lugar na sociedade, tentando a sorte em Wall Street. Ele se muda para West Egg, uma área cercada por casarões, e a de Nick, uma pequenininha que se perde ali no meio dos ricos. Seu vizinho, Jay Gatsby é um grande mistério. Ninguém sabe de onde vem, como ficou rico, e o que ele faz... porém, ele dá grandes festas extremamente luxuosas, onde grande parte da elite frequenta.

Nick recebe um convite de Jay para ir em uma de suas festas e descobre que o seu vizinho não está apenas interessado em sua amizade. Jay quer ajuda. Jay viveu um amor na juventude e nunca a esqueceu e quer reconquista-la. E o amor da vida de Jay, é Dayse, prima de Nick.

A partir desse momento, nos é mostrado diversas outras camadas e histórias. E vamos acompanhando a história de um grande sonho e a grande tentativa de reconquistar um amor, sem se importar no como.

O livro é triste em diversos pontos e me trouxe diversas reflexões. Acho que a principal é que não tem como mudarmos o passado, não tem como voltar no tempo ou tentar concertar o que deu errado. A única coisa que temos é o futuro, e ele precisa ser construído olhando pra frente, e nunca para trás. Não devemos mudar para agradar os outros, se alguém não gosta de você por ser quem você é, ela não é merecedora.
bibi 31/10/2020minha estante
eu amo tanto esse livro?




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