O Grande Gatsby

O Grande Gatsby F. Scott Fitzgerald




Resenhas - O Grande Gatsby


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Nádia 02/05/2017

#resenhapomarliterario O grande Gatsby
"A verdade era que Jay Gatsby, de West Egg, Long Island, havia se originado de sua concepção platônica de si mesmo. Ele era o filho de Deus (uma expressão que, se significa alguma coisa, expressa isso mesmo) e tinha o dever de tratar dos negócios de Seu Pai, um serviço de beleza vasta, vulgar e meretrícia. Assim, ele inventou exatamente a espécie de Jay Gatsby que um rapaz de dezessete anos imaginaria e permaneceu fiel a essa concepção até o fim... Invariavelmente nos entristece contemplar com novos olhos as coisas para as quais já dedicamos nossos próprios esforços de adaptação."
Um daqueles livros que a gente lê numa sentada só, daquelas histórias envolventes, repleta de intrigas, paixão e conflitos que só precedem o trágico fim. A narrativa se passa num dos períodos mais prósperos da história dos E.U.A. e traz uma crítica mordaz a insensibilidade e imoralidade revestidas de ouro da chamada Era do Jazz. Retratando a alta sociedade nova iorquina da década de 20, o personagem que personifica essa riqueza sem precedentes, as festas magníficas e o encanto desse universo cintilante é o lendário, misterioso e milionário Jay Gatsby. A trama vai orbitar ao redor de um casal desencontrado, um romance do passado nunca esquecido e o adultério do presente pulsando revolta. Particularmente eu amei a história, tanto tanto que logo corri para ver o filme, a última versão remasterizada em 2012. Com Leonardo DiCaprio no papel do Grande Gatsby eu vi exatamente os trejeitos e a personalidade do Gatsby literário personificadas nesse ator. Não decepcionou! Recomendo o livro ♥ e o filme ♡

site: https://www.instagram.com/p/9l_YxImv9P/?taken-by=pomarliterario
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Lu 21/04/2017

Todos deveriam ler
O Grande Gatsby conta a história na década de 1920, uma época liberdade nos Estados Unidos, e da elite.
A grande crítica deste livro é o poder e dinheiro e o podem fazer com o ser humano, a trama dessa história não gira em torno do romance, mas disto.
Um livro muito bom, que me surpreendeu bastante e me fez ter uma nova visão sobre a década e o dia-a-dia em que temos, e como podemos ser facilmente manipulados pelo sucesso e a fama que vem à nossa cabeça.
É um clássico, contudo não tem aquelas palavras de difícil compreensão nem escitas da época, podendo facilmente ser lido até por aqueles que não tem experiência com clássicos.
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Fernando Lafaiete 17/04/2017

O Grande Gatsby: O reflexo de uma época!

Eu sou completamente apaixonado por este livro e ele é um dos poucos clássicos com uma linguagem acessível e com uma narrativa fluida. Mas isto não significa que ele seja uma leitura de fácil compreensão.

Ele foi escrito por Fitzgerald em um momento sócio-econômico que foi marcado pela ascenção dos Estados Unidos no mundo financeiro e ele retrata exatamente este momento histórico.

Narrado por Nick Carraway um americano que acaba de se mudar para Nova York, nos deparamos com um narrador moralista que vai nos apresentando uma sociedade dominada pela futilidade proveniente do famoso sonho americano. É através desta narrativa, que conhecemos Gatsby, o personagem central do livro, que apesar deste status, não é o verdadeiro protagonista desta obra.

O Grande Gatsby possui diversos aspectos ambíguos acerca tanto da construção dos personagens quanto da narração. Acompanhamos a aproximação do narrador com Gatsby, que no passado foi apaixonado por Deise, prima de nosso contador. Gatsby era pobre e Deise filha de uma importante família americana. Devido a este contraste social, ambos não ficam juntos e anos depois (no momento em que a estóra se inicia), Gatsby aparece misteriosamente Bilionário, e resolve se reaproximar de Deise com a intenção de reconquistá-la. A maneira em que ele enriquece, nunca será revelada e ficará por conta do leitor criar uma resposta para este enigma.

O primeiro ponto a ser analisado, conforme já citado, é a grande critica à socidade da época. Os diálogos muitas vezes são superficiais, exatamente pela futilidade que predomina todo o livro. Tudo gira em torno do status social dos personagens e o que eles conseguem fazer com o dinheiro que possuem. Gatsby cria festas colossais que são frequentadas por pessoas que nem se dão ao trabalho de o conhecerem.

Outro ponto interessante é que Gatsby é claramente a reencarnação da sociedade americana da época e o grande ponto que cria e instensifica o que conhecemos hoje como sonho americano; que reforça que os Estados Unidos são a terra onde tudo é possível. Assim como Nick é o reflexo do próprio autor. Ele possui vários pontos que se assemelham com a vida do próprio F. Scott Fitzgerald.

Apesar da relação entre o Gatsby e a Deise ser algo muito bacana de se ler, ele é apenas a isca que o autor utiliza para fisgar o leitor na estória que ele quer contar. O ponto chave não é romance e sim a relação entre TODOS os persongens que compõem este clássico. A construção destes relacionamentos é muito interessante e se você ler com atenção, você conseguirá sacar que o grande protagonista é o dinheiro, que manipula e molda toda a narrativa. E isto é simplesmente genial!

Esta manipulação evidencia o quanto os personagens são vazios, frágeis e demonstra todo o talento de Fitzgerald em captar todas estas características sociais destacando como muitas pessoas são capazes de colocar o dinheiro acima de tudo. Toda a narrativa culmina em um final trágico, mas ainda assim justo

Sonhar é necessário, mas esta obra demonstra que o sonho americano que muitos pessoas anseiam, talvez não passe de apenas uma ilusão. Uma distorção da realidade que muitos se negam a enxergar!
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Rodrigo 12/04/2017

muito bom
basicamente identico ao filme que eu ja tinha assistido, vale a pena... recomendo.
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Paula.Oliveira 16/03/2017

Te mantém interessado, intrigado e reflexivo até o final.
Muito bom
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Alefe Luiz 05/03/2017

O melhor personagem
Simplesmente um dos melhores livros que ja li.
Com certeza Jay Gatsby é o melhor personagem que conheci, meu preferido em toda literatura. Consegue em todo seu mistério e esperança representar qualquer coisa que sonhamos na vida, e Fitzgerald consegue mostrar que nem sempre é possível ter o que desejamos, e nem sempre o que desejamos. Gatsby é a personificação do sonho (não só o sonho Americano) mas os nossos sonhos. A riqueza, a fama, o glamour , o luxo nada disso importava, tudo isso era uma forma de tentar chamar a atenção do seu "sonho" mas o seu sonho nao precisava ou queria isso, e ele tao focado e dedicado se esquece de que tudo pode ser feito independente do que você tem ou o que você conseguiu, o que realmente importa é o que você representa para os outros e mais do que isso para você mesmo. Gastby me fez perguntar: 'O que eu represento?'Por isso jamais esquecerei desse livro ou desse deslumbrante livro e personagem O Grande Gatsby.

Leitura mais do que recomendada, historia envolvente, surpreendente e apaixonante, personagens bem desenvolvidos. o livro e rápido, e a leitura fácil, um clássico!!!
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Alan Martins 20/02/2017

O GRANDE GATSBY – F. SCOTT FITZGERALD
Escrever sobre um livro tão prestigiado e reconhecido não é uma tarefa fácil. O Grande Gatsby influenciou diversos autores ao redor do mundo e é estudado por muitos linguistas. Não se trata de apenas mais um livro, F. Scott Fitzgerald escreveu cada aspecto dessa obra de uma forma que trouxesse um significado a mais, algo por trás do que está escrito, algo além das ações das personagens, da história em si. Por isso muitos estudiosos se dedicam a esmiuçar cada palavra e descobrir o que o autor queria dizer com aquilo. Talvez seja por isso, e outros motivos certamente, que essa é uma obra cultuada até hoje. Dessa forma, por não ser um pesquisador da literatura e não possuir tais habilidades, essa análise parte do ponto de vista do leitor comum. Aquele amigo que já leu o livro e você lhe pede sua opinião antes de compra-lo.

A história se passa nos Estados Unidos dos anos 20; a era do jazz, da lei seca, um período logo após a Grande Guerra. Somos apresentados à vida dos ricos de Nova York, às suas futilidades e a seus relacionamentos mesquinhos. O enredo principal não é dos mais interessantes ou originais, trata-se de uma história de amor, daquelas onde sempre há dificuldades a serem superadas. Entretanto, o elemento principal é o personagem que dá nome ao livro. Jay Gatsby é muito bem construído, sempre cheio de mistério, os segredos de sua vida, seu passado, sua riqueza. Ninguém o conhece realmente, o que instiga a curiosidade do leitor. Além disso, há sempre uma dúvida sobre suas ações. Será que ele é bom ou ruim? Devo amá-lo ou odiá-lo? O que será que ele esconde por trás de tanta ostentação?

Os fatos são narrados pela perspectiva de Nick Carraway, que talvez seja o protagonista, mas não o personagem principal. Ele conta a história a posteriori, após os acontecimentos da narrativa, e coloca sua própria visão sobre os detalhes da história, distorcendo-a em favor de suas convicções. É um narrador onisciente, que está ali mais para apresentar a história ao leitor do que realmente ser parte importante dela. Não parece que ele realmente faz algo que altere o rumo das coisas. Mas é parte intrínseca dela, presente em cada momento. Dessa forma, descobrimos as coisas ao mesmo tempo que ele.

Fica difícil dar detalhes do enredo sem contar coisas demais. A visão da década de 1920 que podemos tirar pelas descrições são vívidas, transportando-nos para essa época. Também descobrimos detalhes de como os ricaços daquele tempo viviam, suas enormes residências, as enormes festas, o desdém para com os considerados inferiores. É um livro com personagens apaixonantes, outros que causam repulsa, e o principal – Gatsby – que causa curiosidade. É difícil encontrar um personagem tão bem construído. A parte romântica da história é um pouco clichê, mas encanta. Antigamente o romance era narrado com aspecto muito mais… romântico. Diferente dos atuais, onde o sexo é a parte mais chamativa dos relacionamentos, ou o ponto principal da história. Não quero dizer que se trata de algo puritano, porém não é algo tão carnal.

A edição da Penguin-Companhia faz parte de uma linha lançada pela parceria entre as duas editoras, publicando obras clássicas da literatura mundial. É um livro com capa comum, sem orelhas, conhecido como paperback. Apesar disso, o papel utilizado nas páginas é de qualidade (Pólen Soft), com boa impressão e fonte de bom tamanho. Essas edições sempre trazem algum bônus, como notas de rodapé ou introduções sobre os autores, escritas por estudiosos do mesmo. Em o Grande Gatsby isso não é diferente. A introdução é de Tony Tanner, que se dedicou a estudar as obras de Fitzgerald. Nessa introdução podemos descobrir que ele foi um um grande autor, desvendando como a história foi construída e seus significados ocultos em uma leitura superficial. É um livro que deve ser lido muitas vezes para total compreensão, e acredito que valha a pena, pois é um clássico que os apaixonados por leitura devem ler, e os aspirantes a escritor também.

O livro já foi adaptado diversas vezes para o teatro, televisão, espetáculos de dança e cinema. A mais recente versão para o cinema é de 2013 e traz Leonardo DiCaprio no papel principal.

Uma leitura recomendada. Uma obra que é citada por diversos autores famosos deve ler lida, com certeza.

Visite meu blog.

Alan Martins

site: https://anatomiadapalavra.wordpress.com/2017/02/20/minhas-leituras-9-o-grande-gatsby-f-scott-fitzgerald/
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Muni 13/02/2017

Um apaixonado solitário
Francis Scott Fitzgerald, autor norte americano nascido em 1896, inclui em sua bibliografia contos e romances da geração chamada “geração perdida” na literatura americana, que foram os autores que acabaram indo para a Europa. O autor é conhecido por suas críticas aos ‘endinheirados’ da era do jazz e acaba por retratar em suas obras questões pessoais e sociais com um requinte que é só dele.

Ao falar em romance, o mais famoso e conhecido do autor é o lindíssimo “O grande Gatsby”, lançado no ano de 1925. O romance pode ser encarado, até certo ponto, como uma autobiografia do autor.

A obra inicia com o narrador Nick nos contando sobre os acontecimentos que o levaram a conhecer Gatsby, o excêntrico novo rico de West Egg, um homem misteriosos e ‘suspeito’ que possui uma casa deslumbrante e gosta de dar festas gigantescas aos finais de semana, atraindo uma quantidade enorme de pessoas. O personagem principal só aparecerá no terceiro capítulo e, quando acontece, já estamos bastante envolvidos com sua história. Riqueza, jazz, gim (que é uma bebida quase proibida na época), sexo, carros e mansões colossais são as obsessões mais presentes na obra.

Nick é primo de Daisy. Daisy é casada com Tom. Jordan é amiga do casal. Gatsby ama imensurávelmente a Daisy. Tais personagens são utilizados para criar um retrato da época, cada qual a seu modo, representando as questões sociais, as máscaras, a conveniência, a futilidade e até mesmo irracionalidade de um tipo específico de sociedade. Gatsby funciona como um contraponto extremamente romântico dentro da narrativa, mas guarda ainda inúmeros traços de futilidade – que aqui ganha ares de profundidade – e usa também suas máscaras, afim de se tornar uma espécie de personagem de si mesmo e não transparecer seus reais sentimentos e valores.

Confira a resenha completa em: caminique.wordpress.com

site: https://caminique.wordpress.com/2017/02/13/resenha-o-grande-gatsby/
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Cláudia 09/02/2017

Um Livro Ok
De verdade, estava esperando muito mais de "O Grande Gatsby", de F. Scott Fitzgerald. Até então não tinha lido nada do autor, e criei uma certa expectativa a respeito.
Ele fez parte do meu desafio de leitura do mês de Setembro!, e a leitura foi arrastada - só deslanchou nos últimos capítulos - e foi sofrível até então. Não estou dizendo que o livro é ruim. Vejam só: apenas estou dizendo que a leitura foi ok! E o final foi bom, na verdade, muito bom!, o que me fez não desgostar do livro.
O começo achei chato, devagar. Do meio para o final a coisa andou bem melhor.
Não vi ainda o filme. Sou daquelas que prefiro à leitura antes de assistir na telinha - quando possível! Achei o livro devagar demais, acho que várias passagens foram desnecessárias. Sei lá. Não rolou química entre nós.
Li Hemingway recentemente e achei que encontraria a mesma poesia, só que não! Mas não são essas pequenas decepções que me faz desacreditar em Fitzgerald. Já tem outro livro na minha lista - "Suave é a noite". Quem sabe consiga, dessa vez, mudar meu olhar...
"O Grande Gatsby" foi lançado em 1925 e tornou-se uma parábola exemplar do sonho americano.
Protótipo do Self-made man, Jay Gatsby acumula grande fortuna e se torna figura lendária de uma América próspera, embalada pelo ritmo do jazz, das máquinas de Detroit e o cinema de Hollywood. Sua história de ascensão é narrada à distância por Nick Carraway, um convidado assíduo às suas festas. Carraway logo descobre a infelicidade íntima de seu "herói", que cultiva um antigo amor, mal resolvido,por Daisy, a mulher de um milionário.
Na Long Island nos anos 20 havia muitas jovens belas e exóticas, muito álcool, jazz, elegância, glamour e, pairando sobre tudo, a certeza de que a vida seria uma festa sem fim.
O livro retrata bem a recusa da maturidade, a incapacidade de envelhecer e uma obstinação: a de continuarem ricos e jovens para sempre.
A atmosfera de euforia e vazio que toma conta de "O Grande Gatsby" é uma das melhores imagens da geração de Scott Fitzgerald.
O livro flui leve da metade para o final, mas é desinteressante nos capítulos iniciais, o que me fez não coloca-lo entre os meus preferidos, mas não deixo de recomendá-lo. Ele define claramente o que foi a década de 20, suas festas, seus personagens, a cidade em franco progresso e as festas glamorosas que rolavam sempre.
Enfim, um livro ok!
Abraço,

site: http://umolhardeestrangeiro.blogspot.com.br/2016/11/um-livro-ok-o-grande-gatsby.html
Marisa 11/05/2017minha estante
Gostei da sua resenha, é o mesmo que eu achei! Um livro satisfatório! Ah, o livro é bom! Gostei mais do que do livro! ;)




Pan28 08/02/2017

Opinião completa no site em baixo

Decidi, depois de muito ouvir falar do livro, finalmente ler O Grande Gatsby.
Uma vez que o livro, além de ser um clássico, se passa na época de prosperidade americana da década de 1920, eu esperava que fosse um livro denso a nível de escrita, no entanto, o livro é acessível e sem grandes complicações.
Relativamente às personagens, e apesar dos seus inúmeros, problemas, eu gostei bastante do Gatsby, penso que, em parte, devido a todo o mistério que surge à sua volta dele e à volta do seu passado.
Entretanto eu estava quase a chegar ao final do livro e estava a gostar, mas ainda não achava o livro merecedor de 5*, até que veio o incrível final que é, provavelmente, dos finais que mais gostei até hoje.
Assim sendo, obviamente que recomendo este incrível clássico que nos prende de tal forma na história que quando damos por ela já o terminámos.

site: http://presa-nas-palavras.blogspot.com/2017/02/o-grande-gatsby-opiniao.html
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Renato Silva 31/01/2017

Gatsby: o homem que tinha tudo, mas não tinha nada
O Grande Gatsby é uma obra singular, única em sua estética e atemporal em se tratando de seu conteúdo. Ora reflexivo, ora acidamente crítico, ora filosófico e tais elementos são apresentados em uma atmosfera contagiante: a década de 20 nos Estados Unidos. A história é resultado direto do pós-guerra, da ascensão econômica vivida pelos americanos e com isso o "American way of life" surge como uma entidade invisível intimamente ligada à mentalidade norte-americana. Aqui temos uma sociedade "próspera" pela crescente economia do País, onde automóveis, vestimentas, aparelhos para o lar, em suma, os bens materiais se tornam uma realidade, e são praticamente sinônimos de felicidade. O livro capta bem este estilo de vida americano, regado a festas, valorização dos bens materiais e ânsia por ascensão social. Este último talvez seja o ponto principal no enredo de o Grande Gatsby, visto que o personagem que dá nome ao livro é o grande protagonista em sua tentativa de sair da pobreza e se tornar rico, com o único propósito de conquistar a sua amada com quem não tinha contato por anos. O final do livro é trágico e demonstra a verdadeira natureza humana naquele período. A obra me lembrou bastante o filme "Beleza Americana" de 1999, um filme com proposta atual mas que reflete bastante o espírito do estilo de vida americano, com personagens perdidos em sua própria realidade, buscando transpor uma imagem falsa de si mesmos na sociedade, humanisticamente pobres e materialmente ricos. O Grande Gatsby merece ser lido e relido, discutido e refletido. Um eterno clássico da Literatura.
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LetAcia.Bargas 16/01/2017

O grandioso grande Gatsby
O romance de Fitzgerald conta a história de amor de Jay Gatsby e Daisy, que tentam restaurar a relação e os sentimentos que tinham um pelo outro depois de vários anos sem contato. O livro é narrado em primeira pessoa por Nick, o vizinho de Gatsby oferecendo um ponto de vista externo ao romance que se passa. A narração é extremamente rica não só em detalhes da situação e do ambiente como também no sentido a exposição e descrição do sentimento dos personagens que compõe a trama. A descrição dos personagens ocorre de forma que, mesmo falando muito sobre eles suas personalidades, passados e pensamentos continuam um mistério a ser desvendado e entendido pelo leitor. Além de uma história e uma escrita incrível Fitzgerald trás reflexões sobre materialismo, luxo e sobre o "sonho americano".
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Bianca.Stokinger 11/01/2017

Ah os detalhes !!
A narrativa é rica em detalhes , não somente detalhes cenográficos, mas principalmente detalhes das emoções dos personagens.
A leitura é leve e simples, apesar de possuir expessoes e palavras não usuais nos dias de hoje.
Um belo clássico.
Hollywood e o magnífico Leonardo Di CAprio, captaram exatamente a essência. ( aliás uma das melhores adaptações literatura/cinema que já vi).
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Regiane 11/01/2017

Scoott Fitzgerald
É um clássico, que vale ser lido, uma escrita que flui bem.
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Raquel 04/01/2017

O sonho dourado americano
O grande Gabsty, publicado originalmente em 1925 retrata os anos dourados logo após a primeira guerra mundial, no qual a economia americana estava em ascensão. A vida era uma grande comemoração contínua, regrada por festas, bebidas e libertinagem. O romance de F. Scott Fitzgerald passa-se na cidade de Nova Iorque, no verão de 1922, narrado pelo personagem Nick Carraway, que sai de sua cidade natal buscando seu lugar ao sol, porém dotado de certos princípios, não admite a superficialidade, a falta de limite moral ou caráter.
Nick acaba de mudar-se para Long Island com o sonho de torna-se um bem-sucedido corretor de ações. Sua casa, entre enormes mansões, de um lado tem como vizinho o enigmático Jay Gatsby e sua mansão em West Egg, e do outro uma prima muito rica, Daisy, casada com Tom Buchanan, um ex atleta universitário abastado. Descobrimos posteriormente que quando Jovens Gatsby e Daisy foram apaixonados, porém como ele era muito pobre e ela muito rica e a ida dele para a guerra, tornou esse amor inviável.
Gatsby é a sensação daquele verão. Um bilionário conhecido pelas festas estravagantes/carnavalescas todos os sábados e pela diversidade de pessoas que participam, os quais apareciam mesmo sem convite, porém uma figura misteriosa; nenhum dos convidados sabe sobre o passado do anfitrião ou qualquer detalhe relevante sobre sua personalidade. Existe uma variedade de rumores, desde ser sobrinho do Czar Guilherme, até um assassino ou contrabandista de bebidas.
Em uma ocasião, convidado para participar de uma dessas festas, Nick e Gatsby acabam se aproximando, resultando daí uma descoberta sobre os segredos que envolvem o bilionário e uma amizade verdadeira. De forma nítida, Fitzgerald expõe a sociedade americana do século XX e sua busca desenfreada pelo prazer. Tom, Daisy, Jordan, todos eram pessoas egoístas, que como o próprio autor afirma, esmagavam as pessoas e depois se protegiam nos castelos, onde a fortaleza era o dinheiro e a posição social ornavam com a frivolidade do caráter.

Conforme vamos adentrando a estória, descobrimos o verdadeiro Gatsby. Esse livro lembrou-me outro, “A escolha de Sofia” (recomendo a leitura), onde ambos os personagens, constrói uma verdade para si e repetem com tanta ênfase, que acaba por tornar-se verdade. Gatsby acreditou que poderia viver o passado que nunca existiu, prendeu-se as amarras de memórias inexistentes e sonhos irrealizáveis. O amor pela tola e superficial Daisy acabou por arruiná-lo totalmente, já que cinco anos antes, ele comprometera não apenas seu coração, como também o restante da vida. Descobrimos posteriormente que toda aquela festa protagonizada repetidamente tinha o intuito apenas de reaproximá-lo de Daisy, antigo amor, e Nick, o responsável pelo reencontro entre os dois.

Ao expor o caráter dos seus personagens, permeado de falhas morais, como o adultério(Tom e Myrtle; Gatsby e Daisy), a trapaça, a superficialidade nos relacionamentos, sejam amorosos (Nick e Jordan, e claro, Gatsby e Daisy) fadados ao fracasso, ou de amizade (a ausência dos amigos no enterro de Gatsby), assim como a mesquinharia, Fitzgerald expõe de forma magnífica a obscuridade dos anos dourados americanos.
Vários acontecimentos irão se somando ao longo da narrativa, responsável pelo final trágico: o acidente, o preço pago pelo inocente, a impunidade e facilidade de como o culpado sai de cena protegido no seu mundinho dourado, além da facilidade com que as pessoas rompem os laços quando estes não lhes convêm mais. O grande Gatsby, considerado um clássico americano, é realmente um bom livro. É uma leitura que além de descrever um período de uma sociedade, nos fala sobre as amarras do passado não vivenciado e sobre a possibilidade de um futuro inexistente, quando somos obsessivos o suficiente em correr para algo que nunca esteve ao nosso alcance.

“Gatsby acreditou na luzinha verde, naquele futuro orgiástico que de ano em ano se afasta de nossos olhos. O futuro já nos iludiu tantas vezes, mas não importa... Amanhã correremos mais depressa e esticaremos nossos braços um pouco mais além... É assim que todos nós deslizamos, barcos contra a corrente, impelidos incessantemente de volta ao passado.” (p.204)
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