O Grande Gatsby

O Grande Gatsby F. Scott Fitzgerald




Resenhas - O Grande Gatsby


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Sérgio.Aquino 10/12/2017

Fitzgerald merece ser o ícone da geração perdida.
A sedutora trama deliciosamente contada, nos prende do começo ao fim da forma mais desejada em um bom romance. Recome do a leitura devidamente ambientada ao som de uma bela e contemporânea playlist de jazz dos idos dos anos 20.
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Ellem - @colecionandoprimaveras 28/11/2017

Nick Carraway acaba de se mudar para uma casa nova, vizinha à uma mansão, que pertence ao milionário misterioso, Jay Gatsby.

Todas as noites, Gatsby dá festas extravagantes e luxuosas com muitos convidados.

Nick é convidado para uma dessas festas e acaba por conhecer melhor Gatsby e os dois desenvolvem uma amizade e aos poucos, ele vai conhecendo e descobrindo os segredos desse homem tão misterioso.

OPINIÃO

Eu estou muito apaixonada por esse livro, nem consigo acreditar que demorei tanto tempo para lê-lo.

O livro é todo narrado em primeira pessoa pelo Nick e a escrita do autor é bem descritiva, o que deixa a leitura um pouco mais lento, mas em contrapartida, nos apresenta detalhes da sociedade na década de 20 e nos situa muito bem na história.

Mas o que faz essa história ser única e maravilhosa é a mensagem que tem nas entrelinhas. Eu terminei de ler querendo chorar, querendo abraçar o Gatsby, o Nick e o Fitzgerald

Apesar de ser um clássico, a mensagem é MUITO atual e me fez refletir bastante sobre a nossa sociedade.

Super recomendo essa leitura pra todo mundo. Sério mesmo, leiam esse livro!

site: https://www.instagram.com/p/BaaQopogVmc/?tagged=resenhascp
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Magali.Ferreira 27/11/2017

Sem palavras, só decepcionada!!
Foi o primeiro, mas se todas as escritas dele for assim, C'est fini!!
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Gladston Mamede 12/11/2017

Um retrato de uma época
Acho que nenhum livro explica melhor a América dos anos 1930 (incluindo a grande depressão), com reflexos sobre a Europa (incluindo o Nazismo), do que este. E ele foi escrito bem antes do crash de 1929. Mas as condições que levarão à grande crise estão todas ali, narradas como cenário de uma história de amor que, na verdade, é um drama sobre quem somos: nós, nossa personalidade, nossa condição social, nosso trânsito em meio a uma sociedade de aparências e que joga seus interesses impiedosamente. Gostei demais.
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leila.goncalves 09/11/2017

All That Jazz
"Às vezes não sei se eu e Zelda existimos de fato ou se somos personagens de um de meus romances." Essa frase é perfeita para sintetizar a obra do escritor estadunidense F. Scott Fitzgerald (1996-1940). Falecido prematuramente de um ataque cardíaco, ele viveu intensamente a mundanidade da época, dividido entre o glamour de Nova York, Paris e Hollywood onde atuou como roteirista de cinema. Contudo, também paira sobre sua vida, a sombra de um alcoólatra inveterado que consumiu boa parte do que ganhou, custeando o tratamento da mulher esquizofrênica nas mais caras instituições psiquiátricas.

Logo, não é gratuita a complexidade que jorra de suas narrativas, inclusive, "O Grande Gatsby", é considerado o maior romance realista norte-americano. Enfim, se você pretende conhecer a burguesia francesa do século XIX, leia Flaubert ou deseja descobrir a Inglaterra da Revolução Industrial, opte por Dickens. Porém, se seu sonho é deixar-se seduzir pelos loucos nos vinte, seu melhor retratista foi Scott Fitzgerald. Embalado pelo som de jazz, regado a álcool e pelo dinheiro fácil da ciranda financeira, esse livro apresenta o luxo, a ociosidade e o vazio que cercava o dia a dia dos ricos e famosos.

Seu foco remonta ao "American Dream" ou "Sonho Americano". Os Estados Unidos emerge como a terra das possibilidades e Jay Gatsby é o modelo de quem soube conquistar uma imensa fortuna do dia para noite, não importa como, aliás, essa é uma das incógnitas do enredo. Trata-se de um imenso patrimônio erguido em nome do amor ou obsessão por uma mulher, Daisy Buchanan, uma ex-namorada que já havia excluido seu nome da lista de pretendentes, quando ele não passava de um pobretão. Zelda fez o mesmo com Fitzgerald, rompeu o noivado que só foi reatado após o sucesso do seu primeiro romance, "Este Lado do Paraíso". Ambas jamais ousariam dizer "sim" para um homem que não pudesse proporcionar o alto padrão de vida que aspiravam.

Com resquícios autobiográficos, seu narrador, Nick Carraway, é o alter ego do escritor. Primo de Daisy, ele acaba de mudar para Nova York por conta de um emprego em Wall Street. Sem maiores recursos, vai morar num pequeno bangalô ao lado da mansão de Gatsby e não demora a fazer amizade com o enigmático vizinho. Metido entre milionários, Nick observa o que ocorre a sua volta, determinado a não transigir seus valores morais em troca de ascensão e riqueza.

Publicado em 1925, o livro foi recebido com indiferença e só mereceu o reconhecimento após a morte do escritor. Descrevendo o período que antecedeu o "crash" da Bolsa de Valores de Nova York, ocorrido em 1929, um furacão econômico cujas nefastas consequências alteraram o panorama mundial, sua leitura permanece bastante atual, tendo em vista uma crise semelhante ocorrida em 2008.

Finalmente, sua narrativa já foi adaptada seis vezes para o cinema:
- "Tudo Pelo Dinheiro" (1926) com direção de Herbert Brenon.
- "Ate o Céu Tem Limites" (1949) com direção de Elliott Nugent.
- "O Grande Gatsby" (1974) com direção de Jack Clayton.
- "O Grande Gatsby" (2000) com direção de Robert Morowitz.
- "G - O Triângulo Amoroso" (2002) com direção de Christopher Scott Cherot.
- "O Grande Gatsby" (2013) com direção de Baz Luhrmann.
Tive a oportunidade de assistir a dois filmes: o de 1974, que apresenta Robert Redford e Mia Farrow como par romântico, e o último, com Leonardo Di Caprio e Carey Mulligan. Sem dúvida, bons programas, contudo, privilegie o romance. Ninguém como Scott Fitzgerald soube contar quem foi realmente Gatsby, revelando sua maneira de encarar o mundo e o que obteve em troca.
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leila.goncalves 09/11/2017

All That Jazz
"Às vezes não sei se eu e Zelda existimos de fato ou se somos personagens de um de meus romances." Essa frase é perfeita para sintetizar a obra do escritor estadunidense F. Scott Fitzgerald (1996-1940). Falecido prematuramente de um ataque cardíaco, ele viveu intensamente a mundanidade da época, dividido entre o glamour de Nova York, Paris e Hollywood onde atuou como roteirista de cinema. Contudo, também paira sobre sua vida, a sombra de um alcoólatra inveterado que consumiu boa parte do que ganhou, custeando o tratamento da mulher esquizofrênica nas mais caras instituições psiquiátricas.

Logo, não é gratuita a complexidade que jorra de suas narrativas, inclusive, "O Grande Gatsby", é considerado o maior romance realista norte-americano. Enfim, se você pretende conhecer a burguesia francesa do século XIX, leia Flaubert ou deseja descobrir a Inglaterra da Revolução Industrial, opte por Dickens. Porém, se seu sonho é deixar-se seduzir pelos loucos nos vinte, seu melhor retratista foi Scott Fitzgerald. Embalado pelo som de jazz, regado a álcool e pelo dinheiro fácil da ciranda financeira, esse livro apresenta o luxo, a ociosidade e o vazio que cercava o dia a dia dos ricos e famosos.

Seu foco remonta ao "American Dream" ou "Sonho Americano". Os Estados Unidos emerge como a terra das possibilidades e Jay Gatsby é o modelo de quem soube conquistar uma imensa fortuna do dia para noite, não importa como, aliás, essa é uma das incógnitas do enredo. Trata-se de um imenso patrimônio erguido em nome do amor ou obsessão por uma mulher, Daisy Buchanan, uma ex-namorada que já havia excluido seu nome da lista de pretendentes, quando ele não passava de um pobretão. Zelda fez o mesmo com Fitzgerald, rompeu o noivado que só foi reatado após o sucesso do seu primeiro romance, "Este Lado do Paraíso". Ambas jamais ousariam dizer "sim" para um homem que não pudesse proporcionar o alto padrão de vida que aspiravam.

Com resquícios autobiográficos, seu narrador, Nick Carraway, é o alter ego do escritor. Primo de Daisy, ele acaba de mudar para Nova York por conta de um emprego em Wall Street. Sem maiores recursos, vai morar num pequeno bangalô ao lado da mansão de Gatsby e não demora a fazer amizade com o enigmático vizinho. Metido entre milionários, Nick observa o que ocorre a sua volta, determinado a não transigir seus valores morais em troca de ascensão e riqueza.

Publicado em 1925, o livro foi recebido com indiferença e só mereceu o reconhecimento após a morte do escritor. Descrevendo o período que antecedeu o "crash" da Bolsa de Valores de Nova York, ocorrido em 1929, um furacão econômico cujas nefastas consequências alteraram o panorama mundial, sua leitura permanece bastante atual, tendo em vista uma crise semelhante ocorrida em 2008.

Finalmente, sua narrativa já foi adaptada seis vezes para o cinema:
- "Tudo Pelo Dinheiro" (1926) com direção de Herbert Brenon.
- "Ate o Céu Tem Limites" (1949) com direção de Elliott Nugent.
- "O Grande Gatsby" (1974) com direção de Jack Clayton.
- "O Grande Gatsby" (2000) com direção de Robert Morowitz.
- "G - O Triângulo Amoroso" (2002) com direção de Christopher Scott Cherot.
- "O Grande Gatsby" (2013) com direção de Baz Luhrmann.
Tive a oportunidade de assistir a dois filmes: o de 1974, que apresenta Robert Redford e Mia Farrow como par romântico, e o último, com Leonardo Di Caprio e Carey Mulligan. Sem dúvida, bons programas, contudo, privilegie o romance. Ninguém como Scott Fitzgerald soube contar quem foi realmente Gatsby, revelando sua maneira de encarar o mundo e o que obteve em troca.
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Sanoli 01/11/2017

http://surteipostei.blogspot.com.br/2017/11/o-grande-gatsby.html
http://surteipostei.blogspot.com.br/2017/11/o-grande-gatsby.html

site: http://surteipostei.blogspot.com.br/2017/11/o-grande-gatsby.html
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Henrique 19/10/2017

Muito bem escrito
O grande Gastby é sem dúvida um clássico que nos traduz, em poucas páginas, o sonho americano dos Golden 20's. Recomendo fortemente.
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Hendrick 16/10/2017

Leitura fluida
A leitura de O Grande Gatsby é fluida e gostosa. Não consigo parar de pensar que seria um grande best-seller se fosse lançado atualmente.

Escrevi uma resenha completa sobre esse livro no meu blog, espero que gostem.

site: https://portalgatilho.wordpress.com/2017/09/21/resenha-o-grande-gatsby-de-f-scott-fitzgerald/
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Patterson 07/10/2017

Uma preciosa lição de vida.
Autor: Francis Scott Key Fitzgerald, mais conhecido como F. Scott Fitzgerald.

Título: O Grande Gatsby.

Editora: Geração.

A históriase passa na década de 20 após a 1ª guerra mundial, uma era próspera para os Estados Unidos que ficou conhecida como a era do Jazz. A estória é contada por Nick Carraway, um jovem de classe média, que veio para Nova York para trabalhar como corretor da bolsa de valores. Ele aluga uma casa humilde em Long Island em um bairro cheio de mansões e se torna vizinho de um homem chamado Jay Gatsby.

Nick nos narra a história, apresentando personagens e contando os fatos que aconteceram ao seu redor.

Gatsby é um milionário recém chegado na cidade, misterioso, pouco se sabe sobre como ele conseguiu sua fortuna, e as pessoas tinha teorias absurdas sobre como ele conseguiu tanto dinheiro, no entanto, a maioria dessas pessoas nem o conheciam. Ele faz festas festas nababescas em sua mansão, festas abertas à quem quiser entrar.

As festas, na verdade, eram uma estratégia de Gatsby para atrair sua amada, a mulher com quem ele sonhou por quase cinco anos mas que agora era casada e morava ali perto, tanto que era possível ver sua casa a partir da casa de Gatsby. Daisy, era essa mulher, alguém com quem ele não pôde ficar no passado porque ela era de família rica e ele pobre, Gatsby enriqueceu com o único objetivo de um dia reencontrar e conquistar Daisy.

Nick, que é primo de Daisy, ajuda Gatsby a se encontrar com ela, eles vivem momentos de romance (Daisy também havia amado Gatsby no passado), mas essa história não iria acabar bem.

Para mim, a grande mensagem passado pelo livro é a de que o passado é passado, e que devemos esquecê-lo e não virar escravos apegados a algo que um dia aconteceu, pois as coisas quase nunca voltam a acontecer da forma que aconteceram antes, cada momento é único na vida e devemos vivê-los pensando no agora, nunca no passado e nem no futuro. A ultima frase do livro deixa isso bem claro (e é óbvio que eu não vou escrevê-la aqui).

Esse livro não é só uma história, ele também ensina e serve para um crescimento pessoal do leitor.

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Karen Silva | @LendodePijamas 26/08/2017

“Sempre que sentir vontade de criticar alguém, pense que nem todas as pessoas deste mundo tiveram as vantagens que você teve”.

Em 1922, Nick Carraway, um jovem de boa família que está tentando crescer social e profissionalmente, resolve tentar a sorte na Wall Street. Ele se muda para West Egg, onde seu novo vizinho é o misterioso Jay Gatsby, conhecido pelas festas glamourosas em sua residência, onde grande parte da elite novaiorquina comparece.

Nick, então, passa a contar como se tornou amigo de Gatsby e de como ele vivia uma vida promovendo festas animadas em sua mansão em Long Island, mas que as festas eram frequentadas por pessoas que muitas vezes ele nem sequer conhecia. Além de tudo isso há muitos rumores sobre Gatsby e a origem de sua fortuna, além de seu passado completamente misterioso e desconhecido. Muitas são as suposições de onde ele vem e quem é, porém Nick é o único que tem a oportunidade de conhecê-lo dessa maneira.

Conforme se aproxima mais de Gatsby, Nick descobre que o interesse do mesmo por ele vai além de apenas amizade. Acontece que, quando mais jovem, Gatsby teve um romance com Dayse, a prima de Nick. E, a fim de reacender esse antigo amor, Jay pretende usar essa amizade para se inserir novamente na vida de Daisy.

Com narrativa em primeira pessoa, o livro tem como plano de fundo o a prosperidade sem precedentes após a Primeira Guerra Mundial, na década de 1920. Nick faz um relato preciso sobre o verão de 1922, que acaba por se tornar uma crítica ao "Sonho Americano".

O Grande Gatsby é um que surpreende pela simplicidade da narrativa. Com uma construção impecável, o livro é envolvente e brilha ao mostrar os costumes da época.

Contudo​, a meticulosidade de Fitzgerald ao descrever as cenas em alguns momentos me incomodou, atrapalhando o ritmo da leitura e fazendo com que fosse mais demorada do que deveria.

O livro engana por suas frases curtas e aparentemente diretas, mas a verdade é que ele está cheio de reflexões nas entrelinhas. Muitas vezes, é preciso voltar em algumas passagens para entender qual a verdadeira mensagem do autor. Com sua narrativa sutil, Fitzgerald faz o leitor trabalhar para entrar na história e compreender a ela e seus personagens - muitas vezes senti que estava perdendo algo. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Todos os personagens são extremamente intrigantes e cada um deles merece a atenção do leitor. É claro, em especial Jay Gatsby. Ele é um personagem complexo e com uma dualidade ímpar: leve e intenso, sincero e misterioso, obstinado e relutante. É interessantíssima a forma como, ao longo na narrativa, Fitzgerald vai desfazendo as múltiplas camadas de Gatsby e dos outros personagens.

O Grande Gatsby trás uma bela lição sobre como viver de aparências pode ser perigoso, e como as relações construídas à base de interesses sociais são frágeis e ingratas. Assim como se manter preso ao passado tem seus riscos e pode destruir todo um futuro.

site: www.instagram.com/lendodepijamas
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Jose.Luiz 02/08/2017

Um livro muito bom,meu velho
- SOBRE A EDIÇÃO : Achei a diagramação lastimavel: tem paginas que são tortas, tem palavras que já tem tradução e não foram traduzidas.A unica coisa legal é que na contracapa dessa edição tem uma capa da revista TIMES(da época do filme dos anos 70) com a Mia Farrow e Robert Redford(Dayse e Gatsby).

- SOBRE A HISTÓRIA: Ela é muito interessante.É muito interessante saber como era uma parte da juventude dos anos 20(no caso dos EUA).
Ela é contada pela visão de Nick Carraway, que ao se mudar para o leste,em West Egg, perto de sua prima Dayse,conhece o personagem que dá nome ao livro: Jay Gatsby.
Na verdade ele mora do lado,e os primeiros dias após sua mudança,percebe que seu vizinho não é uma pessoa normal.
Gatsby é um cara misterioso,que toda semana dá suntuosas festas em sua mansão, onde todos os conhecidos da época,atores e atrizes famosos,e etc.E praticamente todas as pessoas que vão em suas festas não o conhecem.
Como não conhecem ficam especulando quem ele é, o que ele faz, de onde ele veio.

E pela visão de Nick, e pelo que ele vive, descobrimos quem Gatsby é e quais são suas intensões.
O livro é de certa forma surpreendente, o desenrolar da historia.Só não foi surpreendente pra mim porque eu vi o filme antes de ler o livro.
O livro tem um tom triste, mas mesmo assim gostei dele.

- SOBRE O AUTOR: Esse é o primeiro livro que li do Fitzgerald e gostei bastante do modo que ele escreve.Ele descreve os cenários, pessoas, pensamentos da mesma bem detalhados, e eu gosto muito disso.Quero ler mais livros dele.

- FRASES MARCANTES(duas das minhas preferidas):
Pag. 1: "Em meus anos mais juvenis e vulneráveis, meu pai me deu um conselho que jamais esqueci: Sempre que você tiver vontade de criticar alguém - disse me ele - lembre-se de que criatura alguma neste mundo teve as vantagens de que você desfrutou."

Pag. 152 : "Aprendemos a demonstrar nossa amizade a um homem quando ele está vivo,e não depois de morto - ajuntou. - Quando isso ocorre, tenho por norma não me meter mais no assunto."
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Mariana Magalhaes 11/07/2017

Tô sem palavras pro ultimo capitulo.
Ps: nick carraway, eu te venero
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Paulo 02/07/2017

Sem dúvida alguma, ler algum livro do Fitzgerald é intimidador. A aura que o livro passa faz o leitor no mínimo recear se aquilo que ele vai retirar da leitura vai ser algo positivo ou negativo. Porque, se for negativo, o problema pode ser do leitor e não da leitura. Uma bobagem, mas é um medo que perpassa a mente de muitos. Mas, ler Fitzgerald é uma experiência única.

Em primeiro lugar é preciso destacar a escrita. Que coisa magistral! O autor consegue sair do poético ao decadente em questão de segundos. Ele consegue formular uma frase magnífica e depois pular para uma descrição que vai causar repulsa no leitor. Isso porque, na mente do autor, a sociedade americana da década de 1920 era exatamente isso: magnífica, porém superficial, teatral em seu interior. Me recordo de ficar encantado com as primeiras páginas de O Grande Gatsby. Sabe quando você percebe que você apertou o cinto para uma viagem sensacional? É isso que eu senti logo quando Nick descreve o local onde ele iria residir: descrevendo a baía, os bairros vizinhos, a maneira como a luz do farol incidia em sua janela todas as noites.

A seguir me vem ele com essa narrativa em primeira pessoa. Normalmente eu não gosto desse tipo de narrativa, mas quando o autor faz o leitor ter uma pulga atrás da orelha, é aí que este tipo de escrita ganha as suas verdadeiras cores. O leitor percebe rapidamente que o Nick é um narrador não-confiável. Ele está contando a sua versão dos acontecimentos. E o curioso é que o narrador é um homem extremamente indeciso: ora ele odeia Gatsby, ora ele ama Gatsby. E esse tipo de indecisão vai se estender em relação aos demais personagens. Portanto, caro leitor, desconfie de Nick. Aliás, Fitzgerald consegue construir parágrafos com tantos significados que você vai conseguir retirar muitas informações deles. Uma escrita riquíssima em detalhes tanto sobre a narrativa do livro como sobre a sociedade americana do período.

Adoro quando os personagens possuem uma profundidade única. Não temos boas ou más pessoas. Todos são muito complexos em suas virtudes e defeitos. Por exemplo, Daisy é uma das personagens mais criticadas entre os leitores de O Grande Gatsby. Não enxergo dessa maneira. Mesmo com todas as decisões erradas que ela faz ao longo da narrativa, a personagem é riquíssima. Imagine só uma personagem feminina com tamanha presença em uma narrativa escrita durante um período em que a mulher era nada mais que uma pessoa a qual não deveria se dar atenção. Fitzgerald cria uma personagem de vanguarda, mas que mantém alguns trejeitos femininos do período. Analisando a personagem de acordo com o período, ela até é uma personagem bem diferente e rica.

Mas, claro, em O Grande Gatsby não tem como não falarmos de Jay Gatsby. Um bon vivant que realiza festas diariamente. O que eu percebi é que o personagem nada mais é do que a imagem dos EUA naquele período. E é possível enxergar perfeitamente uma crítica do autor em relação ao próprio país naquele período. Estamos falando do período mais conservador da história americana, marcada por uma sequência de três administrações conservadoras. No fundo, Gatsby é um incompreendido. Ele busca esconder a sua dor e solidão com festas incríveis. Quando vamos conhecendo melhor o enigma que é o personagem vamos percebendo pouco a pouco como o homem criou um personagem cênico e teatral, uma máscara pública com a qual ele encanta aqueles que frequentam suas festas. Isso tanto é verdade que escutamos muito sobre o personagem logo no começo da narrativa, mas só vamos ver o personagem bem mais à frente na narrativa.

A família disfuncional formada por Tom e Daisy marca aquilo que vai ser o núcleo central da história. Tom é a imagem típica do macho alfa norte-americano. Se permite trair a esposa e arranjar uma desculpa plausível para tal. Mas, não suporta a ideia de estar do outro lado da equação. Já Nick alterna uma apreciação por Tom e depois por Gatsby. A relação superficial entre Tom e Daisy vai ser objeto de análise ao longo de toda a narrativa. E o leitor fica com aquele sentimento de quem ele deveria apoiar: o traidor Tom ou o trambiqueiro Gatsby. A verdade é que não existem lados nesta história e o leitor vai precisar se contentar com o fato de que todos os personagens são pessoas comuns. E até uma certa medida, são pessoas ruins.

A leitura é difícil porque a escrita exige um bom nível de atenção da parte do leitor. Atenção total a cada linha colocada por Fitzgerald porque ela é capaz de revelar múltiplas camadas da narrativa. Entretanto, por ser uma leitura pequena ela pode dar uma falsa impressão. Muito cuidado com isso: o livro é mais longo do que parece. Você vai sentir o peso presente em cada página do livro. Mas, no mais, aproveite bem a viagem. Não é à toa que o autor é um clássico da literatura norte-americana. Tenho certeza que este livro vai te incentivar a ler outros escritos pelo autor.

site: www.ficcoeshumanas.com
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