O Grande Gatsby

O Grande Gatsby F. Scott Fitzgerald




Resenhas - O Grande Gatsby


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Raquel 04/01/2017

O sonho dourado americano
O grande Gabsty, publicado originalmente em 1925 retrata os anos dourados logo após a primeira guerra mundial, no qual a economia americana estava em ascensão. A vida era uma grande comemoração contínua, regrada por festas, bebidas e libertinagem. O romance de F. Scott Fitzgerald passa-se na cidade de Nova Iorque, no verão de 1922, narrado pelo personagem Nick Carraway, que sai de sua cidade natal buscando seu lugar ao sol, porém dotado de certos princípios, não admite a superficialidade, a falta de limite moral ou caráter.
Nick acaba de mudar-se para Long Island com o sonho de torna-se um bem-sucedido corretor de ações. Sua casa, entre enormes mansões, de um lado tem como vizinho o enigmático Jay Gatsby e sua mansão em West Egg, e do outro uma prima muito rica, Daisy, casada com Tom Buchanan, um ex atleta universitário abastado. Descobrimos posteriormente que quando Jovens Gatsby e Daisy foram apaixonados, porém como ele era muito pobre e ela muito rica e a ida dele para a guerra, tornou esse amor inviável.
Gatsby é a sensação daquele verão. Um bilionário conhecido pelas festas estravagantes/carnavalescas todos os sábados e pela diversidade de pessoas que participam, os quais apareciam mesmo sem convite, porém uma figura misteriosa; nenhum dos convidados sabe sobre o passado do anfitrião ou qualquer detalhe relevante sobre sua personalidade. Existe uma variedade de rumores, desde ser sobrinho do Czar Guilherme, até um assassino ou contrabandista de bebidas.
Em uma ocasião, convidado para participar de uma dessas festas, Nick e Gatsby acabam se aproximando, resultando daí uma descoberta sobre os segredos que envolvem o bilionário e uma amizade verdadeira. De forma nítida, Fitzgerald expõe a sociedade americana do século XX e sua busca desenfreada pelo prazer. Tom, Daisy, Jordan, todos eram pessoas egoístas, que como o próprio autor afirma, esmagavam as pessoas e depois se protegiam nos castelos, onde a fortaleza era o dinheiro e a posição social ornavam com a frivolidade do caráter.

Conforme vamos adentrando a estória, descobrimos o verdadeiro Gatsby. Esse livro lembrou-me outro, “A escolha de Sofia” (recomendo a leitura), onde ambos os personagens, constrói uma verdade para si e repetem com tanta ênfase, que acaba por tornar-se verdade. Gatsby acreditou que poderia viver o passado que nunca existiu, prendeu-se as amarras de memórias inexistentes e sonhos irrealizáveis. O amor pela tola e superficial Daisy acabou por arruiná-lo totalmente, já que cinco anos antes, ele comprometera não apenas seu coração, como também o restante da vida. Descobrimos posteriormente que toda aquela festa protagonizada repetidamente tinha o intuito apenas de reaproximá-lo de Daisy, antigo amor, e Nick, o responsável pelo reencontro entre os dois.

Ao expor o caráter dos seus personagens, permeado de falhas morais, como o adultério(Tom e Myrtle; Gatsby e Daisy), a trapaça, a superficialidade nos relacionamentos, sejam amorosos (Nick e Jordan, e claro, Gatsby e Daisy) fadados ao fracasso, ou de amizade (a ausência dos amigos no enterro de Gatsby), assim como a mesquinharia, Fitzgerald expõe de forma magnífica a obscuridade dos anos dourados americanos.
Vários acontecimentos irão se somando ao longo da narrativa, responsável pelo final trágico: o acidente, o preço pago pelo inocente, a impunidade e facilidade de como o culpado sai de cena protegido no seu mundinho dourado, além da facilidade com que as pessoas rompem os laços quando estes não lhes convêm mais. O grande Gatsby, considerado um clássico americano, é realmente um bom livro. É uma leitura que além de descrever um período de uma sociedade, nos fala sobre as amarras do passado não vivenciado e sobre a possibilidade de um futuro inexistente, quando somos obsessivos o suficiente em correr para algo que nunca esteve ao nosso alcance.

“Gatsby acreditou na luzinha verde, naquele futuro orgiástico que de ano em ano se afasta de nossos olhos. O futuro já nos iludiu tantas vezes, mas não importa... Amanhã correremos mais depressa e esticaremos nossos braços um pouco mais além... É assim que todos nós deslizamos, barcos contra a corrente, impelidos incessantemente de volta ao passado.” (p.204)
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Lili 28/12/2016

O Grande Gatsby
Dá pra entender bem porque este livro é considerado um clássico. Muito bem escrito, com uma narrativa elegante e ainda assim fluida, o livro retrata uma sociedade deslumbrada com a própria prosperidade e fútil ao extremo.

Pode ser lido como a história de um casal com problemas no "timing", como uma crítica à sociedade mencionada ou simplesmente como um retrato da solidão de alguém que está sempre rodeado por multidões.

Gostei de ter lido e recomendo.
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Naila Soares 03/11/2016

A profundidade do raso
O que faz de "O grande Gatsby" um livro extraordinário é conseguir, concomitantemente, capturar as contradições e a fugacidade de um importante momento sócio-histórico vivido pelos americanos na década de 20 e ser um livro atualíssimo, em que o grande protagonista da história é o dinheiro e o mundo narrado é o das mansões, festas e pessoas que se reúnem apenas para serem ricas juntas.

O livro nos conta sobre a ascensão econômica e social do Gatsby que, por sua vez, se apaixona pela rica e fútil Daisy, que representa tudo aquilo que ele gostaria de ser e ter na vida. A partir daí a trama se desenrola com direito a encontros e desencontros. No entanto, o romance é secundário e funciona como uma isca para captar leitores menos atentos ao que de fato importa: a crítica à uma geração que tinha tudo e ao mesmo tempo não tinha nada. Enquanto as festas e os romances acontecem, o autor implicitamente nos revela a solidão e o vazio que permeiam toda a narrativa.

É admirável a capacidade do F. Scott Fitzgerald de, com sua escrita, trazer profundidade para uma história essencialmente rasa, sobre relações efêmeras que se alimentam das aparências. Enfim, Fitzgerald é um grande escritor e frasista.
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Fran 28/09/2016

O "Sonho" Americano
Esse livro é um excelente retrato dos EUA nos anos 20, e Gatsby ilustra a ilusão do sonho americano, e toda aquela ideia de se fazer dinheiro e enriquecer. A terra das oportunidades. A história é permeada pela aura de glemour e ostentação, muita festa e jazz!
É um livro tremendamente bem escrito e muito envolvente, cheio de frases fantásticas, muito perspicazes e bem humoradas até ... Maravilhoso!

Gatsby é meio que um anti-herói, cheiro de mistério e negócios escusos e ilegais, mas, se o compararmos com os demais personagens, ele é um dos melhores em questão de honestidade e caráter. Nick e Gatsby são os melhores personagens, sem dúvida. Os demais são odiosos, rsrs! Não tem muito a ver, mas me lembrei em todo momento de Jane Austen, que sempre chamava a atenção para personalidade forte e bom caráter de suas fantásticas heroínas, por meio de uma gama de personagens secundários muito ridículos, orgulhosos e mesquinhos. Tive essa sensação ao ler "O Grande Gatsby", ele não era a melhor pessoa, mas olhando para os demais, ele se torna "bonzinho".
Ele é fiel ao seu objetivo (Dayse), e luta por ele, faz tudo por ele (mesmo que não valha a pena, na minha opinião), e de certa forma isso me cativou.
Nick é quem narra a história. É aquele observador, que vê tudo acontecer, e algumas vezes até de forma passiva, como que "seguindo a maré", nas no fim do livro que ele se redime e faz o que ninguém mais faz!

Vale muito a pena ler esse livro, fiquei pensando em várias coisas ...
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Tateane 02/09/2016

<3
Esse livro deveria ser leitura obrigatória nos colégios, só digo isso.
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Zeka.Sixx 30/08/2016

O Grande Romance Americano
Uma aula de como escrever um romance. Um capítulo final arrebatador. Um livro que a todo instante foge da obviedade e nos surpreende. Leitura obrigatória!
"(...) Quase cinco anos! Devia ter havido momentos, mesmo naquela tarde, em que Daisy não correspondera totalmente a seus sonhos... Não por culpa dela, mas devido à colossal vitalidade da ilusão que ele alimentara. Uma idealização que havia crescido e se tornado maior do que ela, maior do que qualquer coisa no universo. Ele se lançara dentro do sonho com paixão criadora, acrescentando detalhes todo o tempo, decorando-o com cada pluma brilhante que passava em seu caminho. Não há intensidade de ardor ou de euforia que possa desafiar aquilo que um ser humano é capaz de armazenar em seu fantasmagórico coração".
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Isabella 29/08/2016

:)
Adorei esse livro! Um dos meus preferidos da vida.
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spoiler visualizar
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Luizahk 27/08/2016

Muito bom. Um verdadeiro clássico.
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luasophia 01/08/2016

Um mundo de Aparências
Se a procura é um livro que explore relações fúteis humanas, Grande Gatsby é uma ótima leitura. Utilizando-se da figura de Nick Carraway como narrador, o livro contrasta verdades negras e mentiras belas num mundo de Jazz e festas exuberantes. A fragilidade dos relacionamentos dentro de tal contexto, é o aspecto mais explícito da história, explorando inclusive até que ponto essa força pode parecer real aos envolvidos.
Um livro interessante, principalmente, se lido com cuidado e atenção aos detalhes.
Recomendo e aprovo! ??
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Midian 01/08/2016

Querido Gatsby...
Sempre tive um pé atrás com clássicos, e culpo as minhas professoras de português e literatura por isso, haha. Acho que tudo que é obrigação é chato, e ler por obrigação, um livro que foi escrito décadas atrás e que tem uma leitura rebuscada é bem difícil. Mas, fui me desapegando dos preconceitos, aliás, alguns clássicos que li no decorrer da vida acadêmica me marcaram e me fizeram ter outra visão.
O Grande Gatsby foi mais um desses livros. Me fez ter outra visão, me mostrou como existem autores excelentes e histórias incríveis em todas as gerações.
O livro é narrado em primeira pessoa por Nick Carraway, um jovem que tentava a carreira de administração, em Nova York. E apesar de morar em uma casa simples e comum, tinha como vizinho o tão conhecido- metaforicamente, já que poucas pessoas haviam visto e conversado com ele - e misterioso Sr. Gatsby.
Jay Gatsby tinha um passado desconhecido pela sociedade, e como não poderia ser diferente, havia especulações sobre sua vida. Diziam que havia matado um homem, que tinha conseguido sua fortuna de forma ilegal, que foi um espião durante a guerra... Mas a única certeza é que ele era rico e fazia grandes festas, em que todos compareciam, apesar de não terem sido convidados.
O Sr. Carraway tinha uma prima em Nova York, Daisy Buchanan, que era casada e tinha uma filha, com Tom Buchanan. Isso por si só, parece uma informação irrelevante, porém, com o decorrer da leitura, percebemos que tudo se entrelaça, num emaranhado de mentiras, traições, amores antigos e proibidos...
Com o desenrolar da história, descobrimos que a vida de Gatsby e Daisy também estava interligada. Haviam tido um romance na juventude, romance esse que ele nunca superou e esqueceu, pelo contrário, fez coisas inimagináveis e românticas para reencontrar seu grande amor. Ela porém, havia seguido a vida, apesar de não estar satisfeita das escolhas que fez, tinha se casado e construído uma família.

O livro é repleto de momentos poéticos em que você se perde no tempo, imaginando um amor tão puro e reverente como o de Gatsby. Imaginando as festas glamourosas do perfeito anfitrião, a luz verde e o significado por trás dela...

LEIA NA ÍNTEGRA NO BLOG :D

site: http://tordodemorango.blogspot.com/2016/08/beda-1-resenha-o-grande-gatsby.html
Jéssica - @cjessferreira 01/08/2016minha estante
Awwww! Que bom que gostou, Midi *-*




Aline 29/07/2016

O livro foi publicado pela primeira vez em 1925. A história se passa em Long Island, no verão de 1922. É uma trama densa, cheia de paixões, conflitos, intrigas flata de sentimentos e materialismo. Jay Gatsby é um jovem milionário que sempre foi apaixonado por uma jovem; fazendo várias festas em sua casa com o único objetivo de conseguir falar com a sua amada. O livro é um clássico americano, mesmo assim achei a leitura muito boa. Aos poucos vamos descobrindo o verdadeiro motiovo de toda ambição e desejo em enriquecer.
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Geisy 28/07/2016

Quem quer dinheiro?
Você já sonhou em ser rico? Os Estados Unidos dos anos 20 eram o paraíso dos novos ricos, homens que de uma hora para outra se tornaram milionários e gastavam sem controle, acreditando que aquela prosperidade jamais acabaria. Naquela época, os Estados Unidos passaram a ser a grande potência mundial, tendo cerca de 50% de todo ouro mundial. Tiveram um forte crescimento econômico pós-Primeira Guerra Mundial e inúmeras inovações tecnológicas estavam a venda: Eletrodomésticos, rádio, cinema, vitrola, automóveis, etc.
Eis o chamado Sonho Americano, de se tornar rico independente da sua linhagem na Terra Prometida chamada EUA. O que as pessoas esqueciam é: qual o preço que se paga por um sonho?
O grande Gatsby (publicado em 1925) é a obra-prima de Francis Scott Fitzgerald. O livro conta a história de Jay Gatsby, um homem que muda de nome na tentativa de reconquistar Daisy, sua antiga paixão, que o abandonou para se casar com alguém mais rico. De forma misteriosa, o humilde oficial do Exército se transforma em um ricaço que dá festas extravagantes todos os dias em sua mansão. Tudo é contado pelo ponto de vista do vizinho de Gatsby, Nick Carraway, um aristocrata falido e primo de Daisy, que vai para Nova York trabalhar no mercado financeiro para tentar mudar de vida.
Em quase cem anos de sua publicação, o romance teve adaptações para cinema, teatro e ópera e arrebatou milhares de fãs, entre eles, J. D. Salinger. O autor Fitzgerald nunca escreveu uma biografia, mas temos suas cartas pra ler e podemos dizer que ele foi, ao mesmo tempo, alguém que viveu a loucura dos anos 20 e que também soube se distanciar o suficiente daquela realidade para fazer um relato tão incrível do homem da época.
Como estudante e professora de Literatura, digo: o mais importante é COMO se conta uma história e não O QUÊ é contado. Quantas histórias de amor e traição você conhece? Agora, quantas você diria que são realmente de qualidade? Na superfície, O Grande Gatsby trata-se de uma história de amor, mas na verdade é também uma história de sonhos e desilusões, de idealismo e materialismo. De um homem romântico que deixa para trás sua origem e seus valores em busca de um sonho juvenil, mas que acaba por não encontrar nada além de hipocrisia e cinismo naquela metrópole rica, moderna e inquieta. Do jeito mais difícil, ele descobre que o sonho americano quase nunca se realiza e, quando se realiza, não é da forma que a gente queria. O preço que se paga é alto demais. E não é possível voltar ao passado. Fitzgerald vê e antevê uma sociedade fútil e materialista que receberia um golpe na cara logo logo na crise de 1929 ou, mais recentemente, de 2008. Ao construir um narrador com essas características (que se diz imparcial, é um moralista), Fitzgerald, mais do que contar uma história, descreve uma sociedade em mudança, tendo como protagonista dois românticos que vivem em uma época de desilusões e de grandes transformações na cultura dos Estados Unidos.

DUELO LITERÁRIO
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Luísa 17/07/2016

Um clássico que vale a leitura!
O Grande Gatsby foi escrito por F. Scott Fitzgerald e foi publicado pela primeira vez em 1925. A história se passa em Nova York e em Long Island, no verão de 1922. Ela é narrada por Nick Carraway, primo de Daisy Buchanan e vizinho de Jay Gatsby. Gatsby é um milionário que ficou famoso pelas festas que aconteciam em sua casa. Porém, apesar de toda essa popularidade causada pelas tais festas, ninguém sabia muito sobre seu passado, o que aumentava muito os rumores sobre a origem de sua fortuna.

Nick passou a frequentar as festas e, mais tarde, descobriu que Gatsby só mantinha estas festas na esperança de que Daisy, o grande amor de sua vida, fosse a uma delas por acaso. Em meio a tudo isso, Nick acaba se tornando um intermediário para ajudar com que Gatsby se encontre, casualmente, com sua prima Daisy. Mas é claro que a história não é tão simples assim, afinal Daisy é casada com Tom Buchanan há 5 anos e ambos têm uma filha juntos. Sem contar que estamos falando de algo que estava acontecendo nos anos 20, período em que as pessoas viviam muito de aparências.

Foi tão bom ler o livro sem saber muitos detalhes da história, que eu acho que vou parar por aqui antes de soltar algum spoiler. A riqueza de detalhes com que Fitzgerald descreve as cenas transformou o texto em algo muito bonito de ser lido. Você consegue se sentir dentro da história. Muitas vezes me peguei com vontade de reler o trecho que eu tinha acabado de ler só para poder apreciar mais uma vez todo aquele ambiente ou sensação que estavam sendo descritos. Muito legal.

Eu, que não conhecia a história antes de começar a ler, achei o final do livro bastante surpreendente. Uma crítica à sociedade em que vale a pena pararmos um pouco pra pensar sobre o nosso próprio comportamento diante das demais pessoas. O desfecho do livro também nos traz uma lição: Se mantivermos sempre a esperança, poderemos alcançar o inalcançável.

site: http://luisadrumond.com.br/2013/10/livro-o-grande-gatsby-de-f-scott-fitzgerald/
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Thai Mafra 16/07/2016

O Grande Gatsby é o retrato da sociedade luxuosa e desregrada dos Estados Unidos dos anos 1920. Com o fim da Primeira Guerra Mundial e o aumento das exportações para a Europa, os Estados Unidos viram um período de forte crescimento econômico, com queda nos preços dos bens de consumo e aumento do crédito. Esse avanço na economia impulsionou o ideal da "American Way of Live", que pregava a vida, a liberdade e a busca pela felicidade. As pessoas então passaram a se lançar num consumismo exagerado e a uma tentativa de enriquecimento rápido na bolsa de valores. A vida dos ricos, com suas festas regadas a jazz e muita bebida, passou a ser cobiçada por todas as classes sociais.

É nesse contexto que o jovem Nick Carraway, recém-chegado da guerra e ansioso para ganhar a vida em Wall Street, se muda para West Eggs, em Nova Iorque. Em uma casa imponente do outro lado da baía, moram sua prima Daisy Buchanan e o marido Tom. E vizinha ao chalé simples de Nick, está a mansão luxuosa do misterioso Jay Gatsby, um homem famoso por dar festas grandiosas das quais pouco participava. Embora as portas da mansão de Gatsby fossem abertas a todos, poucos presentes eram realmente convidados para as festas, e nenhum parecia saber quem de fato era Gatsby e qual a origem do dinheiro que pagava todos aqueles luxos.

Aos poucos, Nick vai adentrando na vida social de Nova Iorque e na vida pessoal dos personagens da trama. Começa a sair com Tom e descobre que o amigo trai Daisy com a mulher do mecânico. Também acaba sendo convidado para uma das festas de Gatsby e descobrindo quais eram as reais intenções por detrás das festas grandiosas do milionário.

Gatsby e Daisy haviam sido namorados há vários anos. A guerra e outras complicações na vida de Gatsby, no entanto, acabaram por separar os dois. Certa de que jamais reencontraria Gatsby, Daisy acaba se casando com o abastado Tom Buchanan. Mas Gatsby nunca desistiu de reencontrá-la. Todos os eventos que aconteciam em sua casa tinham como objetivo atrair a atenção de Daisy. A cada vez que Gatsby abria a porta da sua casa para estranhos, esperava que sua amada aparecesse, para que os dois pudessem retomar a história de amor que fora interrompida anos atrás.

Tocado pela história de amor - e talvez fazendo vista grossa por conta das traições de Tom - Nick acaba concordando em ajudar Gatsby e Daisy a se encontrarem às escondidas. Mas o que Nick, Gatsby e Daisy vão acabar descobrindo é que o passado não pode ser mudado, e que cada acontecimento na vida de alguém traz consequências que não podem ser evitadas.

Ao mesmo tempo uma crítica social e um autorretrato, O Grande Gatsby é hoje considerado a obra-prima de Fitzgerald. Sua crítica à vida desregrada e inescrupulosa da sociedade norte-americana dos anos 1920 acaba sendo, talvez, uma autocrítica do próprio autor, uma vez que Fitzgerald possuía todos os hábitos que questionava.

Certamente, dentre todos os livros que já li, esse foi o que mais me surpreendeu positivamente. Comprei-o num impulso pela beleza da edição, uma capa dura lindíssima coberta com uma capa plástica que reproduz o cartaz da adaptação para cinema de 2012 (e como resistir a um livro com Leonardo DiCaprio na capa?). Dentro do livro, temos um encarte com fotos de Fitzgerald e sua mulher Zelda, bem como imagens das muitas adaptações para cinema.

Achei que iria deixar o livro guardado na estante, intocado, porque nunca me interessei realmente pela história. Mas quando resolvi pegar para ler, acabei "pagando a língua" e me encantando com a história. Talvez ela tenha me tocado tanto por eu não ter criado nenhum tipo de expectativa em relação à leitura.

Resenha completa na Sociedade dos Leitores Compulsivos


site: http://www.sociedadedosleitores.com.br/2016/07/resenha-o-grande-gatsby.html
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