Desonrada

Desonrada Mukhtar Mai...




Resenhas - Desonrada


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Lu 25/09/2020

A força e a luta de uma mulher
Mukhtar é uma mulher paquistanesa que por punição à um "crime" que seu irmão cometeu é condenada a sofrer um estupro coletivo. Isso mesmo vocês não leram errado.
O relato forte e triste é escrito por uma jornalista francesa que resolve ajudar Mukhtar a conseguir justiça. Porém nada é fácil, além de precisar enfrentar uma justiça baseada em leis patriarcais, Mukhtar tem outro desafio: ela é analfabeta.
Eu li esse livro com 15 anos, e sim obviamente ele me chocou bastante. Mas a força de Mukhtar é inspiradora. Para quem tem interesse, hoje ela ainda luta pelos direitos das mulheres paquistanesas.

Frase favorita: " Pela primeira vez uma mulher se tornava um símbolo"
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Moises Celestino 29/08/2020

"Depoimento chocante"...
Acabei de ler este livro - denúncia, chocante e assombroso sobre a violência cometida de forma desumana e cruel contra as mulheres no Paquistão. O relato da depoente, embora esclarecedor, é triste, desolador e estarrecedor. "Desonrada", no contexto geral, é simplesmente reflexivo e inspirador.
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Samuel.Dudu 07/08/2020

Que luta.
Que país lixo, que tradições mais absurda. As mulheres são analfabetas mas quem precisar de educação são os homens o que eles fazem com suas mulheres é horrível. Que outras pessoas possam entrar nessa luta e garantir a outras mulheres uma vida digna!
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JP Godeiro 12/05/2020

Trata do depoimento de uma mulher paquistanesa que assim como outras milhares, foi vítima de um sistema tribal, machista e criminal. É chocante tomar conhecimento do que uma mulher pode passar naquele país, especialmente no interior.
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judeaquino 27/02/2018

Emocionante e inspirador
Relato forte e incrível sobre a triste realidade que as mulheres ainda enfrentam no Paquistão (e, no geral, no mundo). Uma história de força, coragem e luta por direitos. Recomendo MUITO o livro, amei!
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Michely Looz 17/08/2017

As discussões sobre o direito de espaço da mulher se tornaram cada vez mais frequentes. Seja por meio de relatos, exemplos reais, acontecimentos do cotidiano, ou mesmo em fato históricos não tão recentes, o assédio moral, sexual e preconceito de gênero caminha com as mulheres desde os primórdios da vida em sociedade. O debate sobre a participação da mulher na sociedade ocorre a cada dia, em cada luta. Há muitas discussões e pontos de vista sobre a participação da mulher nas discussões que envolvem a participação popular.

Nada disto é em vão e surge das diversas formas de exclusão que nós sofremos ao tentar garantir espaço, voz, direito a opinião, direto a igualdade em qualquer questão. Mas os pequenos avanços, conquistas cotidianas adquiridas por meio de muita luta, sangram com os acontecimentos que presenciamos ou lemos nos jornais diários.

Mukhtar Mai é um exemplo. Moça de origem paquistanesa, Mukhtar relata o seu sofrimento ao defender a família. O que era para ser apenas um pedido de desculpas em2-3 público, na tentativa de absolver uma possível culpa do irmão mais novo, se transformou em um estupro coletivo de homens impiedosos de uma casta superior de sua tribo. Desonrada narra o depoimento de uma jovem que lutou até o fim, mesmo com escassas esperanças, por justiça e punição dos que a violaram. Mais que isso, batalhou pela visibilidade de uma situação que ocorre diariamente em seu país, a punição por crimes de honra.

É de mais mulheres como Mukhtar Mai que o mundo necessita. De depoimentos que enfurecem e encorajam, que dão voz à indignação e que fazem homens e mulheres de bem lutarem por uma sociedade mais justa e igualitária. Densonrada é um livro tão forte que é possível sangrar e sofrer junto a Mukhtar, e seu relato de dor faz de nós seres humanos ainda mais tocados pelo caminho que as mulheres trilham todos os dias.

A leitura é rápida e o livro possui apenas 156 páginas. No entanto, a dor do relato contagia quem o lê de modo que se faz necessária uma reflexão entre os capítulos. Um livro forte, com sentimentos, situações e questões reais, que toca, enfurece e magoa. Um livro que merece ser lido e sentido com o coração. O relato de Mukhtar Mai foi recolhido pela jornalista francesa Marie-Thérèse Cuny, especializada em direitos da mulher.

Citações

“Se aquela gente toda queria saber o que havia acontecido, era porque eu simbolizava na minha região a revolta de todas as outras mulheres violentadas. Pela primeira vez, uma mulher se tornava um símbolo.” P.48

“Eu nasci neste país, estou sujeita a suas leis, e sei perfeitamente que, como todas as outras mulheres, pertenço aos homens da minha família – como um objeto com o qual eles têm o direito de fazer o que quiserem. A submissão é a lei.” P.66

“Hoje minha vida tem um sentido. Essa escola tinha de ser criada, e eu continuarei a lutar por ela. Daqui a alguns anos, essas menininhas já terão suficientes ensinamentos escolares para enfrentar a vida de uma outra maneira, espero.” P.108

site: https://minhapipocaliteraria.wordpress.com/2017/01/18/desonrada-mukhtar-mai/
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Thalyta Viana 31/05/2017

Por mais Mulheres Assim
Inspirador. É triste ler retratos de uma realidade tão cruel, quanto desrespeito e falta de amor para com o próximo .
Contudo a autora traz a tona um assunto muito pertinente a nossa realidade, o poder da Educação - como ela pode ser transformadora. Mulheres que existiam apenas como um objeto de submissão ao homem, adquirem novos horizontes diante da réliz alfabetização, conscientizam-se de seus direitos e podem assim alimentar a esperança de dias melhores. A Mai é um exemplo de Coragem, pois a luta da mulher por respeito é mais dramática em alguns países, mas é Mundial.
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Deghety 29/05/2017

Desonrada
"Eu tenho uma mensagem para as mulheres do mundo, todas as mulheres que foram estupradas ou foram vítimas de violência. É preciso falar sobre o que houve e lutar por justiças."

Mukhtar Mai

Desontada é um relato impactante de Mukhtar Mai, vítima de estupro coletivo ordenado pela justiça tribal no Paquistão, onde castas superiores subjugam outras castas e quase sempre as mulheres pagam pelas contendas entre as castas.
Se fosse um caso isolado já seria muito chocante, no entanto, o que aconteceu com Mukhtar Mai é um de milhares.
É inadmissível que ainda existam tradições tão desumanas e pior ainda, com condescendência de leis oficiais de certos países.
A história de Mukhtar Mai, com sua determinação e coragem, é um símbolo da luta das mulheres por justiça, liberdade, educação e direito a vida.
Leiam!!!!!!!
Andrade 29/05/2017minha estante
Muito boa essa resenha. Deu vontade de Ler..


Deghety 02/06/2017minha estante
Valeu, é um livro muito bom




Silvio 06/04/2017

Um relato emocionante e extremamente revoltante de uma jovem paquistanesa. Ela mostra as atitudes de seres brutais e desumanos, que se dizem religiosos, mas não passam de animais ferozes e nocivos.
É absurdo pensar que em pleno sec. XXI possa existir um lugar, um país, um Estado que vive antes da Idade Média. É a lei do mais forte, do mais poderoso.
É ruim para os homens pobres e absurdamente péssimo para todas as mulheres.
A protagonista, vítima inocente desse sistema, trava uma luta ferrenha contra tanta injustiça e consegue ajuda de muita gente. Talvez, por sorte, continuou viva, pelo menos até o final do livro.
Gostaria muito de saber como ela está hoje.
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Simone de Cássia 10/10/2016

"Mais um relato que choca, machuca, horroriza! Um relato da brutalidade de seres que se dizem humanos, mas que na verdade não se equiparam nem mesmo aos animais...Onde alguém já viu um macho de qualquer espécie maltratando, degradando, DESONRANDO uma fêmea apenas pelo fato de que é fêmea?? Onde?!? Nossa cultura ocidental já progrediu, é verdade, mas se ainda é comum homens assassinarem suas mulheres porque elas não querem mais a sua companhia, então não nos afastamos tanto assim dessa barbárie! Nota "T", de Triste!!"
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Isabela 26/08/2016

" Falar da sua dor, de um segredo que consideramos vergonhoso, liberta o espirito e o corpo. "
Uma parte retirada do livro, e particularmente, acredito que pode ser a base do livro...

O livro em resumo, é sobre a vida de uma mulher do Paquistão, cercada de preconceito e machismo, claro que analfabeta. Pois as mulheres não tem outra função em ser objeto do homem e cuidar dos filhos e casa.
A protagonista da historia, é Mukhtar Mai que sofre um estupro coletivo, de 4 homens pertencentes de uma aldeia proxima. Motivo? Segundo eles, o irmão de Mai faltou respeito com uma mulher da aldeia deles, e então Mukhtar tem que pagar o preço.

O livro me mostra uma mulher, que embora tenha tudo para abaixar a cabeça como muitas fazem, ela se revolta pelo que passou e vai contra tudo e todos, aonde ela consegue colocar os homens na cadeia e representa as mulheres que sofrem caladas os maus tratos.

O livro mostra que a mulher tem direito igual ao o homem, que ela não é submissa, assim como tbm, vale a pena lutar pelo que vc acredita, mesmo estando em varias circunstancias dizendo não....

Um detalhe interessante, que ela sempre fala da justiça divina, que Deus esteja sempre com ela e com isso ela conseguiu seu exito....

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Nena 17/04/2016

Relato angustiante e emocionante de uma jovem mulher paquistanesa e sua superação a violência q sofreu. Mukhtar Mai é vítima de um estupro coletivo diante de uma tribo vizinha e rival, sob alegação injusta de que seu irmão de 12 anos teria abusado sexualmente de uma mulher de 27 anos. Mukhtar não se cala e denuncia os agressores, levando-os a suprema corte. Sofre todo tipo de ameaças, injurias e humilhações. Recebe uma grande indenização onde aplica toda na construção de uma escola para meninas, por acredita q se não fosse analfabeta, sua vida seria diferente.
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